Archive for outubro, 2012

Conta-me o livro do Levítico que o bode expiatório era um animal apartado do rebanho e deixado sozinho na natureza selvagem como parte das cerimônias hebraicas do Yom Kippur, o dia da expiação. Exemplo clássico de instrumento de propaganda é os judeus no período nazista, apontados culpados pelo colapso político e problemas econômicos da Alemanha…

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Corria o ano 30 d.C. e naquela terra quem não teria pecado? Do escravo comum ao jugo romano aos fariseus e sumo sacerdotes, subservientes e escravos morais do império, todos eram pecadores. Todos? Não, Um não era! E esse Um, que não era pecador e que conhecia o íntimo e as potencialidades de cada Espírito, soergueria da terra arenosa e pedregosa de Jerusalém, a ‘bola da vez’, o bode expiatório.

Conhecedor profundo da alma humana, o Nazareno ‘espantaria que nem galinhas’ os que se achavam no direito de apedrejar a adúltera, em lhes proferindo palavras mortais às suas vaidades mais íntimas: “Aquele que estiver sem pecado, lhe atire a primeira pedra…”

E depois? Bem, depois os gestos do Messias foram os de um cavalheiro, o olhar foi meigo e a sua fala balsâmica sem deixar de ser firme: “Mulher, onde estão os que te condenaram? Eles não estão mais aqui e tão pouco Eu te condenarei… Porém vai e não peques mais!”

O Mestre conseguia ver na alma daquela mulher o que nenhum algoz popular inflamado ou fariseu inescrupuloso conseguiria perscrutar: Toda a soma de seus pecados e toda a soma de seu potencial!

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Carl Gustav Iung, psiquiatra suíço (1875-1961), se aqui estivesse hoje me diria e a ti querido leitor que tanto os fariseus de ontem como todos os neo fariseus da humanidade atual, projetam nos outros todas as mazelas que eles próprios possuem mas que não gostariam de ter e nem ver em si mesmos…

Qualquer indivíduo terráqueo é possuidor de defeitos e virtudes próprias de seu degrau… O que não pode é outro semelhante – que se lhe ‘assemelha’ em defeitos e virtudes – transformá-lo em bode expiatório e ‘encabidá-lo’ com todas as mazelas de que é portador…

Defeitos e virtudes a humanidade os têm fifth/fifth… Bipolaridade é característica de um Planeta de Provas e Expiações.

No episódio da adúltera o Mestre conseguiu vê-la com os olhos de Sua alma; e somente Ele conseguiu… Nenhum outro porque todos os demais tinham ‘pecados’!

Se valer de consolo… Ele consegue assim ver Sua humanidade, diuturnamente!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Os opostos, pag. 105 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012). 

Caniço e junco, plantas resistentes e que se criam normalmente em áreas alagadiças, são diferentes de outras plantas que requerem mais cuidados, pois ambos se adaptam a situações adversas e desafiam intempéries e provas de toda a sorte. Caniços e juncos são vergados constantemente sob a própria estrutura e não se quebram…

O aluno que se prepara para ser sabatinado sobre geografia, para ter bom êxito nessa prova, certamente não se cercará de material didático e subsídios que nada tenham a ver com ‘essa’ matéria…

Para o restauro de um prédio, profissionais munir-se-ão de andaimes e de todo o aparato necessário a vencerem as provas da altura dessa edificação. Restaurado o prédio, esse aparato todo passará a ter-lhes menor importância…

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Para cada Espírito há, nas “muitas moradas da casa de meu Pai” situadas na imensidade cósmica, um local, um mundo apropriado, para que engatinhe e dê seus primeiros passos, expie e domine suas provas, apure suas qualidades e adquira responsabilidade na consciência. Ou seja, de acordo com o grau de evolução do Espírito, por amor e graça da Infinita Justiça e Bondade Divina e por força de um acordo ou contrato reencarnatório ele será ‘encaixado’ numa categoria de Planeta que ‘necessite’ e habitado por outros Espíritos de suas semelhantes características.

