Archive for março, 2012

“Incapaz de voar, o avestruz, embora seja uma das maiores aves, esconde a cabeça no primeiro buraco que encontra à sua frente, quando acuado e amedrontado”.

O elefante se sujeita prender no circo por uma ‘correntinha’. Conformou-se com essa vida, sem desejar avaliar a força que possui.

Ambos, avestruz e elefante possuem a natureza do medo.

Rebelar-me contra a dificuldade de meus medos seria como imaginar o avestruz se lançar num majestoso vôo numa ‘canhada’ de meu Pampa ou o elefante, com suas toneladas, ‘chutar o balde’ no circo.

A partir do momento que eu controlar as rédeas de minha evolução e equilibrar certas situações em desalinho estarei também harmonizando meus medos.

Todos os meus medos poderão ser erros de cálculo aritmético: Não consigo – ou não quero – mensurar a quantidade de Força Natural que herdei e possuo dentro de mim.

Há, ainda, o fóbico social e que não se expõe perante a sociedade por dois motivos já aqui tratados: Se for vaidoso, eximir-se-á de compartilhar seus talentos, com medo de ‘não agradar’, de não ser ‘aplaudido’. Se for egoísta, aí mesmo que nada partilhará de suas faculdades em proveito da comunidade.

“Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação”. (Q. 766).

Toda vez que eu estiver renegando as minhas faculdades inatas ou adquiridas com o prejuízo do progresso particular ou comum, eu estarei me comportando como o avestruz ou como o elefante; nestes ainda há o atenuante de suas ‘naturezas’. Quanto a mim haverá o agravante de ‘minha’ natureza.

“O medo será sempre a lente que aumentará o perigo”.

(Subsídios e sintonia são dos capítulos Medo – pg. 65 a 71 – de As dores da alma, de Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).

Quando optei, através de concurso público, permanecer no Exército Brasileiro – ‘fazer carreira’ -, sabia que tinha pela frente dois caminhos distintos:

1. Levar o estudo de maneira ‘flauteada’ ou

2. Encará-lo de frente, com empenho, determinação e vontade…

Optei pelo segundo. Através de renúncias, ‘focado’ e com vontade de ferro atirei-me no estudo. Namorava pouco – era noivo de ‘minha velhinha’-; dava-lhe uma olhadinha, ia para casa e… cama. Às quatro da ‘madruga’ me levantava e mergulhava nos cadernos. Fiz concurso em âmbito regional – PR, SC e RS – e fui aprovado nos primeiros lugares.

“A reunião de todas as nossas ansiedades não poderá alterar nosso destino; somente nosso empenho, determinação e vontade no momento presente é que poderá transformá-lo – o destino – para melhor” (Hammed, As dores da Alma).

Quando aqui mesmo escrevi Destino, não! Acordo reencarnatório, isto não é absoluto. A despeito do acordo que um dia fiz antes de reencarnar, eu tenho sim a chance de mudar o rumo do meu destino. Se a oportunidade existe na esfera intelectual por que não existirá na moral?

Com empenho, determinação e vontade – e o momento é agora! – poderei transformar meu destino para melhor; basta eu me aplicar nesse concurso público!

(Fotos: 1. Recruta no então 9º RI, maio de 1969, magrinho! 2. Subtenente e encarregado de material, em 1993 no atual 9º B I Mtz, Pelotas-RS) 

(Subsídios e sintonia são do capítulo Ansiedade – pg. 149 – de As dores da alma, de Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).

Três vícios detestados, criticados e que ainda os ‘amo de paixão’ – e não só eu… Eles não são mazelas só de pessoas amoedadas – endinheiradas. Não! Há pessoas extremamente egoístas e mesquinhas de solidariedade, compaixão, palavra… Sabe aquelas pessoas com fobia de povo; caracóis!?

Transcrevo aqui, com o devido consentimento de Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed, algumas considerações sobre o assunto, extraídas de As dores da alma (Pg. 125, capítulo Egoísmo):

“A vaidade é filha legítima do egoísmo, pois o vaidoso é um ‘cego’ que somente [vê] a si próprio”.

“A vaidade é… a ilusão dos que querem ter êxito diante do mundo e não dentro de si mesmo”.

“Ficaríamos envergonhados de nossas melhores ações, se o mundo soubesse o que às motivou” (Francisco VI).

“[O] indivíduo vaidoso [falsifica] a si mesmo para chamar a atenção”.

 “As almas não são clichês [cópias]… Todos temos características individuais. Os ingredientes do sucesso do ser humano se encontram em sua intimidade”.

