Archive for agosto, 2012

“A intenção é tudo” é a expressão utilizada por Kardec na questão 658 de O livro dos Espíritos, quando se reporta à oração: “A prece é sempre agradável a Deus quando ela é ditada pelo coração, porque a intenção é tudo para Ele…”

Todos os meus atos e aí incluo a prece, ao brotarem de meu coração, serão submetidos a uma triagem: A intenção de meus atos irá agradar ou ‘desagradar’ a Deus se possível fosse desagradar a Onipotência.

Minhas rogativas e todos os demais sentimentos que não ferirem a caridade tornar-se-ão agradáveis a Deus, caso contrário, em nada contribuirão na minha romaria à perfeição.

Minha mente, entretanto, através do pensamento, poderá não questionar, ‘censurar’ ou inquirir os desejos de meu coração, simplesmente os enviará, operando como um centro de mensagens…

Se eu me permitir um trabalho conjunto de coração e razão e havendo uma afinidade de ambos na direção do bem, estarei depositando no coração do Pai as minhas boas intenções.

O bem que eu realizar para alguém poderá assim não ser interpretado. Deus, porém, assim o interpretará e computará em seus Divinos Arquivos, dado minha boa intenção; e no livro crédito/débito de minha consciência lá estará registrado: Crédito!

Não posso menosprezar fórmulas de preces, caso contrário estaria relegando a um segundo plano o Pai Nosso, a Prece de Cáritas, a Oração da Paz… O que o Codificador deseja me alertar é que no momento em que ‘leio’ o Pai Nosso, o deverei recitar mais com o coração e com o pensamento do que com os lábios.

Vivendo num Planeta de Provas, a prece tem o poder de restituir a fé e a confiança aos desafetos mais ferrenhos que possa haver… Afinal, através da oração do perdão, nenhum desafeto resistirá, pois o Pai, Jesus, a Espiritualidade Amiga e as Forças da Natureza empenhar-se-ão na aproximação dos ‘estremecidos’, já que ambos fazem parte de uma mesma Natureza e de um mesmo ‘Projeto Divino’.

Cada momento de minha vida exigirá uma prece diferente: Nas mágoas, suplicarei compreensão; nas aflições, tranqüilidade; sob intensa dor, solicitarei alívio físico ou moral; nos momentos de expectativas solicitarei soluções; nas perdas, resignação; nas injustiças, avaliarei que só Deus é totalmente justo; e naqueles momentos de paz e alegria, agradecerei e bendirei ao Pai. O importante é avaliar, compreender e aproveitar o momento e desejar, de coração, compartilhá-lo com minha Divindade através da prece.

O homem de bem, aquele que retira boas coisas do bom tesouro de seu coração, em suas orações também terá boas coisas para dizer a Deus, independente da situação, pois afinal…

…A intenção é tudo para Ele…

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. O hábito de orar, pg. 113 de Mensagens de esperança e paz, de Waldenir A. Cuin, Ed. EME) – (Inverno de 2012).

SOLDADO…

 

– Sensibilidade de um Espírito;

– Coragem, vocação e responsabilidade de homens e mulheres;

– Agressividade tão somente na dose exata!

25 de agosto: DIA DO SOLDADO.

 

(Republicado por  haver sido excluído por falha na ‘hospedagem’) – (Inverno de 2012).

“O arrependimento [somente] auxilia a melhora do Espírito, mas o passado deve ser expiado”, esclarece-me Kardec na questão 999 de O Livro dos Espíritos.

Negritos por minha conta e com o intuito de abordar o tema reparação, diria que esta – a reparação – será minha grande advogada de defesa no momento em que eu, de retorno à espiritualidade, apresentar meu “curriculum vitae” ante o tribunal instalado perante minha própria consciência.

O sacramento da confissão – penitência ou ‘confiteor’ -, uma das práticas da igreja católica apostólica romana, exime de culpa o penitente que, arrependido, declina seus ‘pecados’ ante um sacerdote; este lhe aplicará uma penitência mais ou menos proporcional ao seu ‘delito’ e a partir do cumprimento, o cidadão estará limpinho… E a reparação? E o ressarcimento à ou às pessoas lesadas, não será necessário?

