Archive for junho, 2012

Quando desenvolvo meus trabalhos – no lar, na Casa Espírita, na ajuda a terceiros… – esteja ‘doente do pé’, da coluna, com enxaqueca… estou plenamente consciente dessa dor física que hoje estará comigo e amanhã não mais…

Ou, poderei estar desenvolvendo essas mesmas atividades sob impacto de dores morais, ou seja, realizando-as sob aflições ocultas e ‘patrocinadas’ por entidades ‘veladas’.

Em ambas as aflições, será de bom conselho que não interrompa os meus trabalhos, visto que “Deus me trará o salário do amparo para minhas aflições”, independente  de qualquer estorvo que me for aplicado, seja físico, seja moral.

Para cada ‘patrocinador’ dessa tentativa de impedimento, haverá uma falange se “Guias Espirituais na [minha] retaguarda”, de sentinelas e a me desestimular a deserção.

O “amparo” é “o salário de Deus”, disso não tenho dúvida, como não as tenho, também, que deverei desencadear um leque de precauções: Remédios alopáticos, homeopáticos, orações, vigias e, sobretudo, trabalho, muito trabalho!

Todas as prevenções supracitadas, e referendando Lourdes Catherine, funcionarão como um antivírus a me preservar durante as aflições.

(Expressões em itálico e sintonia são do cap. O salário de Deus, pg. 43 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Outono, 2012).

Possuindo menos de 1mm de diâmetro, a semente de mostarda crespa – hortaliça também chamada de ‘erva’ – é a menor das sementes que conheço.

Mostarda é uma leguminosa vibrante, de folhas viçosas e crespas, de um verde marcante e cheiro inconfundível.

Laranjeiras possuem uma semente maior… Uma destas pós plantada, levará 7 anos para frutificar…

…A de mostarda, em solo adequado, produz muito rápido. Gosto de laranjas, mas adoro uma mostarda com ovo…

Cristãos, independente do credo que professem, são pessoas de fé… Cristão sem fé é a ‘minha’ mostarda sem ovo: Nem o cristão, nem a mostarda, ficarão a mesma coisa… Ao menos para mim!

“Desafeiçoar-me” das lides Crísticas, é afastar-me da fé com todas as suas conseqüências, que iniciarão com o enfraquecimento, passará pela doença e atingirá a falência.

Se eu imaginar que “Jesus é para mim apenas uma lenda ou um personagem histórico”, enfraquecerei e iniciarei meu processo de falência; serei um cristão sem fé ou nem o serei, pois ser cristão é sinônimo de ‘ter fé’.

Quando isto acontece – e acontece com freqüência – o sintoma é de que minha mostarda ficará sem o ovo que gosto…

… Precisarei me reaproximar e voltar a me relacionar com Cristo, pois a mostarda bem batidinha e com ovo – opinião minha – é muito melhor!

Se minha fé fosse do tamanho do grão de mostarda ela começaria a ser verdadeira… Ou minha mostarda ‘teria’ ovo!

(Expressões em itálico e sintonia são do cap. A vitória da fé, pg. 42 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Outono, 2012).

Proponho-lhes hoje uma provinha com apenas três questões, valendo, cada uma, na ordem, 3, 3 e 4 pontos e sendo as respostas sim ou não… Vejamos:

1. Seria a vida terrena breve?

2. Tudo o que diz respeito à vida terrena é transitório?

3. Admitindo-a – a vida terrena – breve e transitória, valeria ela a pena?

Agora interrompe a leitura, toma de um papel e um lápis e responde as três questões com sim ou não; se quiseres, anota tuas razões… Feito? Então agora ‘eu’ colocarei não as minhas razões, mas as doutrinárias:

Breve? – Minha idade atual – natimorto, 5, 50, 110 anos – “mais não é do que um instante fugitivo na imensidade dos tempos”(item 2, Cap. XX do ESE). O que são meus 61 anos atuais, comparados à idade de meu Espírito que – valendo-me de evidências – é milenar? Eu diria, então que a minha atual vida terrena não é breve… É, sim, muito breve, comparado, é lógico, à minha idade espiritual.

