Archive for maio, 2012

Responsabilidade é a carga secundária necessária para acionar várias cargas principais… Tal qual um efeito dominó, é a peça que impulsionará as demais.

Explicando: Com a responsabilidade de, não só comparecer às aulas, mas cumprir horários e regras e em atingindo a assiduidade, esta me dará o suporte a ingressar nas primeiras de uma série de atividades da ‘Casa’.

Engajado às primeiras tarefas, e continuando a elas imprimir minha responsabilidade, novas tarefas virão.

Não tenho dúvidas que o Divino Timoneiro continua ao leme, porém “a criatura humana já tem mais de dois mil anos de Evangelho, por isso os agora chamados ‘milagres’ estão mais por conta da transformação interior de cada um do que necessariamente pela intervenção exclusiva de alguma força espiritual externa”. 

Ou seja, a responsabilidade de enxergar esta verdade e de me disciplinar buscando a transformação interior, desencadeará em mim a possibilidade de operar meus particulares milagres.

Esta responsabilidade sempre me acenará que tenho uma ‘quota’ de milagres a realizar e mais, precisarei ‘prestar contas a mim mesmo’ dessa quota.

Não há responsabilidade maior que a do perdão, pois esta implica em caridade. Renunciar ao perdão é como flechar o próprio tendão do calcanhar: Imobiliza-me nesta vida, leva seqüelas ‘assediosas’ para a erraticidade e me evidenciará cicatrizes em várias encarnações.

Negar o ‘nebacetin’ à ferida purulenta do necessitado; ‘engolir’ a palavra amiga ao guardador de meu carro; ou negligenciar o telefonema ao companheiro doente: só aí estão elencadas três irresponsabilidades ou… três milagres à menos!

“Brilhe a vossa luz…” Toda vez que acionar a responsabilidade minha luz própria poderá começar a brilhar. Luz ilumina caminhos. Várias luzes produzirão o clarão…

Haverá aquela hora em que meus filhos se tornarão ‘doutores’ em arrumar soluções para mim… Por mais que me arrenegue, isso é responsabilidade!

Responsabilidade para com os que nos cercam: O milagre mais evidente!

(Para Iara Nobre, exemplo de responsabilidade).

(Expressões em itálico e sintonia são do cap. Brilhe a vossa luz, pg. 86 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Outono frio de 2012).

Pessoas unidas em torno de um mesmo pensamento, objetivo ou causa, estão em comunhão, comum união – do latim communione – ou com união de propósitos.

Estar em comunhão não significa, necessariamente, estar ‘bem’ intencionado, pois malfeitores também se unem ao redor de suas causas.

Lamento, mas o estigma sempre fica e apesar da prodigalidade da Vida Maior, e como sou ‘doutor’ no julgamento ‘dos outros’, Adolf Hitler e seus comparsas sempre se mancomunaram em torno de suas causas apocalípticas. Ao führer que sempre condenou o capitalismo e defendeu o socialismo – da boca para fora – perguntar-se-ia: Quem financiava as fardas de seu exército, caras e impecáveis? E suas mesas fartas, sempre regadas a bons vinhos? E os carros, uma raridade na época? E blindados, armas, mansões, quartéis? Era a comum união das trevas atuando entre eles!

Católicos romanos, ortodoxos, anglicanos, testemunhas de Jeová, santos dos últimos dias… no ápice de suas celebrações partilham e comungam de um pão, uns com vinho, outros com água, para estabelecerem uma comunhão entre a fé de seus membros e o ‘Corpo de Cristo Consagrado’ ou, tão simplesmente, para reverenciar a Sua memória.

Comungar de mesmos pensamentos, idéias e ações são a melhor forma que eu terei, junto aos meus ‘comuns’, para chegar a um bom concurso desses itens.

“Se dissermos que estamos em comunhão com ele e andamos nas trevas, mentimos e não praticamos a verdade… Se caminhamos na luz como ele está na luz, estamos em comunhão uns com os outros”. (1 João, I, 6 e 7).

Comunhões sadias referir-se-ão sempre à Luz… Conluiadas, sempre ao mal.

