Archive for agosto, 2013

“Se crê e pratica o princípio de que somente auxiliando o próximo, é que seremos auxiliados, você estará dando passos largos para libertar-se da sombra, entrando, em definitivo, no trabalho da auto desobsessão” (André Luiz/Chico).

Devido a frieiras nas mãos, – inchaços por falta de circulação em climas frios e úmidos – sempre tive dificuldades com algumas lides caseiras, como estender uma cama, lidar com água, e, principalmente, lavar a louça…

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Pegando ‘carona’ com os autores e fazendo uma co-relação às minhas frieiras que hoje já não me atormentam tanto, considero a maior hipocrisia eu pretender auxiliar o próximo fora de casa, se ainda não consigo auxiliar o meu ‘mais próximo’ dentro de casa. Não por isto deixarei de abordar o tema e que Deus me ajude a que o primeiro efeito dele seja em mim mesmo.

O “seremos auxiliados” dos autores, não deseja significar um ‘toma lá dá cá’, interesseiro e vulgar, mas o indivíduo se sintonizar, através do auxílio, com as claridades. Muitas vezes a claridade que provém do auxílio poderá me imunizar contra tristezas, marasmos, preguiças, vazios e colaborar sobremaneira com minha auto-desobsessão.

Ora, esses auxílios, que vão muito além do material, – de lavar a louça, por exemplo – são a ajuda que colabora comigo no aclaramento e poderá significar:

1. Evitar a ‘fofoca’: O que eu escutar ou presenciar de maldoso, não precisará ser levado adiante, pois ‘a fofoca me distancia da luz como ao diabo da cruz’.

2. Domar a intemperança: Uma luta diuturna. Digo diuturna porque a cada minuto do dia precisarei vigiá-la e as ‘atividades’ de minha noite serão o reflexo da calma ou da intemperança de meu dia.

3. Transmitir conhecimentos: Tenho estudado? Estudando, tenho aprendido? Estudando e aprendendo, tenho passado adiante os conhecimentos que julgo úteis? Eis aqui uma ajuda importante!

4. Dar o primeiro passo: Dou o primeiro passo na direção do perdão ou espero que o outro, o acaso ou o Universo o realize? Pois bem, acaso não existe e o Universo é que ficará ‘esperando’ a minha boa vontade, visto não avançar nunca em meu livre arbítrio.

5.  Aceitar minhas limitações: Este Orbe ‘é’ de limitados. Neste Planeta não urgem tarefas – ajudas – maiores ou menores; urgem ajudas!

6. A não deserção: Qual o conceito que gozo entre aqueles com os quais ombreio tarefas? Se ruim, mais ou menos, bom… mesmo assim não desisto e me esforço na sua qualificação?

7. Respeitar às diferenças: Dou aos outros o direito de serem como desejam ser, dentro de seu estágio evolutivo? Preocupo-me mais com a evolução alheia, desleixando a minha?

8. Compreender que o bem é difícil e exigente: Apesar dos amargores que o bem poderá me resultar, adoço-o com a perseverança e a humildade?

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Lembras da história das frieiras? Hoje liberto das frieiras físicas, restam-me – ou restam-nos! – outras frieiras que preciso combater todos os dias, como este ‘octálogo’ que precisarei ler diariamente para não adquirir as frieiras da desajuda!

(Sintonia: Cap. Auto-desobsessão, pg. 125 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno gelado de 2013).

“Exerça a faculdade da percepção clara e imediata, [a intuição] mas, para ampliar-lhe a área de ação, procure alimentar bons pensamentos de maneira constante” (André Luiz).

“Eu acho que os instrumentos [referindo-se às gaitas] não têm muita coisa de diferentes. Tu vais passar a tua energia para eles. O instrumento vai se moldar à tua maneira de ser, tua energia, teu Espírito (…). ‘Te agarra’ a uma cordeona, te agarra a uma guitarra e leva a vida tranqüila, com harmonia e amor…” (Gilberto Monteiro, gaiteiro de gaita de botão no programa O Milagre de Santa Luzia da TV Cultura).