A prática, acima exposta, não é, portanto, racional, muito menos natural.

Quando Kardec me diz que “o arrependimento auxilia a melhora do Espírito”, me dá a entender que o arrependimento será sempre o precursor, ou o primeiro passo que darei no caminho da reparação. Ou seja, o arrependimento é o estopim e a reparação a ação principal.

Precisarei compreender que minhas ‘vítimas’ poderão estar muito próximas a mim, distantes de mim, mas encarnadas, ou já desencarnadas… Há as que já na Pátria Espiritual fazem parte de um rol incógnito por mim ofendidas em pretéritas vidas…

A regra geral é que eu procure ir substituindo minhas reincidências em erros por ações benfazejas – como diria Madre Tereza –, sempre beneficiando as pessoas mais próximas a mim, já que, segundo ela, o maior necessitado será sempre o mais próximo.

Seguindo essa conduta, estarei reparando, na pessoa do mais próximo, outros por mim lesados no presente ou no pretérito. Assim funciona minha reparação ou, minha advogada de defesa.

Entender que o indivíduo hoje no seio de minha família, o transeunte que toca minha campainha, o frentista que me presta um serviço, o gari que recolhe meus resíduos… poderá fazer parte de uma lista para com os quais sou ‘endividado’, será facilitar minhas ações “expiatórias”, visto que essas pessoas, veladamente, se apresentam à minha frente facultando-me ações indenizatórias.

Reconhecer-me endividado – ou não viveria neste Planeta! -, evitar reincidências e partir para atos compensatórios será a seqüência lógica da reparação, ou me tornar merecedor da Graça Divina.

Se minha vítima estiver longe ou se tornar ‘inacessível’ ou se for de pretéritas existências e o véu do esquecimento me beneficiar, não haverá nenhum problema: Inúmeras oportunidades haverá, nas minhas proximidades, para que exercite o sagrado dever da reparação.

Se já o consegui com meu cônjuge, com meus filhos e com os próximos de meu lar… é só abrir minha porta e verificar que haverá uma fila deles, todos lesados por mim hoje, na encarnação passada, séculos ou milênios atrás!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Arrepender e corrigir, pg. 87 de Mensagens de esperança e paz, de Waldenir A. Cuin, Ed. EME) – (Inverno de 201

Como tantos outros instrumentos, utensílios, documentos, que passam no decorrer da história por aperfeiçoamentos, tive minha primeira versão lá pelos idos de 1300 anos a.C.

Foi bem ao tempo do êxodo, justo pela permissividade dos viajores hebreus que saíam do exílio Egípcio rumo à Pátria Prometida de Canaã. Escrito em duas páginas ou tábuas de pedra, eu ditava regras de ‘bons modos’ para com Deus e para os homens entre si, que os orientaria em sua saga.

Ante o bezerro de ouro erigido no deserto, os murmúrios de desconfianças, as contendas fratricidas, os adultérios… obriguei-me a estabelecer um código de bons procederes para que os afoitos viajantes norteassem seus deveres.

Dessa forma, lá estavam prescritos em minhas duas páginas e esculpidos em números romanos todos os dez bons procederes… Iniciavam com os deveres para com Deus, passavam por não roubar e não matar e culminavam com não cobiçar as coisas alheias. Oferecia-lhes, assim, meu passaporte para uma feliz chegada à Pátria Prometida.

É bem verdade que o grande psicógrafo de minhas laudas, Moisés, não chegou à Terra Prometida, mas sua descendência, sim, e considero-me um privilegiado de lhes ter servido de ponte para uma viagem de quarenta anos.

* * *

Passados pouco mais de treze séculos, um Jovem Messias, doce como um favo de mel, e fiel depositário dos anseios do Criador para com suas criaturas, resolveu dar-me uma nova roupagem… Lembram quando disse que os utensílios evoluem com passar dos tempos? Pois bem, o Divino Rabi resolveu reformular-me, simplificando meu decálogo para somente dois mandamentos.