Serei mentiroso e desonesto sempre que conspirado aos últimos.

Jesus era verdadeiro porque comungava da Luz do Pai. A Diretriz que Deus lhe houvera traçado, estabelecia um Plano de Redenção muito bem elaborado e todos que se reunissem em torno desse objetivo, estariam estabelecendo uma ‘comunhão de bens’.

Seguindo o raciocínio acima temos, alinhados, Criador, criaturas e o Divino Mediador.

Conduzir minha embarcação pelas águas tranqüilas do bem significa eu estar usufruindo dos fachos do Divino Faroleiro; é a expressão de que me dou conta que o timoneiro sou eu, mas que a segurança ‘quem’ me proporciona é o Lanterneiro… Faroleiro, capitão, timoneiro, tripulação, passageiros, todos comungam da grande pretensão de chegar ao Porto Seguro.

Estar reunido ao redor de tarefas Crísticas, não significa que todos os obreiros possuam a mesma aptidão. Muito pelo contrário, de trabalhadores heterogêneos é que resultará a comunhão de compartilhamentos. Nem todos acertarão e da análise de seus desassossegos, com compreensão e fraternidade a causa será retomada.

Certa vez, lá pelos idos do ano 1 d.C., chegou a Belém uma centelha da Divina Estrela, reunindo em torno de Si reis, pastores, seres menores da criação… Essa Centelha desejou, mais que permanecer acesa, alastrar-se e ser compartilhada entre todos que estivessem dispostos a comungar do bem da Verdade Maior…

…A partir daí, à criaturas ‘comuns’, foi proporcionado realizar tarefas ‘incomuns’, porém próprias de cada um. O resultado dessas tarefas, ou seu produto, chama-se comunhão, comum união ou ‘união de propósitos’.

 (A sintonia é do cap. Princípios unificadores, pg. 203 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Batuíra, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).

Casas Espíritas não tem o poder de realizar curas miraculosas…

Em uma ferida curada de fora pra dentro restará um depósito purulento prestes a explodir a qualquer hora.

A oração, vigilância, estudo e os trabalhos da Casa Espírita, são medidas profiláticas que visam não só a cura do doente, mas a sua manutenção.

 Mas então não poderá o Centro Espírita funcionar como um pronto socorro? Poderá e deverá! O que seriam as sessões públicas com passes, o atendimento fraterno, as orações fervorosas e as próprias ‘internações temporárias’ para cura ou desobssessão, senão medidas emergenciais em momentos de grande angústia e destempero?

Lembro-me agora dos simplórios comerciais do Red Bull… Estudo e trabalho é o grande ‘marketing’ com vistas a atingir uma saúde duradoura. Não há alternativa, somente estudo e trabalho “te dão asas”! Dão a ti, a mim… A todos que querem ‘se curar’ e permanecer sadios.

Estudo e trabalho, as duas asas da doutrina. O primeiro é o passaporte para o segundo: Através da assiduidade o ‘aluno’ ingressará no segundo… E os dois serão o salvo-conduto para os altos vôos, incluindo o da saúde.

Estudo e trabalho – nesta ordem – serão as asas que darão suporte ao que deseja se engajar no labor. As asas profiláticas do ‘lavoureiro’.

Estudo conduz ao raciocínio e induz a fé. O trabalho me saca de rotineiros e acomodados calendários, pois socorrendo – a mim – poderá me tirar da poltrona que fica em frente à TV, da ‘navegação’ desenfreada, do ‘culto’ ao meu automóvel…

Estudo me proporcionará ‘aprontar coisas’… A internet já me entregará as ‘coisas prontas’. Não questiono aqui o valor da segunda, apenas dou-lhes ‘valores’.

Não há curandeirismo na Doutrina Espírita; há experiências Crísticas e esclarecimentos lentos e naturais, como os desejariam a Vida Maior, a Natureza, Cristo, Kardec e todos os iluminados ‘curadores’, encarnados e desencarnados, à disposição dos que desejam ‘voar’.

