Archive for novembro, 2012

“… Vivei com os homens de vossa época, como devem viver os homens…”

“… Fostes chamados a entrar em contato com espíritos de natureza diferente, de caracteres opostos; não choqueis nenhum daqueles com os quais vos encontrardes. Sede alegres, sede felizes, mas da alegria que dá uma boa consciência…”

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O candidato que for se apresentar numa grande firma, para expor seu curriculum e lá se habilitar a uma vaga, poderá antes se aconselhar com um sábio que certamente lhe dirá: ‘Apresenta-te com naturalidade e honestidade; sê tu mesmo; não desejes ser outra pessoa… ’

Porque me apresento à vida como se ela fosse um grande emprego, tento seguir todos os conselhos daquele sábio…

… Direi com toda minha honestidade à vida, essa grande empregadora, o que sei fazer de conformidade com aquele ou aqueles talentos que desenvolvi em vivências anteriores e os quais tentarei aperfeiçoar ao utilizá-los como ferramenta empenhando-os na ‘produção’ que o emprego da nova vida estará me oferecendo.

Os talentos, as aptidões que desenvolverei são muito particulares, portanto eu não precisarei, perante minha empregadora, desempenhar outro talento que não seja o meu, pois esse ficará a cargo de pessoa que realmente o possua. Ou, as ferramentas que possuo, o outro poderá não possuí-las, e vice e versa. Ferramentas diferentes, utilidades diferentes. Cada qual possui a sua originalidade e essa diversidade aumenta o leque de possibilidades da empresa da vida crescer e aumentar a sua boa consciência.

Juntos estarão todos os funcionários que a vida reuniu, com espíritos de natureza diferentes e até de caracteres opostos, para que concorram, cada qual com a sua vocação – voz que chama, convocação… – para a grandeza da operação da empresa da vida.

Juntas, essas almas cumprirão e até ‘cobrirão’ turnos com a camaradagem, felicidade e alegria de homens de uma mesma época, que vivem com e como devem viver os homens.

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Viver monasticamente, enclausurado no recôndito de meu lar seria como abortar o grande emprego que a vida me oferece. Seria deixar de viver com os homens de minha época, almas de natureza diferente e até de caracteres opostos.

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Viver co naturalidade, pag. 165 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012). 

“Quando derdes um jantar, não convideis nem vossos amigos, nem vossos irmãos, nem vossos parentes, nem vossos vizinhos que forem ricos, de modo que eles vos convidem em seguida, a seu turno, e que, assim, retribuam o que haviam recebido de vós…”

Longe de me admirar com esta expressão do Mestre, diria que Ele sabia ‘com que bois estava lavrando’; não que a humanidade de hoje se sinta melhor que os Seus compatriotas daquela época… Muito pelo contrário, toda a sua linguagem explícita ou alegórica continua sendo necessária hoje aos ‘convivas’ deste meu planeta.

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Certamente se Jesus me convidasse hoje para um jantar – eu na qualidade de coxo, estropiado, pobre ou cego – talvez lhe desejasse dizer, se tivesse um pouco mais de fé, como o centurião: “Senhor, eu sou digno de adentrar ao teu jantar, mas dizei uma só palavra e serei saciado”…

Mas o que esse Anfitrião desejava expressar – e ainda o deseja hoje – é exortar a humanidade do cuidado que deva tomar com o ‘toma lá da cá’, ou ‘uma mão lava a outra’ ou, ainda, da questão de querer levar vantagens e proveito. Se pensar e agir  dessa forma, eu:

  • Curtirei, comentarei e compartilharei tuas postagens, só se retribuíres às minhas;
  • Elogiarei e agradecerei o colega expositor, desde que ele ‘encha a minha bola’ logo após a minha, por medíocre que seja;
  • Só se me dedicares exclusividade serei teu amigo; ou teus amigos não poderão ser amigos comuns;
  • Desde que ‘feches’ com minhas idéias, por absurdas que sejam, desejar-te-ei em meu círculo; logo, se não aceitares minhas cobranças, serás descartado;
  • Só se me convidares para o teu ‘filé’, convidar-te-ei para meu almoço, mesmo que seja um prato mediano; e
  • Somente se corresponderes às minhas expectativas, abdicando das tuas próprias, te manterei próximo a mim.