É muito relativa a classificação geral dos mundos em inferiores, intermediários e superiores: Um planeta de expiação e provas sempre será inferior a um de regeneração, mas será ligeiramente superior ao primitivo. Ou um planeta ditoso sempre será inferior a um celeste, mas sempre superior ao de regeneração e aos demais subordinados.

Comparado às alegorias, as provas pelas quais passam o caniço, o junco, o aluno em prova, os profissionais da restauração… serão as experiências que os Espíritos terão que vencer para cumprir etapas de sua presente vivência; vencidas essas provas, outras virão, e mais outras e que se não vencidas, desabilitarão o Espírito a uma ‘promoção’.

Expiados todos os ‘mal feitos’, tal qual plástica restauradora, vencidas como a galhardia do caniço e do junco as provas das várias intempéries e após o repouso das fadigas na regeneração, o Espírito precisará seguir adiante, apurando suas qualidades e incorporando, cada vez mais, a responsabilidade consciencial em mundos superiores.

É como se o Criador colocasse cada Espírito num escaninho e nesse recanto particular, nesse nicho, cada Espírito tivesse a plena consciência de todas as providências que tenha que tomar para seguir adiante, rumo à perfeição.

Fugir à luta das provas, contemporizá-las, preservar-se em uma redoma, esconder-se tão somente no recôndito abrigo do lar… é correr o risco de ser reprovado na oportunidade da reencarnação. Que bom que cada um fosse corajoso, forte, flexível, determinado… Como o caniço e o junco, para início de conversa!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. No domínio das provas, pg. 66 de o Livro da esperança, de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, Ed. Comunhão espiritual cristã) – (Primavera de 2012).

“Há muitas moradas na casa de meu Pai…” (João, XIV, vv. 2).

Quando abordo – ou preciso abordar – um assunto sobre o qual não tenho muita noção, é claro que me valho de consultas, feitas às fontes mais seguras possíveis. Gosto ainda de me utilizar de alegorias ou exemplos mais palpáveis que venham tornar mais compreensível a matéria.

Necessitando estudar as “diferentes categorias de mundos habitados” e julgando o assunto parcialmente incompreensível, vali-me das duas fontes, os itens 1 e 4 do cap. III do ESE, e a forma alegórica de me pronunciar.

Quando comecei a estudar geografia, ainda nos Salesianos – Liceu Salesiano Leão XIII, Rio Grande-RS – ouvia meus professores afirmarem que a Terra era que ‘nem uma laranja’, achatada nos pólos… Valendo-me do exemplo, diria aqui que os mundos habitados, ou as muitas moradas na casa de meu Pai, seriam mais ou menos com os cítricos: Laranjas, morgotas, limões, bergamotas, poncãs… ou que esses mundos possuem, cascas mais ou menos grossas, possuem mais ou menos polpa e mais ou menos suco. Que nem os cítricos!

Importante lembrar que não são esses mundos que possuem a casca mais ou menos grossa, nem mais ou menos polpa ou suco… Seus habitantes é que possuem uma ‘casca’ mais ou menos grosseira – quantidade de mazelas, paixões – e mais ou menos polpa e suco – sua essência, suas perfeições.

Feita a alegoria, ingresso agora na didática fornecida pelo resumo do ensino de todos os Espíritos da Codificação, me dizendo que os mundos inferiores, intermediários e superiores são escalonados em cinco categorias:

  • “Mundos primitivos: Destinados às primeiras encarnações da alma humana;
  • Mundos de expiações e provas: Onde domina o mal;
  • Mundos de regeneração: Nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta;
  • Mundos ditosos: Onde o bem sobrepuja o mal; e
  • Mundos celestes ou divinos: Habitações de Espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem”.

É lógico que possuo uma noção mais exata de mundos primitivos, expiações e provas, regeneração… Quanto aos ditosos e celestes ou divinos, valho-me das informações ditadas pelos Espíritos Superiores.

Essa noção mais exata parte do pressuposto que a Terra já foi primitiva, hoje passa por expiações e provas e num futuro será de regeneração, visto regeneráveis serem seus habitantes.