O Divino Médico recomendou a Madalena, erguendo-a, que levantasse e não ‘pecasse’ mais… Desejou-lhe vida longa e ‘com a saúde da graça’.

Não há “cura real sem renovação”… Estas se dão pelo estudo e trabalho.

(Expressões em itálico e sintonia são do cap. A cura real, pg. 163 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Batuíra, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).

Considerada crime no âmbito militar – “Ausentar-se o militar, sem licença, da unidade em que serve, ou do lugar em que deve permanecer, por mais de oito dias…” –, a deserção é punida pelo STM com pena de 6 meses a 2 anos de detenção…

Utilizo-a apenas como exemplo e não me reporto aqui à lei dos homens, mas às desistências ante os labores comunitários.

Há meses atrás, comprei por ‘1,99’, um bico para uma das três mangueiras que utilizo para as tarefas da casa. Dona Mara – Mara Vilha –, fiel escudeira, ‘esculachou’ com meu pequeno artefato, dizendo-me que ‘não duraria muito’… Comecei a cuidar do pequeno utilitário e recomendei à auxiliar que assim também procedesse. Lá está ainda o bico, sendo que os outros já ‘se entregaram’!…

Tive muitas dificuldades em ‘firmar o passo’ em Casas Espíritas. Pulava de uma para outra, pois ‘pessoas’ não me satisfaziam – ou suas formas de trabalhar… -, quando quem deveria me satisfazer era o Dono da Obra, ou as mudanças que eu desejasse e tentasse promover.

Hoje, compreendida a questão, travo, mesmo assim uma luta diuturna para não incorrer em deserção.

Sempre que lembro o bico da mangueira, esforço-me junto aqueles colaboradores com tendências a desistir e abandonar a vinha.

Como já pulei de galhos para galhos, tento fazê-los compreender que operários ‘somos’ todos falhos e que a grande diferença será o esforço na direção da perseverança.

Se for verdade que cada um é responsável por sua perseverança, também o é que minhas atitudes junto a colaboradores influenciarão em sua não deserção.

Quando o trabalhador, ‘vencido pelo assédio’, resolve desertar, não há quem o impeça… Eu deverei, entretanto, envidar todos os esforços para que tal ‘contratempo evolutivo’ não aconteça, pois afinal…

…Zelando direitinho pelo bico da mangueira, sua deserção poderá ser tardia… ou, nem acontecer escangalhar-se!

“De fato, é de perseverança que tendes necessidade, para cumprirdes a vontade de Deus” (Hebreus, X, 36).

(A sintonia é do cap. Aqueles que desertam pg. 159 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Batuíra, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).

Organismos são constituídos de órgãos funcionalmente diversos. Quando um desses adoece, todo o corpo sente. Sarando o órgão, o organismo volta a ficar saudável…

Toda máquina é composta de um complexo de peças, todas diferentes; Engrenagens, polias, correias, mancais, componentes elétricos diversos… Se essas peças não estiverem bem lubrificadas e se, os componentes oxidados, fios desencapados ou desconectados, a máquina poderá entrar em pane.

Engrenagens são as melhores imagens de sincronismo e de trabalho ‘dependente’… Mas quando um dente quebra!…

Um organismo empresarial não se constitui só de chefes ou só de operários… Compõe-se também de ‘peças’ diferenciadas, porém ‘habilitadas’ a manter a empresa harmônica; caso contrário, quem serviria o cafezinho cheiroso e gostoso? Quem solucionaria o apagão elétrico? E quem passaria a diretriz a subalternos?

 No ambiente familiar, mãe resolve coisas, pai resolve outras, avós têm receitas ‘enigmáticas’ no bolso do avental, mas, normalmente, só o filho ‘cabeção’ solucionará problemas de informática…

Não é muito diferente nas lidas da Casa Espírita: Departamentos independentes e harmônicos resolverão, com pessoas de diferentes aptidões, também questões de complexidades diversas.

O grande diferencial, todavia, tanto no organismo, na máquina, na célula ou empresa e no trabalho comunitário, será a qualidade dessas peças, seu sincronismo, sua manutenção e, principalmente, o ‘azeitamento’ dessas peças.

