“… Atendendo os deveres que o Senhor te confiou, atravessarás o campo terrestre sem furtar a ninguém.” (Emmanuel).

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Comumente, nos expressamos: “fulano rouba-nos o tempo! Aquele nos furta a paz e a tranqüilidade; perdemos a confiança no sicrano; sacrificou-nos os interesses; desejou invadir e adivinhar nossos pensamentos; tirou-nos a esperança e a alegria de viver; desperdiçamos nosso próprio tempo; roubam muitas inocências; tornou-se um viciado precocemente…”

Não estamos aqui nos referindo a nenhum furto amoedado, mas a espoliações, roubos de “ordem moral.”

Normalmente ao assim procedermos, – roubarmos ou sermos roubados – estamos atravessando o campo terrestre mais preocupados com a vida alheia; em prejuízo da nossa…

… E atendendo [menos] aos deveres que o Senhor nos confiou.

A melhor prevenção contra a apropriação moral indébita será, portanto, nos preocuparmos com os “nossos” deveres; aqueles que o Senhor nos confiou.

* * *

Somos convocados, sim, por nossos deveres, a auxiliarmos irmãos em evolução; mas qualquer apropriação moral indébita, longe de ser uma colaboração, passa a ser furto moral…

… No mínimo uma interferência indevida.

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Em tempo apropriado, Nações já moralizadas terão catalogado como crimes tais apropriações.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 142, Não furtes, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).

“O desapontamento recebido com fervorosa coragem é trabalho de seleção do Senhor em nosso benefício.” (Emmanuel).

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Escrevemos, também, para aproveitamento dos outros. É comum, entretanto, e porque nossos ouvidos são os mais próximos, dirigirmo-nos a nós próprios.

Hoje, de forma especial, quando estudamos expectativas, a qual Emmanuel aborda em forma inversa, como desapontamento, dirijo-me, exclusivamente, (e perdoem-me o entrevero pronominal) aos “meus ouvidos…”

Possuímos a disfarçada mania de nos preocuparmos com “deus e todo mundo.” Na verdade interpomos aos outros nossas interferências – o que é diferente de colaboração – para que deles possamos vir a cobrar algo; é a “moeda expectativa”, relacionada aos nossos mais diversos círculos:

Daquele amigo que julgamos haver nos traído a confiança: confiança essa por nós superestimada.

Dos que ombreiam conosco em trabalhos diversos e dos quais desejamos a perfeição.

De nosso cônjuge que talvez mantenhamos uma expectativa máxima. Aproveitando-nos do dia dos namorados hoje comemorado, muitas vezes o consideramos nossa propriedade: num primeiro instante ele é “a nossa namorada; ou o nosso namorado.” Mais tarde “a nossa noiva; ou o nosso noivo.” E, finalmente, num extremismo ela é “a nossa esposa”; ou “o nosso esposo.” Esquecemo-nos, por inteiro, da individualidade do Espírito; e que ele ou ela são, e tão somente, nossos parceiros, auxiliares e instrumentos de caminhada.

Quanto aos filhos, atingimos o exagero, expressando-nos: “filho é sempre filho; não importa a idade!” Apegados a tal chavão, ignoramos que eles se tornaram adultos e possuem suas próprias expectativas. Quando deveríamos considerar-nos felizes por nos presentearem com os netos, “indolores, gratuitos”, tal qual um combustível, gracioso em tempos de gasolina, álcool e diesel caros.

Mantemos expectativas até sobre nossos feitos; e aqui talvez a moeda mais vil que possa se nos apresentar: a do reconhecimento.

Quando o melhor dos amigos, dos trabalhadores, do cônjuge, dos filhos nos decepciona, – desaponta-nos – quando não reconhecem nosso esforço, vem-nos à mente logo a traição e não um trabalho de seleção do Senhor em nosso benefício.

Se nos decepcionam, ou se não satisfazem nossas expectativas é possível que não se constituam, ainda, nosso melhor amigo, trabalhador, parceiro, cônjuge, filho. Ou que nosso “dever tenha deixado a dever!”

Porque há muita disparidade entre o patamar evolucional dos Espíritos, alguns afinarão conosco; outros nem tanto! Afinal somos 7,6 bi de almas diferentes nesta Escola chamada Planeta Terra.