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Ambas as afirmações, provindas de fontes bem heterogêneas, convidam os indivíduos a expandirem a inspiração: André Luiz, em psicografia de Chico, convida as pessoas a que ampliem sua intuição se acercando dos bons pensamentos oriundos das Boas Companhias. Gilberto Monteiro, que toca gaita de botão como “só ele toca” – afirmação essa de colega de profissão – convida à harmonia e ao amor, independente da área em que utilizas a tua percepção ou intuição.

Os ‘ofícios’ de criar – compor, tocar, pintar, cantar, escrever, esculpir… – não diferem muito quanto à inspiração. As ‘cercanias’ ou a vizinhança do indivíduo que se dispõe a criar é que deverão ser límpidas e transparentes de maneira que influam na qualidade das criações a efetuar:

  • Se ainda não possuo clarividência, ou a capacidade de ver no plano espiritual, nada me impede de retirar o máximo de proveito de boas situações vividas e presenciadas na sociedade terrestre e a que a minha percepção, por hora, me capacita contemplar;
  • Se ainda não gozo de clariaudiência, – a capacidade de ouvir desencarnados – que me beneficie e amplie minha criação prestando ouvidos ou acurando minha vista aos artistas do bem em qualquer área;
  • Se ainda não consigo emprestar minhas forças à psicofonia, possibilitando aos desencarnados falarem com os encarnados, que distribua aos viventes minha boa fala e que esta construa mais que destrua. Que eu roube às trevas todo o espaço que meu verbo possa lhes ceder!…
  • Se a mim já foi concedido, mais que o privilégio, a responsabilidade de retransmitir mensagens, que eu me convença que as boas só virão de Bons Mensageiros se com eles sintonizado. E – importante! Que eu não negligencie as inspirações dos encarnados, como, por exemplo, os que praticam, esculpem, compõem, pintam, escrevem e cantam a paz…
  • Se minhas mãos ainda não curam, que fisicamente elas aliviem os fardos alheios, ajudem a pegar em alças, empurrem causas do semelhante… E
  • Se ainda não consigo prever grandes acontecimentos que minha intuição colabore nos miúdos; que não prescinda da boa lógica que poderá influir nas vidas de pessoas ainda incautas ou imprudentes. Que conselhos que minha fala promova sejam secundados pelas Falanges do Bem e da Misericórdia.

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Expandir a inspiração, intuição, mediunidade – como se queira chamar – dependerá, em muito, como recomendariam André Luiz e Gilberto Monteiro da sintonia de pensamentos e se moldarão à minha maneira de ser, à tranqüilidade, harmonia e amor que eu deseje ter, em comunhão com meus amigos do bem, visíveis ou Invisíveis.

Imagens: 1. Gilberto Monteiro; 2. Museu de Arte Contemporânea (Niemayer) – (Sintonia: Cap. Mediunidade e você, pg. 121 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno gelado de 2013).

De malas prontas para mais uma mudança, esta não é a primeira vez que saio de uma casa para um apartamento. Nos idos de 1995 saíamos, minha família e eu, de uma casa para um apartamento que adquirimos em Pelotas. Hoje, após 13 anos morando em casa no Cassino, estamos de volta ao mesmo apartamento. Sair de uma casa para um apartamento é complicado, pois metade das tralhas que a casa consegue comportar, não cabe no apartamento: É a hora de doar…

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A operação supracitada é a doação material e entendo-a como doar, pois acabo me desfazendo de coisas que possuem um valor estimativo, mas não poderei levá-las. Então eu as dôo a pessoas muito queridas, o que não deixa de ser salutar.

