mulher na areiaSe desejas emancipar a alma das [cadeias] escuras do “eu”, [aprende] a viver “como possuindo tudo e nada tendo”, “com todos e sem ninguém”. (Emmanuel).

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Corporalmente, chegamos a este Planeta literalmente nus e desprovidos de quaisquer bens materiais. Ao fracasso do corpo físico, este será colocado em caixão simples – ou nem tanto – e o acompanhará apenas uma muda de roupa. Nada de ouro, bens, patrimônio…

Da mesma forma, espiritualmente, ninguém chegará geminado. Nem os gêmeos, trigêmeos, quíntuplos… (que chegam acompanhados corporalmente), espiritualmente não o fazem, pois cada qual possuirá sua consciência individual.

Aportamos, pois, nesta estação planetária sem nada e sem ninguém.

Paradoxalmente, ao longo de nossa vida, por herança ou conquistas, vamos acumulando bens materiais de diversas ordens, que, a título de ‘empréstimo’ de nossa Divindade, nos é dado gerenciar.

Observemos bem: ‘Gerenciar!’

Paradoxalmente ainda, na qualidade de seres gregários, iremos nos reunindo a outras consciências, para que aprendamos uns com os outros, troquemos experiências e superemos deficiências mútuas.

Num ainda paradoxo final, tudo o que a nossa generosidade oportunizar às consciências parceiras, será o que o nosso Espírito averbará como evolução – para sempre! E todo o desprendimento do material que nos foi confiado gerenciar, nos garantirá a etapa futura favorável.

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Num contraditório ainda maior, nós que aqui chegamos sem nada e sem ninguém, partiremos com todas as alianças que houvermos feito – boas ou nem tanto. No tocante ao material, dele nos libertaremos automaticamente se os tivermos ‘apenas’ gerenciado; caso contrário, eles por aqui nos aprisionarão! E sabe-se por quanto tempo!?

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 47, Autolibertação, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).


jesus_cristo_branco_e_preto (1)“… Agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério… Moisés mandou-nos que
[a] apedrejássemos. Que dizes tu a isso?” (João VIII, 4 e 5).

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Em época de relevante tecnologia, desejamos ter ao nosso dispor internet de alta velocidade; navegadores confiáveis; expressivos números de resultados; em fim, respostas apropriadas às nossas questões.

Embora devam conduzir-se lado a lado internet e livros, reconhecemos que as respostas da internet são rápidas: algumas confiáveis; outras nem tanto. E tudo o que desejamos são respostas. Mas que respostas nos são dadas? Enquanto a internet nos fornece ideias prontas, os livros nos ocasionam aprontar ideias.

Ao tempo do divino Rabi, quando a internet não existia e livros e escrita eram rudimentares, esse Sábio, muitas vezes questionado pela má fé dos que desejavam ridicularizá-lo, apresentava-se como:

  • O banco de dados mais completo e confiável;
  • O navegador mais oportuno, inspirado e incontestável;
  • O site de relacionamento mais fraterno, conveniente e serviçal;
  • Capaz de converter todos os questionamentos em respostas; e
  • Apesar de completo, confiável, oportuno, inspirado, fidedigno, fraterno, conveniente, incontestável, serviçal… inteiramente gratuito, e na contramão de todos os serviços terrenos de preços angustiosos, ontem e hoje.

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Problemas de solução difícil (…) convidam o discípulo a consultar sempre a sabedoria, o gesto e o exemplo do Mestre.

Jesus, o banco de dados mais completo, confiável, oportuno, conveniente e incontestável!

(Sintonia: Caminho verdade e vida, Cap. 43, Consultas, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

light_over_cross_2Todos quantos optam pela cruz estão sujeitos a escárnios: zombarias, desdém, menosprezos, 33anos, da manjedoura ao Gólgota, essa a encarnação missionária de Jesus.

Nada foi fácil no caminho do “Modelo e Guia que Deus tem nos dado para todos os tempos”:

Inicialmente, imaginemos José e Maria à procura de uma ‘maternidade’: a Mãe prestes a dar à luz e sem hospital; quantos nãos hão recebido! É possível que uma parteira da localidade de Belém haja feito o parto do Menino e todo o cenário obstetrício, fosse composto por animais, pastores e objetos campestres. Embora cheio de significados, o panorama era de pobreza absoluta.

