Archive for março, 2013

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Ter compaixão é possuir um entendimento maior das fragilidades humanas. É quando nos tornamos mais realistas, menos exigentes e mais flexíveis com as dificuldades alheias. (Hammed).

Pessoas que dormem sob marquises ou viadutos; moradores de rua, pedintes, andarilhos, malabaristas de semáforos; cães vadios e famintos; cavalgaduras maltratadas, covardes farras a título de ‘esporte’ com touros; depredação de árvores em vias públicas e queimadas em espaços preservados ou não; rios que agonizam por receberem efluentes ou agrotóxicos e praias que recebem todo tipo de depósito de lixo, galharias, restos de construção… Todas essas vicissitudes, infelicidades, desmazelos, desleixos, abusos, inconsciências, causam naturalmente nas pessoas de bem uma profunda compaixão e geram por parte delas ações que visam minimizar tais escolhos.

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Pessoas que agem dessa forma perante calamidades que assolam a humanos e demais seres possuidores de um princípio inteligente o estarão fazendo por compaixão, visto que esta é a primeira idéia que se possui dessa virtude. Porém a compaixão está principalmente relacionada às fragilidades morais que martirizam os indivíduos.

Interdependentes, a compaixão sempre precisará da benevolência e da compreensão para que todas frutifiquem e produzam a caridade. Se a caridade é de ordem material e moral, também é muito natural que compaixão, benevolência e compreensão também o sejam. Dessa forma, é possível que um indivíduo mendigo precise de minha compaixão material e ‘também’ moral; como também é possível que outro indivíduo não mendigo esteja ‘mendigando’ tão somente uma compaixão moral.nao julgueis, atire a primeira pedra...

Os compassivos morais, porque já possuidores de uma elevação ímpar, vêem e julgam com seus atos pautados na questão 241 de O Livro dos Espíritos, ou por possuírem já a compreensão dos bem aventurados – beatos ou felizes – conseguem, independente das fragilidades humanas, espalhar um clima de justiça e paz no ambiente onde operam.

É possível que indivíduos possuidores de compaixão e da cadeia de virtudes que em torno dela gravitem, sejam reencarnações missionárias que por aí estejam em decorrência do grau de elevação que já adquiriram.

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Não há fracassos nesta operação matemática que me diz que mais com mais… dá mais: Mais boa vontade com mais compreensão com mais compaixão, sempre dará mais; muito mais caridade!

A má vontade, a intolerância e a inflexibilidade me poderão ‘autorizar’ julgamentos a indivíduos de patamares diversos… Toda a soma dessas negatividades resultará no acúmulo negativo de falta de caridade. Negativada a caridade, negativada – ou adiada – a salvação!

 (Sintonia e expressões em itálico são do cap. Compaixão, pag. 111 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Outono lindo de 2013).

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Previsto está no script da perfeição, destinação de todos os filhos de Deus, que a cada vivência o indivíduo domine uma determinada ciência: Numa dominará táticas bélicas, em outra medicina, numa terceira será professor em determinada área, e assim vai: cheff, bombeiro, mecânico, dentista, músico, advogado, pintor, sacerdote, poeta, contabilista…

Erroneamente, entretanto, pais, avós, tios, irmãos mais velhos e outros ascendentes, na contramão da vocação, traçam planos mirabolantes para que haja uma ‘continuidade’ de seus descendentes que ainda nem nasceram.

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Mas por que a vocação, como afirma Hammed, – chamamento, intimação, convite – estaria co-relacionada a simplicidade, espontaneidade e humildade? Por que todas as características da vocação ora citadas são muitas vezes contrárias às aspirações de ascendentes em geral do rebento que está para nascer?

Hammed também orienta hoje que vocação é uma “marca de nascença” que Deus nos faz em segredo e, um dia, (…) ela se revelará simples e espontânea, ou a cada encarnação e de acordo com as Divinas conveniências a marca Divina que nos foi colocada por ocasião do acordo reencarnatório, naturalmente se mostrará ao indivíduo, tão logo ele comece a fazer uso de seu livre arbítrio, o que se dá mais ou menos, lá pelo início da puberdade.