Quanto aos superiores preciso valer-me, além de informações sérias, de minhas alegorias e imaginá-los como os cítricos da melhor qualidade, com cascas muito sutis, fininhas e polpas e sucos admiráveis e abundantes!

(Itens 1 e 4 do cap. III do ESE) – (Primavera linda de 2012).

Quando firo minha mão com uma farpa – também felpa – ou com um espinho, logo a região ficará inflamada… Inflamada, de chama, com vermelhidão; logo a seguir o ferimento ficará dolorido e purulento.

A pessoa pouco ética poderá se deixar também inflamar por opiniões alheias e deixar-se conduzir a todo o tipo de preconceitos.

Tal qual o organismo atingido pela farpa, o preconceito ou julgamento pré-concebido, é aquela felpa que invade um determinado grupo, o inflama e o leva ao pus da intolerância.

O contrário de preconceito chamaria de tolerância. O Mestre das Tolerâncias, por pensar por si mesmo, ser autônomo e não ater-se a fórmulas sociais, conseguia viver serenamente junto a pessoas ditas de má vida; já houvera ensinado a seus discípulos e sempre punha em prática que não viera para se ocupar dos sadios, mas dos doentes – diferentes, caídos, malquistos – que Dele precisariam. Passaria o Mestre dos Socorros e das Isenções a demonstrar publicamente como se deveria proceder ante as desigualdades:

  • Jantaria e alojar-se-ia na casa de Zaqueu, o chefe dos publicanos, dito usurpador do povo e inimigo número um deste;
  • Ergueria Madalena da terra poeirenta e pedregosa de Jerusalém, ante a fúria de seus algozes;
  • Expulsaria demônios, curaria cegos, paralíticos, lunáticos e leprosos; e
  • Atenderia necessitados em dia de sábado, afirmando que ‘o sábado fora feito para o homem e não este para o sábado’.

O homem autônomo nunca se deixará inflamar por coisas que ainda não constatou ou porque lhe disseram, justamente porque ‘é’ autônomo!

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O bem desconhece batinas, terno e gravata, hábitos azuis e brancos, cinzas ou marrons; desconhece túnicas ou paramentos; o bem, apartidário, poderá estar nas grandes catedrais, templos modestos, capelinhas, santuários; o bem se confunde entre os casebres e os palácios; o bem não pré conceitua situações… Já o preconceito, inflamado e purulento, desconhece ou discrimina a todos…

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A vida é uma constante troca de influências. Há que se entender, entretanto, ser necessário se diferenciar as boas das más. O autônomo assimilará as boas, visto que as más poderão ser puros ‘pré conceitos’ financiados por terceiros, influências mesquinhas ou… só inflamação…

…Que nem a produzida pela felpa!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Preconceito, pag. 83 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012). 

Muito comum no meio futebolístico, o termo ‘comandante do vestiário’ deseja significar aquele camarada – técnico, capitão, outro jogador… – que no vestiário injeta no time o algo a mais e com sua capacidade de liderança inflama os demais companheiros à competitividade…

 O sexto sentido das pessoas, sua mediunidade, também assim age particularmente em cada indivíduo, estimulando os seus naturais cinco sentidos.

Hammed me diria que a mediunidade é “o sentido que capta, interpreta, organiza, percebe e sintetiza os outros cinco sentidos conhecidos”. Dessa forma, esse tipo de sensibilidade, comum a todos, em maior ou menor grau ou de diferente apresentação, os capacita a:

  • Ver coisas, situações, descortinar episódios que somente um coração compassivo e amoroso estará habilitado;
  • Falar sintética e apropriadamente, sem prolixidades, a linguagem clara de um coração que usará a oratória para levantar desvalidos através de sua persuasão;
  • Saber escutar, mais com a sensibilidade da alma do que com os dois ouvidos, os murmúrios lamentosos de necessitados;
  • Inebriar, com os aromas da honestidade do homem de bem em que já está se transformando, apesar da fetidez própria ao encarnado; e
  • Tocar como o Mestre tocava, – mesmo Lhe sendo um arremedo – possibilitando ao tocado sentir que é um coração amigo que lhe contata.

