depositphotos_8343882-stock-photo-tuning-fork“… Obedecendo ou administrando, ensinando ou combatendo, é indispensável afinar o nosso instrumento pelo diapasão do Mestre…” (Emmanuel).

Diapasão é um instrumento metálico, em forma de forquilha que serve para afinar instrumentos e vozes através da vibração de um som musical de determinada altura. (Wikipédia).

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Distantes ainda da perfeição, Espíritos que compõem a grande orquestra do orbe Terra, são seres que, de parcas virtudes, veem-se desafinados perante as Leis Divinas.

A intenção magna da Divindade, ao nos brindar com o Governador Jesus – o super Contramestre – é que no exercício dos séculos e dos milênios, com reencarnações por avalistas, nos afinássemos à ética Moral.

Se há instrumento que nosso “Guia e Modelo” insistiu que ‘tocássemos’ foi a misericórdia: o entendimento maior da décima Lei (Justiça, amor e caridade), compreendida como principal – ou única?! – para que nos harmonizássemos perante a orquestra Universal.

Porquê é o diapasão desse Mestre amoroso, o mesmo do Regente Criador, desejou Ele que o imitássemos, curando-nos, aos poucos, de nossos senões, oriundos dos destemperos atribuídos ao nosso orgulho, egoísmo, vaidade e inveja.

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Ainda libertinos, iremos nos questionar como, então, agirmos correto? Como distinguirmos o certo do errado? Simples: agimos como Jesus agiria? Ou em mesmo diapasão?

Se sim; afinados! Se não; desafinados!

(Sintonia: Fonte viva, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, Cap. 84 Na instrumentalidade; 1ª edição da FEB) – (Outono de 2017).

germinac3a7c3a3o… Sabe, quando vemos nascer algo que até já esquecêramos haver plantado um dia? Algo que demorou tanto a germinar que já havíamos dele desistido? É o ‘nosso’ tempo! Somos afoitos. Não aprendemos, ainda, a esperar!

Um belo dia, entretanto, vemos a plantinha despontar na terra abençoada que, com algum esforço, preparamos, e onde depositamos uma sementinha. E ficamos maravilhados perante a constância, o silêncio, a sutileza e abnegação da Mãe Natureza, como que a nos anunciar que para tudo há um tempo certo; apropriado…

… É o tempo de Deus, perfeito, sábio, supremamente inteligente, e n’um contraponto educativo ao tempo do homem, ainda insipiente; com muito a aprender! Compreendemos então a linguagem de Emmanuel, afirmando-nos que há o “determinismo Divino”, infalível e entendido como suas Divinas ou Naturais Leis; e há o “determinismo humano”, falho e ainda um produto de nossas escolhas equivocadas.

Possuímos nossas certezas; Deus seus Desígnios!

(Outono de 2017).

141016-pessini-imagem04Possuímos no Brasil, entre autódromos e kartódromos, 24 pistas. O mais glamouroso é Interlagos, em São Paulo, e municipal (público). Por que a pavimentação de tais obras é tão espetacular, tão perfeita e as rodovias Brasileiras são tão humilhantes? Atoleiros, buracos, trechos assassinos, vias simples… põem nervosos caminhoneiros que escoam safras e demais condutores em seus vai e vem para diversos fins.

Por que os gramados dos estádios de futebol brasileiros (muitos também públicos) são tão bem cuidados e aparados, quando nossas praças públicas, de quaisquer dimensões, em sua maioria, estão entregues ao mato?

Por que prédios públicos, de todas as instâncias, são tão nababescos (pomposos) e escolas, hospitais e presídios são tão deficitários? (infiltrações, rede elétrica sucateada, falta de leitos, materiais mal versados e atirados em depósitos…).

Por que automóveis oficiais são tão flamantes (todas as alçadas possuem frotas de perder o fôlego), e as viaturas destinadas a transporte escolar, ambulâncias, escoltas, policiais… literalmente deixam usuários ‘sem fôlego’?

É possível que nossos porquês não fiquem por aí; mas estes, talvez, sejam os que, no momento, mais nos despertam curiosidade…

(Outono de 2017).

mostardaFrançois Marie Aruet – Voltaire (Paris, 1694-1778), diria certa vez que “o mundo me intriga, e não posso imaginar que este Relógio exista e não haja Relojoeiro.”

Sinapis Nigra, a Mostarda, é árvore de origem Palestina. De semente minúscula, dado margem a seu crescimento, alcançará três metros de altura.

O zigoto, depois embrião, já animado por Espírito milenar, irá reverter-se em espetacular conjunto (corpo/perispírito/Espírito), dando origem a um/a belíssimo/a jovem.

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Nossa mente inimagina a grandiosidade do Relojoeiro referido por Voltaire; somente com aparelho sofisticado apreciará o zigoto; e, apesar da pequenez, consegue ter e ver, na palma da mão, o grão de mostarda: Deus, o zigoto e a semente, não vemos ou os vemos com dificuldade.

O Relógio (Universo), a mostarda majestosa e o belíssimo humano são o óbvio, incontestáveis; estão diante de nossos olhos; manifestos!