Transitória? – Não só tudo é transitório como muito particular de cada ‘vivente’. Comparo essa transitoriedade a embarcar minha família num ônibus, numa charrete, num trem, avião, carro e, dentro de minhas posses ocupar um hotel de trânsito: Cinco estrelas, duas, nenhuma, ou… somente as estrelas que vejo pelas frestas da choupana ora ocupada…

Carro, avião, ônibus, charrete, cinco estrelas, choupana… São todos instrumentos de provações que me são generosamente ofertados para eu atravessar essa transitoriedade. Avião e cinco estrelas poderão ser tão boas ferramentas como ônibus e choupana. Tudo, é lógico, dependerá de minha ótica, disposição, entendimento e necessidade…

Valer ou não à pena? – Valer ou não à pena dependerá da forma como eu irei utilizar as provas da riqueza ou da vicissitude. Ambas são colocadas em minha mão com um propósito; eu é que precisarei entender os motivos pelo qual me caíram às mãos…

Se eu entrar no ‘5 estrelas’ e for amável na portaria, compreendendo que possíveis enganos são naturais; se eu cumprimentar camareiras, serviçais e entender a humildade e o valor de suas tarefas; se eu dirigir um generoso elogio a uma procedente refeição servida; em fim seu eu me der de conta que todas aquelas pessoas ali são minhas parceiras de caminhada, a despeito da diversidade de talentos e rotinas, minha prova na bonança estará valendo a pena, pois estarei ganhando o mundo sem perder a alma. Mas…

… Se, de outra forma, o ônibus e a choupana me contrariarem e me servirem de lamentações, desventuras e essa desdita me levar a esculachar pessoas, estaria eu perdendo a paz, o mundo e ainda minha alma…

Então, meu amigo, tuas respostas estariam em sintonia com as acima? Nada é absoluto! O importante não é tirar 3, 6, 7 ou 10, mas que se faça do assunto uma prova dissertativa e que toda a vírgula, ‘iota’ ou ‘til’ escritos na direção do bem, somem pontos, independente de brindado com uma vida rica, pobre ou remediada.

A vida terrena é breve e transitória e somente cada um a fará valer à pena! ‘Viver no mundo com os outros homens, como vivem os homens’, é uma arte e Evangélico.

“Que aproveita ao homem ganhar o mundo inteiro, se perder a sua alma?” (Mateus, XVI, 26)

(A sintonia é do cap. Nossa maior riqueza, pg. 41 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Outono, 2012).

family-300x300Academia familiar! Assim está escrito na fachada do estabelecimento, em letras garrafais; caprichosamente desenhadas.

É discreto o glamour na entrada da academia. As letras não são luminosas; néon, nem pensar! Aliás, todas as suas luminosidades parecem estar em seu interior.

Uma porta muito estreita, como a indicar que lá dentro a tarefa é árdua.

Da porta estreita segue-se até os inúmeros aparelhos que a academia possui; parece que todos eles levam a ‘clientela’ à busca de equilíbrios.

Todo o seu aparato parece estar apto a sanear adiposidades que a ‘clientela’ possui: tentar deixar os frequentadores sem a gordurinha localizada do orgulho parece ser a meta principal.

Malhadores da Familiar são de compleições diversas; é a diversidade dos preparos físicos.

Na academia há instrutores que envidaram esforços para bem se prepararem para suas funções; mas também eles não são perfeitos: possuem excessos e claudicâncias!

Há na academia clientes ‘difíceis’, que exigem um pouco mais do exercitamento do perdão tanto dos ‘colegas’ como dos instrutores. Este – o perdão – tonifica os músculos de todos, deixando-os saudáveis. A propósito, o melhor ‘aparelho’ da Academia Familiar é este, e que leva a clientela como um todo, incluindo os seus ‘donos’, à compreensão desta virtude.

Ainda sobre este aparelho, proporciona ao cliente se solidificar dentro da academia e, por extensão, fora dela.

