Archive for outubro, 2013

“Não existe obsessão se um dos envolvidos estiver aprendendo a amar. Normalmente, numa obsessão, os participantes desse processo sintonizam na mesma onda de rancor e ódio.” (Antônio Carlos, Espírito).

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Ora, o que significa “aprender a amar”? Na concepção do Autor, na luta contra a obsessão há três tipos principais de prevenção:

1. Não agir errado – Quem procura se afastar o máximo possível de equívocos ama a si próprio, em primeiro lugar e deixa de prejudicar aos outros: A condição ‘sine qua non’ – ‘sem a qual não pode ser’ – para a promoção do Planeta é “amar ao próximo como a si próprio”; resultará da máxima Crística a evolução do indivíduo, do grupo e do Orbe;

2. Não cometer maldades – Semelhante à primeira, não cometer maldades adentra aos detalhes de comportamentos para com a Criação em geral. Lembro com gosto de meu sogro quando ainda encarnado: Seu Wilmar era construtor e sempre que estava ‘levantando uma parede’, ao avistar um cascudinho, sabe aqueles que viram uma bolinha? Meu sogro parava tudo, arredava o serzinho e depois continuava sua obra. É possível que o exemplo desta pessoa traduza todo o sentimento que Antônio Carlos deseje transmitir no quesito ora discorrido, informando-me que a bondade deverá se estender a ‘todos’ os seres da Criação; e

3. Perdoar – Não se aprende a amar, neste Orbe de endividados, se não se começar pelo perdão. A partir do momento em que o indivíduo, compreendendo que todos neste Planeta são frágeis, começar a demonstrar boa vontade na direção do perdão, ele estará começando a amar. Entender que sou tão falho quanto o meu próximo é a porta de entrada para conceber o perdão. A partir do momento em que, no meu dia a dia, dou o primeiro passo na direção do perdão, um leque de opções amorosas se me apresentará.

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Obsessor e obsediado vibram em mesma sintonia. A partir do momento em que uma das partes perdoar, – com sinceridade, ou aprender a amar – para esta já não haverá mais obsessão.

Se eu dessintonizar de rancores, ódios, revides e entrar na freqüência do perdão estarei trabalhando com cautela e… prevenir é o melhor remédio!

(Sintonia: Cap. Obsediado, pg. 31 de Entrevistas com os Espíritos, de Antônio Carlos/Vera Lúcia M. de Carvalho, Editora Petit) – (Primavera de 2013).

“Obsessão é a ação normalmente persistente de uma pessoa sobre outra, estando encarnada ou desencarnada” (Antônio Carlos, Espírito).

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Extremamente didático, o conceito do Autor para obsessão não deixa dúvidas que a atuação do obsessor sempre será uma ação vexatória à vítima… Vítima? Sim! Vítima hoje o carrasco de ontem! Porque a vítima foi o carrasqueiro ontem hoje ela está na verdade recebendo o ‘troco’; é a lei de causa e efeito imperando!

Investido de um veículo carnal ou liberto dele, ao Espírito não importa a alternância, pois poderá obsedar em qualquer situação; na qualidade de Espírito e eterno astuciará sempre todos os meios na consecução de seu intento, vingar-se, ir à desforra, punir… Está aí caracterizada a ação persistente!

O obsessor é um indivíduo dissimulado. Se desencarnado, se apresentará, ainda ‘camuflado’. Quando Espírito encarnado e gozando as partes encarnadas do véu do esquecimento, continuará o obsessor camuflado, pois dificilmente revelará à vítima seus reais propósitos…

… Vê o caso citado no capítulo em questão: A vítima, uma jovem, desenvolveu uma síndrome de pânico; não desejava sair de casa, pois tudo na rua lhe causava medo. Na verdade seu obsessor – desencarnado – ‘a impedia’ de sair à rua para que não namorasse. Imaginava ele em sua possessividade, que a jovem lhe pertencia per omnia saecula saeculorum – para sempre, eternamente, até o fim dos tempos…

O obsessor, quer encarnado quer desencarnado, deseja viver a vida de outra pessoa (indivíduo). Repito: Não há inocentes nesta questão; as vítimas de hoje foram os carrascos de ontem!

Há cura? Sim, há cura! O obsedado só o será se o desejar. Existem auxílios nos trabalhos mediúnicos nas ‘Boas Casas do Ramo’, onde obsedados e obsessores serão carinhosamente atendidos e tratados. Identificado o problema das partes este será esmiuçado e debatido através do sagrado intercâmbio entre a dimensão encarnada e a Dimensão Espiritual da Casa: Dá-se aí o grande ‘milagre’ do socorro onde obsedado e obsessor encontrarão o acordo, pois, como diz o próprio Antônio Carlos:

“Não existem causas justificáveis para odiar, para querer se vingar, para obsediar. Mas são inúmeros os motivos para nos amarmos”.