Reduzindo-me a quatro ou cinco linhas, o Sábio Nazareno recomendava-me que para ser eficiente junto aos viandantes, eu deveria prescrever que os homens amassem a Deus e se amassem! É, meu amigo, simplesmente se amassem, se é que amar é simples! Em se amando, como gostariam de ser amados, pressupostamente não estariam cometendo despautérios, cumpririam o decálogo mosaico e estariam amando a Deus.

Sábio o Rabi que me deixou mais compacto. Após advertir-me que não tinha vindo para tirar-me a autoridade que sempre tive, ou que não viera revogar a Lei, mas dar-me um ‘lustro’ novo, meu Divino Designer retornou precocemente à ‘sua Canaã’, pois ninguém melhor do que Ele cumpriu à risca meus códigos, sem retirar-lhe uma única vírgula, um único ‘iota’ ou um só til.

E eu? Bem eu vou monologando contigo, continuando minha peregrinação, e servindo aos de boa vontade que desejam Viagens Superiores…

* * *

Em meados do século XIX, os abusos contra meus preceitos, haviam chegado ao ápice ou à ‘corte’, tiara, cúpula. Confundiram tudo os ditos dignitários e depositários dos suaves conselhos em mim retocados e simplificados pelo Mestre. Rebaixaram meus viajores a andarilhos, bruxos, heréticos e apóstatas submetendo-os aos humilhantes autos-de-fé a serviço da santa inquisição… Viajava com eles e não os via bruxos, mas videntes de boas causas; nem eram apóstatas, mas os que desejavam uma fé raciocinada; e tão pouco eram heréticos, mas samaritanos…

Tais heróis, ante a covardia do clero não precisaram nem deste passaporte – ou precisaram? – para iniciarem uma viagem que passaria pelos mais humilhantes ultrajes e culminaria no apocalipse de seus holocaustos.

Com um basta, Hippolyte Léon Denizard Rivail, professor Rivail, ou ao ‘simplificar-se’ para Allan Kardec, também simplificou o que já era simples, pois de dois mandamentos, o ‘gráfico’ de Lion imprimiria neste passaporte que te fala: “Fora da caridade não há salvação”. Volto a lhes afirmar, meus amigos, se os objetos evoluem com o transcurso dos tempos esta foi a evolução mais simplificada que eu receberia…

* * *

O que mais faltaria a este viajor te falar para proveito de tuas andanças e evoluções? Quando tudo já foi simplificado e dito, de Moisés a Kardec, talvez desejasse concluir com o que há de mais difícil neste Código de Passaporte à Canaã Espiritual; coisas que o Mestre já falou, mas que sempre é bom lembrar: “Amai os vossos inimigos; fazei o bem aqueles que vos odeiam e orai por aqueles que vos perseguem”. Ou, tornando fácil o difícil… Fora do perdão não há salvação!

À tua disposição… Apanha-me e viaja!

(Inverno de 2012).

É próprio da Lei de Sociedade eu influir e ser influenciado. Pessoas que tiverem ascendência ou prestígio sobre as demais as estarão influenciando.

Se, como diz Emmanuel, “queiramos ou não, é da Lei que nossa existência pertença às existências que nos rodeiam”, meu primeiro ‘policiamento’ recairá sobre o ‘tipo’ de influências que desejarei exercer ou receber.

Visto que eu poderei não agradar a todos, tão pouco todos me agradarem, é necessário que eu pare e pense: ‘Ops’! Não estou sendo uma boa influência; ou a influência do que “me rodeia” não me serve; ou minha influência e a dele em nada estarão contribuindo para a felicidade e progresso da sociedade comum.

Nesse caso, útil é o consenso sobre uma lógica como instrumento mais razoável à vivência em sociedade.

Dado, entretanto a heterogeneidade de uma comunidade, seus gostos, modos, atitudes, culturas e comportamentos diversos, o consenso ideal poderá se tornar um pouco difícil.

Surge, aí, a primeira dificuldade da vivência em sociedade, já que pessoas de caracteres, sensos e ‘desconfiômetros’ diferentes, estarão comungando dessa sociedade.

