ego-blog-slide“Quando em verdadeira comunhão com o Senhor, não podemos desconhecer a necessidade de retraimento de nossa individualidade. (…) Em assuntos da vida cristã, as únicas paixões justificáveis são as de aprender, ajudar e servir.” (Emmanuel).

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Em nossas exposições, palestras ou considerações evangélicas, quando contamos nossas próprias histórias, condimentadas até de fanfarrices, gabolices e bravatas, desviamo-nos quase sempre do propósito apostólico, qual seja termos o Cristo como grande Planificador da Obra. ‘Pecamos’, portanto, quando não retraímos nossa individualidade.

Aprender, ajudar e servir, quando em verdadeira comunhão com o Senhor, dispensa, portanto, na nossa prosa, toda a inclusão do ‘eu’; em último caso, ou quando esta possibilidade for realmente útil, que sejam histórias curtas e as mais edificantes possíveis…

Em todas as situações em que tivermos aprendendo, ajudando ou servindo, termos o Mestre como centro de nossas explanações e/ou atividades, será a grande estratégia, pois as mensagens, os gestos e os feitos do Rabi sempre serão os mais assertivos; isentos de quaisquer equívocos.

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A nossa única interferência sensata; a única paixão que nos competirá; e a única justificativa plausível nas Obras do Mestre será aprender, ajudar e servir. O resto será por conta dos ainda cacoetes de nosso personalismo…

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 55 Elucidações, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

aprender-e-ensinar“A ideia de que ninguém deve procurar aprender e se melhorar para ser mais útil à Revelação divina, é muito mais uma tentativa de consagração à ociosidade que um ensaio de humildade [iniciante]. O Evangelho não endossa qualquer atitude de expectativa displicente.” (Emmanuel).

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Indivíduos, em todas as épocas, optaram pelo monastério, clausura ou retiramento, pensando serem úteis a si mesmos e às sociedades. Buscavam ficar atentos aos ‘avisos dos Céus.’

Embora não desdenhemos que nesse universo de pessoas houve estudos importantes, traduções de peso e a busca de contemplação e inspirações…

… Somos obrigados a analisá-los à luz das respostas dos Sábios, encontradas em O Livro dos Espíritos, quando este aborda a Vida de Insulamento e Voto de Silêncio:

Será “duplo egoísmo” viver “em absoluta reclusão, fugindo ao pernicioso contacto do mundo”, pois além de nos ‘acomodarmos’ perante as ações cruéis da sociedade atual, nos impediremos de fazer o bem possível à mesma sociedade. Continuarão os Sábios: “O voto de silêncio absoluto, do mesmo modo que o voto de insulamento, priva o homem das relações sociais que lhe podem facultar ocasiões de fazer o bem e de cumprir a lei de progresso.”

Entendemos que será em sociedade, com todas as suas ‘armadilhas’, que teremos as melhores oportunidades de aprender e nos melhorarmos.

Aprender e se melhorar, faz parte da vida que é “curso avançado de aprimoramento”:

mulher-meditando-60991Aprender é todo o universo intelectual: educação e esforço que gera progresso; é melhorar e avançar; exercício da inteligência, da cultura e do trabalho; o serviço que precisa ser entendido como fonte de recursos, não só o remunerado, mas também o não remunerado e ‘roubado’ das horas de lazer e descanso.

Melhorar-se revela todo um universo moral: é o que fará de nossas lutas o burilamento do Espírito principiado simples e ignorante; é declarar que os recursos que em nós dormitam são de ordem divina; será avançarmos porque estamos melhorando e melhorando porque estamos avançando; porque estamos buscando em nosso íntimo de genética divina, os melhores dons; melhorar-nos exigirá de nós serviço, fraternidade e “ação pessoal e incessante no bem” promovendo nossa evolução.

Compreendamos como sagradas as promessas de Jesus: “dar-se-nos; acharmos; e abrir-se-nos”, mas com o esforço e a responsabilidade de “pedirmos, buscarmos e batermos.” (Lucas, XI, 9).

