“… As estradas terrestres estão cheias [de] atormentados pelos interesses imediatistas sem encontrarem tempo para [o] alimento espiritual (…). Atravessam a senda, famintos de ouro e sedentos de novidade emocional.” (Emmanuel).

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Vivemos o momento Planetário das novidades. Nunca tivemos tanta tecnologia (útil e inútil): a legítima faca de dois gumes; porém necessária à transição.

Dado a ainda maldade do Planeta (ou dos Planetários?), utilizamos tal tecnologia em sua maioria para o mal: possuímos, ainda, interesses imediatistas. A transição pede o seu uso adequado.

Ainda estamos famintos de ouro, reluzente em cada “nova novidade” que aparece a cada dia: só que não matam nossa fome!

Ainda estamos sedentos de tais atrativos, cada vez “mais atraentes”, mas continuamos com sede!

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A transição “começará a começar” quando soubermos parar…

… E “parar” não significa “parar”:

Paradoxalmente (contraditoriamente), “parar” significa nos voltarmos para o útil, o bom, o belo, o necessário!

Precisa a transição de introspecção? Claro que precisa! Mas muito mais de transa (pacto, entendimento, acordos…) e ação.

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A Paz está, muitas vezes, em meio a santas agitações!…

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 147, Refugia-te na paz, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2018).

“… Companheiros incontáveis acreditam que apenas cooperam com o Senhor os que se encontram no ministério da palavra, no altar ou na tribuna de variadas confissões religiosas.” (Emmanuel).

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A Paz íntima resulta do desempenho adequado de nossas possibilidades: cada Espírito as possui (possibilidades) em grau e características diferenciadas….

… Portanto, nem todos serão oradores, ocuparão a tribuna ou altares diversos, já que a Seara da Boa Nova possui inúmeras e necessárias funções:

Poderemos não ocupar o ministério da Palavra frente a grandes multidões, mas falarmos coisas úteis a corações solitários e atormentados.

Nossa tribuna poderá estar em caminheiro áspero; nos flagelos; em locais amargurados; e não, necessariamente, em púlpitos dourados. Normalmente a tribuna mais carente é nosso lar, cheio de fragilidades.

E a melhor confissão religiosa é a fraternidade Cristã: esta não possui rótulo (credo A, B, C…); é de caráter Universal.

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Tenhamos a certeza de que nas simples tarefas humanas, acima enumeradas, poderemos sentir a presença do Senhor.

Importante será explorarmos nossas possibilidades; e bem! Imprimindo nelas o esforço: deste resultará a Paz!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 146, Saibamos cooperar, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2018).

“A família terrestre é formada de agentes diversos; nela se reencontram afetos e desafetos, amigos e inimigos, para os reajustes ante as Leis [do Universo]. (…) [É o] educandário valioso da alma.” (Emmanuel).

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Afins, encarnados ou desencarnados, se reúnem por interesses.

Os afins encarnados (ou com interesses) se reúnem no seio de uma mesma família.

Algumas vezes nos reuniremos nesse “Educandário”, para estabelecermos sintonias finas: aquilo que já foi bom, pode se tornar melhor.

Outras vezes, tal “Educandário” nos exigirá reajustes robustos, já que, em reuniões anteriores, tivemos atitudes que nos “reprovaram…”

Precisamos ter cuidado, pois “afins” e “interesses” são correlacionados: há interesses saudáveis; ou nem tanto!

Mas a família, segundo o Benfeitor, se oferece à primeira opção, na qualidade de “Educadora e Regenerativa”: ou um verdadeiro educandário de almas.

Pais, (ou tutores diversificados), filhos, irmãos consanguíneos ou não, estarão recebendo a grande chance numa escola onde haverá mestres e alunos; onde, muitas vezes os alunos se converterão em mestres e estes, humildemente, em alunos.

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É a família, como associação de almas, no cumprimento de sua missão principal de “Educar, Regenerar” e devolver ao Pai, Espíritos mais evoluídos.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Vida e sexo, ditado por Emmanuel, Cap. 2, Família, 27ª edição da FEB) – (Reunião Pública no CEDS em 5 de fevereiro; verão de 2019).