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Qual, então, o tamanho da nossa fé? A fé é uma enorme crença naquilo que não vemos, mas que o óbvio nos mostra. Quanto mais sentimos e experimentamos a evidência, maior a nossa fé!

Quando Jesus se faz ressuscitado (em Espírito) entre os seus; deixa-lhes o Santo Espírito (que era Ele próprio); e volve ao Plano Espiritual, os seus passam do estado receoso para a Fortaleza.

UMA FELIZ PASSAGEM PARA TODOS NÓS!

(Sexta feira santa; outono de 2017).

17757151_1676777409004617_1501653189527108255_n… E quando a Natureza nos parece música?

Olhamos ao nosso redor, conseguindo ver formas, cores, movimentos, sons… reunidos e como a entoar aquela melodia que mais apreciamos:

São formas admiráveis capazes de fazer inveja ao mais renomado dos arquitetos: não tenhamos dúvidas que nosso Oscar Niemayer tantas e tantas vezes nelas se inspirou.

Qual, se não o pincel da Divina Providência, conseguiria atingir as multicores que a Mãe Natureza nos apresenta: atento, o Criador nos convida a, diariamente, ‘ajudá-Lo’ a retocar tão magnífica aquarela…

Tudo é movimento: Maestro com sábia batuta coordena a formidável orquestra, onde componentes das mais diversas ordens dedilham, sopram, percussionam, solfejam e tamborilam, proporcionando-nos a mais completa evolução; proporcionando ao Universo os mais belos…

… Sons que um complexo grupo musical poderia nos proporcionar.

Natureza e música: quem tiver olhos de ver e ouvidos de ouvir, que não só as veja e ouça… mas que as perceba!

(Outono de 2017).

Cla01150808“Tomar as dores” é o tema da reflexão: quando alguém se indispõe conosco, porque nos indispusemos com alguém que aquela pessoa gosta muito, dizemos que ele ‘tomou as dores’, tomou partido, ou algo que o valha.

Consideremos, entretanto, que as indisposições entre dois indivíduos (Espíritos já ‘vividos’), têm origem, ou nesta ou em vivências anteriores: doutrinariamente, não há escapatória para isso!

Se assim acontece – e acontece! – dizemos que são pendências ‘particulares’ de dois indivíduos que precisam equilibrar relacionamentos “enquanto estão a caminho”, ou enquanto por aqui estão, ‘nesta’ vivência…

Suas pendências, por serem ‘particulares’, podem nada a ter a ver conosco, portanto, nesse caso, ‘tomar as dores’ seria atitude equivocada. Porém…

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… Há situações – e que, felizmente, não lembramos – que em vidas anteriores agimos em conluio: fazíamos parte de grupos rivais que se prejudicavam com a combinação espúria das partes.

Em outras ocasiões promover-nos-emos a ‘advogados de defesa’, pois nossos laços com a pessoa injuriada por terceiro são tão fortes, que já viemos nos amando, também a muitas encarnações.

Nestes dois casos, sim, torna-se explicável a atitude do “tomar as dores”, já que somos cúmplices de desventuras ou venturas desde ‘a outra encarnação’, como popularmente e comprovadamente nos expressamos.

(Outono de 2017).

lavapes2Jesus de Nazaré, na qualidade de “melhor guia e modelo” oferecido pelo Pai à humanidade, “em todos os tempos”, revela-se como o melhor ciclo de serventia colocado à disposição da Terra:

Desde a formação do Planeta; durante sua encarnação redentora; e após esta, em Espírito de Verdade, obra sem cessar, a exemplo do Criador – o “Homem” com agá maiúsculo. Por isso, o Nazareno afirmaria nas escrituras de Marcos: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir.” (10:45).

Tudo, na Natureza do Pai obra, servindo ciclicamente:

A semente germina, cresce, floresce e frutifica; e os frutos oferecerão novas sementes dando continuidade ao ciclo de serventia.

A fonte gera o córrego; este o riacho; e o riacho o grande rio que se lançará ao mar. Antes disso, serve por todos os meios: mata a sede; gera energia; encurta distâncias… As águas, evaporadas, empançarão nuvens; e as nuvens se precipitarão, formando torrentes.

Animais de todas as espécies, em seus ciclos de serventia, alimentarão, tracionarão, embelezarão, educarão…

Miríades de insetos minúsculos transportarão polens, patrocinando princípios vitais.

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O homem, usuário de seu livre arbítrio – ou usurário?! – é o único que poderá escolher quebrar os ciclos de serventia. A criatura que escolhe somente ser servida cristaliza-se. Já os que toleram, respeitam e servem se desenvolvem. Mas…

… Para os primeiros, é só uma questão de tempo, pois, ciclos e ciclos domarão suas inclinações!

(Sintonia : Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 82, Quem serve, prossegue; 1ª edição da FEB) – (Outono de 2017).

17457549_1666242993391392_6524891417270392109_n… Nada, que seja plantado de bom na Lavoura do Pai, ficará sem frutificar. Às vezes os frutos não são visíveis a nossos olhos, ávidos do reconhecimento dos homens e ainda embaçados com as remelas do orgulho e da vaidade.