Doar-se, já é algo mais espiritual. Para este ato, não há a necessidade que disponhas de algo material, mas pressupõe arrumares tempo para: Uma tarefa voluntária; uma palavra agradável e animadora; ou uma prece, vibração benfazeja em favor de um precisado…

Em ambos os casos eu sou chamado a ou oferecer algo do que eu tenha ou algo do que eu seja. É este segundo quesito que gostaria de abordar:

  • A melhor imagem de ‘se doar’ é a da vela que, consumida por inteiro, iluminou a vida de mais de uma pessoa… Encetar uma meia ou hora inteira em um serviço voluntário é reverter um tempo que seria destinado ao meu lazer para sufragar ou minimizar carências alheias. Esse ‘doar-se’ está à disposição de todos os de boa vontade em todas as Casas Espíritas que conheço e em muitas outras ONGs ou entidades sérias. Quando mudo de endereço, é possível que troque geladeira, fogão, móveis… mas ela também supõe também a escolha – uma escolha séria – de um novo lugar para realizar esses trabalhos voluntários. Quanto a isso não tenho a menor dúvida que em Pelotas, com 41 Sociedades Kardecistas, vinculadas à LEP, estará reservado aquele lugarzinho que, não por acaso, estará destinado à Maria de Fátima e a mim;
  • A boa palavra é gratuita e benfazeja; a má, também é gratuita, só que pestilenta. Utilizarem-se as pessoas do dom da palavra fácil e boa para se doarem é, tanto quanto o trabalho voluntário, a maneira que pessoas de boas falas realizam o apostolado na entidade que escolherem trabalhar. Aí não lhes faltará um ESDE a coordenar; exposições simples, mas doutrinárias a realizar; atendimentos fraternos a desconsolados; doutrinação em mediúnicas, realizando uma conexão entre planos físicos e espirituais, encarnados e desencarnados. De mais a mais, a boa palavra é utilizada a qualquer momento do dia ou durante a libertação da alma do indivíduo por ocasião do sono. Expressões animadoras em casa, na rua, no trabalho, no lazer, na reunião, além de roubarem espaço à prosa pífia e até chula, é a maneira de se doar sem necessitar de recursos amoedados; e
  • Orar, vibrar, emanar bons sentimentos é conectar, à distância, amigos necessitados com a Espiritualidade Maior. “Pedi e recebereis; batei e ser-vos-á aberto” associado ao “amai-vos” é a maneira que gentilmente indivíduos cumprirão, ao mesmo tempo, dois preceitos do Mestre, pois se orar por si é importante, orar pelos outros e até pelos inimigos será a maneira de se doar e demonstrar ao semelhante que me importo com ele.

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Mudanças são necessárias; a ansiedade enquanto ela não se concretiza poderá sufocar um pouco. Enquanto não se efetiva, quem sabe doar-se e doar um pouco?!

(Sintonia: Cap. Petição de servidor, pg. 117 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno gelado de 2013).

Oração a N. Senhora Auxiliadora, Protetora do Lar

Santíssima Virgem Maria a quem Deus constituiu Auxiliadora dos Cristãos, nós vos escolhemos como Senhora e Protetora desta casa.

Dignai-vos mostrar aqui Vosso auxílio poderoso.

Preserve esta casa de todo perigo: do incêndio, da inundação, do raio, das tempestades, dos ladrões, dos malfeitores, da guerra e de todas as outras calamidades que conheceis.

Abençoai, protegei, defendei, guardai como coisa vossa as pessoas que vivem nesta casa.

Sobretudo conceda-lhes a graça mais importante, a de viverem sempre na amizade de Deus, evitando o pecado.

Dai-lhes a fé que tivestes na Palavra de Deus, e o amor que nutristes para com Vosso Filho Jesus e para com todos aqueles pelos quais Ele morreu na cruz.

Maria, Auxílio dos Cristãos, rogue por todos que moram nesta casa que Vos foi consagrada.

Amém.

 (Para ser afixada na porta de entrada) – (Inverno de 2013)


Prayer to Our Lady Help of Protective Home.

Blessed Virgin Mary, whom God has constituted Help of Christians, we chose you as Lady and Protector of this house.

Deign to show here Thy powerful aid.

Preserve this house of all danger: fire, flood, the lightning, storms, thieves, the criminals, the war and all other calamities that know.

Bless, protect, defend, keep your thing as people who live in this house.

Above all, grant them grace most importantly, to live forever in God’s friendship, avoiding sin. Give them the faith that you had in the Word of God and the love for nutristes with Your Son Jesus and to all those for whom He died on the cross.