E assim vou impondo, comercializando, chantageando… Uma espécie de mercador de conveniências. Abafarei todos os teus anseios com minhas barganhas e com a vilania de minha moeda interesseira…

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“Talvez por querermos levar vantagens, tenhamos atraído amizades vazias, distorcidas, verdadeiros parasitas de nossas energias” (Hammed).

A pessoa desinteressada não compra pessoas e nem se vende com a moeda da conveniência; ama incondicionalmente e seu amor jamais estará atrelado ao só se… desde que…

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Conveniência, pag. 161 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera quente de 2012). 

Atravessei a adolescência e a juventude embalado pelos acordes e seguindo os ditames do vestir  me comportar e adquirindo trejeitos da jovem guarda e dos Bitles. Calças justas com boca de sino, cabelos compridos e bigodes mandarinescos. Minha mãe sempre me fazia dois pedidos: Que não me envolvesse com ‘boleta’ e não ‘casasse grávido’. Quatro décadas e meio depois adolescentes e jovens se divertem com o Restart e Michel Teló; vestem-se, falam, dançam e também adquirem seus trejeitos. Vejo, também, as mães preocupadas com esses miúdos…

Qual a diferença, então, meio século depois? Nenhuma! Simplesmente as décadas se sucederam e, em cada uma, moda, hábitos, costumes e comportamentos diferentes. E o que importa! Desde que não se maculem progressão moral, acervo intelectual e preservação física… O que é da moda, nunca incomodará…

Comer com as mãos é costume de alguns povos africanos. Comer frango sem talheres poderá ser normal para a metade da humanidade. Pessoas utilizarão talheres diferentes para o consumo de carnes ou de peixe. Água, vinho, cervejas, licores, destilados… são bebidos em copos ou taças diferentes…

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Freqüentemente ouço dizer: ‘Fulano é uma boa alma’! Isto significará que esse indivíduo já consegue se evidenciar pela sua moralidade, interesse em instruir-se, cuidados com seu corpo físico e, principalmente, em se utilizando de sua franqueza e liberdade, não serão seus costumes, hábitos ou trejeitos que o impedirão de ser uma pessoa confiável, ou…

… “Não é o que entra na boca que enlameia o homem, mas o que sai da boca do homem…”

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Se Jesus vivesse hoje – encarnado – neste mundo globalizado, onde todo mundo toma contato com tudo e com todos, certamente se divertiria com os costumes de cada povo e não perderia a oportunidade de realizar suas prédicas em se aproveitando dos costumes de cada um.

Dando asas às Suas recomendações, talvez dissesse aos heterogêneos povos e seus costumes, que vivessem exatamente e libertos dentro de seus diferentes hábitos, sem, entretanto, prevaricarem de elevação moral, de deveres intelectuais e do zelo pelo corpo físico, vítima, justamente, de ‘certos costumes’.

Inspirado por sua Boa Alma, talvez dissesse a todos os povos de diferentes culturas:

  • Que aproveitassem o sábado para todo o tipo de elevação, pois este – o sábado – teria sido feito para os homens de todas as épocas e não estes para o sábado. Que realizassem todo o tipo de curas nos ‘dias santos’; que nesses dias confraternizassem conforme seus costumes, visto a fraternidade ser prioritária;
  • Que se hospedaria na casa de pessoas de diferentes castas não se importando que o maldissessem por se alojar com ‘pecadores’, nobres ou plebeus;
  • Que vestiria, quem sabe, as roupas de cada povo e se embalaria aos seus particulares ritmos;
  • Que, à frente de uma máquina de última geração, responderia e-mails, postaria mensagens, curtiria e compartilharia as novidades que trouxera do Alto;
  • Que falaria ‘em cadeia’ a todos os povos sobre os lírios dos campos e as aves do céu; enalteceria a dracma da viúva, falaria da importância de pedir, da gratidão do décimo leproso, da fé do centurião, da amabilidade de Marta e Maria e do honesto arrependimento da adúltera;
  • Que tanto faria comer com as mãos ou se utilizar de talheres finos ou nem tanto; tomaria vinho em copos de cristal ou de cerâmica; e que, e principalmente,
  • Diria a povos de cabelos curtos ou compridos, sem barbas, com barbas longas ou aparadas que o preconceito é injusto, pois não é a imagem que declina o homem, mas todo o conteúdo que verte de seus lábios e toda a ação que flui de seus braços e perfumam aos quais servem.

Em fim, esta Boa Alma diria o que já dissera tantas vezes, há dois mil anos, aos fariseus de sua época: Que a hipocrisia a superstição, o preconceito, o estigma, a calúnia, a insensibilidade já ‘não estão mais em moda’ nos dias atuais, quaisquer que sejam as culturas, os povos, castas, credos e que a moda, qualquer que seja a cultura é a ditada pelo coração e que somente dessa forma “as leis de uma época conviveriam com as Leis Eternas.”

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Padrões de comportamento, etiquetas comuns a povos, costumes de povo para povo serão totalmente secundários no contraste com a elevação moral, aprimoramento intelectual e preservação do corpo físico.

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Imposições, pag. 157 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera quente de 2012). 

“… Da mesma forma que, numa cidade, toda a população não está nos hospitais ou nas prisões, toda a humanidade não está sobre a Terra; como se sai do hospital quando se está curado e da prisão quando se cumpre o tempo, o homem deixa a Terra por mundos mais felizes, quando está curado das suas enfermidades morais.”

Ao mesmo tempo em que belíssima esta alegoria comparativa me impõe responsabilidades, pois depreende que dependerá de mim, da minha cura e de que cumpra, entenda e assimile o motivo de minha prisão, para que, juntamente com meu Planeta eu seja ‘promovido’.

Saindo eu do hospital ou da prisão, desde que devidamente curado e recuperado, haverei cumprido todas as finalidades de haver estado hospitalizado e encarcerado.

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Da mesma forma que minha “boca fala do que meu coração está cheio”, também meus olhos verão melhor ou pior este Planeta, com ou sem cor ou, se cegos, nem o verão:

  • Se meus olhos estiverem cheios de ciscos de todos os preconceitos, como poderão enxergar um Planeta com imagem cem por cento definida? Quantas distorções da imagem meus olhos não produzirão?!
  • Se meus olhos não estiverem equipados com o colorido da benevolência, indulgência, compaixão, simplicidade e da ingenuidade pura, só conseguirão ver todas as imagens do planeta em preto e branco. E o pior…
  • … Se meus olhos estiverem cegos por conta de minha inveja, orgulho, egoísmo e toda a sua ‘corte’, sequer meu olhos verão além de meu umbigo…
  • Há, portanto, maneira e ‘maneira’ de ver este meu belo Planeta Terra: Dependerá do modo de vê-lo para que eu sare e saindo do hospital e do cárcere tenha cumprido com toda a minha responsabilidade planetária.

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    Dir-me-ia Hammed: “Os olhos vêem conforme nossa atmosfera interior. É por isso que alguns afirmam: ‘este Planeta é uma prisão’; outros dizem, porém: ‘não, é um hospital’; mais além, outros asseguram: ‘é um belo jardim de paz’”.

    O que, para mim, é vento polinizador e renovador da atmosfera; chuva benfazeja emprenhando uma terra precisada; transporte de areias em minha praia, remodelando as suas formas… Para outros poderá ser, e tão somente, fenômenos que o incomodam…

    (Sintonia e expressões em itálico são do cap. Belo planeta Terra, pag. 153 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012). 