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Não tema fazer o bem. A luz, queira ou não o trevoso, ilumina as trevas… A partir do bem, a ação persistente arrefece, as trevas se abrandam e as partes integrarão o rebanho do amor.

(Sintonia: Cap. Obsessão, pg. 9 de Entrevistas com os Espíritos, de Antônio Carlos/Vera Lúcia M. de Carvalho, Editora Petit) – (Primavera de 2013).

“Ouvir com atenção e paciência o que o outro diz – nosso próximo que, no momento da conversação, é realmente o mais próximo – é uma oportunidade de auxílio” e “quando ajudamos a alguém a solucionar seus problemas, normalmente resolvemos os nossos” (Antônio Carlos, Espírito).

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Prestes a completar três semanas no ‘novo velho’ domicílio, acordei-me angustiado por dormir um pouco a mais e confessei à minha ‘velhinha’ que o ‘rivotril’ tomado na véspera não me fizera bem, principalmente à alma. Enquanto ouvia a chuvinha mansa realizando seus sons na calha do prédio, examinei a calmaria de todos os cômodos e novamente, conversando comigo mesmo concluí que minha arrenegação só poderia ser ingratidão; aquela ‘doença ingratidão’ que muitas vezes o indivíduo sente, apesar de estar tudo bem…

Quando minha amada, às voltas com uma nova tentativa de contornar seu diabetes, conseguia agendar um novo endócrino que estava disposto a atendê-la às 14:30 horas de hoje, tomei a decisão que eu e o ‘cusco’ a acompanharíamos até o consultório… Parece que o nateado de minha mente se dissipou por inteiro…

O Sábio Antônio Carlos, nesta nova obra em que ora me sintonizo, está completamente arrazoado ao afirmar que conversar, escutar alguém, é a oportunidade de encontrar a solução para as próprias dificuldades.

Não ignorar que o mais próximo poderá ser minha companheira, meu cão, a vizinha do lado, os condôminos do bloco, os compadres do bloco contíguo… é o primeiro passo para minha auto-ajuda no sentido de compreender que é ajudando que somos ajudados!

Necessário será compreender que nem sempre esse ‘ajudado’ estará fisicamente ao meu lado: Ele poderá estar do outro lado do telefone com ou sem fio, na virtualidade das páginas de relacionamento, como tu que ora me lês ou me acompanhas pelos mecanismos sociais. Se eu não conseguir te atender ou ser atendido pelo face book, por exemplo, deixarei – deixaremos – de ser o teu mais próximo e estabelecerei uma ordinária e até pífia conversação contigo.

É possível que me encontrando em meio a uma multidão eu não esteja próximo a ninguém, tão pouco auxiliando alguém, como também é possível que na mais completa ‘solidão virtual’ eu esteja cercado de amigos e auxiliando a vários.

Escutar os envolvidos e importar-me com eles é a regra áurea, quer esteja eu em meio ao burburinho, absorto em minha solidão virtual ou no mais completo recolhimento contemplativo. Em qualquer uma das três situações, estar atento às vozes e clamores dos visíveis ou invisíveis será estar aberto ao mais próximo, ame eu esse próximo muito, pouco ou nem tanto!

(Sintonia: Prefácio, pg. 5 de Entrevistas com os Espíritos, de Antônio Carlos/Vera Lúcia M. de Carvalho, Ed. Petit) – (21 de outubro, primavera de 2013).

Chamado por André Luiz de “região hospitalar”, o Planeta Terra é um imenso hospital – nosocômio ou sanatório – onde os internados apresentam desde uma simples desilusão, passando por moléstias comuns até a irreversível ou a mais contundente idiotia. Não há, portanto, sadios neste Orbe, sendo quase que sua totalidade de indivíduos ainda sob o domínio da culpa.

Chamaria eu então um hospital de a grande chance? Quanto à maioria dos hospitais brasileiros eu teria sérias dúvidas; quanto ao Planeta como oportunidade de expiação, nenhuma!

Nenhuma porque se eu analisar o ‘quadrinho’ que cada indivíduo apresente, na forma de doença física ou mental, desgostos, desamores, deficiências físicas… haverá por trás de cada uma delas, uma necessidade de reparação: A anomalia poderá estar dissimulada, ou parecer um ‘efeito’ injusto, mas a ‘causa’ precisa ser avaliada e considerada.