Influências também entram no circuito da lei de ação e reação: Se eu creditar boas ações às pessoas sobre as quais tenho ascendência, logo, logo as mesmas pessoas as estarão compartilhando, inclusive comigo, a título de retorno.

Influências não se ditam; se mostram! Os bons atos quando mais praticados do que verbalizados, terão o poder de acreditar a ascendência que possuo sobre alguém.

Heróis de minha comunidade terão o poder de exercer influências sobre mim, assim como eu poderei exercê-las. O cuidado que se precisa ter é o tipo de ‘atos heróicos’ que estarão influenciando reciprocamente.

Quando Emmanuel me fala de uma Lei, refere-se às Leis Naturais e não só à de Sociedade, mas a um conjunto de Leis interdependentes. Como negar que o progresso da sociedade – ou a Lei de Progresso -, não seja impactado pelas minhas influências e as dos que “me rodeiam”? Se as influências forem boas, a sociedade progredirá na direção do bem; se más, rumará ao caos.

Em meados do século XX, as influências de um só homem, doente, fanático e preconceituoso, provocaram um colapso mundial…

Do tipo de influência que eu semear ou acolher, dependerá o adiantamento ou o atraso do Planeta. Não poderei desejar a ‘promoção’ da Terra se minhas influências forem claudicantes!

Normalmente, sou rápido na crítica às influências alheias, mas muito lento para compreender que minhas influências poderão não ser as melhores…

Influencio-te, influencias-me, é totalmente natural, ou, como diria Emmanuel, pertenço-te, pertences-me! Se o que eu te compartilhar for tão edificante quanto o que comigo compartilhas, a sociedade anda, o progresso anda, o Planeta anda!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Vida comunitária, pg. 55 de Mensagens de esperança e paz, de Waldenir A. Cuin, Ed. EME) – (Inverno de 2012).

Julgava eu que a divisão principal do corpo humano, aquela dos meus tempos de ginásio, já havia mudado, após tantos anos… Enganei-me! Consultando minha querida Wikipédia e a despeito da evolução constante dos termos da anatomia, lá está ela a me informar que “classicamente, o corpo humano é dividido [ainda] em cabeça, tronco e membros”.

Emmanuel, em psicografia de Chico (cap. 11 do Livro da esperança), deseja dar-me a entender que o organismo humano é uma verdadeira máquina de não só produzir, mas proporcionar alegrias àqueles que me circunvizinham e também, e porque não, à distância, quando meios como este, o da internet, leva a plagas distantes mensagens que julgo oportunas para edificar corações.

Falava-lhes de uma máquina, ou de um organismo que muitas vezes me desapercebo de suas reais faculdades, já que tudo fica tão ‘automático’ em seu circuito que me desacautelo de suas reais potencialidades. Senão vê:

Minha cabeça: Apto a me chamar sempre à razão, meu pensamento me ditará uma série de procedimentos. Minha razão selecionará, exatamente dentro de meu livre arbítrio, os comportamentos que devam tomar o restante da ‘anatomia’ de meu corpo… Minha massa pensante, meu olhos, meus ouvidos, meu olfato, minha fala, possuem muito mais capacidade que eu possa imaginar de proporcionar suaves alegrias aos que me rodeiam: pensamentos claros, olhares meigos, ouvidos caridosos, palavras construtivas… Quantas alegrias a proporcionar!

Meu tronco: Em meu tronco bate um coração que por vezes contrariará a razão; mas razão e coração, na maioria das situações estarão afinados no plantio das alegrias necessárias. Somente meu coração verá com emoção o que muitas vezes minha razão tente reprovar; somente meu coração olhará com olhos ‘diferentes’; somente meu coração falará sem mover um único lábio; somente meu coração ouvirá com os ‘martelos e bigornas’ do afeto; e somente meu coração poderá exalar os suaves aromas da esperança a desesperançados…

Meus membros: Quantas chances meus membros terão de proporcionar incontidas alegrias. Enquanto cérebro e coração estiverem discutindo suas emoções e razões, as alavancas de minhas mãos, braços, pés e pernas, poderão, numa luta contra a inércia, erguer os pesos do serviço, afastar a opressão de dores, enxugarem lágrimas, conter soluços. Sua idade, força, energia, será um quesito de menor importância, ante os do servir, ajudar, impulsionar, fazer brotar sorrisos!