Mary, Help of Christians, pray for all who live in this house that Vos was consecrated.

Amen!

 

“Se tiver que amar, ame hoje. Se tiver que sorrir, sorria hoje. Se tiver que chorar, chore hoje… Pois o importante é viver hoje. O ontem já foi e o amanhã talvez não venha” (Chico Xavier).

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Chico, como ninguém, soube valorizar seu tempo fazendo do agora o melhor momento para realizar o bem. O que é o presente se não fragmentos tomados do futuro e que, imediatamente, se transformarão em passado? Se o passado me serve como reflexão e avaliação, o futuro estará predestinado à reformatação. É no fugaz presente que se pondera o já realizado e se traçam novas metas para o futuro…

Um tanto filosófico o preâmbulo desta conversa, mas o que se deseja evidenciar aqui é que este exato momento – o presente – é a melhor oportunidade que eu possa ter para meditar sobre o já realizado e planejar um futuro: Se num passado já realizei coisas razoáveis, as tarefas a realizar poderão ainda ser melhores; se minhas pretéritas ações foram escuras, o presente é o momento de lançar luzes ao palco de minha vida para que o futuro seja claro.

Este exato momento, ou o “hoje” de Chico, é o melhor momento para que, independente de estado de saúde, humores, condições climáticas, parcerias… eu me acerte comigo mesmo:

Se o passado, mais ou menos extenso, ficou para trás e no futuro ‘muita água rolará por baixo da ponte’, o presente contraria a ambos por ser extremamente breve, fugidio e clamar, num estalar de dedos ou fração de segundos, que os indivíduos o aproveitem como sendo ele o melhor momento de suas atuais existências para a prática do ‘melhor bem’ possível:

  • Neste exato momento, – um hiato entre o passado e o futuro – faça chuva ou faça sol, calor, frio ou tormenta, cantem os pássaros ou se associem à quietude do lugar, o servir clama, se apresentando como o único imperativo para a felicidade e a alegria das pessoas;
  • Neste exato momento, independente dos laços que me unam àquela pessoa que acabo de encontrar, ela e eu seremos a grande chance um do outro: Se simpáticos, celebrar o regozijo. Se nem tanto, urge celebrar a reparação, a reformatação de que falava mais acima;
  • Neste exato momento, poderei não estar encontrando o companheiro mais agradável de todos que possuo, mas não estará nele e não por acaso a solução do embaraço que me agonia?
  • Neste exato momento estou sendo agradável na conversação que entabulei com meu interlocutor? Mostro-me desembaraçado, mas sem vulgaridade? Utilizo-me de linguajar chulo ou descomposto para chamar-lhe a atenção e dos demais que me ouvem?
  • Este exato momento poderá ser o pontapé inicial de meia hora de trabalho voluntário no qual terei a oportunidade de mostrar otimismo, alegria e entusiasmo aos que estiver servindo;
  • Neste exato momento, embora esteja eu indisponível quem bate à minha porta não me desejará disponível? Não será o que acaba de bater a solução para o meu marasmo, inatividade ou apatia?
  • Neste exato momento, aquele que eu possa considerar inútil ou fraco, não poderá estar me prestando inestimável auxílio?

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Neste exato momento, – o presente transitório – indivíduos de toda a espécie baterão à porta de meu casarão antigo e empoeirado. Somente eu, neste momento exigente e de oportunidades, poderei, por dentro, abrir a porta do agora, ou no “hoje” a qual Chico se refere, para consolidar o já feito ou iniciar o que estou a dever…

(Sintonia: Cap. Preceitos de paz, pg. 113 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno de 201).

Certificado ou diploma – do latim ‘diploma, atis’ e do grego ‘diploma, atos’ – é uma permissão por escrito emitida por instituição de ensino a qual testemunha que alguém completou, com sucesso, determinado curso. Em Portugal denominam-se ‘cartas’. Já a Carteira Nacional de Habilitação, carta ou carteira de motorista, confere a um condutor de veículo automotor terrestre a permissão legal para trafegar…

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Na vida também os indivíduos ‘colecionarão’ certificados, habilitações, diplomas, e os colocarão em suas paredes, normalmente para impressionarem ou se imporem sobre seus semelhantes, quando não para hostilizá-los.