Na academia, em águas cloradas pelo respeito e tolerância, a ‘clientela’ se exercita e nada na mesma crença, com a mais absoluta consideração ao credo de cada um…

Um dos mais dignos e competentes Instrutores dessa Academia que viveu no século passado entre o Ceará e o Rio de Janeiro e que costumava chamar amorosamente sua clientela de ‘amados filhos’, ‘filhos da minha alma’, ‘amigos do coração’, ‘filhos meus’, ‘alma querida’, diria que “a família é a academia espiritual onde iremos realizar os primeiros exercícios de abnegação e renúncia na conquista do verdadeiro amor…”

Exercitada no perdão, na renúncia e na abnegação, essa clientela que já conquistou o verdadeiro amor e por já se considerar ‘sarada’, procurará novos rumos e ao adquirir franquias abrirá, em outras plagas, ‘filiais’ da Academia familiar…

… E formará sua nova clientela, muito comum à da matriz e com as mesmas etapas a vencer: sanear as gordurinhas do orgulho, emparelhar as diferenças musculares através do perdão, para, logo após, ‘voltar à calma’ através da paciência e da docilidade.

Matriz e filiais, franquias dessa Academia familiar de amor, responsabilidades e ajustes, continuarão em suas lutas, sempre buscando a saúde e o equilíbrio nessa agremiação chamada também de Escola das diferenças.

(Sintonia: Nossa família, pg. 40 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Outono de 2012 e reeditado, a pedido, no outono de 2017).

 

 

Segundo Don Aurélio, o termo feio acima significa ‘fazendo rodeios’…

Minha sogra costumava dizer, dirigindo-se a alguma das ‘gurias’ ou sobrinhos, que quem quer faz, quem não quer manda…

Para cada engenheiro responsável por uma obra, há uma meia dúzia de leigos, querendo dar opinião, colocando defeitos ou fazendo melhor… depois de já pronto.

Se eu permanecer por muito tempo com os braços levantados, em louvor, é possível que com eles, braçalmente, eu não faça muita coisa por alguém; em prece e de joelhos, por muito tempo, é muito provável que me impeça de avançar na direção do bem; e com o traseiro sentado, tergiversando ou em elucubrações – reflexões – malucas, talvez me desvie de realizações concretas…

Há outras, também populares: Água parada cria limo; cobra que não anda não engole o sapo; água mole em pedra dura tanto bate até que fura – e se não bater, nunca o fará -; quem ri por último ri atrasado; Deus ajuda a quem cedo madruga – ou, a pessoa se ajuda -; cão que late não morde – experimenta ‘vê’!…

Enquanto os cães ladram, a caravana passa, os garis recolhem o meu lixo e os carteiros depositam minhas cartas…

Não preciso de mais provérbios – alguns meus e a maioria não, mas todos simplórios – para entender o que Dr. Bezerra de Menezes deseja-me dizer quando afirma que o ‘vivente’ que já conseguiu que o Evangelho lhe transforme a vida, “não encontra mais tempo para discutir, tergiversar, criticar ou levantar polêmicas inúteis… porque sabe quanto tempo já perdeu com os braços ociosos e com os lábios repletos de queixumes e reclamações”.

Ou seja, o Evangelho Crístico me coloca exatamente em meu lugar; que o meu lugar é somente o meu lugar e que cada um tem o seu; diz-me que o tempo urge; tira-me a dúvida que o melhor bem é o prático, já que o teórico é só… teórico;    que reencarnações são oportunidades e que a melhor desta é o hoje.

Começo a compreender – e sem rodeios – que o engenheiro fará sua parte, o gari e o carteiro as suas, e eu…

… Bem eu precisarei baixar meus braços, desfazer minha genuflexão, levantar o traseiro e sem “discussões, tergiversações, críticas ou polêmicas inúteis” e com um mínimo de elucubração, ir à luta… caso, é lógico, meu coração ainda não esteja “vazio do Cristo”!

(Expressões em itálico e sintonia são do cap. Silêncio e trabalho, pg. 35 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Outono, 2012).