Excluindo-se, aos 12 anos, o ensino aos doutores da lei no templo, o mais absoluto anonimato e simplicidade até os trinta anos.

Das tentações no deserto, por espíritos ainda muito inferiores, ao Gólgota, as dificuldades no confronto com os fariseus e doutores da lei, que sempre o expunham ao ridículo. Ardilosos, desejavam vê-lo em contradição e eliminá-lo precocemente.

Todos os escárnios estavam dentro de um planejamento; jamais o Messias se subtrairia deles! Realiza em apenas três anos suas ações e seus recados, pois quem sabe fazer o faz bem feito e rápido…

O desfecho, no entanto, será cruel demais: o sacrifício da cruz, reservado a ladrões, malfeitores e traidores: o que roubara? Que mal fizera? A quem traíra?

“Ele salvou a outros e não pode salvar-se a si mesmo!” escarneciam os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos. “Confiou em Deus; Deus o livre agora!… Ele chama por Elias; deixa! Vejamos se Elias virá socorrê-lo!” (Mateus, XXVII, 41 a 49). Seriam estas as derradeiras zombarias oferecidas a quem ensinara, amara e curara…

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… Era o Príncipe da Paz e achava-se vencido pela guerra dos interesses inferiores. Era o Salvador e não se salvara. Era o Justo e padecia a suprema injustiça…

Todos os que desejamos fazer costado ao Mestre, não nos furtemos da cruz. Muitos nos olharão de soslaio e seremos incompreendidos até dentro de nossa casa. Porque ainda muito imperfeitos outros contestarão nossos atos, pois ainda não condizentes com nossa mensagem.

Confiemos; pois historicamente, e a começar pelos doze, que tinham também suas naturais dificuldades, nada foi fácil na vida de quantos desejaram ser tais quais Cirineus…

“Ele salvou a outros e não pode salvar-se a si mesmo!” Teria sido este, o maior paradoxo do poder? Para nossa reflexão!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 45, Somente assim, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

criacao-do-mundo“Ninguém duvide, porém, quanto à expectativa do supremo Senhor a nosso respeito. De existência em existência, ajuda-nos a crescer e a servi-lo, para que um dia nos integremos, vitoriosos, em seu divino amor e possamos glorificá-lo.” (Emmanuel).

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Costumamos afirmar que Deus não se aborrece ou se azeda perante nossa pouca vontade de progredir. Embora isto se configure numa ingratidão, – pois reencarnação é dádiva – também não se sentirá Ele desagradecido. Aqui a onipotência e imaterialidade divinas.

Mas também é verdade que, por fazermos parte de um Plano do Criador, – todos o fazem – o de atingirmos a perfeição, Deus mantém, sim, a nosso respeito uma grande expectativa, porque, criados a partir de seu ‘hálito’, contido no fluido cósmico, possuímos uma destinação superior que é a excelência de nossos Espíritos.

Também há outra ‘conveniência’ de nossa divindade: que colaboremos com sua incessante obra criativa.

Quanto a isso, temos várias perguntas a fazer-nos; entre elas: Não estaríamos colocando Deus num patamar pequeno, quase que antropomorfo, ao compará-lo com as imperfeições humanas? Não somos pequenos demais, frágeis demais, imperfeitos demais, para nos desejarmos seus colaboradores?

Em princípio ‘não nos desejamos’; Ele nos deseja! Se, popularmente afirmamos que ‘não somos tão pobres que não tenhamos nada a oferecer’ ou ‘tão ricos que não tenhamos nada a receber’, é claro também que para Deus nossos patamares evolutivos diversos são-Lhes convenientes na criação incessante do Universo.

De tal forma que amarmos em plenitude – e o amor será sempre o termômetro da evolução – e quando já servirmos em absoluto – e o serviço será o termômetro do amor – já seremos perfeitos e integraremos o amor Universal.

E as expectativas divinas acabam por aí? Não! Porque a obra divina é ininterrupta e esse Pai amoroso e zeloso continuará a ‘desejar precisar’ de nossa colaboração.

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O recado nos vem de Jesus, através de João 15:8, “que demos muito fruto” e assim seremos ‘os’ discípulos e o Pai será glorificado.

Se Deus obra incessantemente, não nos desejaria Ele ociosos… Reflitamos!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 45, Somente assim, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

2782457605_2d2fac88a0“Não se turbe o vosso coração (…). Há muitas moradas na casa de meu Pai (…). Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais. (João XIV, 1 a 3).”