A proposta de hoje é de se examinar a parede de cada um e, quem sabe, ‘fazer uma limpa’, descartando velhos, opressores e rabugentos atestados, diplomas, permissões, delegações, tais quais:

1. O certificado da felicidade – Felicidade não é algo que se adquire por decreto, concessão ou certificado; tão pouco ‘cai do céu’! A felicidade é um resultado diário de tudo aquilo que de bom eu dôo aos outros; quanto mais ofereço, mais me é acrescida a felicidade.

2. O diploma de bom pai, mãe, marido, esposa, filho, irmão – Também este é fantasioso e precisa ser retirado da parede. Familiares, na tentativa de acertarem irão errar todos os dias. Tentar acertar é ‘o’ certificado e único aceitável em um agrupamento que aqui está para corrigir, sanear ou reparar antigos e até milenares agravos.

3. Os certificados de grandeza – As pessoas – familiares, amigos, colaboradores – são como são; não se pode exigir-lhes certificado de grandeza. Depor tal certificado e amar incondicionalmente pessoas de ‘pequena, média ou grande’ evolução, é a receita!

4. O certificado da saúde perfeita – Tal certificado é incompatível com os terráqueos. Mais dia, menos dia, a saúde física irá falhar, a mental irá ficar atrapalhada por dificuldades ou provações. Dores físicas, morais, vicissitudes de qualquer ordem são a bênção da maquiagem de cada Espírito.

5. Atestado de equilibrado – Perseguir a estabilidade e a harmonia diariamente é uma meta. Os indivíduos, entretanto, fatalmente sairão do prumo principalmente sempre que o egoísmo do desserviço lhes rondar. Quando retomarem a utilidade e o ‘servir’, reaverão o caminho do equilíbrio.

6. Certificado de sábio – De qual escola? Partindo-se do pressuposto que sempre se terá algo a aprender ou a ensinar, nenhum indivíduo é formado nessa matéria ou suficientemente sábio. É possível que esse ‘diploma’ esteja restrito aos que estão na ponta de cima do roteiro evolucional.

7. Atestado de solidez – Aos fanáticos está reservado o direito de se dizerem sólidos. Mil vezes melhor guardar a humildade de ser flexível, moldável, e até submisso sem, contudo, perder a identidade.

8. Comprovante de auto-suficiência – A crítica sempre será o cilício contra as feridas da empáfia, do orgulho e da vaidade. Acolher a crítica e utilizá-la qual bálsamo nessas chagas é retirar da parede o certificado de auto-suficiente.

9. Diploma de procurador – Espíritos ímpares, as individualidades são responsáveis apenas por si; no máximo – e olhe lá! – co-responsáveis amorosos pelo próximo. Ninguém possui o diploma de procurador da vida alheia. Ajeitar a sua já é suficiente e difícil!

10. Certificado de melindrado – O susceptível é um cativo. Desalienar-me de quaisquer melindres, me assegurando de que ninguém me fará mal se não o permitir, é me libertar de influências ruins que me impedirão de viver feliz e independente.

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Depor da própria parede todos esses certificados, diplomas, comprovantes, auto-procurações… poderá deixar a parede de cada um mais livre e apta a receber um único diploma necessário a conduzir a sua Vida: O de aprendiz!

(Sintonia: Cap. Pessoa menos obsedável, pg. 109 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno de 201).

 

É possível que na presente rota vivencial as pessoas – que vivem fazendo escolhas – optem pelo caminho do perdão ou da ofensa. Indubitavelmente antagônicos, o ofensor, por si só se envenena e auto-flagela, já o que perdoa, poupa, absolve… por não desejar aumentar o tormento do outro com sua condenação.