Por que o indivíduo foi privado de um dos braços se a grande maioria da humanidade possui dois braços? Se não foi imprudência, imperícia ou negligência nesta vida a explicação está em causas anteriores. O ter um braço só hoje é só um efeito.

Por que aquele familiar problema está justo ao meu lado quando todos os demais ‘marcham de passo certo’? Não seria eu em vida pretérita aquele que o envergonhava ou ao seu pelotão ao deixar de me enquadrar?

Por que o indivíduo que nasce de pais biológicos de bela aparência física, não nasceu tão formoso ‘quanto deveria’? Não haverá um Divino Propósito nesse caso particular, visando tentar apagar desse Espírito pregressos desvios de conduta ocasionados por sua beleza física ‘anterior’?

A contrariedade por conta de pais ou responsáveis, a certos laços dos filhos, solicitando-lhes utilizarem mais a razão do que o coração, não estaria evitando resultados catastróficos nas vidas dos seres que lhe foram confiados a zelar?

E a doença irreversível não estaria oportunizando ao Espírito encarnado abortar seu ingresso numa área de comprometimento maior?

Como explicar a idiotia, as malformações, paraplegias, quadriplegias, torpores… se não como Divinas Conveniências do Altíssimo a indivíduos que temporariamente e para seu resgate precisarão ficar aprisionados a uma cela de tratamento um tanto estranha e na maioria das vezes incompreensível?

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Qualquer que seja a anomalia que recomende a passagem do Espírito por este Planeta, ao indivíduo em sua lucidez ou aos familiares na ausência dela – da lucidez – deverão estar certos que a equipe de ‘enfermeiros’ – familiares dentro da consangüinidade, colegas de serviço, de grupo… da “região hospitalar” não é pequena e estará sempre atenta ao socorro do ‘internado’.

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Com “Região hospitalar”, encerro uma série de publicações em sintonia com Meditações Diárias. Minha gratidão aos autores!

(Sintonia: Cap. Auxílio em desobsessão, pg. 153 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Última matéria escrita no Cassino, ainda no inverno de 2013).

Qualquer que seja a corrente de crença do indivíduo, se o “Fiat Lux” do alegórico gênesis ou o Big Bang científico, – prefiro ficar com o segundo – a humanidade e os seres vivos de quaisquer reinos sempre buscaram a luz. Desde aquecer-se e receber luz solar, que o gaúcho tradicionalmente chama de ‘poncho do pobre’, passando pela feitura por atrito do fogo e desembarcando neste terceiro milênio como algo fantástico e moderno, a energia elétrica que movimenta e acende luzes faz parte do dia a dia da humanidade…

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Luz e movimento: Fico a imaginar aquela simples tecla-tomada que toda a casa, por mais humilde que seja possui em suas dependências. Ao mesmo tempo em que, com um simples clique o indivíduo acende a luz que o iluminará e aos seus, também poderá acionar da mais simples à mais complexa máquina.

Todo o indivíduo que ora regularmente, que está sempre em sintonia com uma Fonte Energética e que vigia para que ‘gatos estranhos’ não lhe roubem essa Energia, possui em si uma tecla-tomada capaz de iluminar e realizar positivos movimentos que beneficiem a si, à sua família e a todos os que o circunvizinham. Esses indivíduos que já armazenaram em si essa Fonte que ao mesmo tempo clareia e movimenta, já conseguem perceber que:

1. As vítimas do mal são pessoas amarguradas. Até que elas consigam se desvencilhar das amarras e da escuridão que o mal lhes aflige é muito provável que necessitem temporariamente utilizar a luz de tua tecla e da energia de tua tomada. Sabe aquele vizinho que começa a construir ao lado de tua casa, mas que ainda não ligou sua energia elétrica? Talvez ele precise que através de uma extensão, lhe forneças um bico de luz e uma tomada para movimentar uma máquina.

2. O indivíduo ferido poderá tornar-se agressivo contigo: Tudo o levará a pensar que tu és mais um a feri-lo. Ele deixará de te perseguir com sua desconfiança a partir do momento em que perceber a claridade de teus movimentos e de tuas intenções em cicatrizar as suas chagas.

3. Normalmente e até pela lei de causa e efeito, quem me persegue é alguém que acumulou mágoas pelo que eu já possa lhe ter feito em ‘qualquer época’. Não sendo ‘de graça’ tais rancores, este e não amanhã, depois, é o melhor momento para eu dissuadi-lo com a luz e energia que eu já tenha, que precisaremos nos acertar, refazer nossa ‘rede’ de energias, atualizá-la com os cabos mais potentes da tolerância e da compreensão.