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Na citação de João, uma das mais notáveis e consoladoras promessas do Rabi, prestes a partir de sua breve encarnação missionária de trinta e três anos:

  1. Despedidas – A passagem evangélica faz parte dos já adeuses de Jesus. Consola os seus (os doze e mais alguns discípulos próximos), acalmando os seus corações no sentido de que permaneceria com eles, ‘em Espírito’. Recomenda-lhes que seria importante se amarem, “pois nisto reconheceriam serem seus discípulos.” Finalmente diz a Pedro que “para onde vai, o discípulo não poderá ir agora, mas que irá mais tarde…”
  2. Lugar para cada um Na casa do Pai – no Universo – há muitas moradas, todas não necessariamente circunscritas, mas adequadas ao ‘estilo’ de avanços feitos nas diversas encarnações pelo Espírito imortal. Diríamos que ‘cada lugar’ é correspondente à mala que tenhamos preparada para a próxima viagem.
  3. A Boa Nova de Jesus – Jesus não poderia ficar para sempre – encarnado – com os seus. Deixa-lhes, entretanto, como guia, todas as mensagens proferidas e gravadas nos quatro escritos sinópticos. A vivência ou não de tais máximas, prepara-nos, indiscutivelmente, nosso apropriado lugar nas diversas moradas.
  4. O retorno – Após vários séculos de incompreensões sobre a Boa Nova, deturpações e equívocos, Jesus volta em Espírito de Verdade a fim de corrigir enganos de nossos sentidos ainda deturpados. Eis a doutrina dos Espíritos, a que esclarece e consola, mas que só nos “retirará para o Cristo”, sem assim o desejarmos, em virtude das escolhas de nosso livre arbítrio.
  5. A perfeição – Aqui o maior consolo ditado pelo Mestre: “onde eu estiver, também vós aí estejais” é a prenda mais alvissareira que o divino Rabi possa nos ter deixado, pois, evoluiremos mais ou menos rápido, mas todos somos destinados à perfeição, já que para merecer-Lhe o ‘costado’, precisaremos atingir a excelência moral.

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“Reconhecendo que o domicílio de seus seguidores – servidores provisoriamente distanciados do verdadeiro lar – não se ergue sobre o chão do mundo, prometeu Jesus que lhes prepararia lugar na vida mais alta.” (Emmanuel).

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 44, Tenhamos fé, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

32328w640“Pela linguagem o homem ajuda-se ou se desajuda (…). A palavra é o canal do ‘eu’” (Emmanuel).

Possuímos sete ‘centros de forças’, os chamados chacras (ou xacras). O terceiro desses centros é o ‘laríngeo’, situado à frente da laringe (ou caixa de voz). O laríngeo é responsável pela energização da boca, garganta e órgãos respiratórios. Digamos que seja o centro de comunicação do ser humano…

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Vamos mais longe: Porque vivemos em sociedade, através de nossa comunicação, ajudaremos ou desajudaremos. Construiremos ou destruiremos. Palavras ferem ou balsamizam.

Sábios afirmam que palavra é tal qual bisturi: Se não cura, mata! Espíritos já muito adiantados conseguem mesmo acometidos pela dor, enunciar palavras que dão alívio a outrem. Não é o caso da maioria de nós humanos, que ainda ferimos mais do que balsamizamos com nosso verbo. Pessoas muito acabrunhadas o que menos desejam é que lhes aumentemos as aflições através de uma palavra mal expressa, de maneira atropelada ou com a voz mal modulada.

Quando expressamos nosso verbo, expomos todo o nosso interior, pois a boca declinará do que nosso coração estiver cheio: Nesse momento nossas paixões explodirão ou virtudes se estenderão.

Nosso Benfeitor ora em estudo, nos aconselhará o equilíbrio, o caminho do meio: que nossa palavra não seja nem doce ou amarga demais; nem branda, nem áspera demais; e que conserte, se for preciso, mas sem a contundência cruel.

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Falar é desempenhar uma faculdade: não nos daria a Divindade a palavra para que não a utilizássemos. Mas a palavra, como todas as circunstâncias de nossas vidas necessita do equilíbrio.

Pensemos nisso, confrades!

(Imagem: Soldado britânico fala ao ouvido da namorada, antes de ir à guerra, 1939. Sintonia: Fonte viva, Cap. 43, Linguagem, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

diversidadeSomos iguais, dentro de nossas diversidades.