Quando se percebe que um indivíduo desenvolve uma determinada profissão, mas possui outras diversas habilidades e hobbys, ele evidenciará que diversas vivências já lhe patrocinaram tais habilidades e colaboraram para que se tornasse um sábio.hospedeira_GP_EUA_F1(JPM)

Esse sábio, entretanto, só o será verdadeiramente quando passar a aliar às suas experiências científicas, artísticas, filosóficas, religiosas… a dose exata de humildade, simplicidade e espontaneidade, que lhe legarão o ‘título’ de legítimo sábio, ou a criatura já no rumo da perfeição que consegue estar conectado à Causa Primária e bebendo da fonte da inteligência universal.

Almas ainda na juventude de uma determinada vivência que conseguem se rebelar contra as ‘escolhas’ que seus ascendentes lhe fazem estarão dando ouvidos a uma intimação interior que o seu espontâneo acervo de sábio está a lhe indicar… Seria mais ou menos como se o filho adolescente dissesse aos pais:

– Mas pai, médico eu já fui numa encarnação anterior… Nesta serei bombeiro, e desejo ser um dos ótimos!

Os que, por ventura, mudam o rumo de sua vocação são os que ainda fora de uma conexão com a Causa Primária, dão ouvidos aos pais que, por orgulho ou avareza, fazem seus filhos saírem do caminho traçado pela Natureza e, por esse deslocamento, comprometem sua felicidade. (Questão 928).

Este tipo de infelicidade nada mais é do que uma ruptura do indivíduo com as vozes da alma ou daquele ser que olha para a sua marca de nascença e não a reconhecendo, manda tatuar outra em parte mais visível, afirmando:

– Esta sim! Esta é minha verdadeira marca! E os ascendentes aplaudirão e todos viverão infelizes a encarnação…

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Descobrir sua marca de nascença é humildemente dar ouvido às Vozes Interiores e atender às Divinas Conveniências e Convocações e…

… Encobrir sua marca de nascença é dar ouvidos a vozes exteriores e egoisticamente aderir aos próprios planos ou atender a conveniências de terceiros.

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Humildade, pag. 107 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Outono lindo de 2013).

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Em época em que os ventos do Vaticano sopram como nunca na direção de São Francisco de Assis, considere-se que: Pássaros e outros animais possuem comportamentos, vivem e se alimentam conforme suas espécies e habitats. Vegetais germinam, crescem, floram, frutificam ou não cumprindo ciclos consoante suas espécies regionais. Recursos hídricos, salgados e doces, obedecem a fenômenos conforme as Naturais Leis. Animais, vegetais e minerais, donos de um princípio inteligente, estão ligados a uma inteligência universal conectada à Causa Primária…

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Estaria o hominal isento ou alheio a esta conexão? Teria eu esquecido os indivíduos da conectividade ora abordada? Não! A humanidade, entretanto, é dona de um sentimento não próprio aos animais, vegetais e minerais: O livre arbítrio. Com sua liberdade indivíduos se conectarão mais ou menos à sua Divindade ou beberão mais ou menos da fonte da inteligência universal.

Cada indivíduo possui uma escala ou régua para aferição do grau de sua conexão à Causa Primária ou da quantidade de água que já consegue beber junto à fonte da inteligência universal: Tal régua se gradua desde seu estado de ainda orgulhoso, até a mais sagrada humildade que já conseguiu em si reunir.

Dir-me-ia o Orientador que os humildes [são] um canal ou espaço transcendente onde flui silenciosamente a inteligência universal; e mais adiante, que humildade está associada a distinção, gentileza, lucidez, graciosidade e simplicidade, donde se conclui que o humilde será sempre:miracle-healing-of-the-centurions-servant-02

  • O filtro a fornecer água purificada da fonte da inteligência universal para dessedentar a si e a terceiros;
  • O curador zeloso que no espaço de uma pinacoteca propiciará a famintos de arte, inúmeros e belos quadros pintados pela inteligência universal em conexão e parceria com a Causa Primária;
  • Possuidor de distinção tal que sempre o diferenciará de pessoas esvaziadas em virtude de seu estoque de orgulho;
  • Gentil na prestação silenciosa de todos os serviços que seus insights lhe proporcionam;
  • Completamente lúcido por conta do aproveitamento de todos os momentos de sua interiorização;
  • Gracioso ou possuidor de natural e desafetada graça que soube colher de sua conexão com o Pai Eterno; e
  • Simples, pois sabe que por ser gracioso tem na simplicidade o maior adereço que sua elegância espiritual poderia possuir.

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“Quando fordes convidados para bodas, não tomeis nelas o primeiro lugar (…) mas ide vos colocar no último lugar, a fim de que, quando aquele que vos tiver convidado vier, vos diga: ‘Meu amigo, subi mais alto! ’” (ESE, cap. VII, item 5).