Para ativar este time de sentidos com o qual o Criador presenteou a todos, deu-lhes o Pai esse comandante do vestiário, – a mediunidade – líder, abnegado, perspicaz e talentoso.

(A sintonia é com o cap. Simplesmente um sentido, pag. 79 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012). 

Antigos folguedos de criança, – quando ainda não existiam os eletrônicos – remetem minha lembrança às brincadeiras de ‘polícia e ladrão’, ‘mocinho e bandido’, ‘bang-bang’. Assistia-se aos inocentes filmes de faroeste e logo após ‘exibia-se’ em palcos improvisados, as cenas testemunhadas no telão. Alguns, conforme as índoles, desejariam ser o ladrão, bandido ou o vilão, outros polícia, ou mocinho…

Utilizo-me da presente alegoria para falar do corpo físico, coadjuvante da alma e tantas vezes taxado de vilão em cenas de deslizes promovidas pelo espírito ora atuando por aqui, na atual encarnação.

Nos empreendimentos que meu espírito realiza nas diversas reencarnações, todos os seus feitos positivos ou negativos, tal qual polícia e ladrão, mocinho e banido, deverão ser a ele – ao espírito – atribuído e não ao meu corpo físico. Este apenas exteriorizará as inclinações de minha alma, esta sim a agente de meus ‘bem feitos’ ou ‘mal feitos’.

Visto que meu corpo físico somente manifestará as inclinações boas ou más de minha alma, ele não poderá ser por elas responsabilizado; então, nem vilão, nem mocinho!

Corpos esculturais e muito bem definidos de homens e mulheres poderão gerar licenciosidades e degradação, como também gerar empregos honestos com destinações louváveis, dança, arte… Tanto uma como a outra atitude será o resultado do espírito impondo ao seu coadjuvante – o corpo – suas escolhas, resultado do livre arbítrio do pensante. Seria então o corpo a ferramenta de que se utiliza o espírito para externar suas boas ou más inclinações…

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Cilícios, açoites, espartilhos, confinamentos… reparadores de outrora; bulimias, medicamentos, cirurgias, tatuagens… escravizadoras de hoje, impunham e impõem macerações ao corpo físico, tido como vilão, quando o espírito, qual um ‘bom moço’ é que é o responsável por todos os abusos que se cometiam no ontem e ainda se cometem no hoje.

Tanto o cilício não reparava ontem, como as técnicas bizarras de hoje somente provocarão desconforto no utilitário da alma.

Quando o corpo ‘cai na gandaia’ e por ela é penitenciado com drogas lícitas e ilícitas obedece unicamente a comandos da alma que ao se utilizar de sua liberdade impõe ao corpo físico os mais cruéis desgastes.

Mais tarde quando esse veículo do espírito voltar ao pó, o perispírito se ressentirá pelas mazelas nele acumuladas.

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Amar com as mãos, bem conduzir os pés, boca que consola e aconselha, olhares de ternura, braços que enlaçam e acarinham, pernas que dão colinho, ombros que proporcionam suportes, arte, dança, expressões corporais diversas… serão as ações sempre bem comandadas pela alma; ou corpo e alma dependentes e parceiros no bem.

O corpo físico não é vilão nem mocinho. Se há vilão, mocinho, polícia ou ladrão nessa história esse é tão somente o Espírito, cativo ou liberto sob os impulsos do livre arbítrio.

“Não o castigueis [ao corpo] pelas faltas que o vosso livre arbítrio fê-lo cometer, e das quais ele é tão irresponsável como o é o cavalo mal dirigido, pelos acidentes que causa…”

(Expressão em itálico e sintonia são do cap. Extensão da alma, pag. 77 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera ventosa de 2012). 

Ainda sob o jugo da matéria, vive o homem num planeta de provas e expiações…

A partir do momento que se conscientiza que seu Espírito não retrograda, – não recua – ele se torna um aspirante. Ao acumular uma série de virtudes, preconizadas pelo Mestre no sermão da montanha, necessárias ao perfil do ‘homem de bem’, ele se candidata a migrar para mundos imediatamente superiores à Terra.