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Aprender é a grande e necessária dedicação ao aprendizado teórico para realizarmos o que é mais importante: a prática! Melhorar-se será colocar em prática tudo aquilo que de bom útil e necessário aprendemos; é o serviço que homologará nosso aprendizado.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 54 Procuremos com zelo, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

lavradorSe é difícil a produção na lavoura comum, para que não falte o pão do corpo, é quase sacrifical o serviço de aquisição dos valores espirituais [para] o alimento vivo e imperecível da alma. (Emmanuel).

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Fora a vilania de alguns atravessadores e inconsistentes ‘desculpas esfarrapadas’ para que alimentos cheguem à nossa mesa por preços excessivos, reconhecemos todas as dificuldades dos que produzem o alimento do corpo: chuvas desequilibradas; calor ou frio exagerados; geadas,  granizo, enchentes… Sem falarmos de outros obstáculos não naturais, que oneram e acabam influindo no preço final do mantimento que chega ao nosso lar.

Não é diferente na produção do alimento imperecível da alma: na aquisição de tais valores, (as virtudes) forças que não se podem medir nem pesar (as quebras de safra) se contraporão à nossa vontade de cultivar os canteiros do bem: a futilidade do material ainda nos é sedutora; ‘pragas e ervas daninhas’ sufocam nossas vontades; a inveja aniquila a produção; maldade, incompreensão e calúnia parecem chuvas de pedra; a irresponsabilidade esfria a nós e aos ‘meeiros’; nossas indiferença e desentendimentos são o frio e o calor demasiados; e preocupações são ‘nuvens prenhes’ de chuva…

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Tudo, porém, vale a pena! A obtenção do pão do Espírito é incessante! Todas as lutas do ‘lavrador’ são válidas, como os obstáculos que se lhe contrapõem são aprendizados. Empunhar arado ladeira abaixo é fácil; difícil é ladeira acima!…

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 52 Servir e marchar, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

voz“Quando te desviares (…) para o terreno das lamentações e das acusações, quase sempre indébitas, reconsidera os teus passos espirituais e recorda que a nossa garganta deve ser consagrada ao bem [expressando assim] o verbo sublime do Senhor.” (Emmanuel).

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Situado à frente da laringe (ou caixa de voz), o laríngeo, nosso terceiro centro de forças (um dos xacras), é o verdadeiro ‘Centro de Comunicação’ que todos possuímos.

Na qualidade de Centro de Comunicação, higienizando e atuando sobre as expressões de nossa garganta, poderá se revelar como um “sepulcro caiado” ou, na melhor das hipóteses, como uma garganta consagrada, pois que alguém já disse: palavra é que nem bisturi; quando não salva, mata!

O laríngeo, a boca, a língua… são apenas órgãos comandados, pois as boas e más palavras; as que constroem ou destroem, têm origem no coração; e aqui vai uma expressão evangélica de peso: “A boca fala do que o coração está cheio”:

Todas as expressões personalistas; o exame dos defeitos ou pontos frágeis alheios; comentários maldosos; a exposição das ‘ulcerações’ dos outros; as palestras compridas e corrompidas; as queixas de tudo e de todos; a má fé, o desânimo e a desconfiança… são todos vômitos de um coração; são sepulcros abertos!

Contraditoriamente, todas as palavras de bom tom que pronunciamos; todas as ajudas, consolações ou ânimos orais; alavancas verbais de toda a sorte; toda oratória disposta e alinhada às máximas e procedimentos de Jesus, representarão as gargantas consagradas ao bem, expressando assim o verbo sublime do Senhor.