“Espíritas! amai-vos, este o primeiro ensinamento; instruí-vos, este o segundo.” (O Espírito de Verdade, Paris, 1860).

“Dance comigo através do medo até estarmos em segurança; erga-me como um ramo de oliveira, traga até nós a pomba da paz; dance comigo até ao fim do amor; estamos protegidos pelo nosso amor [que] buscamos em nós mesmos; faça comigo um abrigo para enfrentarmos as tempestades…” (Leonard Cohen em dance me to the end of love).

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Leonard Norman Conhen, Canadense de origem Judaico/Polaca (1934 – 2016), poeta, romancista, compositor e cantor, ficou conhecido por escrever e cantar os horrores da Segunda Grande Guerra que “levaria” seu pai aos nove anos. Muitas de suas composições narram ou se referem a tais horrores; “Hallelujah”, a mais conhecida, é uma delas; mas esta, “dance me to the end of love”, da qual retiramos alguns fragmentos, seria incisiva, acusatória e sentimentalmente melódica.

Movimentando-nos entre o sagrado e o profano, (até porque vivemos num mundo sagrado e profano), percebemos profunda vinculação entre as duas citações supra:

O Maior dos Benfeitores irá nos exortar (ESE, VI, 5) a “amar-nos”: de nada adiantará “instruir-nos” se não “praticarmos” o primeiro ensinamento. É como se chegássemos ao final de ano, aprovados e não tivéssemos avançado nada nas relações de afetividade com os colegas de convivência cristã.

Reflexões nos dão conta de que há preces mais sinceras nos corredores de um hospital do que na nave central de um santuário…

As mesmas reflexões nos contarão que num mesmo hospital é um negro que, muitas vezes, salva a vida de um branco; ou uma “patricinha” irá tirar a dor de um mendigo…

O “profano” de Leonard Cohen não irá fugir em muito aos ensinamentos do Benfeitor, pois, em “dance me to the end of love”, fará a grande denúncia e o apelo ao não preconceito que levaria ao holocausto todos os que eram considerados “diferentes” da raça ariana. E essa denúncia/apelo chega nas melhores formas; a da música e da poesia:

Num início de ano letivo cristão somos, por inteiro, “medos”, mas ao final do ano estamos em “segurança”, pois a estima se fez. O “ramo de oliveira” deve ser erguido pelo grupo todo: ele traz a “pomba da paz.” O ano letivo é um baile; cada roteiro é uma “dança…” Nossa proteção é oriunda de um entendimento: primeiro cordial, depois afetivo e, por fim, amorosamente fraterno. E tal “abrigo enfrentará todas as tempestades”, de origens interna e externa.

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Do “amai-vos” para o “instruí-vos” será só um pulinho: o “segundo” virá, automaticamente!…

(Primavera de 2018 – A canção poderá ser apreciada no YouTube).

Onde está escrita a lei de Deus? “Na consciência.” (O Livro dos Espíritos, Q. 621).

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“Desde que Mundo é Mundo”, desde o início Planetário, quando Nosso Senhor Jesus Cristo é designado pelo Pai, formador, organizador, disciplinador e seu desenvolvedor;

Desde que e através de seu sexto atributo (Soberanamente Justo e Bom), nosso Deus resolveu, através da Trindade Universal (Deus, Espírito e matéria), emprestar seu hálito aos elementos gerais do Universo (espírito e matéria);

Desde que nossa Divindade desejou “intelectualizar a matéria (intellingenter la matière), a necessária união do espírito e da matéria” (Q. 25);

Desde que, como Princípios Inteligentes, começamos a nos movimentar pelo Orbe Terrestre, donos de uma razão, a princípio rudimentar partindo para a complexidade;

Desde que nós, Humanidade, tomamos um caminho sem volta, a rota da evolução, começamos, como costuma acontecer em “Moradas do meu Pai”, onde o sistema ainda é penitenciário, a utilizar a tiara eletrônica:

Muito mais eficiente e nada comparável à tornozeleira eletrônica de nossos dias, que ainda ludibria a terceiros (ou à nossa insensatez!?), a tiara eletrônica, insuspeita, não deixa dúvidas às atitudes por nós tomadas:

Pois ela (a Lei de Deus) “é a única verdadeira para a felicidade do homem. Indica-lhe o que deve fazer ou deixar de fazer e ele só é infeliz quando dela se afasta.” (Q. 614).