Mas, quem seriam esses candidatos a viver em Mundos Felizes? Todos! O homem poderá progredir muito rapidamente, imprimindo esforços nessa tarefa; poderá se atrasar um pouco ou bastante no mister, mas todos, indistintamente, criados perfectíveis, – passíveis de perfeição – são candidatos a essa promoção… Ou não seria Deus Infinitamente Justo e Bom! Não desejaria Deus que Seus filhos permanecessem em ‘turbulências’, mas que fossem todos aspirantes à angelitude!

Indivíduos poderão estagiar por longo tempo em suas incúrias, inclinando-se ao mal, mas indubitavelmente, terão a hora de seu estalo; clique, para ser mais atual! A partir do momento de seu clique, que poderá ocorrer para seu Espírito, mais hoje ou mais amanhã, acelerará sua evolução ou começará a aspirar a Planetas cujas características serão:

  • A partilha: Dá-se de conta o indivíduo que ele, único, será importante para todos os sete bilhões de também únicos do Planeta. Compartilhar seu talento para o progresso de todos, será uma regra básica;
  • De um eco-morador: Todos os seres do planeta, do minúsculo ao maiúsculo, do mais evoluído ao de degrau inferior e independente do ‘reino’ de cada um… serão capazes de ensinar a todos, gerando harmonia e bem estar;
  • De um indivíduo interior: Sua essência é o que importa; enaltece-se aqui o interior, em detrimento das vaidades exteriores. Num planeta onde o que importa é a moeda, o vestir, calçar, locomover-se… esse indivíduo – o candidato – tem consciência que todo o exterior um dia falecerá;
  • De individualidades responsáveis: A ninguém precisará mudar, mas tão somente a si; fará as coisas que competirem a si; a dos demais, esses as farão; julgará somente a si, já que todos os demais também têm suas consciências;
  • De criaturas intuitivas: Cada qual possuirá seu acervo intuitivo, próprio de seu degrau e à disposição de causas comuns; com suas habilidades ímpares, dedicar-se-ão à prevenção, à cura, ao consolo, serviço fraterno… Informarão coisas novas aos outros a respeito de velhos temas. Concorrerão para avanços, corrigendas e novidades que influenciarão idéias e a Doutrina;
  • De cidadãos honestos: Despidos de máscaras, camuflagens e simulacros, darão sua verdadeira cara à tapa; agirão na realidade do próprio degrau, o que os fará perceberem visível melhora moral; e
  • Uma trupe do Mestre: Candidatos à Regeneração formam uma grande Companhia Teatral, onde há funcionários, atores, camareiras, coadjuvantes, diretores… que dependerão uns dos outros, e onde todos – terra fértil – produzirão cem, sessenta e trinta por um…

Esse é o perfil do candidato que vive hoje junto a provações, porém de olho na regeneração e de mundos felizes, mais adiante.

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“Os mundos regeneradores servem de transição entre os mundos de expiação e os mundos felizes…” (ESE, cap. III, item 17.)

(Sintonia mais expressões em itálico são do cap. Quem são os regenerados, pag. 69 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012). 

Diria William Shakespeare, que “há mais mistérios entre o céu e a terra do que possa supor a vã filosofia dos homens”… Mas quem, na face da Terra, estaria incumbido do desbravamento desses mistérios inter mundos? Sim, porque a Espiritualidade conhece as rotinas – ou os mistérios – dos orbes dos encarnados, pois em algum já esteve; já os encarnados, devidamente ‘protegidos’, não se recordam do tempo em que estiveram na Espiritualidade…

Em princípio, não chamaria esses mistérios de ‘mistérios’, mas de revelações, descortinos, desnudamentos, desvendamentos… através de informações que chegaram, chegam e  chegarão à humanidade em todos os tempos:

  • Moisés psicografaria em tábuas de pedra as Divinas recomendações do Criador;
  • Jesus decodificaria e simplificaria os Divinos preceitos, dado a má versação, à época, do decálogo mosaico; e
  • Kardec simplificaria o já simplificado por Jesus: Iluminado pelo Espírito da Verdade diria que “fora da caridade não há salvação”, o passaporte único e suficiente para uma Vida Feliz.