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Como anda nosso verbo: no dia a dia; nas horas difíceis; nos anúncios apostólicos; nas horas boas e de lazer? Interroguemo-nos!…

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 51 Sepulcros abertos, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

261_imgBem antes do micro ondas, fervíamos leite em leiteiras, nos distraíamos, ele ‘subia’ e dele perdíamos parte. Além de sujar o fogão, lamentávamos a parte derramada, não considerando a maior parte que restara dentro da leiteira. ‘Chorávamos’, pois, o leite derramado…

Paulo, dirigindo-se à comunidade de Filipos (Nordeste da Grécia antiga), dizia-lhes: “Não pretendo dizer que (…) cheguei à perfeição. Não. Mas eu me empenho para conquistá-la. (…) Consciente de não tê-la ainda conquistado, só procuro isto: [renunciando o] passado e atirando-me ao que resta para a frente. (…) Seja qual for o grau que chegamos, o que importa é prosseguir decididamente.” (Filipenses, III, 12, 13 e 16).

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Entre a analogia profana e a citação do sagrado, podemos tirar alguns ensinamentos:

Naturalmente, ficamos a remoer fatos desagradáveis já acontecidos nas nossas diversas frentes de trabalho. Engessamos, com isso, tarefas importantes.

Por não conseguirmos exumar tais fatos, ou por ficarem eles insepultos, não nos permitimos a avanços.

Maneamo-nos, pois, perante desastres espirituais, perdas, incompreensões, calúnias, deserções, escândalos, enredos… episódios esses que, ficando no passado, solucionados ou não, impedem nossos avanços na seara do Mestre.

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Retornando às nossas analogias supramencionadas, nos perguntamos:

– E se Paulo de Tarso, considerando-se indigno do Cristo, ou por se julgar abandonado, perseguido… houvesse abortado sua causa apostólica? E

– Se a cada cota de leite derramado não aproveitássemos o não derramado?

Pensemos nisso, confrades!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 50 Avancemos, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

penaa (1)Assevera-nos Paulo de Tarso que a unidade do espírito – a fraternidade – está intimamente vinculada à paz. (Efésios 4:3). E a paz é o produto de alguns esforços. Algumas de suas reivindicações:

  1. Afirma-se que a guerra é feita por corajosos. Ao contrário, a paz é feita pelos destemidos.
  2. A rota da paz não gravita ao nosso redor. Nossa boa vontade deve se encadear ao esforço dos outros.
  3. Optando pelo útil, belo, santo e sublime, mesmo que seja só um começo, estaremos no encalço da paz.
  4. Regato, rio e mar subordinam-se, com respeito e humildade: Acatamento, deferência, razão e submissão são também ordeiros requisitos da paz.
  5. A grande ferramenta da paz é o serviço: Aos doentes, velhos, jovens, ao solo, aos animais… Honrar a esses servidores é entendê-los embaixadores do bem e da paz.
  6. Individualmente, nossos olhos enxergam uma cota mesquinha de paz; unidos a muitos, uma paz mais ampla e generosa.
  7. A paz reclama entendermos o degrau da evolução alheia: Isso é tolerância, ou o melhor tempero da paz.
  8. Nossa colaboração à paz deve ser a nossa melhor parte… mas unida à melhor parte dos outros.
  9. Não desejemos entender paz sem respeito e compreensão. O primeiro releva as diferenças; a segunda as entende.
  10. Parafraseando Paulo, todo o esforço na direção da paz, passa pela fraternidade que gera a unidade do Espírito.

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A paz pode ser um punhado de discussõezinhas, mas todas de boa vontade…

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 49, União fraternal, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

maxresdefaultCerta feita Jesus, em longa discussão com os fariseus, narrada em João, Cap. IX, questiona-os: “Por que não compreendeis minha linguagem?” Não lhes dando chance de resposta, Ele próprio responderia: “É porque não podeis ouvir a minha palavra.”

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Os que conviviam com Jesus à sua época, – e ainda hoje – dividimo-nos em duas espécies de indivíduos: Os que nos dizemos cristãos e disso desfrutamos – os usufrutuários do Cristo – e os que até nos intitulamos cristãos, mas ainda estamos muito vinculados à usura, à avareza, à agiotagem – os que somos, ainda, usurários. É possível que ainda estejamos na contramão do Cristo e ligados à cobiça terrena…

Como, na época do Cristo encarnado, os indivíduos estavam divididos? Enquanto que os usufrutuários eram representados pelos discípulos, os fariseus eram a imagem da usura da cobiça, da pilantragem, do extorquismo.