Precisamos, então, de uma fervorosa coragem para entendermos tais desapontamentos aqui estudados como expectativas:

E essa fervorosa compreensão e coragem é o entendimento do livre arbítrio daqueles que nos cercam; mesmo se constituindo eles amigos, trabalhadores, cônjuges, filhos… E mesmo que no cumprimento de nossas obrigações estejamos, apenas, saldando débitos.

Tais criaturas, porque muito próximas a nós, passam-nos ainda despercebidas como “indivíduos individuais.”

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“Qual o pai de entre vós que, se o filho lhe pedir pão lhe dará uma pedra? Ou, se lhe pedir peixe, lhe dará por peixe uma serpente? (Lucas, 11, 11). Também no sentido das expectativas, nosso Pai que está nos Céus estará realizando a nosso favor esse trabalho de seleção.

Se a moeda expectativa nos cega, quem dela não for um escravo que veja!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 141, Renova-te sempre, 1ª edição da FEB) – (12 de junho; inverno de 2018).

Para indivíduos de ideologias diferentes torna-se visível (menos aos cegos), que ultimamente:

  • O preço da gasolina (principal combustível), caiu, em nossa cidade (Pelotas – RS), R$ 0,20. No querido e vizinho município de Rio Grande ela custa ainda menos: (- R$ 0,25);
  • O litro do leite caiu, em patamares médios, de R$ 3,00, para 2,00;
  • A principal bolsa brasileira se eleva;
  • O dólar está em seu menor índice; e
  • Se examinarmos melhor, há outros indicadores positivos…

Qual a solução? Simples! Sem abandonarmos nossas opiniões, mas deixando de digladiar-nos, poderíamos reunir essas economias (tímidas, ainda…) e sentar-nos para juntos, e com respeito:

  • Tomarmos aquela cerveja (se de cerveja gostamos…);
  • Apreciarmos uma taça de “Tannat”, que irá acalmar e fortalecer nossos corações diante os difíceis 4 anos que temos pela frente;
  • Quem sabe um café fresquinho com um croissant;
  • E rirmos; mas rirmos muito, de todas as besteiras que dissemos; pelos dardos que lançamos uns nos outros; pelas inimizades que fizemos (dentro da própria família); e pelas amizades que desfizemos…

Isentos, podemos fazer uma pequena reflexão sobre isso!?

(Primavera de 2018).

“Ainda que nosso homem exterior se corrompa, o interior, contudo, se renova dia a dia.” (Paulo, II Coríntios, 4:16).

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“O corpo se origina do corpo; o Espírito não é proveniente do Espírito, porque este já existia antes do corpo” (ESE, XIV, 8), constitui-se numa das colocações mais sábias da doutrina dos Espíritos.

Perecível, nosso corpo herda dos genitores características físicas, jeitos, trejeitos, cacoetes, tiques…

Imperecível, imortal, o Espírito é herdeiro de si próprio: um acumulado de virtudes ou equívocos.

Ambos são, pois, de procedências diversas e Paulo Apóstolo nos adverte sobre o fato:

De que, embora faleça nosso corpo atual um dia, nosso Espírito, ao qual chama de interior, tem o dever de se carregar de energias salutares dia a dia.

Não seria Sábio, Justo e Bom nosso Pai, se não nos destinasse à perfeição; e renovação é o termo usado por Paulo como pressuposto de encaminhamento à perfeição.

Emmanuel nos lembra que “cada dia tem a lição; cada experiência o valor correspondente; e cada problema determinado objetivo.”

Embora de procedências diversas, corpo e Espírito tornam-se parceiros, pois:

  • A lição é para ambos: ela pode ser salutar ao corpo, também, mas imprescindível à ascensão do Espírito;
  • Significativas mais ao Espírito, as experiências boas ou más estabelecem o aprendizado: é desejável que quanto mais maduro seja o corpo, mais contribua com a parceira alma; e
  • Os problemas, inerentes à categoria Planetária serão o cimento que solidificará tais parceiros.

Encararem lições, experiências, problemas, juntos, sob o comando do Espírito, será tarefa para tal parceria.

* * *

As procedências de corpo e Espírito, (conforme citação supra), são de origens diversas, mas a cada reencarnação nova parceria se estabelece, em corpos alternados, diversificados, anômalos (se necessário), para que o “interior se renove dia a dia,” ano a ano, revivência a revivência.

Pobreza, enfermidades, velhice, são, já, o ocaso, a decadência física; o encerramento de mais um ciclo corporal; mas o início de novo ciclo para o Espírito que já será com novo parceiro.

