Archive for junho, 2012

Conta-me José Carlos Leal, às pg. 13, 33, 34 e 35 de Maria de Nazaré que “naquela época, as casas de Nazaré possuíam a forma cúbica [e] eram, em verdade, grutas aproveitadas como moradia, contendo no interior, por vezes, um só compartimento, dividido em duas partes: Uma para os animais e outra para os seres humanos. Numa destas moradas, o evangelista e doutor grego Lucas encontraria Maria já de cabelos grisalhos e talvez no ocaso de sua encarnação. Nessa época Maria, Mãe do Redentor, revelaria ao literato fatos até então não contados por nenhum dos contemporâneos de Jesus. Contar-lhe-ia, com toda a sua humildade, porém com responsabilidade, do papel que lhe coubera no Plano de Salvação. Deixaria claro, também, que enquanto Jesus estava em missão encarnatória, ela precisou viver na obscuridade, mas que doravante e principalmente na espiritualidade, poderia ser co-redentora, em face da missão que o Filho lhe outorgara em sua derradeira hora…

Não me impressionam todos os títulos que a igreja Lhe concedeu; emocionam-me todos os cenários onde essas manifestações mediúnicas aconteceram e ante as ‘necessidades’ de cada público alvo: Do índio Juan Diego em Guadalupe; dos humildes pescadores do Paraíba do Sul, onde ela apareceu; dos pequenos pastorzinhos de Fátima; De Bernadette Soubirous, lenhadora de Lourdes; de Caravaggio e do consolo a Joanetta Varoli ante as opressões do marido… Ficam muito claros os pontos de convergência comuns e os auxílios homônimos.

Como ignorar, pois, o auxílio que vem por Maria? Seria como desconsiderar todos os atributos de uma mãe biológica, preocupada – e às vezes até demais – com o bem estar de todos os seus filhos, indistintamente. Sou grato, sempre à Mãe de Jesus a quem um dia fui ‘apresentado’, na distante década de sessenta… Tenho absoluta certeza que de lá para cá esse Espírito amigo não mais largou a minha mão!

(Inverno de 2012).

Braveheart, ou Coração Valente, conta a saga de Sir William Wallace, protagonizado por Mel Gibson. O filme, de 1995, narra o destemor do guerreiro e seus companheiros para libertar a Escócia do jugo de Eduardo I, rei inglês. Wallace, dando o famoso brado de freedom – liberdade -, é torturado e executado em praça pública, jamais renegando a legitimidade de sua luta.

A energia que Sir Wallace despendia na luta pela libertação de seu País era toda na direção de uma causa. Se a causa era nobre, a direção da energia era o bem.

A coragem dos que se comprazem no mal é de mesma intensidade dos que optam pela luta para o bem. Ou seja, a mesma coragem gasta para odiar é suficiente para amar em plenitude; a direção é que, além de ser oposta, exigirá maior ou menor energia de seus executantes.

Energias aplicadas no bem são renováveis, tais como etanol, solar, eólica… As aplicadas no mal são energias pesadas, não renováveis, poluentes e emitem resíduos escuros…

…Daí eu compreender que se gasta mais energia para a prática do mal do que para a do bem.

Ao autorizar minha reencarnação, o Divino Governador deste feudo de Provas e Expiações, ainda submetido à corte do mal, me desejou de coração valente para o bem, a fim de que minhas lutas concorressem para a emancipação de meu Planeta à categoria de Regeneração…

…Como assim também procederam Wallace e seus compatriotas na liberdade da Escócia!

Homens e mulheres do UFC – Ultimate Fighting Championship – canalizam suas coragens e energias para o ‘esporte’ da violência, do ódio e do orgulho… e a mídia lhes dá a maior cobertura! Imagino a energia de ambos – UFC e mídia – canalizada para ‘outras’ coisas!…

Quando indago à minha consciência quais seriam os sintomas do testemunho de minha valentia, é possível que ela sussurre aos meus ouvidos: Freedom!…

…Pois a única liberdade verdadeira será aquela que me será dada através do cumprimento do segundo mandamento, na direção do bem, a que será necessária até para, verdadeiramente, eu amar a Deus, a única capaz de me tornar um Braveheart!

Tímidos são minhas mãos e meus lábios para erguer alguém e enaltecê-lo… Robustos meus punhos e ferina minha língua para bater ou destruir!