Em notícia recentemente veiculada, uma mãe de família que teve seu filho assassinado, incorporou-se, juntamente com o marido, a movimento de outras famílias que estavam na mesma situação ou… ‘quase’ na mesma situação: Paralelamente à tragédia, essa mãe – juntamente com o pai – possuía outro problema, o de não mais poder engravidar. Durante vários anos essa sofrida mãe fez a oração do perdão pelo assassino de seu filho. Esse casal tem, hoje, uma filhinha de sete anos…

Nova Jersey, EUA, sábado, 9 de junho, 16h00. Frente a frente, Lionel Messi e Neymar Júnior, no tira teima de ‘quem é o melhor’. O armador/atacante brasileiro, por sinal muito bem marcado, coisa que não lhe acontece contra times brasileiros, arrematou inúmeras vezes contra a meta Argentina, mas com péssima pontaria, quesito comum aos demais atacantes amarelinhos. Messi, com menos arremates, mas certeiros, marcou três dos quatro gols argentinos. Messi, em sua humildade, não realizou – tão pouco seus companheiros – nenhuma ‘dancinha’. O que é mais ‘produtivo’, marcar gols ou fazer dancinha?

A mulher, dentro da pesada rotina semanal, encontrou um tempo para ir até o hospital e ‘passar’ um meio-turno com o ex-marido. Com o ex-marido? Sim, com o ex-marido. As relações nem eram amistosas, mágoas havia, mas ela amorosamente lá estava: Conversaram, ela alcançou-lhe coisas, alinhou as cobertas de seu leito. A mulher, naquele momento, não visitava o ‘ex’… visitava um irmão!

Bezerra de Menezes me adverte que “as ‘prescrições’ do Sublime Amigo, consubstanciadas nos remédios do perdão, da humildade e do amor [são], ao mesmo tempo, vacina que previne e remédio que cura inúmeras doenças”.

Como se pode ver nas três historietas acima, o perdão e o amor foram o remédio ‘prescrito’ para as duas mulheres e…

…Quanto ao Neymar, ainda é jovem e terá que aprender muito com Messi as lições de humildade com as quais o argentino já se ‘vacinou’!

E não me venham dizer que morro de amores por argentinos… Há alguns, que vestem uma ‘certa camisa’, dos quais gosto muito…

É mole?!

(Expressões em itálico e sintonia são do cap. Os remédios de Jesus, pg. 32 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Outono frio de 2012).

O número era este, 21-1033 e minha velhinha é quem lembra mais destas coisas. O aparelho era daqueles antigos; ‘exigi’ um que fosse de cor verde e foi a primeira linha telefônica que adquiri, pelos idos de 1985. Na época, possuir uma linha da antiga CRT era um sonho; mas a minha tratava-se de uma transferência, pois a pessoa que a fez estava necessitada.

Através da benesse recém adquirida, poderia regozijar-me, solicitar favores e realizar agradecimentos a todos os meus amados e… também eles poderiam me ‘retornar’ todos esses itens.

A partir daí, com filhos pequenos ou em idade escolar, problemas seriam solucionados; solicitação de serviços e pedidos seriam feitos; comunicar-me-ia – traduzam em namorar, se o desejarem! – com a amada por ocasião de periódicos plantões em meu serviço (escalas).

Hoje essas comunicações atingiram um patamar formidável. Além do telefone fixo, há uma diversidade de operadoras de telefonia móvel que satisfaz a todos os gostos, além, é claro, da internet com todas as suas páginas de relacionamentos, umas ótimas, outras nem tanto…

O fato é que o homem, em todos os tempos, procurou se comunicar e seja em tempos remotos, desde os ‘sinais de fumaça’ e dos chasques – mensageiros – até os estupendos meios de hoje, ainda a humanidade continua realizando, através das comunicações, os seus anseios básicos: Regozijar-se, pedir, agradecer.

A comunicação que me chega do Alto, também é assim, pois Deus em sua Infinita Bondade coloca à minha disposição e da humanidade um canal – sem fio – que sempre esteve, está e estará constantemente disponível… Bilateral, essa linha à disposição de todos, transmite e recebe todos aqueles anseios básicos que acima citei, ou seja, os regozijos, pedidos e agradecimentos se realizam ‘de cá para lá’ e vice-versa.