Somos ‘naturalmente normais’ dentro de nossas livres escolhas.

Ao afirmamo-nos naturais, não deveríamos nos intitular normais porque o primeiro pressupõe o segundo. Pouco adiantados, ainda, ou pouco firmes de nossa naturalidade, dizemo-nos ‘normais’…

A crítica aceitável sobre diversidade não pode prever preconceito, exige-nos sabedoria.

Dessa forma, preconceito é uma crítica injusta ou somente ‘justificada’ pelo orgulho e sua ‘corte’.

Doutrinariamente, perante Deus, somos todos iguais, pois que sujeitos às mesmas Leis divinas, – apropriadas a cada Mundo – Normas morais essas que nos conduzirão, mesmo que compulsoriamente, à perfeição: Ela é o nosso ‘fim!’

Quando compreendermos que o Espírito comanda nosso corpo e não o oposto, nos entenderemos todos iguais: pois brancos ou negros, ricos ou pobres, esguios ou nem tanto, homo ou heterossexuais, homens ou mulheres… possuímos um Espírito assexuado que enverga um corpo alternado, necessário e apropriado à busca da finalidade principal.

Todo o esforço, toda a luta, todo o trabalho, na busca da excelência moral é realizado pelo Espírito, sendo que o revezado corpo, situação, ou opção, pouca influência exerce na busca de tal pureza.

Se somos iguais naturalmente, não o somos nas aptidões que dependerão de uma série de fatores: Espíritos criados a mais ou menos tempo; com maiores ou menores aquisições; e com maior ou menor “vontade de obrar.” Aqui raças, credos, opções, situação, pouco influenciará, pois o essencial será o esforço próprio, o trabalho edificante, a iluminação de si mesmo.

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“O verdadeiro valor de um homem está no seu íntimo, onde cada Espírito tem sua posição definida pelo próprio esforço.” (Emmanuel).

(Sintonia: Questões 132, 618, 803 e 804 de O Livro dos Espíritos; e questão 56, aspecto científico de O Consolador, ditado por Emmanuel a Francisco Cândido Xavier).

114Nosso codificador, iluminado pelos Sábios, escreverá em O Livro dos Espíritos: “O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo. O mundo corporal é secundário; poderia deixar de existir, ou não ter jamais existido, sem que por isso se alterasse a essência do mundo espírita.” (Introdução, item VI).

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Vivemos num frenesi tão grande neste Planeta como se o único fosse, como se esta vida fosse exclusiva, principal. Não é assim! É verdade que pela infinita Justiça e Bondade de nosso Criador, de tempos em tempos experimentamos um novo, diversificado e alternativo corpo de carne para vivermos novas experiências regenerativas num mundo também material. Mas o que dele temos feito? Como o utilizamos nas variadas estações nas quais apeamos? É possível que ainda não tenhamos entendido:

  • A efemeridade destas passagens e o quanto elas representam para aquisição de nosso verdadeiro passaporte para o mundo normal;
  • Que em mais esta passagem, estamos aqui tratando de libertação: da nossa e, como cooperados, auxiliando na libertação dos associados à cooperativa;
  • Que o “O mundo normal” nos aguarda; que ele é a verdadeira conquista: Qual esfera nos espera após a estação terrena? A que for compatível com ‘a mala’ que temos preparada!…
  • Que os dias por aqui são rápidos e que dessa forma precisam ser aproveitados: se os gozos aqui são efêmeros, no mundo normal serão eternos;
  • Que a chance da reencarnação é de ouro: Quantos não estão esperando tal oportunidade! E
  • Que tal diminuta fração de tempo é hora de plantação: o que por aqui semearmos, colheremos por lá…

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Deparar-nos com o Cristo não é segui-lo. Segui-lo exige-nos abdicarmos das efemeridades desta curta romagem e darmos atenção às coisas que realmente nos servirão para o futuro. Tudo por aqui nos é emprestado; é-nos dado gerenciar. Vivermos no mundo, meio às coisas que lhe são peculiares, não significa que iremos levá-las em nossa mala. O mundo e suas coisas materiais serão bons enquanto nos forem úteis a avanços morais.

O quanto evoluirmos na presente estação validará ou invalidará nossa passagem por ela… Por um pouco, por aqui, muitas vezes perdemos o muito!…

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 42, Por um pouco, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).