4. Os que te caluniam poderão ser pessoas profundamente infelizes. Por não suportarem, talvez, a luz própria e energia que acumulastes, passam a ‘inventar coisas’ a teu respeito para te depreciar junto aos que convivem. Tua luz e tua energia, ou a claridade que lhes aplicas ou teus movimentos em seu favor poderão aos poucos convencê-lo do contrário, que és verdadeiro e que desejas ajudá-lo a ser tão feliz quanto tu és…

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Não há milagres, inventivas ou ‘gatos’; não há efeitos mirabolantes nesta questão… Ou me acerco – te acercas, nos acercamos… – da luz e da energia da oração, da vigilância e das Boas Companhias ou estarei impossibilitado de percorrer caminhos claros, em companhias energéticas e estendendo esses clarões aos que ainda se acham em todos os tipos de penumbras.

(Sintonia: Cap. Acende a luz, pg. 149 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno de 2013 e ainda no Cassino). 

“… Para que você obtenha luz e auxílio é indispensável adote duas atitudes fundamentais: estudar e raciocinar, a fim de se instruir; trabalhar e servir para merecer.”

Aeronaves normalmente possuem um par de turbinas; há Airbus que possuem dois pares e cargueiros com até três pares… Quando uma só das turbinas do avião entra em pane, a aeronave como um todo entrará em desequilíbrio. O pássaro que tenha uma das asas machucadas, não conseguirá a estabilidade e a harmonia do vôo…

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Começo hoje minha sintonia com Chico e André Luiz justamente pelo final do capítulo abordado: Esteja o indivíduo na maior ‘fossa’, com o problema aparentemente mais insolúvel, sentindo-se culpado de algo, doente do corpo ou da alma, desanimado, enfraquecido ou criticado… a solução está exatamente em suas mãos através do estudo e do trabalho.

Estudo e trabalho – as duas asas da Doutrina Espírita – serão as atitudes desobsessivas que facultarão ao indivíduo ora citado começar a sair de equivocados estados de saúde mental e física para a sanidade da alma e do corpo. Estudo e trabalho com seus conseqüentes resultados – raciocínio, instrução e serviço – reverterá um quadro de obsessão, trazendo esse indivíduo de volta à utilidade, visto ter retomado a sintonia com os Bons Amigos do Alto.

Toda a atividade de um Centro Espírita sempre será norteada pelas asas sadias do estudo e do trabalho:

  • No estudo, particularmente no Estudo Sistematizado da Doutrina Espírita (ESDE), no qual todos os trabalhadores de uma Casa deverão estar engajados, há uma explosão de idéias. Naquela horinha semanal, abre-se um parêntesis na vida do trabalhador/estudante, para que um determinado quesito doutrinário receba uma multiplicidade de opiniões, conforme seja a quantidade de alunos presentes ao estudo do momento. Dúvidas, polêmicas, controvérsias, todas serão ouvidas atentamente pelo grupo, mediadas por um coordenador que, sem meias palavras, irá examiná-las exatamente dentro da correta informação doutrinária do quesito ora proposto;
  • Não deverá ser desconsiderado o estudo mediúnico. Sempre que o coordenador de tal atividade achar necessário, bons temas sobre o assunto deverão ser discutidos, a fim de que a teoria contida em obras sérias seja exposta, assimilada pelos médiuns e conduzida à prática dentro da sala de socorro e informação;
  • O hábito da leitura deverá fortalecer o espírita. Ler, raciocinar, compreender, instruir-se… eis o alimento do Espírito! Aos que gostam das escritas, ler e escrever são como queijo e goiabada: os dois são gostosos juntos;
  • No trabalho há um leque de possibilidades dentro da Casa Espírita: É na sala de aula que os coordenadores agirão como ‘caça talentos’, visto que a intuição desses coordenadores deverá direcionar o futuro trabalhador para uma área na qual se sinta capacitado e possa render satisfatoriamente em proveito da casa toda. Recepcionistas, diretores de públicas, condutores de preces e irradiações, atendentes fraternos, expositores, passistas, coordenadores de mediúnicas ou de estudos, militantes junto à infância, juventude e aos pais, todos são trabalhos que serão realizados pelo ‘operário’ que um dia mostrou certa queda ou talento para tal;
  • O trabalho é a prática da teoria. E aqui me refiro ao trabalho voluntário ou aquele no qual a remuneração é ‘tão somente’ a tranqüilidade do Espírito. Não haveria sentido para o homem possuir toda uma teoria e  invalidar-se não se engajando à prática.