(A sintonia é do cap. Coragem para amar, pg. 53 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) –

Imagens: 1. Estátua de William Wallace, na Escócia; 2. O ator Mel Gibson no filme Braveheart – (Inverno de 2012).

‘Busca primeiro o Reino de Deus e sua Justiça e todo o mais te será acrescentado’…

…Quando leio esta máxima Crística, ela parece meio interesseira. Estaria o Mestre me propondo, como fazem os políticos atuais, o ‘toma lá da cá’?

Não! O Mestre aqui se refere mais a conseqüências do que a interesses; ou seja, se eu agir assim ou assado, bem ou mal, com ou sem benevolência, com apego ou sem apego, me advirão tais ‘ou’ tais conseqüências. Naturalmente, meu Divino Governador e fiel depositário dos anseios do Pai a meu respeito, não estaria Se afastando da lei da causa e feito.

O Reino – com erre maiúsculo – que me está reservado é exatamente as conseqüências do usufruto que tirarei deste reino – com erre minúsculo.

Outra advertência de Jesus de Nazaré: ‘Que te adianta, pois, ganhar o mundo se vier a perder tua alma?’ Tentarei, optando por uma boa conseqüência, ‘virá-la do avesso’ afirmando que o ideal seria eu ganhar o mundo sem perder minha alma…

Ganhar o mundo é tirar o máximo de ‘bom proveito’ desse laboratório. Sem perder a alma seria eu estabelecer prioridades, ou utilizar-me de todas as suas benesses, de todos os meus relacionamentos e de todos os aprendizados, desde que todos não sejam em prejuízo de minha alma.

Coisas simples e naturais da vida me proporcionarão empreender essa busca: O sorriso gratuito, o bom dia e a boa tarde amorosos, a disposição em auxiliar, o bom uso de minhas aptidões, a minha correção de atitudes, os meus sentimentos nobres…

…Esses e tantos outros me permitirão viver neste mundo, realizando toda a sorte de ‘experimentos’, que me levem a ambicionar o Reino de Deus… Isso não é interesse; é conseqüência!

(A sintonia é do cap. Prioridade, pg. 51 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Inverno, 26º de 2012).

Alimentar-me adequadamente, tentando driblar os ‘vilões’, é apenas um dos quesitos para manter o corpo saudável.

Simultaneamente, há uma série de outros fatores, sendo os exercícios físicos o principal deles. Realizá-los, desde que se adéqüem à minha faixa etária, colaborará em muito com meu ‘preparo físico’.

Informar-me sobre o Evangelho é adentrar no psiquismo de Jesus, ou estaria eu alimentando adequadamente não meu corpo, mas minha alma.

Todas as informações que me cheguem sobre o assunto, sejam das obras básicas ou publicações sérias e que façam parte do ‘cardápio do Mestre’, estarão me ajudando na alimentação espiritual.

Se eu, entretanto, apenas me deleitar com as iguarias da palavra, não a colocando em prática, estarei deixando de realizar os exercícios necessários à minha performance espiritual e moral.

Meu Divino Nutricionista me deixou bem claro que somente a alimentação da palavra não bastaria; precisaria me tornar fortificado e resistente através da ação.

É preciso pensar em Jesus, sentir Jesus, viver Jesus.

Pensar é me manter em colóquio mental amoroso, pois de que adianta Ele estar próximo de mim se eu não O permitir?

Sentir é me interessar por tudo aquilo que Ele disse e fez…

…Mas viver é bem mais profundo: É passar do pensar e do sentir à atuação. Viver o Mestre não é ser espectador… é ser intérprete!

Jesus está cada vez mais próximo de nós não só porque há os que o anunciem e revelem, mas, e principalmente, porque o vejo estampado e ao vivo em todos os necessitados do corpo e da alma.

Se eu conseguir alimentar-me desse cardápio balanceado e me exercitar junto aos necessitados de tudo, estarei buscando a melhor saúde para minha alma.

(Citações em itálico e sintonia são do cap. Meditar com Jesus, pg. 50 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Inverno de 2012).

A prece é o grande escudo contra assédios. Substituir preocupações desordenadas, infundadas e confusas sobre coisas que nem sei se acontecerão por uma prece consoladora é jogar na lixeira ‘notícias’ malfadadas que estão querendo entrar em minha máquina mental.