Não somos mais a categoria de Planeta onde a ignorância da primitividade nos inocentava; onde corríamos soltos pelas veredas da instintividade: sobrevivendo, procriando, salvaguardando-nos. Sem a necessidade da tiara eletrônica.

Muito pelo contrário, “quando mais avançados, corrompidos e só com sensações” (ESE, XI, 8), já fora de nossa originalidade e para que “arrancando o joio, não fosse também ceifado o trigo” (Mateus, 13:29), fomos todos condenados ao uso do dispositivo consciencial e de monitoramento individual.

E assim, peregrinamos por veredas escusas: das guerras “sagradas” sob os auspícios da cruz; da “santa” inquisição; das disputas comandadas pela intolerância e desrespeitos… E a tiara da consciência sempre esteve sobre nossa cabeça: orientando a poucos de boa vontade; e a uma maioria de equivocados…

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Eia, irmãos! Surge a hora da Liberdade; surge a hora de nos livrarmos do “dispositivo”: a hora do “ser religiosidade” em substituição ao “ser religioso.” A hora da “religião superior ou natural fundamentada na mais afetuosa fraternidade.” (As Alegrias da Alma, de Chico Neto pelo Espírito Hammed, Pg. 53).

Eia, irmãos! A jornada evolutiva é longa: que não desejemos assimilar toda a doutrina, num só ano, numa década, numa só vida… Mas que, em meio à jornada, nos estimemos; depois nos afeiçoemos; e ao final nos amemos…

Então a “religião superior ou natural” do Benfeitor Hammed, a Fraternidade, estará começando a ser instalada!

Tiaras fora!

(Inverno de 2018).

“Os que encarnam numa mesma família, sobretudo como parentes próximos, são, as mais das vezes, Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações.” (ESE, XIV, 8).

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Nosso caminho evolucional é comparado a longo deserto que percorremos da Infância Espiritual à Angelitude.

Nossos companheiros de travessia possivelmente se repetem a cada nova encarnação:

Reunimos-nos por simpatia; ou, somos “espíritos simpáticos”: e o núcleo de reunião mais necessário e justo é a família; quer seja ela corporal, espiritual ou satisfaça ambos os requisitos.

Quando afirmamos que “fulano é extremamente simpático”, é possível que seja ele educado, elegante e gentil: qualidades do corpo e do Espírito aí encarnado…

… Mas quando o Codificador nos fala em “Espíritos simpáticos, ligados por anteriores relações”, simpáticos toma a conotação de “atração.”

Dessa forma “simpático”, longe dos conceitos anteriores, passa a significar uma atração por conveniência: desejamos nos atrair por motivos nobres; ou nem tanto.

Se tivermos atração pelo bem, nos reuniremos com Espíritos afins. Se tivermos atração pelo mal, prazerosamente desejaremos nos reunir a Espíritos de tais tendências.

A atração, por conseguinte, é neutra; neutros não o são o bem ou o mal.

A família tem o poder de reunir pessoas de matizes diferentes: para que os maus sejam reeducados pelos bons e para que estes se consolidem como tal: instrutores e missionários.

Evidências se tornarão patentes: não nos reunimos única vez; já fomos bons juntos; maus juntos; contraímos dívidas uns com os outros; e não as saldamos totalmente…

… E por isso estamos juntos novamente, nós, afins ou simpáticos, amparando-nos na travessia do deserto Terreno.

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Se revivemos num Planeta onde ainda o mal predomina, tenhamos a consciência de que nem sempre aqui estaremos reunidos em torno do bem – o Plano do Pai celeste. Mas…

… Poderemos, ainda, estar reunidos por atrações escusas: ainda na contramão das Divinas Leis ou Naturais.

(Evangelho no Lar, 2 de julho; inverno de 2018).