Parceiros? Parceiros!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 141, Renova-te sempre, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).

“O Mundo ainda é uma Jerusalém enorme congregando criaturas dos mais diversos matizes.” (Emmanuel).

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Jerusalém era o centro da Palestina antiga, onde Jesus viveu seus 33 anos Missionários: e na hora derradeira, não foi diferente, pois ali o sentenciaram; percorreu o caminho do patíbulo; e foi assassinado.

É possível que nessa hora derradeira, poucos o tenham acompanhado: sabe-se de Maria, sua Mãe, João (o discípulo ‘amado’), Maria de Magdala, a outra Maria, (irmã de Lázaro) e outros personagens ‘avulsos’ como Verônica, o estrangeiro Simão (de Cirene), a soldadesca, o oficial Longino e o bom (Dimas) e o mau ladrão (Cefas)…

… Acompanhantes heterogêneos; por bons ou maus motivos!

Na Jerusalém de hoje, diversificada também, (o Mundo) comportamo-nos da mesma forma; com interesses mais ou menos prudentes; de variados matizes:

Os impenitentes do agora; ou usurários egoístas, vivendo no entorno de nossos umbigos; os que ridicularizamos os já de boa vontade; os ainda ignorantes das verdades Cristãs; os acovardados perante a urgência do bem; os de pouca ou fé inoperante; os ingratos que já esquecemos de todos os socorros dos Emissários do Mestre; e outros, finalmente, com sinceridade e fervor, mas ainda temerários da imensa cruz que o Planeta supõe.

Simão, o de Cirene, era um destes: não tão convicto, mas sentindo a necessidade de operar, ajudar, servir…

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Não temos, ainda, a operância ou determinação das Marias; nem a de João, Verônica ou Dimas; tão pouco desejamos ser tais quais a soldadesca, Longino ou Cefas…

… Mas ainda talvez representemos a Simão Cireneu, instigados por nossa consciência; constrangidos perante nossos débitos, mas já tentando abraçar o madeiro, benéfico, necessário, evolutivo.

Na Jerusalém de hoje há também ferramentas variadas, desde o material que nos salva ou emperra; o bem e o mal para nossa livre escolha; e ‘madeiros’ de toda ordem que desejaremos abraçar ou arrastar.

Ou ficamos simpáticos ao Mundo e antipáticos ao Mestre; ou atraentes ao Mestre e desinteressantes ao Mundo…

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 140, Após Jesus, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).

“Ninguém pode ser, simultaneamente, amigo e verdugo.” (Emmanuel).

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Vivemos em Planeta de maus onde, sem generalizar, há mais verdugos do que amigos: Nosso Orbe ainda é assim.

Naturalmente, e porque Deus é também Sábio, suas Leis Divinas ou Naturais (Leis Morais), estão ajustadas a ‘este’ Planeta.

Quando nos percebemos incompreendidos, solitários, experienciando as dificuldades das sombras e das asperezas, Paulo de Tarso lembrará aos Tessalonicenses (e a nós): “Deus não tem nos designado para a ira, mas para a aquisição da salvação.” (I, 5:9).

Afinados a Paulo e a Emmanuel compreendemos que ira ‘rima’ com verdugo e está na contramão das Leis supracitadas; e que amigo (do bem) ‘verseja’ com salvação, e está consoante às Leis Divinas.

A começar pelo foro íntimo, a ira nos transformará, primeiro, em inimigos íntimos; entretanto nossa salvação dependerá da afiliação às Leis Naturais na ‘versão’ Planeta Terra. Direta ou indiretamente, ira ou salvação, contagiará os que nos cercam.

Compreendida a nossa muitas vezes solidão, e entendidas as dificuldades, sombras e asperezas como educativas, começamos a verificar a necessidade de vivermos neste Educandário dentro dos planos divinos para cada um de nós.

Perceba-se que Deus não nos criou Espíritos maus (irados, verdugos): criou-nos “simples e ignorantes”, mas herdeiros de ‘Sua’ genética (amiga e salvadora).

Atingida tal compreensão e aderindo a ela ou não, nos tornaremos amigos ou verdugos próprios; possivelmente amigos ou verdugos de nosso ‘próximo mais próximo’ ou mais distante.

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É possível que muitos ‘nãos’ a nós próprios ou aos outros não possuam a conotação de carrascos, mas representem educação e pedagogia.