O ofensor é aquele camarada que aposta uma corrida contigo que costumas perdoar: Tua aceitas lhe dá cinqüenta metros de ‘luz’ e ainda rompes a fita primeiro que ele…

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 Não estou aqui dizendo que perdoar seja fácil para o indivíduo que ainda claudica nesse ofício, mas que pensar perdão poderá ser o primeiro passo na direção de uma ‘conspiração’ do Universo para tentar entender um ofensor que:

  • Veladamente só me está ‘retribuindo’ ofensas, maus tratos, grosserias… pois o mesmo Universo que planeja um entendimento, não pode deixar de agir com justiça;
  • Considerando que ofender é a desvantagem e perdoar seja a vantagem, meu ofensor amarga hoje o mesmo prejuízo que me azedava outrora, quando em pretérita situação eu o hostilizava;
  • Possivelmente ainda não mostra o mesmo aprendizado do que já sabe perdoar, cabendo a este minimizar-lhe a ignorância através da absolvição;
  • Provavelmente o mau hálito que suas ofensas exalem seja proveniente de obsessões e provações que tu talvez desconheças. Ponderar atitudes que vês provenientes de causas que não consegues enxergar poderão comprovar tua nobreza; e que
  • Via de regra um ofensor é mais doente e necessitado que o terno amigo que já compreende e que para atingir tal patamar precisou ser perdoado inúmeras vezes…

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Ao ofendido, lembrar da benevolência Divina em ‘esconder o passado’ e trabalhar com evidências, talvez seja a melhor receita para pensar perdão… Afinal de contas, os algozes de hoje poderão estar tão somente ‘cobrando a conta’!

Pensa nisso!

(Sintonia: Cap. Pense nisso, pg. 105 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno de 201).

“… As paixões podem levá-lo [o homem] à realização de grandes coisas. O abuso que delas se faz é que causa o mal”. E “Estudai todos os vícios [todas as ‘paixões’] e vereis que no fundo de todos há egoísmo”. (Questões 907 e 913 de O Livro dos Espíritos).

Uma pessoa egoísta – e todos são em maior ou menor grau – sofre porque outras pessoas não correspondem à sua expectativa. O egocêntrico é um fantasioso ao imaginar que o mundo gira em torno de si…

Vacino-me contra a gripe desde os cinqüenta anos… De lá para cá, – e aí se vão treze anos – é possível que conte nos dedos de uma só mão, as vezes em que me gripei gravemente.

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‘Todos são em maior ou menor grau’. Uma constatação, um ‘consolo’ e a seguir a reação: Preciso imunizar-me! E se há hoje no Planeta vacinas para tantos males que outrora vitimaram grandes populações, por que ainda não descobriram a imunização contra o egoísmo? É possível que esta chaga seja imanente ao tipo de população que povoa o planeta Terra e aos de igual categoria. Somente com a ‘promoção’ desses indivíduos e conseqüentemente de seu habitat é que o egoísmo irá se dissipar. E enquanto e para que isso aconteça, Chico e Emmanuel vão apresentando algumas vacinas ou preventivos com o poder de resguardar de tal chaga:

1. A caridade como simples dever – A caridade não é nenhum favor e quem explica isso de forma categórica é a alternância de ‘status’ em vivências diversas. Possuo o dever – velado, é claro – de realizar a caridade porque em pretérita existência eu já fui socorrido por aquele que ora pretendo socorrer. O auxílio, aqui, é a vacina!

2. Se vingança, ódio, desespero, inveja ou ciúme são as infecções, indubitavelmente o amor é a vacina. Não há outro que imunize essas defecções mentais.

3. A fogueira do mal deverá ser extinta na fonte permanente do bem – Antes de afirmar que a cada dez chamadas a mídia reserva ao bem somente uma, deverei me perguntar que tipo de espaço ‘eu’ estou roubando ao mal!?

4. O bem como dissolvente das mágoas – Mágoas são como aquele acúmulo de tinta grossa que nem o solvente comum retira… somente com ácido ou tíner! O serviço aos outros é como esse removedor poderoso que vai amolecendo os corações e dissipando as nódoas das rusgas.

5. O trabalho como Lei – Não falam os autores aqui do trabalho remunerado, que é útil e promove o bem estar dos indivíduos e de suas famílias, mas do trabalho voluntário, onde a moeda envolvida é a Lei de Justiça e do amor. Como por exemplo, consumir-se o indivíduo como a vela que se gasta iluminando gratuitamente.