Assim como peças precisam ser lubrificadas, componentes trocados ou manutenidos, órgãos precisam ser tratados…

…Componentes humanos necessitam estar lubrificados com o azeite da concórdia, da compreensão, do calor da caridade fraterna.

Cada gota prática desse salutar lubrificante equivalerá a centenas de belas frases teóricas a respeito do assunto. Nos anais do livrão crédito/débito, atitudes práticas fraternas elevarão ‘saldos’ e manterão peças saudáveis.

Azeitando as peças, qualquer organismo trabalhará que nem um ‘reloginho’… sabe, aqueles antigos?!

“Há diversos modos de ação, mas é o mesmo Deus que realiza tudo em todos”. (I Cor, XII, 6).

(A sintonia é do cap. Ideal comum, pg. 155 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Batuíra, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).

Tomás de Torquemada (1420-1498), frade dominicano, foi o inquisidor-mor da Espanha à sua época. Cronistas de sua terra registraram que durante seu mandato apocalíptico, uns 2.200 autos-de-fé foram instaurados. ‘Castigo’ aplicado a heréticos e apóstatas, o auto-de-fé poderia compreender desde uma humilhação em praça pública com vestimentas de camponeses – ‘sambenitos’ – até a imolação na fogueira…

Quem me garante, porém, que na transição da idade média para a moderna não tenha sido eu o auxiliar do desventurado frei?! Servindo-lhe, talvez, como coroinha, sacristão ou, de turíbulo à mão, incensando a sua divindade, que ‘avalizava’ seus macabros rituais ‘acrísticos’; sim porque a divindade deveria ser-lhe particular… ‘atípica’ o era!

Quando São Paulo, dirigindo-se aos romanos (VII, 15) diz também a mim que “não consigo entender o que faço; pois não pratico o que quero, mas faço o que detesto. Ora, se o faço, o que não quero, eu reconheço que a Lei é boa”, essa mesma Lei – escrita em minha consciência – me condena quando hoje ainda promovo todos os meus autos-de-fé nos pré-julgamentos fratricidas.

Quanta velocidade e maledicência nos pensamentos! Ao ler o Manual Evangélico, as demais obras Inspiradas ou outras obras edificantes, ‘endereço’ todas as admoestações neles contidas tão somente para inquirir desafetos que me vierem à lembrança; pensamentos sorrateiros e velozes os meus!

Quão agudas e cortantes as inquisições de minhas palavras! Quando as palavras estabelecem um “tribunal impiedoso de julgamento e crítica à vida dos outros”, estarei por elas estabelecendo minha particular inquisição. Palavras malevolentes são tais quais flechas ligeiras, penetrantes, doídas!

E a lâmina de meus atos? Lento para realizar coisas edificantes, porém o mais ágil dos espadachins na defesa de meu orgulho.

Indolente e covarde a minha omissão: Capaz de declinar um enunciado de dez itens, desde que sejam todos a meu favor, mas incapaz de lançar-me à única proposição que conta e que será por mim transportada em minha mala de viagem: a do Bem! Se por inércia eu tão somente não praticar nenhum mal, o ‘pecado’ da inércia já estarei cometendo…

É, meus amigos, Tomás de Torquemada, hoje recuperado pela Benevolência da Seqüência de Vidas, envergonhar-se-ia de todas as minhas veladas inquisições por pensamentos, palavras, atos e omissões…

Se por um lado minha rapidez utiliza a lente de aumento da lupa para alardear as fraquezas de Torquemada, próximos, distantes, desafetos… minha lentidão se utiliza do lado diminutivo da mesma lente para reconhecer minhas inquisições mais secretas.

O espelho que me satisfaz, talvez seja aquele que me deixa esguio e não o real, o que me mostra como sou!

Mas os tempos sucessivos são benevolentes… Torquemada que o diga!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Exigências incoerentes, pg. 143 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Batuíra, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).

Como ser humano, sou ‘seletivo’… Poderei escutar muitas coisas e não ouvir absolutamente nada.