Certa vez, porém, o Messias enquanto rendia glórias ao seu Pai, Senhor dos Céus e da Terra, ‘entregaria’ a chave da questão: “[Louvo-Te] por haveres ocultado essas coisas aos sábios e aos prudentes e por as haver revelado aos simples e aos pequenos”…

…Ou seja, em todas as épocas, os simples e pequenos – os humildes, os generosos, os complacentes… – estiveram aptos a desbravar os mistérios celestes, em recebendo as informações verdadeiras porque de Comunicantes Verdadeiros.

Já aos ditos sábios – aos orgulhosos, prepotentes, mesquinhos, mercenários… – nada ou coisas falsas lhes teriam sido reveladas, por espíritos que lhe eram afins, brincalhões, enganadores, de moral duvidosa…

A doutrina espírita, sempre carecendo de necessária evolução, se valerá dos simples e pequenos para sua revitalização. Serão estes que, em contato com os Espíritos Sérios, trarão à humanidade as informações úteis sobre os ‘mistérios’ da Espiritualidade, já que dessa os homens, ora encarnados, não se recordam.

Não serão úteis à evolução da doutrina os sábios, porém presunçosos, porque a eles serão reveladas informações dúbias por espíritos também duvidosos.

Simples e pequenos, porque flexíveis, sempre estarão pré-dispostos a receber as novidades, a introduzir novos conceitos nas tratativas de ‘lá para cá’ e de ‘cá para lá’.

Os sábios, ortodoxos, intransigentes, soberbos, não terão essa capacidade…

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Dir-me-ia Hammed que “simples são os descomplicados, os que não se deixam envolver por métodos extravagantes, supostamente científicos, e por critérios de análise rígida… os que usam a lógica e o bom senso, que nascem da voz do coração”.

“Os ‘sábios’ a quem o Senhor se referia eram os dominadores e controladores da mente humana, que desempenhavam papéis sociais, usando máscaras diversas, segundo as situações convenientes. Estão à nossa volta: são criaturas sem originalidade e criatividade, porque não auscultam as vibrações que descem do Mais Alto sobre as almas da Terra”.

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A difusão da Doutrina Espírita é a maior prova de caridade para com a mesma. Deixo aqui minha ‘veneração’ ao Momento Espírita: Simples, pequeno, anônimo e despretensioso, sem citar os autores de suas matérias ou bibliografia rebuscada, consola almas, transmite entusiasmo e, de uma forma leve e descontraída, expõe seus temas.

(Sintonia mais expressões em itálico são do cap. Desbravando mistérios, pag. 61 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012). 

A culpa é o reconhecimento de uma má escolha patrocinada pelo meu livre arbítrio… Culpa e arrependimento, de mãos dadas, poderão – ou deveriam – conduzir-me a uma conseqüente reparação.

O melhor do meu agora, não deveria ser gasto me martirizando com sentimentos de culpa. Ou culpa e arrependimento deveria ser um processo rápido e sumário a fim de que não venha me faltar o tempo para a reparação.

“Ninguém que lança mão ao arado e olha para trás, é apto para o Reino de Deus”… Ou, ficar olhando para trás seria debruçar-me sobre minhas culpas; já ‘pilotar’ o arado – reparando, é claro! – é começar a habilitar-me ao Reino de Deus.

Há entre meus erros e acertos, o exercitamento, o treinamento, ou os torrões da terra a arar poderão ser demasiado grandes e duros, meu arado poderá travar e eu cair. Possíveis quedas são consideradas normais no tipo de Planeta que me foi permitido o cultivo da terra atualmente…

Pequenos erros serão, sempre, o início de todos os acertos que venha a produzir…

O que a culpa não poderá gerar em mim é a estagnação. Remoer culpas emperra minha evolução, retarda minha reparação e invalida parte de minha atual encarnação.