6. O ciúme como patologia da mente – Pior que a bronca, a reivindicação e até o azedume de alguém para com alguém é ignorar o próximo, não notá-lo, atestando-o insignificante… O ciúme poderá protagonizar desatenção, desestímulo e insensibilidade!

7. A bênção do socorro ou o querosene da discórdia? – Em ‘clamores da paz’ diria eu que ‘é possível que paz, em teoria, seja um dos termos mais leves e belos. É mais possível, ainda, que na sua prática, a paz seja um dos desafios mais difíceis dos dias atuais… ’ Cóleras, irritações, discórdias deverão ser ‘apagadas’ com o extintor apropriado. E o adequado, aqui, é o da compreensão e do socorro que abrirão brechas para a Paz.

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Em todos os casos que se apresente o perigo do egoísmo, todas as precauções, todas as vacinas, todos os extintores serão úteis, mas o mais importante serão os profissionais dessa área – ‘bombeiros, enfermeiros’… – que se disponham a arregaçar as mangas e buscarem o livramento do egoísmo, do orgulho e da vaidade, para realizar a imunização.

(Sintonia: Cap. Quando…, pg. 101 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno de 201).

 

Que eu não humilhe! Possuir a força é necessário: A resistência física, a tenacidade moral, a perseverança, a força de vontade, a não deserção, a continuidade da obra… Se eu continuar perseguindo toda essa força e dela não me servir para humilhar a alguém, estarei redobrando minhas forças.

Que tu não sejas rude nem estúpido! A inteligência, o preparo, o recato intelectual; o aprimoramento moral, o ardor pelo certo, pelo belo e pelo que inspira… te farão um homem inteligente. Se possuíres todo esse prudente acervo sem seres áspero com outrem, tua inteligência estará sublimada.

Que ele não fique inerte! Possuidor de calma invejável, ponderação e equilíbrio; raciocínio ponderado; decisões conciliadas; conclusões sensatas, exaustiva e amplamente discutidas… Se ele possuir toda essa harmonia, proporcionalidade e ainda conseguir não ficar inativo e indiferente ao que o circunvizinha, sua calma agregará sempre!

Que nós não sejamos imprudentes! Sermos corajosos – ou agirmos com o coração ou ‘de coração’ – é muito mais que exercitarmos uma força física que qualquer irracional poderá ter… Se colocarmos toda essa força à disposição da comunidade e ainda não formos imprudentes no seu uso, certamente nossa força estará bem direcionada.

Que vós não sejais inúteis! Terdes um corpo perfeito, com mãos, pés, pernas e braços irrepreensíveis; olhares discretos e fala ponderada; coração compassivo e cérebro equilibrado… convoca-vos a serdes úteis serviçais do próximo. Que vós não sejais inúteis tais qual a Vênus de Milo, maravilhosamente bela diante do Mundo, mas sem braços para servir. Serdes perfeitos e saudáveis e colocardes tais predicados a serviço dos outros será a mais bela das artes perante vós e vossa Divindade.

Que eles não ajam como os incrédulos! Se já conseguiram reunir fé em Deus, no Futuro e em si próprios, manifestando-a através de suas obras… que não a azedem utilizando intolerâncias com aqueles que ainda claudicam na confiança. Se eles já possuem fé e a exercitam através da tolerância esta lhes dirá que sua fé tem valor…

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Eu, tu, ele; nós, vós, eles… Utilizei-me aqui de pronomes no singular e no plural e certamente quebrei o protocolo da escrita, tornando-a híbrida. Utilizei-me, ainda do presente do subjuntivo negativo para alertar a mim – a mim, a ti, a eles… da necessidade de não renegar a idéia de que existem patamares e dentro deles degraus evolutivos. Que o homem poderá ter adquirido uma vasta bagagem e que essa não o impeça de viver com humildade junto a indivíduos de diferentes culturas, aprendizados, credos, crenças e gostos.

(Sintonia: Cap. Rogativa do servo, pg. 93 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno de 201).