Será impossível sermos, simultaneamente, um ou outro: amigo e verdugo são dicotômicos, opostos.

Amigo ou verdugo? Eis a encruzilhada!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 139, Na obra da salvação, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).

“Não procuremos orientação com os outros para assuntos claramente solucionáveis por nosso esforço (…). Cada Espírito possui o roteiro que lhe é próprio.” (Emmanuel).

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Cada Espírito carrega consigo um roteiro próprio; orientações adequadas para cada situação: passada a prescrição por insigne médico e adquirido o medicamento, lá estará a bula referendando como deve ou não agir o paciente.

Mas a que bula, roteiro, ou orientação nos referimos? Onde estão eles impressos? “Na [nossa] consciência!” (Questão 621 de O Livro dos Espíritos).

Foi lendo a bula que o Samaritano compreendeu que deveria assistir, anônimo, isento, dedicado, ao assaltado, na estrada que descia para Jericó.

Foi por deixarem de ler a bula que o sacerdote e o levita passaram ao largo, desatendendo ao mesmo infeliz.

Foi por ler a bula que Zaqueu subiu ao topo do sicômoro, para poder melhor ver o Mestre.

Foi por não ler por inteiro a bula que o agoniado “jovem rico” não conseguiu acompanhar por completo o Rabi.

Foi por ler a bula que a hemorroíssa (sangrava há doze anos), tocou as vestes do Mestre.

Foi por não lerem a bula que muitos condenaram a atitude daquela doente…

Foi por ler a bula que Maria (irmã do amigo Lázaro), lavou os pés de Jesus com suas lágrimas, ungiu-os e os secou com seus cabelos.

E foi por não ler a bula que Marta censurou a atitude da irmã, enquanto preparava e servia o jantar.

Foi por ler a bula que o centurião pediu ao Mestre que curasse seu servo, porém que não precisaria ir até suas casa, pois disso não era digno.

Foi por não ler a bula que Longino espetou a lança cruel no peito do divino Sentenciado.

É por ler a bula que afirmamos: “darei uma boa palavra e o pagamento ao meu guardador de carro, mesmo correndo o risco de que venha a, novamente, se embriagar!”

Mas quando não lemos a bula, “temerariamente, precipitados e desdenhosamente”, somos categóricos: “por que contribuir com este ‘desocupado’ se, novamente, irá se embriagar?”

É por lermos a bula que dirigimos palavra de conforto e estímulo à prestimosa que deixou nosso hall de entrada limpo e cheiroso.

Mas é por não lermos a bula que julgamos que ela está “sendo paga para isso” e então emudecemos…

* * *

O “Doutor” é confiável; o diagnóstico contundente; a prescrição é clara… e a bula está à nossa disposição para quaisquer dúvidas: nela está escrito “o que devemos fazer ou deixar de fazer.” E “só somos infelizes quando dela nos afastamos.” (Questão 614 de O Livro dos Espíritos).

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 138, O justo remédio, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).

“… Quantas vezes o fizestes a um destes meus irmãos mais pequeninos, a mim o fizestes!” (Mateus, 25:40).

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Vivemos em Planeta corpóreo, problemático, ainda com a predominância do mal: aqui é nosso teatro de operações; das nossas batalhas.

Nós, pressupostos pequeninos, porque equivocados de toda a sorte, por aqui convivemos, nos movemos, manobramos e interagimos: implícito está que devamos assistir-nos mutuamente.

Pequeninos, ainda, tudo o que de bom realizarmos uns pelos outros, a Ele o faremos; ou deixaremos de fazer.

Tais assistências se realizam, por enquanto, aqui…

… Em nosso “céu terreno”, quando assistimos aos pequeninos; e em nosso “inferno terreno”, se deixarmos de assisti-los.

E porque o Planeta é de pequeninos, eles abundam em nosso redor, como oportunidades de ações:

Poderá o pequenino ser o nosso cônjuge, que conosco mora e está fragilizado: a ele assistiremos; ou deixaremos de fazê-lo!

Poderá ser o filho problemático, ainda sob nosso teto: a ele atenderemos; ou deixaremos de atender!

Poderá ser aquele vizinho de porta ao qual torcemos o nariz: a ele toleraremos; ou não!

Poderá ser o prestimoso que deixa o hall de entrada de nosso bloco limpinho e cheiroso: a ele seremos reconhecidos; ou não!