Sutilmente, porém, esses frutos começam a aparecer, para nos provar que Deus está atento a fatos de sua Criação, e que alguém, de alguma forma, se beneficia com aquilo bom que estamos tentando plantar. A perspicácia Divina age, então, para alavancar nossa perseverança nas lides do bem.

Convém lembrarmos, também, que a lavoura do Planeta Terra ainda é muito árida, pedregosa e sem o húmus beneficente de Orbes mais sutis.

O Pai é o dono da lavoura; Ele é o ceifeiro e pomicultor. Cabe-nos esperar a colheita; a Ele dedicar; e averbar em nossos Espíritos avanços que da boa plantação e colheita possa resultar.

No Universo do Pai tudo é ordem; tudo é serviço; tudo harmonia! Nada se perde; tudo colabora: vento, sol, plantas; animais, desde o verme menor à miríade de insetos, num anonimato formidável cooperam com o Criador para implantar seus Desígnios.

Se com os seres menores ou inanimados acontece, e nada se perde no cômputo do Pai, por que não orçaria Ele nossos bons feitos em prol do aperfeiçoamento do Planeta no qual vivemos?

Que nossas soberba e vã presunção não nos impeçam de enxergarmos tais verdades que, diariamente, nos são sutilmente apontadas na lavoura do Universo do Criador!

(Cassino; verão de 2017).

images (1)“Ninguém acende a candeia e a coloca debaixo do alqueire, mas no velador, e assim alumia a todos os que estão em casa.” (Mateus, 5:15).

De origem árabe, alqueire, originalmente, significava a cesta ou bolsa usada sobre o dorso de animais de carga, para transporte de cereais. Normalmente continham de 13 a 17 litros.

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Interpretando de forma magnífica o ensino alegórico de Jesus, Emmanuel nos adverte que a candeia viva da iluminação espiritual é a perfeita imagem de nós mesmos. E que, devemos gastar, para isso, o óleo da nossa boa vontade, na renúncia e no sacrifício, e a nossa vida, em Cristo, passará realmente a brilhar.

Brilho real, que o mesmo Emmanuel, n’outro estudo, chamará paz verdadeira, ou equilibrar nossos desejos com os Propósitos do Pai a nosso respeito.

Tais propósitos, – porque o Pai nos conhece – baseiam-se no potencial que possuímos: a quantidade de luz que possuímos será a nossa capacidade de iluminar. Como se tivéssemos um gerador capacitado a atender só do A ao G; não pretenderíamos que atendesse do A ao Z!

O ‘pecado’, segundo o Orientador, será possuirmos a capacidade de atendermos a uma demanda e não fazê-lo; encobrirmos com um ‘cesto’ (alqueire) – no dizer do Mestre – nosso talento de luz.

Muitas vezes, segundo o Orientador, nos será cobrado boa vontade, renúncia e sacrifício na distribuição dessa luz: significa subirmos com uma escadinha – a da coragem – até o velador e lá colocarmos a nossa luz…

… Então nossas vidas terão brilho real! Seremos candeias vivas!

(Sintonia : Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 81 A candeia viva; 1ª edição da FEB) – (Verão de 2017).

Shrek-eo-Burro-Shrek-Forever-After-e1393431469822[Incontestável] lei de trabalho rege o Universo. O movimento e a ordem, na constância dos benefícios, constituem-lhe as características essenciais. Há, porém, milhões de pessoas que se sentem [destituídas] da glória de servir.” (Emmanuel).

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Começaremos nossas considerações pelo final: criados simples e ignorantes, nossos Espíritos atingiram considerável grau de progresso intelectual; isto não significa que o progresso moral o tenha acompanhado. Como, em nenhum momento, o Pai subtraiu de nossos Espíritos a liberdade das escolhas, à medida que fomos evoluindo intelectualmente, arbitramos livremente em destituir-nos da glória de servir. Entre a tolerância, o respeito e o serviço, optamos pela inflexibilidade, desdém e o desamparo…

Esquecemos, dessa forma, lições dos seres e objetos considerados ininteligentes – será que o são?! – de Seu Universo: observantes fiéis de movimento e ordem, sol, verme, aragem, água, árvore, animal… esses ‘ininteligentes’ cumprem funções específicas no Planeta Terra, a serviço de todos os homens, indistintamente; aos que servem ou não.

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Pergunta: Estamos, então, perante um absurdo, pois seres inteligentes são descompromissados e os ditos ininteligentes, abnegados servidores?

Resposta: Não e sim! Porque inteligentes e ininteligentes são regidos pelo sexto atributo de Deus, Soberanamente bom que nos dá, além do livre arbítrio, o concurso dos seres menores; temos a liberdade de servir ou não. Mas, também, e antes, Soberanamente Justo; e as Leis ordenadas de Seu Universo cobrarão de nossas consciências, a conta do desserviço, da intolerância e do desdém.

(Sintonia : Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 80 Corações cevados; 1ª edição da FEB) – (Verão de 2017).