Paramos por aí? Não! Enquanto no Planeta Terra o mal – a usura, a rapinagem – se sobrepuser ao bem, – o usufruto sadio – viveremos esse duelo entre os usufrutuários e os usurários. Tem jeito? Sim! Com a melhoria dos homens o Planeta também melhorará.

Porém, enquanto perdurarem tais desencontros:

  • Aos usurários, a oratória, os feitos e as máximas do Rabi se mostrarão como indecifráveis ou estranhos; aos seus usufrutuários serão roteiro e estímulo;
  • Os que o desfrutam farão todo o bem possível; aos usurários o mal e todas as suas apologias;
  • Usufrutuários, colaborarão, emprestarão, solucionarão, participarão… Os avaros tudo negociarão, trapacearão, estabelecerão quotas de lucros;
  • Os usufrutuários do Mestre amarão, desculparão e ajudarão; usurários odiarão a tudo e a todos em qualquer dimensão; farão da maledicência o prato principal e a sobremesa;
  • Os usurários somente escutarão a Boa Nova; os usufrutuários a ouvirão; e
  • A posse será o objeto de desejo do usurário, pois nisso empregará sua força mental; os usufrutuários sabem que somente gerenciarão os bens que lhe foram emprestados; suas mentes tem emprego principal nos bens duradouros.

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Quanto mais entulhados nossos corações da usura e da avareza, menos neles caberá a “linguagem” do Mestre!

Enquanto que os usufrutuários conseguem entender a “linguagem” do Mestre, na expressão da questão feita aos fariseus há 1983 anos, os usurários, ou novos fariseus, ainda “não podem ouvir a sua palavra”; somente a escutam…

… Ou ‘nós’ somente a escutamos?!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 48, Diante do Senhor, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

mulher na areiaSe desejas emancipar a alma das [cadeias] escuras do “eu”, [aprende] a viver “como possuindo tudo e nada tendo”, “com todos e sem ninguém”. (Emmanuel).

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Corporalmente, chegamos a este Planeta literalmente nus e desprovidos de quaisquer bens materiais. Ao fracasso do corpo físico, este será colocado em caixão simples – ou nem tanto – e o acompanhará apenas uma muda de roupa. Nada de ouro, bens, patrimônio…

Da mesma forma, espiritualmente, ninguém chegará geminado. Nem os gêmeos, trigêmeos, quíntuplos… (que chegam acompanhados corporalmente), espiritualmente não o fazem, pois cada qual possuirá sua consciência individual.

Aportamos, pois, nesta estação planetária sem nada e sem ninguém.

Paradoxalmente, ao longo de nossa vida, por herança ou conquistas, vamos acumulando bens materiais de diversas ordens, que, a título de ‘empréstimo’ de nossa Divindade, nos é dado gerenciar.

Observemos bem: ‘Gerenciar!’

Paradoxalmente ainda, na qualidade de seres gregários, iremos nos reunindo a outras consciências, para que aprendamos uns com os outros, troquemos experiências e superemos deficiências mútuas.

Num ainda paradoxo final, tudo o que a nossa generosidade oportunizar às consciências parceiras, será o que o nosso Espírito averbará como evolução – para sempre! E todo o desprendimento do material que nos foi confiado gerenciar, nos garantirá a etapa futura favorável.

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Num contraditório ainda maior, nós que aqui chegamos sem nada e sem ninguém, partiremos com todas as alianças que houvermos feito – boas ou nem tanto. No tocante ao material, dele nos libertaremos automaticamente se os tivermos ‘apenas’ gerenciado; caso contrário, eles por aqui nos aprisionarão! E sabe-se por quanto tempo!?

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 47, Autolibertação, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).


jesus_cristo_branco_e_preto (1)“… Agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério… Moisés mandou-nos que
[a] apedrejássemos. Que dizes tu a isso?” (João VIII, 4 e 5).

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Em época de relevante tecnologia, desejamos ter ao nosso dispor internet de alta velocidade; navegadores confiáveis; expressivos números de resultados; em fim, respostas apropriadas às nossas questões.