A cabeça poderá não estar muito boa, a enxaqueca, o labirinto, a sinusite poderão lhe fazer costado. Nem sempre será jovem o coração e poderá estar acometido de arritmias e cansaços. Os membros poderão já ter contraído artroses e artrites reumatóides. Mas que diferença fará, pois se…

… A vontade for férrea, o coração compassivo, os membros irão de a cabresto!

 (Sintonia: Emmanuel e do cap. O que podemos fazer? pg. 47 de Mensagens de esperança e paz, de Waldenir A. Cuin, Ed. EME) – (Inverno de 2012).

“A miséria provoca a lamentação contra a Providência, a riqueza leva a todos os excessos”, responderiam com um modo de visão real e prático a Kardec os Espíritos da codificação quando o mestre Lionês lhes indaga “qual dessas duas provas é a mais perigosa para o homem, a da desgraça ou a da riqueza?”…

Há que se considerar, aqui, a época em que o Livro dos Espíritos foi escrito, tipo de público alvo, abusos da igreja romana na Europa do século XIX e da sociedade como um todo…

Passados 150 anos, pode-se aproveitar a mesma questão de uma forma bem mais otimista e positiva: Pobres, ricos, remediados… os há em toda a parte. Cidadãos reencarnados num Planeta de Provas e Expiações que, independente de sua posição social, precisão lecionar ao mundo a arte de ganhar esse Mundo, sem perder a sua alma:

  • Compreender que o corpo que hoje ocupam é só uma alternância entre tantos outros que seu Espírito já ‘envergou’. Que tal homem, mulher, gay, magro, gordo, feio bonito, alto, baixo, anão… É com esse veículo – corpo – que ora precisarão lecionar ao mundo;
  • Precisarão lecionar ao mundo na bastança, na miséria ou remediados, nunca esquecendo a transitoriedade da oportunidade e da situação que agora vivem;
  • Estarão lecionado ao mundo, se entenderem que todas as benesses adquiridas com o esforço de seu aprimoramento, precisarão ser compartilhadas com os ora desfavorecidos: O Carro brilhante precisará ser ambulância, utilitário, motivo de lazer e não aquela jóia intocável. Seus intelectos aprimorados, seus conhecimentos de doutrinas, suas faculdades privilegiadas, suas espertezas, seu tino… precisarão lecionar aos ainda desprovidos de tudo isso no mundo
  • Pessoas que adentram a Casa Espírita depois de haverem caminhado dois, três quilômetros, ou mais, para assistir uma reunião pública ou de preces e irradiações e se vê em seus rostos a humildade, a paciência e a resignação. Sente-se vontade que ‘aquela’ pessoa nos dê um passe, dado o sentimento de pequenez ante sua honradez… Pessoas lecionando ao mundo!
  • Pessoas que se dão de conta que ‘o’ ser humano, sua paz e sua felicidade terão sempre prioridade, a despeito de sua situação, da quantidade de bens que dispõem, se manejam importantes cartões de crédito ou só o da Bolsa Família… Pessoas essas estarão lecionando ao mundo;
  • Pessoas de bons sentimentos, que guardam carros, recolhem resíduos, coletam recicláveis, rondam na noite, empacotam, registram, jardinam… e ainda recheiam suas atividades com palavras afetuosas à clientela, estarão lecionando ao mundo;
  • O pagamento a todas essas pessoas, mais do que justo e se ainda acompanhado de um sorriso, de uma palavra de conforto, de questionamentos simples sobre suas famílias, seus gostos, seus pequenos prazeres, além de lhes mostrar uma luz no final, no meio e no final do túnel, estará lecionando ao mundo em que se vive, em aprendizado, afortunados, desprovidos, sobreviventes, remediados…

Quantas lições de renúncia, coragem, esperança, desprendimento e, sobretudo, de confiança na Soberana Justiça Divina, se vêem por aí. Pessoas, desrotuladas de sexo, posição, castas, credo, cores, raças… Lecionando ao mundo as Sacrossantas e Divinas Leis!