Da mesma forma que diariamente me banho, troco de roupa e escovo os dentes três vezes, minha ‘caixa de entrada de mensagens’, coletora de minha alma, precisará estar ‘aliviada’ de pensamentos que me molestem.

‘Documentos’ que revelem revolta, medo, tristeza, incredulidade, deverão ser descartados, abrindo vaga para os da serenidade, alegria confiança e destemores. Quando a minha máquina mental me fizer aquela costumeira pergunta, ‘tem certeza que deseja excluir estes quatro itens’ – supra mencionados -, deverei, sem titubear, clicar na opção ‘sim’.

Esvaziar minha mente de insanidades físicas ou mentais e substituí-las por pequenos atos de amor ao próximo é só uma das maneiras de esvaziar minha caixa de entrada mental. Problemas existem ao meu redor e infinitamente maiores que os meus!

Não devo duvidar que acessos a ‘material’ duvidoso poderão infectar a memória de minha alma; desviar freqüências incorretas e entrar em adequadas é permitir que meu rádio receptor fique livre de chiados inconvenientes e de mensagens inaudíveis.

Se for verdade que, invariavelmente, ajo sob influência de desencarnados, por que não me acercar das boas?…

Elevar a sintonia ou entrar na adequada pressupõe, é claro, também uma faxina e descarte adequados. Dessa forma estarei fortalecendo minha máquina espiritual e conservando-a manutenida.

Manter minha caixa de entrada e a máquina espiritual limpas, evitar ‘certos’ assédios ‘não tão certos’, organizar minhas preces diárias e, principalmente, possuir uma fixação pelo bem, entre outras, são ações que manterão minha lixeira’ vazia.

(Sintonia com capítulos diversos de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Inverno de 2012).

Quando desejo, numa página de relacionamento desfazer uma amizade, uma das opções que me é oferecida é desfazer amizade…

Não é aqui o caso de Filoca Poester, visto que ‘amizade espiritual’ tão pouco ‘parentesco espiritual’ não é desfeito; muito pelo contrário, de encarnação para encarnação esses laços são cada vez mais apertados.

Meu amigo – nosso – Filoca Poester, desligou-se hoje pela amanhã após um ano quase que contínuo de sofrimentos físicos… e digo físicos porque soube bem ‘utilizar’ as desditas para perfumar sua alma, maquiá-la, para retornar esplendoroso ao ‘torrão Celeste’.

Conheci-o lá por 2006, quando me mudei com minha velhinha em definitivo para este lugar que escolhi para morar, ‘trabalhar’ e curtir minha aposentadoria. À época ainda o chamava de Ildefonso Mario Poester, professor Poester, depois Poester e recentemente, Filoca Poester.

Não me cabe aqui enumerar suas virtudes, pois minha pequenez fica até rubra como rubro ‘é’ seu – nosso – time do coração. Cabe-me, sim dizer que o amo, que o amarei sempre e que o Plano Espiritual e as vidas sucessivas serão os palcos em que o reencontrarei.

Maria de Fátima, que tanto ‘afinava’ contigo, tu, eu e tantos outros amigos continuaremos a nos encontrar, a trabalhar na mesma causa, sendo colorados e jamais desfazendo a amizade!

‘Até loguinho’, querido amigo!

(Inverno de 2012).

Hoje Dr. Bezerra de Menezes me adverte que “nosso Planeta se assemelha ao bisturi que permite, [através da dor], a retirada dos excessos do orgulho”.

Pessoas há que, além de mostrar uma beleza exterior, conseguem evidenciar através de sua aura – auréola luminosa – um interior de esplendor… Diria, popularmente, que essa pessoa é bela por dentro e por fora.

Em seu marketing a linha Renew Clinical de famosa técnica cosmética mundial informa que é ‘indicada para todas as idades, suprindo necessidades específicas da pele normalmente tratada por procedimentos clínicos…’

Nunca, como nos dias atuais, houve à disposição de mulheres e homens, uma diversidade tão grande de artifícios que lhes tornasse a aparência física mais atraente: São academias, recursos cirúrgicos, medicamentos milagrosos, chás, tratamentos em estéticas, salões de beleza que são verdadeiros laboratórios e linhas cosméticas de todas as marcas como a acima referida.

Mas no afã de se tornar e permanecer belo exteriormente, pessoas se esquecem da beleza interior, essa que, para ser adquirida, precisará de outros ‘procedimentos’.