Mães entendem muito bem deste assunto, pois quantas coisas sentenciam a seus ‘anjinhos’ que não as querem ouvir. Escutam tudo, mas não ouvem nada… E a dor vem depois!

Ouvir pressupõe uma intenção. Somente escutar eximir-me-á de qualquer plano ou propósito. Quando ouço, me coloco na posição de obreiro interessado; quando só escuto minha ‘produção’ será sempre limitada…

Em muitos casos, precisarei mais que de ouvidos para entender meu interlocutor: Seu semblante acabrunhado, suas mãos e corpo trêmulos, suas órbitas vermelhas ou o pranto abundante poderão falar por si só, visto que “às vezes o sentimento é muito mais explícito, e, por isso mesmo, muito mais enfático do que as próprias palavras”.

O bom ouvinte, aquele não inquire que não recrimina que não é moralista, ouve o seu interlocutor com os ouvidos da alma… Estes, sim, sabem ouvir!

Todas as vezes que observo as abnegadas colaboradoras da Casa Espírita trabalhado nessa área – entrevistadoras do atendimento fraterno -, penso nestas verdades que acredito… Penso, também, e sempre que se me oportuniza ‘caçôo’ com elas, referendando os meus tempos de confissão: Aquilo sim era ‘inquisição’, pois o padre me escutava, porém não me ouvia…

Sempre que consegui ouvir Jesus, me locupletei com suas teses, pois ouvi o seu Espírito… As vezes em que só O escutei, nada me foi acrescentado!

Quando só escuto e não ouço, poderei estar apresentado vários sintomas: Desinteresse, seletividade e, na pior das hipóteses, insensibilidade, descaso e egoísmo, mesmo!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Saber ouvir para decidir bem, pg. 139 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Batuíra, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).

“Já não vos chamo servos, porque o servo não sabe o que o seu senhor faz; mas eu vos chamo de amigos, porque tudo o que ouvi de meu Pai eu vos dei a conhecer.” (João 15.15, Bíblia de Jerusalém, edição Paulus).

Foi muito curto o Pastoreio público de Jesus. Em tão somente três anos Ele revela ao povo, todas as ‘pretensões’ que Seu Pai nutria a respeito do redil ora reunido. Tirado o Mestre subitamente do convívio encarnatório de suas ovelhas, Jesus precisou delegar a homens simples, pouco instruídos e alguns até de fé duvidosa, a missão de continuar informando ao povo dos ‘anseios’ desse Pai amoroso.

Mas esses fiéis escudeiros de Jesus também ‘se foram’ e a despeito de terem ficado seus escritos, houve a necessidade que de tempos em tempos novos colaboradores aparecessem para pastorear o rebanho.

Longe de serem meros servos da obra, todos esses emissários constituíram-se em amigos confiáveis do Senhor, visto que se tornariam os fiéis depositários das coisas do Pai que era necessário conhecer…

Dessa forma, esses amigos fiéis se sucederam ao longo dos tempos… A humanidade não teve outro – encarnado – da magnitude de Jesus, mas também é muito verdade que o Pai Pastor sempre soube avaliar as necessidades de suas ovelhas e nunca lhes deixou o redil atirado aos lobos.

Partindo do pressuposto que a doutrina sempre estará se renovando, idéias novas surgirão ainda que a respeito de assuntos velhos. Há que se compreender que não há como sufocar idealistas, caso contrário o redil poderá embarcar nas mesmices de antigos dogmas.

A ‘pacacidade’ das ovelhas ficará, então, apenas na alegoria das parábolas e os servos e amigos se sucederão e, encorajados, falarão coisas novas a respeito de um assunto muitas vezes já ‘batido’… A esses abnegados, o Pai continua dando a conhecer a partir de revelações feitas por Emissários do Bem, todos desejando tão somente o bem.