Com Telefonistas muito simpáticos, atenciosos e amorosos, Deus Pai está sempre atento aos louvores, rogativas e gratidões.

“A oração – me diz o Dr. Bezerra de Menezes – é o telefone de acesso direto ao nosso Pai Celestial e o meio pelo qual Ele responderá às nossas” louvações, pedidos e agradecimentos.

Mais perto de Deus, utilizando-me desse tráfego de informações, ficarei mais forte e “em melhores condições de lutar e vencer”…

Como começou a acontecer através do 21-1033, na década de oitenta, que me proporcionou começar a ficar mais perto de meus amados e a obter adjutórios em solução de problemas, alguns muito simples, outros complicados.

(Expressões em itálico e sintonia são do cap. Mais perto de Deus, pg. 28 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Outono muito frio de 2012).

Se, usualmente, médium é aquela pessoa que evidencia grandes capacidades de comunicação, pelo fato de manter um substancial intercâmbio entre os espíritos encarnados – almas – e os desencarnados – Espíritos -, também é muita verdade que ‘todos’ os viventes, possuem o ‘sentido’ da mediunidade, tendo em vista que é orgânica como falar, ouvir, ver…

Quais seriam então os bons médiuns? Já o dissemos aqui que Adolf Hitler, em sua última encarnação era um ‘grande’ médium, porém não um ‘bom’ médium. O bom médium é o que se acerca de todas as capacidades de transmitir mensagens consoladoras ‘dos’ Bons Espíritos.

Há, pois, uma grande diferença entre possuir mediunidade em qualquer grau – e esta ‘todos’ a tem – e “usualmente assim se qualificarem” somente pessoas que a possuem em ‘alto grau’. Esse ‘usualmente’, não é palavra minha, é de Allan Kardec em O Livro dos médiuns, codificado lá por meados do século XIX…

Mas pergunto-lhes, que diferença haverá entre as pessoas que a possuam de uma forma “rudimentar” e as “qualificadas por a possuírem em alto grau”, se ambos a utilizarem “como talento do céu, para o serviço de renovação do mundo. Lâmpada que nos cabe acender, aproveitando o óleo da humildade, [e] é indispensável nutrir com ela a sublime luz do amor, a irradiar-se em caridade e compreensão, para todos os que nos cercam”? (Verbete: Mediunidade de Dicionário da alma/Emmanuel).

Digamos que eu possua mediunidade em algum grau – e a tenho!  Digamos que em minha vida eu já tenha passado muitas dificuldades materiais; ou não! Se eu me aperceber que, neste ‘frio de rachar’ que hoje faz em minha terra e que o meu colaborador mais próximo está passando sérias dificuldades pela intempérie e eu tente minimizá-la…

… Eu estarei com a minha lamparina – a da mediunidade – abastecida pela humildade e compreensão e acesa; e iluminando!

Queridos, a mediunidade – rudimentar ou qualificada – responsabiliza a todos!

(Sintonia de Mediunidade e médium, roteiro 2 do módulo V do ESDE – Tomo I, Programa fundamental) – (Outono frio, frio, de 2012).

Expressão muito comum e do cotidiano, ‘Deus me livre e guarde’, poderá vir revestida de alguma fé… Na maioria das vezes, esta, como também ‘Jesus salva’, ‘salvador da Pátria’, ‘Salvador do mundo’, as considero todas desprovidas de embasamento. Utilizadas da boca para fora, talvez sejam como… Trocar uma calça, um vestido; comer um arroz com feijão, uma massa, uma carne…

Apesar de o Médico e Amigo dos Pobres Bezerra de Menezes haver afirmado que “o socorro de Deus passará primeiramente por nós mesmos” – e isso é fato -, necessário é – e eu diria imprescindível – que ‘eu’ queira ser ‘livrado’, ‘guardado’, ‘salvo’. Ninguém me socorrerá se assim não o desejar.