O Médico dos Pobres, que entendia muito de saúde física, mas que possuía um cabedal de entendimento sobre a saúde – ou beleza – interior, me traz neste capítulo o receituário para esta conquista:

Que me livrar do orgulho, por exemplo, é saber me utilizar o ‘limão da dor’ muito próprio ‘deste’ Planeta e fazer dele uma gostosa limonada; que me desvencilhar das “malhas do egoísmo” e travar com ele uma luta diária é como se estivesse aplicando, diariamente, o Renew clinical, na busca de melhor aparência interior; e que o cosmético da simplicidade, da mansidão e da alegria trarão “feições espirituais mais harmônicas” a ‘todas as idades, suprindo necessidades’ e acrescentando luminosidades a auras um tanto descuidadas.

(Citações em itálico e sintonia são do cap. A beleza interior, pg. 49 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Inverno de 2012).

Quando pergunto a meus Amigos Espirituais, por vezes cansado da viagem e amargurado, onde eu poderia:

  • Abastecer-me de otimismo;
  • Lubrificar as peças de ‘minha máquina’ com os azeites da paciência, humildade e mansidão;
  • Alimentar minhas forças através da introspecção e da prece;
  • Usufruir das guloseimas da Divina Doçura ou aquecer-me com todas as bebidas quentes de Sua Graça;
  • Mergulhar nas notícias sobre as expectativas da Divindade a meu respeito através de todos os ‘diários’ e ‘semanários’ informativos legados em todos os tempos; e
  • Finalmente mitigar minha sede e lavar minha fronte, ‘calibrar’ o ar dos pulmões de minha vontade… Todos Eles me respondem em uníssona voz:

Lá no posto de Deus!…

A analogia ao comercial do posto de abastecimento de combustível veiculada diariamente na TV é proposital, pois preciso dessas semelhanças figuradas para constantemente entender o zelo do Criador para com suas criaturas. E estou incluído!

Funcionando no sistema AM/PM – 24 horas de 365 dias, décadas, séculos, milênios… – o Posto de Deus, atendido por seus ‘Divinos frentistas’ nunca cessou, cessa e nem cessará Seu atendimento de conforto às suas amadas criaturas.

Dirigindo-se a mim como Alma querida, o Médico dos Pobres me diz que “Quando mergulhamos no oceano do amor de Deus através da prece, um sopro divino nos envolve com tamanho vigor que, instantaneamente, nos sentimos calmos, resignados e otimistas”.

Oceano de amor, Posto de Deus, Diálogo curativo, todos são mananciais de água pura onde me refrescarei, ficarei mais calmo, resignado, reconfortado e otimista.

Lá no posto de Deus e parafraseando Paulo – o dos gentios – “posso todas as coisas naquele que me fortalece”.

(Citações em itálico e sintonia são do cap. Um instante para Deus, pg. 46 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Inverno… Ufa! 2012).

Fraco, eu? Eu não! Fracos são aqueles ali… E vou logo apontando meu dedo, enumerando uma porção deles… só não me dou conta que além de fraco sou cego e intolerante.

  • Quem, de sã consciência, deseja para si algum sofrimento ou nele permanecer? Minha intolerância levantará novamente o dedo e dirá que há os queiram sofrer, pois são masoquistas;
  • Quem desejará ser viciado, tendo em vista que qualquer vício é a falta de opção por algo melhor? Minha intolerância, entretanto, o apontará como fraco, sem força de vontade;
  • Quem, por seu gosto, errará sempre? Minha intransigência o apontará como deliberadamente insano; e
  • Quem, de sã consciência, permanecerá sempre ignorante de tudo? Minha intolerância o taxará de desvirtuado.

Sofredores, viciados, errados, ignorantes… são os outros. Eu? Bem eu sou ‘apenas’ intolerante, intransigente, maledicente, juiz, algoz e carcereiro…

A pior trave instala-se nos olhos do coração. Quando estes não conseguirem ‘ver’ por estarem atravancados pelos ciscos da crítica, os olhos de minha alma estarão necessitando do colírio da compreensão, da benevolência da compaixão e da tolerância.

Para retirar o cisco do olho de meu irmão, precisarei de ‘tão somente’, retirar a trave que se instalou em meu coração, aquela que tem um dedo comprido que, tal qual uma lâmina, dilacera quem está prestes a se precipitar.