“Há muita gente que perambula nas sombras da morte sem morrer: [São os desertores] da evolução.” (Emmanuel).

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Ficarmos à margem da evolução, (ou dela desertarmos) não significa retrogradarmos espiritualmente, mas sentar-nos à beira do caminho, sem motivação: é o estacionamento.

Se “fora da caridade não há salvação” (entendamos “não há evolução”), e caridade é, “como a entendia Jesus, benevolência para com todos, indulgência para com as imperfeições dos outros e perdão das ofensas (BIP)”, – questão 886, de O Livro dos Espíritos:

Toda vez que estivermos realizando o desserviço, ao invés do serviço, estacionaremos; ou deixaremos de evoluir: ficaremos sentados à beira do caminho ou desertaremos de nossa progressão.

Tal situação poderá ocorrer quando nos acomodarmos na poltrona dos cifrões; quando os vícios nos manearem; a amargura nos tornar salgados demais para conosco e com os outros; quando as ilusões de nossa sociedade de consumo nos anestesiarem.

Ou quando hábitos esquisitos algemarem nossas mãos, pés, pernas e braços; quando o desalento podar todos os galhos de nossa esperança; ou quando a mentira do mundo atual substituir todas as verdades relativas à Vida Futura.

Acordarmos dos “mortos vivos” e auxiliarmos será o grande antídoto a todos os desserviços, acima enumerados.

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Ou ficamos sentados à beira do caminho (mortos), desertores; ou vivos, auxiliando-nos e servindo, na medida de nosso possível, àqueles que nos cercam.

“Deixa que os mortos enterrem os seus mortos” (Mateus, 8:22), ou que os vivos colaborem com aqueles que desejarem se ausentar da vida; literalmente, desejarem se tornar desertores.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 143, Acorda e ajuda, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2018).

“… Atendendo os deveres que o Senhor te confiou, atravessarás o campo terrestre sem furtar a ninguém.” (Emmanuel).

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Comumente, nos expressamos: “fulano rouba-nos o tempo! Aquele nos furta a paz e a tranqüilidade; perdemos a confiança no sicrano; sacrificou-nos os interesses; desejou invadir e adivinhar nossos pensamentos; tirou-nos a esperança e a alegria de viver; desperdiçamos nosso próprio tempo; roubam muitas inocências; tornou-se um viciado precocemente…”

Não estamos aqui nos referindo a nenhum furto amoedado, mas a espoliações, roubos de “ordem moral.”

Normalmente ao assim procedermos, – roubarmos ou sermos roubados – estamos atravessando o campo terrestre mais preocupados com a vida alheia; em prejuízo da nossa…

… E atendendo [menos] aos deveres que o Senhor nos confiou.

A melhor prevenção contra a apropriação moral indébita será, portanto, nos preocuparmos com os “nossos” deveres; aqueles que o Senhor nos confiou.

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Somos convocados, sim, por nossos deveres, a auxiliarmos irmãos em evolução; mas qualquer apropriação moral indébita, longe de ser uma colaboração, passa a ser furto moral…

… No mínimo uma interferência indevida.

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Em tempo apropriado, Nações já moralizadas terão catalogado como crimes tais apropriações.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 142, Não furtes, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).

“O desapontamento recebido com fervorosa coragem é trabalho de seleção do Senhor em nosso benefício.” (Emmanuel).

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Escrevemos, também, para aproveitamento dos outros. É comum, entretanto, e porque nossos ouvidos são os mais próximos, dirigirmo-nos a nós próprios.

Hoje, de forma especial, quando estudamos expectativas, a qual Emmanuel aborda em forma inversa, como desapontamento, dirijo-me, exclusivamente, (e perdoem-me o entrevero pronominal) aos “meus ouvidos…”

Possuímos a disfarçada mania de nos preocuparmos com “deus e todo mundo.” Na verdade interpomos aos outros nossas interferências – o que é diferente de colaboração – para que deles possamos vir a cobrar algo; é a “moeda expectativa”, relacionada aos nossos mais diversos círculos:

Daquele amigo que julgamos haver nos traído a confiança: confiança essa por nós superestimada.