8“Há momentos de profunda exaustão em nossas reservas mais íntimas (…). Instala-se a sombra dentro de nós, como se espessa noite nos envolvesse.” (Emmanuel).

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Reporta-se Emmanuel, aqui, à fome da alma, afirmando-nos que, se necessitamos do pão do corpo, muito mais necessitamos o do Espírito.

A fomeA fome é a desesperança. Quando esta se retrai, profunda apatia nos toma conta, pois nada nos conforta, atrai ou consola. Noss’alma, à míngua, fica enfraquecida, prestes a desfalecer.

As causas Somos os efeitos de nossas próprias causas: Como tal somos efeitos de nossas próprias indecisões, desapontamentos. Somos os próprios indecisos e desapontados conosco mesmos.

A comida – Como primeiro ‘tira gosto’ a profunda compreensão e o autoperdão a nós próprios. Depois o consolo de que nem solidão, nem abandono fazem parte dos divinos Planos.

Alimentados com tal promessa, convicções novas e aspirações elevadas começarão a fazer parte da nutrição que nos reabilitará a alma.

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Toda tempestade é seguida pela atmosfera tranqüila [e] não existe noite sem alvorecer. A fome da alma é apenas essa noite intempestiva. O “nunca te deixarei, nem te desampararei” (Paulo aos Hebreus, 13:5), é comida sagrada!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 41 Na senda escabrosa, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).

[UNSET]“… Cada meta a que nos propomos tem o preço respectivo.” E “se impostos pesados são exigidos aos que perseguem resultados inferiores, que tributos pagará o espírito que se candidata à glória na vida eterna?” (Emmanuel).

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Há preço a pagar pelas metas boas ou ruins que desejemos alcançar. Algumas vezes Espíritos abnegados pagam preços altos para que resultados aconteçam à humanidade, décadas ou séculos depois…

O usurário, o delinqüente e o oportunista, para atingirem seus maus objetivos, pagarão o preço de perderem a paz, aviltarem seus nomes e desfigurarem seus caracteres.

O aluno que ingressa na escola superior e que posteriormente aspira mestrado e doutorado, antes precisou sentar-se nos ‘banquinhos’ do fundamental, encarou o ensino médio, abnegou-se perante compromissos de horários, estudos, tarefas, experimentos.

Se, ao tempo do Apóstolo Paulo e dos novos cristãos o preço eram incompreensões, açoites, aflições e pedradas, com Francisco I, o Vaticano reformula-se se dobrando aos dogmatismos, intolerâncias e preconceitos, para que a igreja de Roma, amanhã, respire ares melhores.

Se cientistas se consumiram em seus laboratórios anteriormente, foi para que hoje tivéssemos vacinas e soluções para nossos males. Allan Kardec largou seu emprego bem remunerado para viver de ‘mesadas’ da Esposa Amélie Boudet, realizar a codificação em tempo recorde, – quatorze anos – desencarnar relativamente jovem, com apenas sessenta e quatro anos, consumindo-se pela causa para que obtivéssemos esclarecimento e consolo.

Todas as ‘bruxas’ e os ‘hereges’, submetidos à inquisição medieval e que na realidade eram os médiuns da época, se consumiram para que hoje tenhamos a liberdade de exercer todas as sagradas e necessárias intermediações entre espíritos deste plano e dos mais sutis.

Longe das vicissitudes suportadas pelos primeiros cristãos e médiuns medievais, nossa tarefa hoje, ou o preço dos resultados que desejamos obter é mais leve: A doutrina dos Espíritos ou quaisquer “trabalhos abnegação” nos exigirão devotamento, compromisso, pontualidade e resultados compatíveis com nossas habilidades, talentos e inclinações. Dentro de um posto de serviço, do presidente ao varredor, passando por facilitadores, palestrantes, expositores, bibliotecários, atendentes fraternos, ações mediúnicas… o que mais se deseja é o anonimato, a simplicidade e o sacrifício por tais tarefas:

Eis, e tão somente, o preço que nos será cobrado na obtenção do sagrado resultado do ‘início’ de uma progressão em direção à vida eterna.

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Termos Jesus como aliado poderá ser o melhor efeito de nossas suadas boas causas. Ou, o melhor resultado – a companhia de Jesus – será fruto da melhor abnegação e do maior esforço imprimidos à boa causa que abraçarmos.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 40 Ante o objetivo, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).