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Como neste Planeta existem encarnados – técnicos, mestres, conselheiros, profissionais de diversas áreas, ajudantes, serventes – que se dedicam aos outros indivíduos, através do estudo e do trabalho, não posso duvidar que na Dimensão dos desencarnados – onde deve abundar estudo e trabalho – outros tantos Abnegados nos assistam – e aqui me refiro materialmente, visto vivermos num mundo ainda denso – nos sufocos e perrengues que por vezes passamos. São Amigos de jornadas anteriores que, por estarem ora desencarnados, não deixaram de nos amar e nos atender dentro de suas possibilidades e dos Divinos Planos a nosso respeito…

Desatinos, aflições, doenças, desenganos, prejuízos e fracassos, conflitos, desânimos, críticas… todos encontrarão luz e auxílio no estudo e no trabalho, as asas que permitem ao espírita sair de terríveis turbulências para o vôo do equilíbrio.

(Sintonia: Cap. Terapêutica desobsessiva, pg. 141 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno de 2013 e ainda no Cassino).

1. Qual o tamanho de minha deficiência no apostolado moderno a que ora me proponho? Para meu ‘consolo’, examino a assessoria do Mestre de dois milênios atrás: Doze homens de naturezas diversas, onde havia indivíduos de nenhuma, pouca ou relativa cultura. Incrédulos como Tomé; os que, em hora crucial, declaram não conhecer o Mestre, como no caso de Pedro; e até um traidor… É possível que na organização da paz minha consciência me revele que o importante não será fazer melhor ou pior, mas realizar o ‘possível’.

2. Com a consciência tranqüila por realizar o possível, me habilito a contagiar, pois a paz possui a propriedade de se irradiar. A partir do momento que me sinto em paz por validar brio, vergonha, honra, me torno apto a ser um multiplicador da paz.

3.  Em meu percurso preciso identificar quais são os adeptos da paz e os que lhe são contrários. A Vida jamais me constrangerá ao conviver com serpentes, escorpiões ou limões. A arte será identificar os que combinam ou não com a organização e difusão da paz.

4. O auxílio incondicional sempre subentenderá a ajuda ao desafeto: Agir dessa forma, além de ignorar a ofensa, poderá ser o primeiro passo na direção do entendimento e a conseqüente conquista do sossego.

5. A fonte não critica os diversos solos que percorre; ao se transformar o córrego em arroio e depois em rio, simplesmente os irriga e serve quando passa, modificando-os de hostis para produtores harmônicos.

6. Como a fonte que abençoa e beneficia, a complacência cura os indivíduos do revide, tornando-os sadios. Somente sadios tranqüilizarão os desassossegos contrários à paz.

7. Toda a arte começa com um sonho, uma espécie de ideal que passa por um planejamento, percorre a crítica da possibilidade, mas que somente se concretizará através do cinzel, buril, formão, martelo, lápis, caneta, teclado, corda e acordes… A paz, longe do teórico ideal sonhador ou planejamento crítico, é o produto final, é a arte acabada, é o resultado de todo um burilamento.

8. Qual dos ‘doze’ que não teve uma hora de fracasso? Não se recompuseram todos? Certamente até Judas! É possível que a paz estagie no fracasso e se recomponha na perseverança que anunciará o sucesso.

9. Se o sol deixar de irradiar a paz ao iniciar a noite em meu hemisfério, certamente elegerá a lua para coadjuvá-lo na nobre tarefa… E

10. A paz sempre passará pela cooperação, auxílio, zelo. A paz que organizo e promovo nunca existirá se eu não me importar com os outros, meus semelhantes e parceiros em tão importante empreitada.

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O coração dos indivíduos é o viveiro íntimo onde germinam as sementes que desejarem. Aproveitar esse solo fértil para aquerenciar bons sentimentos, retirando as acidezes que podem comprometer o bom embrião é organizar a paz, aquela que, acredito, poderá ser a parcela de contribuição para a Paz Mundial.

É possível que este pequeno decálogo ajude em muito a organização da paz que começa no interior de cada um e se estende à comunidade. Pensa nisso!

(Sintonia: Cap. Programa de paz, pg. 137 de Meditações Diárias, de André Luiz/Chico Xavier, editora IDE) – (Inverno chuvoso de 2013 e ainda no Cassino – Primeira publicação, já em Pelotas).