Embora devam conduzir-se lado a lado internet e livros, reconhecemos que as respostas da internet são rápidas: algumas confiáveis; outras nem tanto. E tudo o que desejamos são respostas. Mas que respostas nos são dadas? Enquanto a internet nos fornece ideias prontas, os livros nos ocasionam aprontar ideias.

Ao tempo do divino Rabi, quando a internet não existia e livros e escrita eram rudimentares, esse Sábio, muitas vezes questionado pela má fé dos que desejavam ridicularizá-lo, apresentava-se como:

  • O banco de dados mais completo e confiável;
  • O navegador mais oportuno, inspirado e incontestável;
  • O site de relacionamento mais fraterno, conveniente e serviçal;
  • Capaz de converter todos os questionamentos em respostas; e
  • Apesar de completo, confiável, oportuno, inspirado, fidedigno, fraterno, conveniente, incontestável, serviçal… inteiramente gratuito, e na contramão de todos os serviços terrenos de preços angustiosos, ontem e hoje.

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Problemas de solução difícil (…) convidam o discípulo a consultar sempre a sabedoria, o gesto e o exemplo do Mestre.

Jesus, o banco de dados mais completo, confiável, oportuno, conveniente e incontestável!

(Sintonia: Caminho verdade e vida, Cap. 43, Consultas, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

light_over_cross_2Todos quantos optam pela cruz estão sujeitos a escárnios: zombarias, desdém, menosprezos, 33anos, da manjedoura ao Gólgota, essa a encarnação missionária de Jesus.

Nada foi fácil no caminho do “Modelo e Guia que Deus tem nos dado para todos os tempos”:

Inicialmente, imaginemos José e Maria à procura de uma ‘maternidade’: a Mãe prestes a dar à luz e sem hospital; quantos nãos hão recebido! É possível que uma parteira da localidade de Belém haja feito o parto do Menino e todo o cenário obstetrício, fosse composto por animais, pastores e objetos campestres. Embora cheio de significados, o panorama era de pobreza absoluta.

Excluindo-se, aos 12 anos, o ensino aos doutores da lei no templo, o mais absoluto anonimato e simplicidade até os trinta anos.

Das tentações no deserto, por espíritos ainda muito inferiores, ao Gólgota, as dificuldades no confronto com os fariseus e doutores da lei, que sempre o expunham ao ridículo. Ardilosos, desejavam vê-lo em contradição e eliminá-lo precocemente.

Todos os escárnios estavam dentro de um planejamento; jamais o Messias se subtrairia deles! Realiza em apenas três anos suas ações e seus recados, pois quem sabe fazer o faz bem feito e rápido…

O desfecho, no entanto, será cruel demais: o sacrifício da cruz, reservado a ladrões, malfeitores e traidores: o que roubara? Que mal fizera? A quem traíra?

“Ele salvou a outros e não pode salvar-se a si mesmo!” escarneciam os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos. “Confiou em Deus; Deus o livre agora!… Ele chama por Elias; deixa! Vejamos se Elias virá socorrê-lo!” (Mateus, XXVII, 41 a 49). Seriam estas as derradeiras zombarias oferecidas a quem ensinara, amara e curara…

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… Era o Príncipe da Paz e achava-se vencido pela guerra dos interesses inferiores. Era o Salvador e não se salvara. Era o Justo e padecia a suprema injustiça…

Todos os que desejamos fazer costado ao Mestre, não nos furtemos da cruz. Muitos nos olharão de soslaio e seremos incompreendidos até dentro de nossa casa. Porque ainda muito imperfeitos outros contestarão nossos atos, pois ainda não condizentes com nossa mensagem.

Confiemos; pois historicamente, e a começar pelos doze, que tinham também suas naturais dificuldades, nada foi fácil na vida de quantos desejaram ser tais quais Cirineus…

“Ele salvou a outros e não pode salvar-se a si mesmo!” Teria sido este, o maior paradoxo do poder? Para nossa reflexão!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 45, Somente assim, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).