“A mesquinhez pode manifestar-se ou não com a acumulação de posses materiais, como também pode aparecer como um ‘auto-distanciamento’ do mundo”.

“O altruísmo é o amor desinteressado, enquanto a avareza é filha da ‘pobreza do mundo interior’”.

Parece uma grande contradição, mas quanto mais critico minha vaidade, orgulho e egoísmo, mais os ‘amo’!

(Outono de 2012).

Tomei gosto pela leitura, há apenas três anos… No verão de 2009/10, minha orla recebeu uma ‘visita’ inesperada. De repente, me vi cercado de livros e os lia com voracidade; Estava, na verdade, tentando recuperar algo perdido, pois iria completar 60 anos e recém havia despertado para a prática. Em março de 2010, estava matriculado no ESDE na gostosa turma das tardes de quarta-feira, com as coordenadoras Lauir e Maria Lúcia. Era um dos poucos homens entre umas 20 mulheres. Saudades daquela turma que eu, carinhosamente chamava de ‘meu harém’.

Hoje tenho algumas convicções sobre ler, escrever ‘navegar’… Todos são úteis! Permito-me, entretanto, fazer algumas ressalvas e/ou afirmações. Por ser meu norraund ainda escasso no assunto, me corrijam, por favor!

  • Ler e escrever são como queijo e goiabada: São dependentes, se completam e são gostosos juntinhos…
  • Quando tomei gosto pela leitura, logo, logo estava escrevendo…
  • A qualidade de minha leitura sempre influirá no que irei escrever.
  • Ler é sintonia pura: O que produzirei – a escrita – será exatamente dentro dessa freqüência ou sintonia.
  • Todo o bom livro desencadeará uma seqüência lógica – e também boa: Leitura, idéia, escrita…
  • Cada vicissitude requer um tipo de socorro; cada livro, cada autor, poderá ser um socorrista diferente.
  • Livros não têm mouse, utiliza-se o ‘dedo’; suas páginas não se minimizam, utilizam-se ‘marcadores’.
  • Se, por um lado a internet me oferece ‘coisas prontas’ e boas, os livros me permitem ‘aprontar coisas’… e também boas!
  • Gosto de uma página de relacionamento: Ela descobre meus ‘parentes’ que estavam ‘escondidinhos’.
  • Uma página de relacionamento é avanço tecnológico, é ‘ciência’ Saber usufruí-la poderá ser ‘religião’.

(Outono, já frio de 2012).

Quando não tenho condições de adquirir um ‘carrão’, completo, perfeito…  Lanço-me num básico – sabe o ‘rapado’? -, porém “perfectível”, ou seja, um carro com pré-disposição a ser equipado, um dia, e de acordo com minhas possibilidades, daqueles acessórios necessários a se tornar num ‘carrão’.

Ou seja, “todas as capacidades criativas estão potencialmente presentes [no meu carro básico, e ele precisa] apenas de tempo para integrá-las em definitivo”.

Quando Deus me criou – e a nós todos – “Espíritos simples e ignorantes, em sua origem, [seríamos] como as crianças, ignorantes e inexperientes, só adquirindo, pouco a pouco os conhecimentos de que carecem com o percorrerem as diferentes fases da vida”. (Q. 115-a).

Isto significa que, tal qual meu carro básico, sou “perfectível” – possuo “o germe da perfeição” – e minha destinação será, inevitavelmente, me transformar num Espírito Perfeito após as várias travessias de minhas vivências.

Se meu carro básico, que é produto de inteligências limitadas, poderá evoluir para um ‘carrão’, por que não eu, que sou centelha da Inteligência Suprema?

Sou – metaforicamente – um carro básico, porém, “perfectível”!

(Subsídios, sintonia e expressões em itálico do livro As dores da alma, de Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed, Ed. Boa Nova) – (Friozinho do outono de 2012).

A aula do ESDE era sobre preocupação. A natureza é o melhor exemplo de despreocupação. Rodolfo, do alto de sua experiência lembrou à turma para não esquecer que o livre-arbítrio era domínio do hominal e jamais do mineral, vegetal ou animal…

Mateando hoje – 24 de março – na gostosa Av. Rio Grande, olhei as aves do céu em seu frenesi e me parei filosofando solito. Vejam no que deu:

  • As pessoas estavam apressadas; no máximo de duas em duas, conversavam pouco, não se saudavam. Algumas sussurravam ao celular… Outras, ansiosas, olhavam a muda tela do seu, realizando ocultas cobranças. Custou-me arrancar o sorriso do cidadão que passava de muletas. Mas todos possuíam seu livre-arbítrio!
  • No alto, o alarido era geral, ‘conversa’ animada; ‘papearam’ durante todas as duas horas que lá estive. Mas elas não possuem só o instinto?
  • Um pai passou com a filha, já saindo da adolescência; deveria ser universitária, daquelas que moram em nosso balneário. Foram comprar algo para a casa ou apartamento; parecia um cabide para cortina: Mas o pai é ‘quem’ carregava o artefato. Mas, pai e filha possuem o livre-arbítrio!
  • Olhei para cima e uma delas – que só possui o instinto – carregava no bico um graveto maior que ela própria. Meu livre arbítrio me permitiu fazer um paralelo com a moça que – também com seu livre-arbítrio –, se furtava de carregar o cabide.
  • O Cassinense mora em casas cercadas de grades ou em apartamentos. Ambos, o morador e os possíveis larápios se utilizam de seu livre-arbítrio para se proteger e para ‘trabalhar’.
  • Elas moram em colônias. No ninho bem grande e com várias portinhas há várias famílias. E há muitos ninhos! Protegem-se? Mas só têm o instinto!
  • As pessoas passavam com sacolas… No mercado adquiriram – fruto de seu trabalho -, mantimentos, víveres, ingredientes talvez para o almoço, afinal o livre-arbítrio lhos permitiu.
  • Elas, quem sabe, no horário apropriado atacariam algum milharal, ou plantação de gira-sol ou… Qualquer ‘quitute’ que o Pai do Céu lhes oportunizasse; e tudo rigorosamente atendendo a seus instintos.

É! O Rodolfo tinha razão: O livre-arbítrio é atributo do homem. Mas como o está usando?

Quanto a mim, rigorosamente dentro do meu – livre-arbítrio – liguei o carro e fui para casa procurar nos armários uma sardinha que desde o Globo Repórter de ontem estava com ‘desejo’ de comer.

O ensinamento e o alarido estridente das caturritas, entretanto, não me saíram da cabeça.

 (Nostalgia em um outono, 2012).

Amigos os tenho muitos, armazenados no PC de meu coração.

Quando processo o teclado de minha saudade, encontro-os no M, no C, no E, no W, no F, no S, no L…

Tenho-os, em fim, do A ao Z, todos em caracteres maiúsculos… E em fonte grande!

Amigos, “é coisa prá se guardar” na tecla direita do mouse e quando bate aquele desejo de com eles navegar, os copio e os exibo no painel de meu peito… E em tela cheia!

Com um só clique ou um só enter, os transporto do conforto, particularidade e maximização de suas vidas para as carências da minha… E como as tenho, armazenadas na memória de minha alma!

 Meus amigos, os quais salvei em itálico e negrito em meu coração, não serão facilmente deletados; muito pelo contrário, encontram-se bem à feição, na área de trabalho do computador que é minha existência.

Meus amigos protegem a tela da minha alma quando o vírus da angústia teima em se acomodar em meus nichos mais escuros; aí entra em ação o super Avast daqueles que elegi não como conhecidos, mas como melhores amigos. Quantos já promoveram um verdadeiro download nas amarguras de meu peito!

E o socorro, o da minha lista de amigos, não possui a velocidade de um mega… É de oito para cima!

Enquanto arrasto o pequeno ratinho no mouse pad, fico a pensar: No dia em que a mão falhar e não puder mais curtir, comentar, compartilhar todas as alegrias de meus amigos virtuais…

… Certamente eles estarão inserindo em mim uploads de pensamentos positivos, orando por mim e me amando, incondicional e virtualmente!

 (Nostalgia em um outono, 2012).

“… Nessas uniões [entre seres destinados a viver juntos], ordinariamente buscais a satisfação do orgulho e da ambição, mais do que a ventura de uma afeição mútua…” (Q. 940).

Que tal realizar aqui um paralelo – gosto de paralelos! – entre a Parábola do Semeador e a questão 940 de O Livro dos Espíritose ainda com uma pitada de metáforas?