Nada como um século depois do outro para se refletir sobre a questão 815 de O Livro dos Espíritos!

(A sintonia é do cap. Miséria e fortuna, pg. 43 de Mensagens de esperança e paz, de Waldenir A. Cuin, Ed. EME) – (Inverno de 2012).

Bombeiro e incendiário estarão sempre muito perto de um lugar comum, o do fogo! Antagônicas ou opostas serão as situações em que estarão, pois enquanto o segundo dissemina o perigo, o primeiro estará a serviço do salvamento.

Poderá ser muito tênue a linha que separa o bem do mal, o socorro da covardia, pois a mesma mão que bate, afaga; o mesmo coração que ama, fere, magoa, odeia; os mesmos braços vigorosos que enlaçam e abraçam, serão capazes de embrutecer, empurrar, nocautear. Mesmas forças despendidas, direções contrárias!

Bem e mal, socorro e desamparo, gratidão e apatia, enaltecimento e inveja… serão sempre uma questão de opção e de usufruto de tendências que cada ser humano acalenta em seu íntimo.

Os mesmos olhos que servem de instrumento para perceber necessidades alheias, poderão estar cegados pela insensibilidade.

Bocas pronunciarão palavras capazes de traçar o mais belo enunciado sobre uma pessoa. As mesmas poderão pronunciar expressões tão destrutivas quanto o mais poderoso cruzado de direita.

A mesma boca, ainda, capaz de pronunciar o mais belo conceito sobre alguém, poderá esmagá-lo pela lâmina da calúnia ou difamação.

A parceria de mãos que ofertam rosas, poderá se transformar em conluio das que ferem com os espinhos.

Tenho utilizado uma lupa para analise dos defeitos de meu próximo, do familiar difícil, dos deslizes de meu cônjuge, do voluntário complicado… ou os tenho verificado com os olhos do coração?

Utilizando-me do santuário da gratidão de meu peito, sempre direi ao meu colaborador: Parabéns, muito obrigado! Mas meu peito ingrato também poderá ficar insensível a esse obreiro…

As atitudes de um indivíduo poderão encaminhá-lo ao rumo da felicidade ainda neste Planeta ou precipitá-lo no mais profundo caos.

Trabalhar em favor do próximo ‘e’ da minha felicidade é tão pleonasmo quanto chover no molhado, açúcar doce, subir para cima, adiar para depois, correr na correria… visto que a felicidade dependerá sempre do serviço amoroso.

A força que utilizo para a maldade é a mesma que despendo para a bondade, o que difere é a energia que consumo em ambas. Se a energia consumida no bem é limpa e renovável, a consumida no mal é pesada e poluente…

Se para tantas situações o equilíbrio é a melhor recomendação, para o bem e o mal, para o bombeiro ou incendiário não haverá meio termo…

…Ou um, ou o outro!

(A sintonia é do cap. Amor e ódio, pg. 39 de Mensagens de esperança e paz, de Waldenir A. Cuin, Ed. EME) – (Inverno de 2012).

Gérson foi meia armador da seleção Brasileira de futebol em 1970 e portador de uma canhota invejável. Conquistado o tri-campeonato, mais tarde, o atleta faria um comercial de cigarros no qual, com seu sotaque carioca, utilizou a seguinte expressão: “Por que pagar mais caro se o Vila me dá tudo aquilo que eu quero de um bom cigarro? Gosto de levar vantagem em tudo, certo? Leve vantagem você também, leve Vila Rica!”.

Conhecida como a lei de Gérson, a expressão passaria a representar todas as pessoas que se utilizariam de situações para levar vantagens, ignorando conceitos éticos e morais.