 O humilde será aquele que atingindo o nirvana, ou a união definitiva da criatura com o Criador, será convidado pelo Dono do Festim e Causa Primária: “Meu amigo, subi mais alto!”

 O humilde, por se fazer e se sentir tão pequeno, é tão grande que nem se dá conta da magnitude que possui.

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Humildade, pag. 103 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Outono lindo de 2013).

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Diriam os Sábios Espirituais que o homem se desenvolve, ele mesmo, naturalmente. Mas nem todos progridem ao mesmo tempo e da mesma forma; é então que os mais avançados ajudam o progresso dos outros, pelo contato social. E Hammed aqui empunharia a bandeira do ‘naturalmente’ explicando que a Natureza não faz nada em série. Toda pessoa possui uma tendência inata de ser ela mesma…

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A padronização, neste caso, sempre será uma aberração. Ao me queixar do indivíduo desigual, ou fora do padrão – do meu, é claro! – perco o tempo e a oportunidade de usufruir da diferença que ele tem a me oferecer.

Dessa forma, passo mais tempo me queixando das anomalias que invento meu parceiro possuir do que propriamente aproveitando as virtudes que ele tenha a me ofertar.

Se, segundo Heráclito, em rio não se pode entrar duas vezes no mesmo lugar, ou as águas que me banham agora não serão as mesmas que me banharão amanhã, por que não aproveitar todas as ‘águas da diversidade’ que ora se aproximam de mim? A oportunidade que o indivíduo ‘A’ me oferece agora já não será a mesma que o ‘B’ me proporcionará daqui a pouco…

Como são dinâmicas as ‘águas de Heráclito’, também o serão os indivíduos e a começar por mim: Minha atual maneira de ver os indivíduos ‘A’ e ‘B’, acima, poderá não ser a mesma forma de vê-los amanhã. Como também a maneira como esses dois indivíduos se mostrarão amanhã, poderá não ser a mesma de como se mostram hoje… Aqui a dinâmica das águas à qual se refere o filósofo grego e a importância de não desperdiçá-la, colocando-a a jogar a meu favor.P4180078

Daí ser a questão 779 de O Livro dos Espíritos, supracitada, a mais sábia e apropriada ao tema, principalmente quando fala em naturalidade e convívio social, visto que a sociedade não só me compete, mas me convoca e sempre será a “sopa nutritiva” onde todos os diferentes terão a oportunidade de se nutrir intercambiando os elementos necessários à sua evolução e que ainda não possuem, mas que seus próximos possuem.

Se o homem se desenvolve ele mesmo, naturalmente, o conceito de ‘normal’ dado à diversidade de indivíduos do orbe, não é verdadeiro; o que passa a predominar é a naturalidade de estágio de cada povo, seus hábitos, suas crenças, suas verdades, suas realidades, suas dificuldades ou suas facilidades… Dessa forma não há normalidade nos grupos de indivíduos, apenas há naturalidade, ou a naturalidade de cada um qualificará a sua normalidade, ou, ainda…

… Nem todos possuirão normalidades iguais. Anormal eu? Não! Apenas ‘qualificado como tal’!

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Brigar com as diferenças é perder o sagrado tempo de usufruir delas.

O pessimista dirá sempre que os diferentes o atrapalham; já o otimista sempre saberá deles se valer, pois o intercâmbio das diferenças sempre o beneficiará…

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Naturalidade, pag. 99 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Finalzinho do verão de 2013).

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José Alberto Mujica Cordano, ou Pepe Mujica, é o 40º Presidente da República Oriental do Uruguai (ROU). Ex-militante Tupamaro (Movimento de Libertação Nacional), Mujica é casado com Lucía Topolanski, também ex-militante. O presidente recebe de salário 12,500 U$ dos quais destina 90% a ONGs e pessoas carentes. Sobrevive com o restante do salário, – aproximadamente R$ 2.538,00. Seu carro é um fusca que ele mesmo dirige. Perguntado se era pobre respondeu “sou rico, pois o pouco que a mim destino me torna rico” e mais “este dinheiro me basta e tem que bastar porque há outros uruguaios que sobrevivem com bem menos…”

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Hammed me orienta hoje que muitas vezes é no “ato de perder” que encontramos a razão da própria existência e logo a seguir passa a definir a liberdade sob vários aspectos: Na ciência, a experimentação e o raciocínio; na filosofia o bom senso e a sensatez; na religião o discernimento e a naturalidade; na arte, a originalidade e a inspiração; na sociedade, a igualdade e a solidariedade…

Vê-se que, para ser liberto verdadeiramente, precisa-se livrar de uma série de penduricalhos, afetações, insensatezes, cópias e picuinhas e munir-se de tudo aquilo que é natural. Sendo natural o indivíduo ‘perde’ uma porção de coisas supérfluas e se sente leve, descompromissado de uma série de adereços, liberto!