Não há comercialismo ou toque de caixa, nesta questão: A despeito do Zelo desmedido do Criador, dos legados teóricos e práticos de Jesus, da atenção constante dos Amigos de Luz e, ainda, voltando às exortações do médico Cearense, ao concurso fraterno e solidário dos encarnados, se a criatura não fizer a sua parte, não o desejar, não acontecerão os ‘milagres’ das rogativas supra-tratadas.

Outro dia, um irmão consangüíneo muito querido, quando lhe noticiava muito feliz a respeito de meus escritos e publicações, foi ‘curto, grosso e honesto’ me perguntando: ‘Tens lido o que escreves’?

Reflexivo e preocupado lhe respondi que ‘ler, lia’, até pela razão de acreditar em todas as verdades que tento passar adiante, mas que tinha dúvidas quanto a cumpri-las todas…

Na verdade, quanto à prática, eu, ele e muitas pessoas que têm a paciência de me ler, aí já consideraram que o ‘buraco é mais embaixo’…

Tendo em vista que não desejou Deus utilizar-Se de sua Onipotência para, com um só clique, controlar os seus viventes, mas quis usar sua Soberana Justiça e Bondade para nos ‘qualificar’ como seus ‘ajudantes’, Ele inova e deseja que o socorro às suas criaturas passe pelas mãos uns dos outros.

Se o Sol Divino aquece a bons e maus, é muito provável que nessa corte compartilhada e aproximada – súditos/Corte -, todos os meus socorros se estendam incondicionalmente e de forma isenta a amigos ‘brilhantes’ e a amigos ‘nublados’…

Utilizando-me da máxima do Doutor supramencionada e da exortação do apóstolo Pedro “a caridade cobrirá a multidão dos pecados”, eu diria que o amor somente não cobrirá o desamor; que o amor, o bem, seria nada mais nada menos, que o meu concurso na co-responsabilidade em livrar, guardar, salvar?

Em fim, ‘Deus me livre e guarde’ não só é popular e simplório, como tais aspirações só se concretizarão com o esforço de cada um!

(Expressões em itálico e sintonia são dos cap. Libertação do sofrimento e O socorro de Deus, pg. 26 e 27 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Outono muito frio de 2012).

Quando criança, quem já não brincou com o eco da própria voz? Ainda hoje, se ‘pintar’ um local adequado, seria capaz de ensaiar um daqueles gostosos gritos!…

Quando guri, qualquer local servia: Uma casa abandonada e vazia, uma canhada – dobras do terreno – mais profunda… Cavernas e cânions já eram mais escassos para o tipo de brincadeira.

As igrejas mais antigas possuem boa acústica; e as possuem porque são de uma época em que não haviam os sofisticados sistemas de som de hoje; os celebrantes faziam se ouvir e entender no ‘gogó’ mesmo, e lógico, com o auxílio da acústica as suas oratórias se propagavam como nas brincadeiras de crianças: ‘Irmãos, mãos, ãos… ’

Mas por que acústica, eco, ouvir, entender?

A consciência é a sala acústica de cada um: Conselhos, sugestões, diretrizes, reprimendas retumbam nessa sala e ela – a consciência – os ficará repetindo e realizando uma verdadeira triagem até que nosso livre-arbítrio os assimile ou o descarte.

Aconselhar-me junto à Vida Maior e a toda a sua Hierarquia do Bem é receber na acústica da consciência todos os ecos dos bons procederes; eles me dirão, por exemplo, que todas as atitudes que forem refletidas do ‘Salvador’ estarão corretas; que todas as minhas – atitudes – que forem consoantes aos procedimentos do Cristo sempre serão de ‘bom retumbo’.

“Aconselhar-me com Jesus”, ‘sentir o que Jesus sentia’, e, principalmente, ‘amar como Jesus amava’, será sempre o melhor ecôo para a minha vida.

A pergunta que ‘fecha todas’, portanto, é: “O que Ele – Jesus – faria, se estivesse em meu lugar?” Seguir o eco de suas recomendações e, sobretudo, de suas atitudes é saber aproveitar bem a “acústica da minha consciência”.

(Expressões em itálico e sintonia são do cap. Aconselhar-se com Jesus, pg. 24 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Outono muito frio de 2012).