Quem já está à beira do abismo, não precisa de dedo que o empurre, mas tão somente de um fiozinho… De tão frágil e debilitado, qualquer cordinha o puxará para o barranco…

…A cordinha de minha compreensão poderá fazê-lo!

(A sintonia é do cap. Tolerância, pg. 45 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Outono, quase inverno de 2012).

Se me preocupo com minha alimentação, fazendo um esforço hercúleo ao fugir de vilões, preferindo os mais saudáveis; se evito bebidas alcoólicas e até certos refrigerantes gaseificados; se tento abster-me de outros tantos vícios – chimarrão ainda não consegui… Se, ‘inteligentemente’ procuro o melhor time para torcer; se procuro manter meu pátio e seu entorno o mais apresentável possível; se me preocupo com a higiene pessoal e de minhas roupas – embora deteste magazines; e se… e aqui poderia enumerar tantos se…

… É muito natural que me preocupe – e o Planeta toma esse rumo… – com a saúde da Mãe Terra. Nunca se reciclou tanto, como nos dias de hoje!

A matéria prima mais abundante e barata existente hoje na face da terra é esta aqui abordada…

…O carpinteiro, se tiver que fazer um móvel ou abertura para um cliente ou o serralheiro um gradil, ambos terão de primeiro providenciar – leia-se, comprar, adquirir – a matéria prima e incluí-la no orçamento apresentado ao freguês…

Com o material reciclável não acontece isso, pois ele é recolhido graciosamente à minha porta, e, na maioria das vezes, lavado, separado e ensacado por categorias.

Não só não me lamento, como tenho consciência que todos ‘lucram’ com essas atitudes; tudo o que eu e a população em geral fizer neste sentido será uma devoção ao Planeta, pois todo esse material não o estará empesteando.

 Quando eu e todos os outros 6.999.999.999 de terráqueos não procederem dessa forma, todos estarão dando um ‘tiro no pé’, pois quem desejará aconchegar-se num colinho de mãe cheio de entulhos?

Há que se considerar, ainda, a urgência dessas ações, não só porque muito se destruiu, emporcalhou, entulhou, mas também pelo pouco que se fez.

Ao me promover a herói pelo mínimo que estou fazendo, precisarei primeiro reciclar a idéia em fazê-lo, tendo em vista a parcela ínfima de minha colaboração.

A cada ação que eu realizar pró Planeta, ele me apresentará uma nova lista de tarefas, todas prioritárias, tendo em vista o muito que já se fez – de errado – e o muito a se fazer – de certo.

Realizando todas as ações que me forem possíveis e pertinentes, e a cada colega planetário, é bem possível que este doente que hoje se encontra em estado grave numa UTI, logo evolua para um estado de melhora, avance para um quarto e em seguida, já com alta, esteja aconchegando os seus filhos.

Entendiam meus ancestrais – Guaranis, Incas, Maias, Astecas… – em sua primitividade que todos os fenômenos e manifestações da Mãe Terra deveriam ser louvados; comportavam-se dessa forma, não porque fossem politeístas, mas porque sabiam do retorno – ou colinho – que ela lhes forneceria.

Hoje, supostos civilizados – incluo-me entre eles – que assim se consideram e ainda monoteístas, desentendem e andam na contramão dos legados dos ‘primitivos’. Não se louva mais a Mãe Natureza como a louvavam os primitivos: Dessa forma, primitivo sou eu!

Todos os gestos de “louvor, respeito e veneração” a serem hoje realizados, não se traduzem pelos rituais de meus ‘pais’, mas através de todos os esforços anônimos, ‘sem faixas’, ‘sem comerciais’, sem fins lucrativos, sem estardalhaços…

Espíritos estão de retorno a este Planeta; um dia irei e retornarei, pois sei que tenho inúmeras expiações e provas: Então, que Planeta eu e os recém chegados encontrarão? Daí a necessidade que cada habitante, em sua época realize as ações necessárias e possíveis.

Considerando que este Planeta é, para cada um, escola, hospital, “estância de experiências de progresso, redenção, resgate e quitação”, como poderá o ser humano desejar desenvolver um aprimoramento e um bem estar espiritual num cenário sem um “bem-estar ecológico?”

Que o Planeta seja para mim e para meus ‘conterrâneos’ além de um colinho de mãe, um exílio de luxo!

(Expressões em itálico e sintonia são do cap. Mãe terra, pg. 44 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Outono, 2012).