O indivíduo com grau de amadurecimento espiritual elevado, e em conseqüência também liberto, passa a desanexar uma série de valores que nenhum valor tem, ou ao perdê-los, passará a ganhar…banner-papa-francisco-I-reverencia1

  • Em sociedade, já livre de seus penduricalhos, se nivelará a todos os demais que também já conseguiram sua libertação. Muitas etiquetas sociais já não farão mais parte do perfil desses indivíduos. Compromissos antes afetados já não mais pesarão sobre seus ombros;
  • Ainda em sociedade, suspeitar para o liberto, sempre será um verbo saudável, pois não fará da suspeita uma desconfiança patológica, visto saber que nada nem ninguém poderá se apropriar de suas conquistas;
  • Quando filosofa, o indivíduo liberto se propõe a ser mais simplório do que importante, pois sabe que sua filosofia pilhéria o aproxima mais da simplicidade do que das etiquetadas importâncias de pensadores orgulhosos e vaidosos;
  • Sem perder o perfil da liberdade, na ciência das idéias aproveita as experiências de terceiros – parentes, amigos, companheiros… utiliza e anexa as boas e silenciosamente descarta as inadequadas;
  •  O liberto, também chamado de equilibrado, já conseguiu, através da reflexão, se afastar das perigosas pontas dos episódios, pois sabe que a Natureza não possui extremos ao se conduzir com paciência, calma e confiança. Uma vez entregue à reflexão, saberá o que é bom e mau para si e conseqüentemente para os outros, princípio esse da igualdade e solidariedade;
  • No campo das artes, longe de ser um copista, o liberto sempre procurará inovar, sem deixar de se inspirar nos bons e nas coisas boas que vê e ouve;
  • Não haverá para o liberto discriminação a religiosidades. Juiz em sua intimidade quanto à veracidade ou valor de cada credo saberá aproveitar a quantidade de religiosidade que há em cada um deles. Saberá compreender, por exemplo, o que quis dizer Jorge Mário Bergoglio, bispo de Roma, com a frase de impacto “sem Jesus Cristo, podemos ser uma ONG piedosa, mas não a igreja”, porque sabe que o Missionário Rabi sempre foi ‘religiosidade’ e nunca ‘religião’…

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Quando me deparo com os novos personagens que ora despontam na mídia – José Mujica e Francisco I, as ‘bolas da vez’ – considero-os autoridades, até que me provem o contrário, para me arrazoar que sempre será importante perder para ganhar…

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Liberdade, pag. 83 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Finalzinho do verão de 2013).

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Não tenho dúvidas que progresso, mudança, inovação e partilha represente a chave tetra com o poder de, por dentro, abrir a porta do coração para a liberdade… Espíritos livres inventam novidades, máquinas fantásticas, ‘utilitários úteis’. Indivíduos livres se importam com o progresso e o compartilham. Os livres e de ‘bom’ livre arbítrio conseguem falar novidades sobre velhos temas. Homens e mulheres livres dirão como o Apóstolo dos Gentios: É para a liberdade que Cristo nos libertou…

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Voltaire já diria que o prazer da liberdade aumenta à medida que dela se desfruta. Sim, a partir do momento que consigo me libertar de velhas crenças estacionárias e abro a porta à liberdade através de avanços, mudanças, criações, invenções, novidades…  o  que mais desejarei é ser feliz e ter o prazer de compartilhar todos esses avanços com os que me circunvizinham.

Quando liberdade e partilha parece um paradoxo, Hammed me dirá exatamente o contrário: A liberdade, como todas as outras conquistas da alma, só será alcançada verdadeiramente, se for compartilhada com os outros.liberdade-3

1. Progresso é algo incessante: Ninguém tem o poder de brecar essa Divina Lei que se aliou à liberdade para dar asas a todos os corajosos, inovadores e propensos a mudanças… Kardec comentaria a questão 781 de O Livro dos Espíritos dizendo que o progresso, sendo uma condição da natureza humana não está ao alcance de ninguém a ele se opor. É uma força viva que as más leis podem retardar, mas não sufocar.