Sendo o ‘agora’ o melhor desta encarnação, não deverei ‘cochilar’ em cima de minhas culpas, mas avançar na direção da reparação.

Sendo minha culpa proporcional à minha ignorância e atingindo tão somente os tamanhos de meu aprendizado, não deverei me culpar por atos afetos a coisas que ignoro, mas deverei, sim, me responsabilizar pelos ‘pecados’ cometidos perante minha lucidez e passíveis de reparação.

O ideal, sempre, é o não martírio através da culpa… Menos culpa; mais reparação, pois “Deus, na sua bondade, concede ao homem a faculdade da reparação e não o condena irrevogavelmente pela primeira falta” (ESE, cap. V, item 8)

(A sintonia é do cap. Olhando para trás, pag. 57 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera ‘encardida’, 2012). 

Filosofando um pouquinho: Pertencesse eu a um Planeta Regenerado ou Feliz, preocupar-me-ia com todo o bem que não pude fazer hoje… Ou que ficou para fazer amanhã!

Quando o Mestre me asseverou “não estejais inquietos pelo dia de amanhã porque o dia de amanhã cuidará de si mesmo. A cada dia basta o seu mal”, Ele se referiu a um Planeta de Provas e Expiações do qual se tornara Governador e ora conduzia ‘pessoalmente’…

Se a cada dia basta o seu mal – para um planeta ‘menos feliz’ – a cada dia basta o seu bem, O parafrasearia eu se vivesse num Planeta Feliz.

A questão aqui é a preocupação, que, sob aspectos diferentes sempre haverá, independente do planeta em que eu viva…

Os terráqueos sempre e doentiamente, se preocuparão… Já os ocupantes de Mundos mais Felizes, prudentemente, serão previdentes:

1. Contam-me literaturas sérias que narram missões de socorro a zonas de agonias do Plano Espiritual que os seus abnegados Patrulheiros do Bem, planejam, no dia anterior, como e de qual melhor forma irão proceder no decorrer dessas missões no dia seguinte. Não deixa de ser isto uma preocupação, uma ‘santa preocupação’, ou, concluído minha idéia, uma prudente previsão.

2. Já ao habitante da Terra – e Jesus estava encarnado ‘na Terra’ quando falou a frase – a cada dia basta o seu mal, ou inquieta-se pelo dia de amanhã. Inquieta-se, perde a calma, se arrenega, perde a compostura, o sono… por coisas que nem sabe se acontecerão no dia seguinte.

Mas como não raciocinar com meu Planeta, se é aqui que hoje vivo? Como mudar minhas atitudes em relação à preocupação? A melhor fórmula talvez seja seguir o ritmo da Mãe Natureza, pois esta sempre me ditará os mais sábios aconselhamentos:

  • Os plátanos, álamos, videiras, figueiras… que no outono perderam suas folhas, – há quatro meses atrás – ao fazê-lo já deixaram todos os embriões onde, na primavera, espocariam os primeiros brotos que aí estão;
  • O rio, que de acordo com a topografia do terreno se precipita conforme sua necessidade, logo adiante, numa planície, se espraiará calmo;
  • Sanhaços, sabiás, sebinhos, beija-flores que no julho passado comiam, cantavam e me encantavam, recolhem-se aos ninhos na primavera onde seus filhotes nascerão, crescerão e no inverno vindouro serão os novos cantadores de meu pátio; e
  • A semente lançada à terra terá o seu tempo de germinar, o de crescer e o de frutificar. Nosso homem rural também sabe desses naturais ciclos, tem muito a ensinar e o que seria dele se não os obedecesse.

Enquanto não puder afirmar a cada dia basta o seu bem, – próprio de Mundos Felizes – vou meditando nas sábias palavras do Mestre: ‘Olhai as aves do céu, que não semeiam nem ceifam… e os lírios e as flores do campo: Nem Salomão se vestia como elas’, para que acalme meu passo, para que não me ‘pré ocupe’ e forneça toda minha possível contribuição à Regeneração que bate à porta!

(A sintonia é do cap. Pré-ocupação, pag. 51 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera ‘encardida’, 2012).