Pessoas há que não se consideram viciados por não fazerem uso de nicotina álcool, tóxicos… Considere-se, entretanto, que manias, trejeitos, cacoetes, hobbys, idolatrias… não isentarão a ninguém da vala comum da viciação. Apelidaria a todos esses ‘gostos’ de o cigarro de cada um.

Costumo dizer que um vício puxa outro: Se fizer um inocente churrasquinho, atrás virá a social bebidinha, a maionese caprichada – ou encorpada? -, o café fresquinho com a imperdível trufa, ‘bocadito negro’ ou o meio amargo… E isso é só um exemplo, visto que extravagância puxa extravagância!

Hammed me daria a entender, aqui, que o vício é algo que controla a pessoa, fugindo à corrente normal de que o vício deveria ser controlado e acolá, que o vício é o culto a uma mazela por falta de opção melhor. Neste caso, a terapêutica a oferecer-lhe será uma ‘opção melhor ainda’…

“Todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao espírito”…

 …Ou, a alma que não acumular virtudes cederá espaço aos vícios. A que não desenvolver virtudes e nem vícios, por si só, estará acumulando uma mesmice ou cedendo vaga ao não aperfeiçoamento. Tanto as virtudes, os vícios e até a própria mesmice são tão somente exteriorizados pelo corpo, mas a alma é quem os dita.

Os vícios tradicionais – álcool, nicotina, tóxico… – levam o indivíduo à degradação moral e física. Há outros que os efeitos secundários serão os nocivos:

  • A inocente e rotineira rodada do brasileirão, poderá me tirar de programas familiares mais saudáveis ou altruísticos;
  • Manias por mim desenvolvidas poderão afastar os melhores amigos; afinal quem desejará estar junto a um chato;
  • Se eu falar mais que ouvir acabarei me tornando um inconveniente;
  • Se sistematicamente viver me lamuriando, acabarei solitário; e
  • Se me utilizar, rotineiramente, da lâmina da crítica e da maledicência, poderei ser ‘promovido’ à categoria de pessoa de difícil convivência.

Vício, mania ou hábito que possua, poderei tê-lo adquirido por simples clichagem ou estereotipagem – de clichê, padrão, mesmice… Por exemplo: de tanto meus ascendentes, desta ou de outras vidas dizerem que sou um inútil e burro, essa sensação acaba sendo impressa em meu corpo sutil e me vejo assimilando esse molde e achando que sou mesmo inútil e burro.

Em resumo, aos vícios não há como escapar, pois são ‘carga’ ou embaraços deste orbe… Qualquer que seja ele, sempre será o cigarro de cada um…

Substituí-los por ‘manias saudáveis’ – virtuosidades -, seria o ideal, tal como me tornar uma companhia agradável, de fácil convivência, conveniente, oportuno, decente…

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Velhos hábitos, pag. 149 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012). 

Quem atura um fiambre ‘bafiado’, rançoso? O passado poderá ser que nem o quitute que ontem era o ideal, mas servia tão somente para ontem… Para hoje poderá não servir mais.

Assim como é uma arte reescrever velhos temas, utilizando-se de idéias novas, também o é saber viver coisas novas em cima de todos os ranços do passado, visando preparar um futuro menos penoso.

Assim pensando, minha Divindade me cobriu com o mais absoluto véu do esquecimento e me equipou com o semáforo da consciência – desconfiômetro, tendências instintivas, insights, evidências… para que, atendendo à diversidade de suas luzes, da advertência, de retenção ou liberdade eu recomeçasse, a cada dia, a escrever uma página nova na minha evolução…

De que adiantaria lembrar-me de todos os pretéritos ranços se estes nada contribuírem à minha alforria moral e ainda despertarem em mim rancores e mágoas a pessoas ou de pessoas muito próximas a mim?