Dos que ombreiam conosco em trabalhos diversos e dos quais desejamos a perfeição.

De nosso cônjuge que talvez mantenhamos uma expectativa máxima. Aproveitando-nos do dia dos namorados hoje comemorado, muitas vezes o consideramos nossa propriedade: num primeiro instante ele é “a nossa namorada; ou o nosso namorado.” Mais tarde “a nossa noiva; ou o nosso noivo.” E, finalmente, num extremismo ela é “a nossa esposa”; ou “o nosso esposo.” Esquecemo-nos, por inteiro, da individualidade do Espírito; e que ele ou ela são, e tão somente, nossos parceiros, auxiliares e instrumentos de caminhada.

Quanto aos filhos, atingimos o exagero, expressando-nos: “filho é sempre filho; não importa a idade!” Apegados a tal chavão, ignoramos que eles se tornaram adultos e possuem suas próprias expectativas. Quando deveríamos considerar-nos felizes por nos presentearem com os netos, “indolores, gratuitos”, tal qual um combustível, gracioso em tempos de gasolina, álcool e diesel caros.

Mantemos expectativas até sobre nossos feitos; e aqui talvez a moeda mais vil que possa se nos apresentar: a do reconhecimento.

Quando o melhor dos amigos, dos trabalhadores, do cônjuge, dos filhos nos decepciona, – desaponta-nos – quando não reconhecem nosso esforço, vem-nos à mente logo a traição e não um trabalho de seleção do Senhor em nosso benefício.

Se nos decepcionam, ou se não satisfazem nossas expectativas é possível que não se constituam, ainda, nosso melhor amigo, trabalhador, parceiro, cônjuge, filho. Ou que nosso “dever tenha deixado a dever!”

Porque há muita disparidade entre o patamar evolucional dos Espíritos, alguns afinarão conosco; outros nem tanto! Afinal somos 7,6 bi de almas diferentes nesta Escola chamada Planeta Terra.

Precisamos, então, de uma fervorosa coragem para entendermos tais desapontamentos aqui estudados como expectativas:

E essa fervorosa compreensão e coragem é o entendimento do livre arbítrio daqueles que nos cercam; mesmo se constituindo eles amigos, trabalhadores, cônjuges, filhos… E mesmo que no cumprimento de nossas obrigações estejamos, apenas, saldando débitos.

Tais criaturas, porque muito próximas a nós, passam-nos ainda despercebidas como “indivíduos individuais.”

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“Qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? (Lucas, 11, 11). Também no sentido das expectativas, nosso Pai que está nos Céus estará realizando a nosso favor esse trabalho de seleção.

Se a moeda expectativa nos cega, quem dela não for um escravo que veja!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 141, Renova-te sempre, 1ª edição da FEB) – (12 de junho; inverno de 2018).

Para indivíduos de ideologias diferentes torna-se visível (menos aos cegos), que ultimamente:

  • O preço da gasolina (principal combustível), caiu, em nossa cidade (Pelotas – RS), R$ 0,20. No querido e vizinho município de Rio Grande ela custa ainda menos: (- R$ 0,25);
  • O litro do leite caiu, em patamares médios, de R$ 3,00, para 2,00;
  • A principal bolsa brasileira se eleva;
  • O dólar está em seu menor índice; e
  • Se examinarmos melhor, há outros indicadores positivos…

Qual a solução? Simples! Sem abandonarmos nossas opiniões, mas deixando de digladiar-nos, poderíamos reunir essas economias (tímidas, ainda…) e sentar-nos para juntos, e com respeito:

  • Tomarmos aquela cerveja (se de cerveja gostamos…);
  • Apreciarmos uma taça de “Tannat”, que irá acalmar e fortalecer nossos corações diante os difíceis 4 anos que temos pela frente;
  • Quem sabe um café fresquinho com um croissant;
  • E rirmos; mas rirmos muito, de todas as besteiras que dissemos; pelos dardos que lançamos uns nos outros; pelas inimizades que fizemos (dentro da própria família); e pelas amizades que desfizemos…

Isentos, podemos fazer uma pequena reflexão sobre isso!?

(Primavera de 2018).