2. A mudança estabelece ares novos num ambiente: Posso remodelar um cômodo sem comprar um móvel novo sequer; somente invertendo suas posições! Pois algo semelhante também acontece com meu ambiente interior: Descartes, alguns valores invertidos e o interior irá ficando mais liberto. Pessoas compartilharão e usufruirão dessas mudanças e ainda dirão, ‘nossa! Mas como fulano mudou!…’

3. Inovar é algo próprio dos gênios: Acompanho uma expositora que sempre consegue dizer coisas novas sobre velhos assuntos… Agradeço-lhe sempre ao pé do ouvido pelo presente que proporciona aos seus ouvintes. A pessoa que inova consegue sair de uma mesmice ou servir um ‘arroz com feijão’ com outro sabor. Quando leio diversas páginas sobre um mesmo assunto, de Autores Espirituais diversos e eles conseguem imprimir a sua maneira de expô-los, certamente eles estarão inovando.407660_devushka_ptica_pole_svoboda_montazh_1680x1050_(www.GdeFon.ru)

4. Sendo a liberdade algo contagiante, é muito justo e verdadeiro que ela seja compartilhada: Se o Espírito é progressista, adora mudanças e ainda consegue imprimir um toque de gênio em suas inovações, certamente ele desejará partilhar tudo isso, pois sua alma nobre já conseguiu se desvencilhar o bastante do egoísmo que pertencia ao seu homem velho, estático, conservador e comodista.

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Autor da vida, meu Pai me oferece por acréscimo a liberdade. E ao encontrar a chave que a Onipotência houvera ‘escondido’ em meu coração, percebo ser uma chave tetra a me exigir progresso, mudança, inovação e partilha para abrir a porta à verdadeira liberdade.

A maioria das imagens relacionadas à liberdade proporciona uma sensação de leveza, paz, alegria, descontração, despreocupação, desprendimento, singeleza, simplicidade… Por que seria?

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Liberdade, pag. 79 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Verão de 2013).

imagem“… Três dias depois, celebravam-se bodas em Caná da Galiléia, e achava-se ali a mãe de Jesus. Também foram convidados Jesus e os seus discípulos. Como viesse a faltar vinho, a mãe de Jesus disse-lhe: ‘Eles já não têm vinho. ’ Respondeu-lhe Jesus: ‘Mulher, isso compete a nós? Minha hora ainda não chegou… ’” 1

Jesus e seu secretariado viviam junto ao povo, e este era sua ferramenta predileta de trabalho. Em As Bodas de Caná, o Mestre revela-se um Rabi Social atuante, pois aí realizaria seu primeiro milagre. Jesus é sempre o roteiro mais confiável e, nesta passagem, mostra-nos que a sociedade nos convoca e espera que nossas potencialidades realizem milagres.

“… Seguir Jesus, não significa fugir do mundo, renunciar a tudo ou anular-se em clausura e recolhimento. A magna proposta exarada por Jesus, neste aspecto, é que o indivíduo ‘esteja’ no mundo sem, no entanto, ‘ser’ do mundo, numa possível e fraternal convivência…” 2  

Essa sociedade, que nem sempre nos é amistosa, por apresentar riscos de toda sorte, é o campo ideal para travarmos nossas lutas. Os quadros chocantes que por vezes nos mostra, são próprios do degrau de cada parceiro: Analisando-os, deveremos tirar o maior aproveitamento possível. Como um feixe de varas, fortificar-nos-emos nessas batalhas, teremos a oportunidade de intercambiar nossas aptidões, trocar talentos. Escancara-se, dessa forma, a porta para uma progressão emparelhada.

A bagagem intelectual e moral que, porventura tenhamos amealhado, deverão possuir destinação, funcionando como um ateliê junto à sociedade. Capacidade de contagiá-la: Esse o nosso grande desafio e responsabilidade junto a ela.

Quantas vezes somos convidados a comparecer em aniversários, formaturas, casamentos e procuramos várias desculpas para furar? Ignoramos, inconseqüentemente, todas as dificuldades que o organizador desses eventos enfrentou no percurso de sua elaboração até o convite chegar-nos às mãos.

Por outro lado, quando a eles comparecemos, muitas vezes à custa de vários sacrifícios, constatamos a alegria estampada no rosto do homenageado e, imediatamente, essa euforia nos contagia; contabilizamos, então, decisões acertadas.