Não há necessidade que o meu Deus me revele que o vizinho difícil que tenho, o filho problema, o parceiro que me incomoda, a operadora que me enlouquece… sejam os mesmos para com os quais não fui fácil, causei problemas, incomodei ou enlouqueci em meu passado rançoso… Todos eles, evidências desses maus efeitos, apontar-me-ão todas as causas que o meu Bom Pai julgou conveniente me fazer esquecer.

Lembrar de todos esses ranços seria promover a desforra, desafios a antigos desafetos, a mágoas reprimidas… Desarticula Deus com o véu distraído, todas as altercações, ódios adiados, duelos doídos, por ninguém vencidos e tão pouco concluídos…

Porque isso devia ser útil o meu Deus – o teu Deus – providenciou para que os meus – e os teus – atos de um passado encardido me passassem despercebidos e que por santa e divina providência muitas coisas para mim – e para ti – fosse omitido…

Este tipo de entorpecimento é, sem dúvida, o maior e mais divino antídoto contra todos os ranços do passado!

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Que dádiva, meu Pai, poder adormecer sobre meus cacos e não me machucar. Acordar e poder abraçar minha amada e ter suaves lembranças de todos os meus, sem as restrições que todos os meus pretéritos mal feitos me imporiam…

…Esta é só uma amostra do que o véu do esquecimento pode fazer por mim e por todos aqueles que eu tenha machucado!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Vantagens do esquecimento, pag. 137 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera de 2012). 

“Afeição real de alma a alma, a única que sobrevive à destruição do corpo… Seres que não se unem neste mundo senão pelos sentidos, não têm nenhum motivo para se procurarem no mundo dos Espíritos”.

Laços consangüíneos não habilitam nem desabilitam Espíritos a manterem a continuidade de suas afeições no Plano Espiritual. Portanto não será a consangüinidade que carimbará o passaporte das almas facultando-lhes reencontros ‘sobre o pó’, mas o tipo de atitudes que tomarem em seus diversos reencontros, sob parentescos diversos em corpos de carne:

  • Sobre o pó, estará a afeição real de alma a alma, a única que sobrevive à destruição do corpo;
  • Sob o pó ficarão as afeições dos seres que não se uniram neste mundo senão pelos sentidos;
  • Sobre o pó, se alçarão as almas que se esforçaram para estimular mútua educação, compreensão, coerência e respeito às individualidades;
  • Sob o pó sepultar-se-ão todos os desleixos no aperfeiçoamento, os simulacros amorosos, as rusgas, as incoerências sentimentais e o total desrespeito entre seres que sub viveram em pseudos grupos;
  • Sobre o pó se erguerão os grupos familiares ou não que compreenderam a moral Crística, independente de credos, raças e castas;
  • Sob o pó, esses mesmos grupos perecerão, vítimas da não compreensão de todas as laudas desfolhadas pelo Mestre e por Ele escritas mais com atos do que pela pena de seus secretários;
  • Sobre o pó se erguerão os afetivos que desenvolveram um companheirismo saudável;
  • Sob o pó, ficarão soterrados encarceramentos egoístas e relações convenientes, titulares e materialistas;
  • Sobre o pó se elevarão as afeições naturais, sinceras, simples e honestas; mas
  • Sob o pó ficarão enterrados, junto ao corpo físico, todas as máscaras, simulacros e camuflagens utilizados em aparências, vaidades e fantasiosos alpinismos sociais.

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    Sobre o pó, resistirão “os laços de família formados em bases de fidelidade, amor, respeito e dedicação… Perdurarão pela eternidade e serão cada vez mais fortalecidos”.

    Sob o pó ficarão soterradas “pessoas unidas pelo único móvel do interesse… A morte as separa sobre a Terra e no céu…”

    (Sintonia e expressões em itálico são do cap. Vínculos familiares, pag. 133 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera quente de 2012). 

“… Contentar-se com sua posição, sem invejar a dos outros [é haurir] nisso uma calma e uma resignação” – (ESE, cap. V, item 13).