Se a cinco, cinqüenta ou cem colaboradores for oportunizado discorrer sobre um mesmo assunto, certamente esses corajosos e iluminados servos e amigos estarão inovando… Entendam: Inovando por inspiração! E ela – a inovação pela inspiração – fará parte de audaciosos Planos de Redenção…

A obra do Criador é inesgotável. Desejando que suas criaturas não sejam tão somente servos e amigos, mas servos amigos, Ele continua inspirando-os e neles confiando, não agora tendo como Intermediário um Governador Encarnado, mas através de todos os Amigos de Luz e sob o patrocínio desse mesmo Governante que continua no comando ora desencarnado.

(A sintonia é do cap. Às ovelhas do Bom Pastor, pg. 119 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Batuíra, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).

Conta o mito grego que certo dia Dédalo, pai de Ícaro incentivou-o a voar. Embora contrariado, o filho não resistiu ao assédio do pai e começaram a construir asas com penas rigorosamente escolhidas, amarradas com linho e fixadas com cera. Antes da aventura do vôo a recomendação do pai: ‘Não voa tão baixo para que não te molhes no oceano e nem tão alto para prevenir-te dos raios solares’. Encantado, Ícaro desobedece ao pai, alça altos vôos e o calor solar derrete-lhe a cera das asas. Ícaro seria precipitado nos abismos oceânicos…

Talentos e faculdades são ímpares; cada qual possui os seus. É bem verdade que, na maioria das vezes indivíduos se agrupam dentro de suas vocações, para desempenho de funções. Isto não significa que, dentro de um hospital, por exemplo, todos tenham a ‘presunção’ de ser o melhor… Haverá o melhor, o mediano e o pior.

Para que o grupo se liberte da presunção é importante que cada indivíduo considere o seu patamar de evolução profissional, intelectual, moral…

Reconhecer, entretanto, que estou pisando degrau inferior, não significa que eu deseje permanecer ‘nesse’ degrau.

Os degraus superiores, ocupados por meus semelhantes, não deverão ser motivo de inveja, mas de ‘santa cobiça’ poderão sê-lo!

Cobiçar espelhar-me nos mais esforçados, cobiçar não ficar marcando passo na minha atual evolução, essa é a ‘santa cobiça’!

Não se galgam degraus de dois em dois, tão pouco apoiado nas costas alheias e muito menos aqueles para os quais eu não possua competência… A naturalidade, nesse caso é a melhor receita.

Toda a vez que eu aspirar direitos ainda inatingíveis para mim eu poderei estar ‘encerado pela ilusão’; pelo contrário, os deveres sempre alavancarão a minha ascensão…

Ícaro quis demais e tudo perdeu… Não é recomendável entregar-me às inclinações desse complexo!

(A sintonia é do cap. O vôo de Ícaro, pg. 113 de Conviver e melhorar de Francisco do Espírito Santo Neto/Lourdes Catherine, Ed. Boa Nova) – (Outono de 2012).

Recebi este e-mail que me causou estranheza. Lógico que as verdades ditas nele são ‘verdadeiras’. A surpresa foi pelo fato de tratar-se de campanha publicitária de uma instituição bancária… De antemão, já peço desculpas aos bancários, pois nada têm a ver com minhas ‘cismas’:

“Crie filhos em vez de herdeiros.

Dinheiro só chama dinheiro; não chama para um cineminha, nem para tomar um sorvete.

Não deixe que o trabalho sobre sua mesa tampe a vista da janela.

Não é justo fazer declarações anuais ao fisco e nenhuma para quem você ama.

Para cada almoço de negócios, faça um jantar à luz de velas.

Por que as semanas demoram tanto e os anos passam tão rapidinho?

Quantas reuniões foram mesmo nesta semana? Reúna os amigos!

Trabalhe, trabalhe, trabalhe. Mas não se esqueça que vírgulas significam pausas…

… E, quem sabe, você seja promovido a melhor amigo, pai, mãe, filho, filha, namorada, namorado, marido, esposa, irmão, irmã…  Do mundo!

E, para terminar: Não eduque seu filho para ser rico, eduque-o para ser feliz. Assim ele saberá o valor das coisas e não o seu preço.”

(Campanha publicitária do Citibank espalhada pela cidade de São Paulo, através de Outdoors) – (Outono de 2012).