  • seres que nunca foram destinados a viver juntos… Sua pseudo-afeição caiu à beira do caminho; as aves do orgulho e da ambição as consumiram… 
  • seres que se propuseram a caminhar juntos baseados em interesses – fortunas, nomes, títulos… Esses interesses, tais quais pedregulhos, abortaram suas raízes. Eram frágeis as bases!
  • Outros foram abafados e pereceram sufocados pelos espinheiros das cobranças, intolerâncias, intransigências. Findaram-se ante paixões, orgias, cismas e jamais realizaram o dever de casa. Os abrolhos sufocaram-lhes os brotos, ramos, folhas e frutos… Afinal, não há afeição sem confiança…
  • Por fim, há seres que lançaram sua relação em terra boa. Essa não possui só brisas, estrelas, as doçuras do mel… Ventos, céu nublado, fases de luas – e entre elas a minguante – lhes adubaram e fortaleceram a terra e esta produziu cem por um; solidificou-lhes, digamos, “a ventura de uma afeição mútua…”

(Subsídios e sintonia são de As dores da alma, de Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012, com o friozinho chegando).

Há distinção entre orientar e educar. Consultando Dom Aurélio, confirmo que, ao passo que orientar seja indicar o rumo, educar poderá ser cultivar o espírito. Os conceitos se aplicam às questões sexuais:

A orientação sexual como que pega a criança e o adolescente meio de surpresa; às vezes ‘na marra’ ou precocemente. Tal faixa etária receberá tais orientações na escola, de colegas e amigos, na frente da TV e até numa família de moralidade duvidosa. A escola só lhe será didática; entre colegas e amigos, dado à cumplicidade, nunca haverá escrúpulos; a TV mostrará aos infantes desde comerciais tendenciosos, inverídicos, mercantilistas, até as obscenidades de realitys; num mesmo ‘pacote’ – cena de novela, comercial, programa… -, a mídia lhes enfiará ‘goela a baixo’ um coquetel que incluirá libertinagens, apologia a vários vícios e desrespeito aos limites alheios. Famílias ‘mal começadas’ dificilmente os orientarão bem sexualmente.

Que “a educação começa em casa”, ninguém duvida… A educação sexual não fugirá à regra. A família comprometida em cultivar o espírito, sempre informará a seus filhos que “por acreditarmos saber distinguir a diferença biológica entre o macho e a fêmea [não poderemos julgar] conhecer tudo sobre o conjunto dos fenômenos sexuais que se podem observar nos seres vivos.” (Hammed). Filhos precisarão ouvir de pais – de preferência no colo – que animais possuem instintos, humanos, razão; que a roupagem macho/fêmea é temporal e alternada; que o ato sexual vem depois do carinho; que a família não é uma ‘arena’ ou um ‘potreiro’ como os mostrados na TV; que biologicamente o sexo é natural, mas que o braço sempre será ‘o mocinho’ na relação de jovens, adultos ou idosos. Quando os infantes compreenderem estas e muitas outras ‘educações’, estarão preparados para iniciar uma trajetória que será eterna, de reencarnação em reencarnação.

(Subsídios, recursos e sintonia são de As dores da alma, de Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012, com muita chuva).

Aprendi – através da dor, é lógico! -, que minha solidão poderá ser necessária ou patológica… Para melhor compreensão, utilizo-me de algumas alegorias próprias de meus costumes e habitat. As considerações em negrito se referem à patológica; as demais à solidão saudável:

  • Num dia chuvoso – sabe aquela chuva necessária?! – é lógico que não irei à praia. Aprazer-me-á ficar em casa acomodando coisas, por exemplo. Farei um descarte em minhas prateleiras, jogando fora o que me incomoda e preservando com o que me é útil. Conferirei os escaninhos de minha alma verificando as ‘mensagens’ que a vida tenta me enviar; tentarei sacudir cinzas de coivaras que teimam em tisnar as coisas que me tem serventia.
  • Se o dia estiver ensolarado e quente, desejarei estar na praia numa roda de amigos. Precisarei, entretanto, tomar certos cuidados, pois qual o amigo que desejará estar se relacionando com pessoas possessivas, donas da verdade, desrespeitosas. Amigos certamente deixarão na solidão uma pessoa assim.
  • Se estiver mateando solito, e estando em boa sintonia, certamente não estarei mateando solito… ‘Alguém’ mateará comigo. Haverá uma efervescência de idéias, intuições aportunizadas pela meditação, enfim, quase uma contemplação monástica.
  • Se, por outro lado, estiver mateando em uma roda de amigos, ou no círculo familiar e adotar atitudes perfeccionistas ou nela imprimir minhas teimosias e manias… Acabarei novamente solito, pois a reunião se esvairá e novamente ficarei solitário… Morbidamente solitário!

Mas o que têm a ver chuva, sol, praia, roda de chimarrão… com solidão? Na ‘real’, nada; interpretadas as alegorias, tudo!

(Subsídios, recursos e sintonia são de As dores da alma, de Francisco do Espírito Santo Neto/Hammed, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).