Imagine-se uma mulher ou um homem que somente se preocupou com sua aparência física. Sempre fez disso seu alpinismo social e nunca se preocupou em aliar à beleza física o acervo intelectual e moral. Suas amizades sempre foram co-relacionadas e colecionadas ao seu ‘estilo’ e as que não se moldaram, foram excluídas… Passados os anos e com o advento da falência dessa casca buscará essa pessoa em maquiagens, máscaras, recursos cirúrgicos, massagens… a solução para o seu ‘mal’. Em vão! Nos primeiros procedimentos, obterá algum resultado, mas o tempo, implacável, lhe será o algoz…

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Toda a vez que me utilizo de uma máscara, estarei ‘mascarando’ a minha real posição.

Sendo que cada pessoa está numa posição neste Planeta, fruto – essa posição – de pretéritos saldos positivos ou negativos, querer ocupar, utilizando-se de máscaras, a posição do semelhante é afastar-se de sua realidade.

Se for bem verdade – e o é – que Deus fez o sol para todos, para os de todas as posições e se também for verdade que tenho o direito de procurar meu lugar sob esse sol, será mentira, ou fantasioso, utilizar-me de máscaras para ‘parecer’ merecer o lugar de meu semelhante.

Uma mulher que deseje retocar a maquiagem o deverá fazer em seu próprio rosto; como fazê-lo se estiver se utilizando de uma máscara? As pessoas retocam ou corrigem somente as próprias imperfeições morais… As dos outros, os outros as corrigirão…

Como, pois, retocarei a imagem de um rosto que não é meu? Precisarei despir-me dessa máscara e aí, sim, iniciar um processo de recuperação.

Toda vez que preciso utilizar uma máscara diferente, para me relacionar com diferentes pessoas ou de linguajares diversos conforme diverso for o meu público estarei perdendo a naturalidade e a simplicidade que me foi recomendada pela moral Cristã… Ou os disfarces me afastarão da prédica do Mestre recomendando a me tornar pequeno, tal qual criancinhas.

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Disfarces são mecanismos de defesa: Parecerei o que não sou porque não desejarei ser censurado por pessoas que ‘não gostam’ que eu seja como sou… É a minha submissão em defesa de meu orgulho e de minha vaidade!

Pessoas equilibradas e cônscias de suas limitações trabalharão dentro dos próprios limites, nem mais, nem menos. Não se utilizarão de nenhuma camuflagem porque sabem que a face que ora apresentam, é a melhor que poderiam ter.

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Despir-me de camuflagens “é aceitar o que somos e como somos [pois] ao aceitar-nos, inicia-se o fim da rivalidade com nós mesmos. A partir disso, ficamos do lado de nossa realidade em vez de combatê-la”.

Retocar a maquiagem de minha moral: Uma luta diária!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. A arte da aceitação, pag. 129 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera quente de 2012 e início da temporada de veraneio). 

O que é carma? Trago, ao renascer, um carma? É possível ‘mudar’ meu carma?

Carma, na tradução do sânscrito, dialeto e língua constitucional indiana, significa ‘ação’. E o assunto começa justamente por aí…

O homem carrega consigo, ao longo de suas peregrinações vivenciais, um ‘baú de mentalidades: Agrega crenças, reúne costumes, hábitos e disposições. Quando chega à presente encarnação, esse baú se abre e tal qual o ‘soca-soca’, – aquela pecinha que tem em casa onde reúne várias tralhas, muitas inservíveis pela sua ‘desatualização’ – todo esse acervo de crenças lhe ‘cai por cima’…

Trago, portanto, ao renascer, não um carma, mas toda aquela coleção de crenças, ensinamentos, vivências… ou todas as ações, muito boas ou muito más, levianas ou nem tanto, que executei nas “diversas moradas de meu Pai” por onde estive: Embora protegido pela benevolência do esquecimento, é como se fosse aquela brasinha que soprada revela-se ainda acesa e desnuda toda uma coleção de ‘bem feitos’ ou ‘mal feitos’ anteriores.