O jogador viria a se arrepender de ter associado sua imagem ao anúncio, visto que qualquer comportamento pouco ético seria chamado de lei de Gérson ou síndrome de Gérson…

Não seria Deus extremamente Sábio e muito menos Justo se concedesse vantagens a alguns de seus filhos e a outros não. Muito pelo contrário, todos eles têm a liberdade de se adiantarem ou se atrasarem, sendo-lhes aplicados os efeitos de acertadas ou equivocadas causas e oriundos de procedimentos pró ou contrários às Leis Naturais ou Divinas.

Sem mercantilizar favores e exatamente dentro das máximas Evangélicas “pedi e recebereis” e “batei e ser-vos-á aberto”, as minhas conquistas – os efeitos – advirão de esforços – as causas – por mim realizados.

Deus, entretanto, quando é taxativo em me afirmar “recebereis” e “ser-vos-á aberto” pressupõe um amparo de encarnados e desencarnados… desde que o queira e faça por onde. Senão veja:

  • Como desejaria meu Balneário lindo e organizado se não zelo nem pelo jardim de minha casa e pelo seu entorno?
  • Com que autoridade reclamarei do sol escaldante de meu verão se nunca me dispus a plantar nenhuma árvore?
  • Que tipo de retorno desejarei de minha comunidade se até hoje enterrei meus talentos, graciosamente recebidos, não os frutificando em favor dos outros?
  • Quão limitada é minha visão e que retorno espero do Universo quando julgo que devo fazer o bem somente aos que mo fazem ou dentro das limitadas fronteiras de minha família consangüínea?

Amor, compaixão, gentilezas… grosserias, descaso, ódio, inveja, serão para mim tão somente efeitos de todas as minhas causas assertivas ou equivocadas.

Não há mistérios na lei da causa e efeito… há, e tão somente, as causas e os efeitos e eu serei, sempre, o causador de todos os efeitos que recolherei.

Mais do que vantagens, nas questões do bem ou do mal, delicadezas ou grosserias, compaixão ou descaso, haverá os efeitos de cada um… e

…Esses serão infalíveis! Cerrrrto?

(A sintonia é do cap. A recompensa pelo esforço, pg. 35 de Mensagens de esperança e paz, de Waldenir A. Cuin, Ed. EME) – (Inverno de 2012).

Por vezes me paro pensando: A família vai mal, a sociedade vai mal, a mídia, os empresários, os prestadores de serviço, os comerciantes… todos vão mal!

Se tudo não vai muito bem ou se tudo está tão mal como julgo, é porque os indivíduos não estão muito bem e entre eles me incluo. Não estão e não estiveram, pois outrora sonegaram todos os ajustes que hoje estão fazendo falta para que tudo vá bem! Ou não seria este Planeta de Provas e Expiações, mas de regeneração!

Colhe-se hoje, na família, na sociedade no trabalho… justamente tudo aquilo que deixou de ser plantado em anteriores encarnações, ou vivemos o fruto de tudo aquilo que eu soneguei, tu sonegaste, ele sonegou

Se hoje estou inserido numa família, numa sociedade, num trabalho, numa comunidade ‘x’, é porque fiquei a dever a esses segmentos e agora me é cobrado o ajuste de contas e preferencialmente no ‘mesmo’ segmento, junto aos lesados.

Eu, tu, ele, estamos novamente reunidos, por complacência da Infinita Justiça e Bondade Divina que deseja me revelar – nos revelar – que Espíritos em evolução erraram no passado, realizam ajustes no presente e que esses acertos terão reflexos no futuro… Assim funciona a Amorosa Justiça de Deus!

Solidão afetiva, frieza do cônjuge, rebeldias dos filhos, parentela agressiva, indiferença do companheiro: Atos de maldade de meus emparceirados de hoje? Não! Ninguém é ruim ou erra por errar ou porque goste. Devo admitir, porém, que todos esses efeitos são evidências de causas anteriores…

…De minhas ‘sonegações’, por exemplo!

  (Sintonia e expressões em itálico são do cap. Dificuldades nas relações familiares, pg. 138 de Recados do meu coração de José Carlos De Lucca/Bezerra de Menezes, Ed. InteLítera) – (Inverno de 2012).