Comemorar nosso aniversário, comer uma pizza com amigos, brindar com vinho ou champanhe uma data marcante, participar, com um papo animado de uma roda de chimarrão na orla, escutar uma boa música e sacudir o esqueleto, são atividades simples de nosso dia-a-dia às quais não poderemos nos furtar que precisam ser consideradas e que são verdadeiras recargas para as nossas vidas em trânsito nesta Esfera de Aprendizado.

Vivemos, em nosso Balneário, uma época sui generis e de exposição. Nossas duas casas estarão invadidas por visitantes, parentes ou nem tanto e precisaremos estar blindados e convivendo inteligentemente com linguajares um tanto chulos e atitudes mais estranhas que de costume.

“Não se cresce intimamente sufocando a espontaneidade, as energias inatas ou adotando um comportamento social de intolerância, mesclado a uma aparência santificante…” 3

Portanto, a sociedade não só nos compete como é chegada a nossa hora de aproveitarmos as chances com as quais ela nos oportuniza diariamente, visto que “estar no mundo é utilizar-se de todas as possibilidades que ele oferece, de maneira sábia e comedida, com critério, racionalidade e bom-senso…” 4

(Subsídios: 1. João, II, 1-4; 2. e 4. CairbarSchutel – (Horizontes das Profecias) 3. Lourdes Catherine – (Conviver e Melhorar) – (Janeiro de 2011; verão em altíssima temporada).

Pub “O Clarim”, Mar/2013

Piadas-Machistas-e-FeministasO machista é nada mais, nada menos, que o indivíduo que se modelou ou aquele que prestou atenção e aprendeu as aulas ministradas por seus ascendentes – pais, tios, irmãos mais velhos… quando lhe diziam que a mulher é um sexo frágil e inferior. No fundo, o machista de uma forma semi-consciente reproduz malfadados atos discriminatórios aprendidos nesta ou em vivências anteriores. Em seu processo de socialização, ignorou sentimentos de cooperação e solidariedade…

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Hammed me orienta hoje que num futuro breve, quando a mulher se legitimar pelo que é e por onde quer chegar, adquirirá o respeito – dos outros e de si mesma.

A Terceira Revelação a partir de meados do século XIX passa a orientar a humanidade da necessidade do Espírito ensaiar experimentos variados a cada vivência. Ocupar uma vestimenta de carne masculina ou feminina é só uma dessas alternativas. O Espírito que encarna ora homem, ora mulher precisará aproveitar essa situação e compreender que de nada lhe adiantará ser machista ou feminista, pois estes não contemplam nem cooperação, nem solidariedade.

6a00e550ae4e83883400e55187f3898834-800wiEsse futuro do qual fala o Orientador está aí escancarado, mostrando oportunidades fifth/fifth e ratificando a pretensão comum de espíritos conduzindo ‘corpos homens’ e ‘corpos mulheres’. O espírito legitimará sua condição se entender as restrições que o ‘corpo atual’ poderá lhe impor: Mais ou menos força bruta, mais ou menos razão, mais ou menos coração… mas sem nenhuma restrição quanto ao que é e onde quer chegar, pois estas são ‘vontades’  exclusivas do espírito.

Machistas e feministas desejam demonstrar uma supremacia injusta e em desacordo com o fluir da atual encarnação, qual seja a de aproveitar da melhor forma a oportunidade homem e a oportunidade mulher que a Providência por ora lhes providenciou. Não há, portanto, superioridade nem tão pouco melindre em ser masculino ou feminino; há, e tão somente, uma Divina Conveniência no script escrito por e para ambos.

A mulheres e homens, médicos, soldadores, professores, militares, políticos, garis, frentistas, advogados, agentes penitenciários, cozinheiros… desde que sua ‘compleição material’ não lhes obste o desempenho, o espírito é que não lhes causará embaraços.

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Cabe como ponto de partida, à família e aos seus membros – masculinos e femininos – entenderem que espíritos e matérias são parceiros e não competidores no cumprimento das metas que a Divina Conveniência lhes propôs…

O sexismo, ou atitude discriminatória procedente de sexos, nunca será saudável e tão pouco natural para homens e mulheres de quaisquer raças, culturas e credos.

O corpo físico masculino ou feminino nunca será obstáculo a um Espírito fadado ao sucesso, ou aplicado em atingir suas metas.

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Respeito, pag. 73 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Verão de 2013).