É possível mudar meu carma a partir do momento que começo a passar a limpo todas as minhas pretéritas escritas que só tinham sido rascunhadas. É possível mudar meu carma quando apago com a borracha da reparação todas as frases mal formuladas, todos os termos incompreensíveis e os substituo pelos mais racionais.

É possível mudar meu carma quanto todas as minhas ações – ou carmas em sânscrito – forem direcionadas ao bem, de mim próprio, de meu próximo pelo qual sou co-responsável, e do Planeta, visando a sua ‘promoção’.

Resumindo, sempre que eu conseguir transformá-lo em ‘carmamor’, através de todas as minhas atitudes amorosas, estarei reciclando ou redirecionando o meu carma.

 (Sintonia e expressões em itálico são do cap. Crenças e carma, pag. 125 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Primavera quente de 2012). 

(Minhas) verdades sobre o Facebook têm origem na queixa que querida amiga virtual colocaria outro dia naquela página de relacionamento referindo-se às ‘mediocridades que lá são publicadas’ e também a expressões grotescas de pessoas – cultas – ao se referirem ao ‘face’ tal como ‘esse tal de Facebook’… Minhas verdades aqui expostas poderão ser também as tuas, ou não. Cada um possui as suas, mas quando estas entram num consenso esse senso comum deveria ser avaliado:

  • Pessoas heterogêneas, – medíocres, medianas ou cultas – se utilizam do Facebook… Conseqüentemente também as publicações – status, links, comentários, imagens… – serão heterogêneas, de nenhuma, pouca ou muita qualidade;
  • Pessoas cultas que não fizerem uso desse espaço para realizar boas publicações, estarão cedendo à mediocridade, um espaço que poderia ser destinado ao bem;
  • Usuários, a partir do momento que publicam suas idéias, informações, links, status, imagens… precisarão se responsabilizar por esses atos e estarem abertos a críticas, a favor ou contra. Essas pessoas, normalmente se utilizando da primeira pessoa, falam por si e dão suas caras a tapa;
  • Cada pessoa faz do ‘face’, de acordo com a sua índole, necessidade, aspirações, interesses, o instrumento que desejar;
  • Pelo ‘face’ eu poderei ‘afundar’ uma pessoa ou um grupo, mas também o poderei utilizar como instrumento de promoção do bem estar, do entretenimento sadio, do apostolado…
  • Já aconteceu de eu estar muito mal e ser consolado por amigos que só conheço virtualmente. Como também já aconteceu de eu fazer intensivas junto a queridos amigos virtuais ou não, sabendo que eles não se encontravam muito bem;
  • Pessoas usuárias do ‘face’ – como também de outras páginas – não poderão ser estigmatizadas, visto ser um instrumento de dupla via; e
  • Finalmente – e o pior – já ouvi pessoas falando mal do ‘face’ sem dele serem assinantes, sem conhecê-lo!

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Quem já não ouviu a expressão ‘conheço até seus pensamentos’? Na verdade, força de expressão à parte, pensamentos são divinos segredos…

…O pensamento é a única forma segura e privada de expressão. No momento que me faço ouvir, ler, interpretar, publico, curto, compartilho, replico, treplico… passo a compartilhar minhas idéias com pessoas heterogêneas: O preço da democracia!

Não há exposição no pensamento… Enquanto não os exponho serão segredos somente meus.

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Por ocasião de meu aniversário, da centena de abraços e congratulações que recebi, uma pequena parte foi fisicamente, em recepção que realizei, mas a sua grande maioria foi pelo Facebook… Onde estaria a mediocridade nisso!? Poderão vocês avaliar a minha felicidade e gratidão?

Os ‘arquitetos’ do mal possuem tanta inteligência quanto os do bem… Suas ‘artes’ é que são de sentidos opostos!

(Fotos: Homenagens feitas pelo Facebook, 1. Por Euridice Santana; 2. Por Inacelita Damasceno, queridas amigas do face as quais só conheço virtualmente.

(Primavera quente de 2012).