Poderá ser o trabalhador e guardador zeloso de nosso carro que não deseja, tão somente, nosso pagamento; requererá também nossa boa palavra: a ele a dirigiremos; ou não!

Poderá ser o trabalhador problemático que conosco ombreia na seara da Boa Nova: a ele compreenderemos; ou não!

Poderá ser um pequenino mais complicado, ainda, fora de diversos padrões de nossa sociedade e que precisará mais do que compreensão: aceitá-lo-emos; ou não!

Poderá ser o crente que só não acredita na necessidade das boas obras: a ele exemplificaremos; ou não!

Mas poderá ser, também, o que “parece ser grande”, mas atormentado pelas riquezas materiais e apequenado pelas misérias morais: a este, em especial, toda a nossa misericórdia!…

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Dá-nos a entender o Mestre amoroso que o fazer, ou deixar de fazer é uma via de duplo sentido; que a escolha é nossa; e as conseqüências, também!…

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 137, Atendamos ao bem, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).

“Viver calmamente não é dormir na estagnação. A Paz decorre da quitação de nossa consciência para com a Vida.” (Emmanuel).

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A calma não está na contramão da evolução; a estagnação pressupõe estacionamento.

Quando estamos equilibrados (a verdadeira calma), significa que estamos quites com os propósitos divinos perante nossas competências:

E isso, segundo o Benfeitor, é Paz!

Quando nos sentimos estagnados (situação transitória), estacionados, no estaleiro, significa estarmos aquém de nosso potencial:

Isto não significa, entretanto, que, de quando em quando, não necessitemos de ‘reparos; de oficina!’

Referimo-nos a quando esse sossego ‘parece’ preguiça; e aí é perigoso!

Deus não nos confiará cinco talentos e desejará que os frutifiquemos além de nosso potencial…

… Mas também não nos confiará um talento desejando que o enterremos!

É a expectativa (Divina) versus potencial, talentos (nossos).

Sossego, portanto, se confunde com a calma de um Espírito consciente de que:

Executou o que lhe competia e o combinado; não teve a pretensão de realizar algo fora de sua competência; não se entregou à preguiça destruidora; sabe respeitar os limites de suas forças; e sempre lutou pela harmonia própria e a do grupo.

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A vida nos estabelece metas: sossego, calma, favorece tais metas; preguiça, indolência estorvam-nas!

Por que a prova da riqueza é mais difícil que a da pobreza? Porque os cobertores da riqueza são quentes e fartos; e os da pobreza escassos!

Mas, e dentro da relatividade, nada disso se constitui generalidade:

Na riqueza ou na pobreza, sossego, sim! Preguiça, não!

É o equilíbrio; e o trabalho reside [na sua] base!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 136, Vivamos calmamente, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).

“Quem perdoa, esquecendo o mal e avivando o bem, recebe do Pai celestial o ‘alvará da libertação’ de si mesmo, habilitando-se a sublimes renovações.” (Emmanuel).

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“Perdoar; esquecer as ofensas; não desejar nenhum mal; e orar pelos inimigos”, recomendações doutrinárias, é condição estabelecida pelo Pai, para que também por Ele sejamos perdoados (Mateus, 6:14).

“Perdoar”, além de impositivo, já é possível a algumas almas de boa vontade e matriculadas nas escolas Crísticas;

Da mesma forma, “não desejar nenhum mal” ao perdoado ou àquele que nos perdoou, também está ao alcance daquele que já se banhou na Boa Nova;

“Orar pelos inimigos” é uma espécie de estratégia divina, pois quando assim procedemos, as partes já não mais são inimigas; mas

Quanto ao “esquecimento das ofensas”, considerado até antinatural, é próprio somente das grandes almas: Chico, Madre Tereza, Irmã Dulce e até nosso encarnado Divaldo, dificilmente se consideraram ou se considera ofendido…

Um dia iremos perceber que as mesmas faltas reprovadas em alguém, já as cometemos ou iremos cometê-las. Acontece que nossos orgulhos ficam em duelo e críticas os magoa!

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É possível que ao perdoarmos alguém, nos seja “coberta uma multidão de nossos pecados” (pois assim o Mestre nos anunciou a Lei do Pai); parte do mal (próprio deste Orbe) seja anulada; e avive-se o bem. Prende-se à parede o “alvará da libertação.” É a Regeneração batendo à porta do Planeta!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 135, Desculpa sempre, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).