Archive for dezembro, 2013

1495528_731186653558722_1029652834_nNesta virada, ao embarcares no vagão de 2013 e antes de apeares no de 2014, percorre os diversos outros do trem da Vida e espalha teu sorriso, otimismo e ajudas;

Neste réveillon, enverga o branco da alma deixando subalternos os amarelos, vermelhos, verdes e a própria peça branca, íntima ou não;

Nesta Confraternização Universal, assume de vez o verbo ‘importar-se’, a começar por ti, te perdoando e aos outros; preocupa-te com o porteiro, síndico, zelador; dá atenção ao aparentemente diferente ou que possui necessidades; cumprimenta o difícil e convida-o a ser o teu mais novo parceiro; é possível que o guardador, andarilho, catador… necessite de tua palavra, sorriso e também de tua moeda;

Quem sabe nesta virada abras a porteira da invernada da simplicidade liberando o indivíduo pequenino que há em ti; sem os sapatos apertados das importâncias aproveita a relva fresca das pieguices, da ingenuidade e até dos desalinhos, alimentando-te dos ares renovados de inocências e frugalidades;

Nesta virada, dribla os ‘cortes’ de tua operadora e diz ao vivo para as pessoas que as amas. Mas, se estiverem longe, diz ‘com cortes’ mesmo!…

Nesta virada, embora a maioria daqueles que te servem estejam no convívio dos seus, enaltece com bom ânimo a plantonista que, já de cabelos embranquecidos, deixou o hall de teu bloco limpo e perfumado e, mesmo que disso ela saiba, ouça as palavras de teu coração a lhe incentivar a tarefa;1525761_262467347241732_1622912808_n

Nesta virada, reparte teu fiambre com o fiel de quatro patas que ressona aos teus pés enquanto mateias, mas lança também um olhar de compaixão a outros menos favorecidos e de ternura aos que graciosamente cantam e emolduram o teu jardim;

Nesta virada, celebra com gratidão a chegada do primeiro neto, mas não esquece todos os outros indivíduos que chegaram e ficaram em tua vida; compreende os que por motivos outros resolveram não permanecer em teu convívio e reverencia os que partiram para plagas mais sutis;

Nesta virada, te permite celebrar com o quitute e a bebida que estiver ao teu alcance, mas se, por motivos diversos, convicções ou impedimentos desejares de todos eles te privar, faz de teus princípios a bandeira do bem que levantarás em todos os dias do ano vindouro;

Nesta virada, declara aos amados que te rodeiam ou aos que contigo se comunicarem, que deles serás no ano novo, o mesmo servidor que fostes em todos os anos velhos;

Nesta virada, proclama aos quatro ventos que é chegada a hora da quarta revelação e que sem a fraternidade os indivíduos desta Terra e a própria não assumirão a ‘diplomação’ dos regenerados…

Nesta virada, lança um olhar de boa vontade aos que ofendeste ou que te magoaram, considerando que esse bom ânimo é somente o primeiro e gigante passo do qual se utiliza a Conspiração do Perdão; e se tiveres que roubar algo, rouba um beijo ou uma rosa para ofertar ao teu amado ou à tua amada;

Nesta virada, o abraço, sem preterir o amasso, validará a ambos; nas páginas de relacionamento poetas publicarão versos apaixonados, rimas rebuscadas e imagens encantadoras, porém não relegues torpedos escritos em guardanapos e no ‘papel de pão’, endereçados a amados e a amadas de teu coração;

Nesta virada, te abraço, digo que te amo, declaro-me teu fã e te convido a me ajudares a ajudar, realizando o necessário e possível!

Claudio.

(Verão de 2013, 40 graus)

felicidade1“… A inteligência não exerce papel preponderante na felicidade, mas a religiosidade das pessoas afugenta o desespero, incrementa a esperança e colabora para a felicidade”. (Martin Seligman, Felicidade autêntica).

Enquanto o ter uma religião poderá ser tão somente um rótulo, uma ‘marca de fantasia’ a religiosidade é o exercício efetivo, a substância, a essência ou o ‘sal’ dessa marca. Alegoricamente, “Sinvascor” é a religião – católica, evangélica, kardecista, luterana, anglicana… e “sinvastatina” é a religiosidade ou a substância que efetivamente combaterá os níveis de ‘lipídios da acomodação’ que teimo em armazenar em minha vida…

* * *

Se a religiosidade pressupõe ações efetivas de um indivíduo dito religioso, está muito claro que essas ações influenciarão diretamente na minimização de desesperos, devolvendo as esperanças e contribuindo para a felicidade de outros indivíduos até então desligados dessas felicidades. São indivíduos “religando” (do latim religare/religião, amarrar) outros indivíduos através de suas benevolências.xande-nc3adger

Quem pratica tais ‘amarrações’, reservará menos tempo para as próprias infelicidades, pois estará muito ocupado com a felicidade alheia…

Se, declarar-me kardecista pode não significar muito, todas as ações resultantes desse rótulo e que promovam a felicidade, dirão tudo e validarão essa minha ‘marca de fantasia’.

Quando tristezas, angústia e raiva representam emoções que invalidam a minha religião, tolerância, mansuetude e interação social produtiva são sentimentos que me legitimam como um religioso; estarei sendo a “sinvastatina” a enxugar as ‘gordurinhas’ que me impedem de ser e fazer feliz!

(Imagem 2: Alexandre Canhoni (Xand), ex-paquito, hoje missionário no Níger – Sintonia: Cap. Ser feliz, pg. 77 de O Evangelho é um santo remédio, de Joseval Carneiro, Editora EME) – (Primavera quente de 2013).

1507122_384814601653095_408794467_n“… Todo o que não receber o Reino de Deus com a mentalidade de uma criança, – [ou dos] que se lhes assemelham – nele não entrará…” (Marcos X, 14 e 15).

“… É preciso pensar e agir como uma criança (…) não de forma pueril, mas um tanto ingênua, desprovida de preconceitos, clichês estratificados que vão adornando a personalidade, à medida que nos tornamos adultos.”

“O presidente Ernesto Geisel, quando estava tenso, costumava ler a revista Pato Donald.”

* * *

Não são os indivíduos padronizados de maneira que devam seguir regras rigorosamente organizadas. Embora a sociedade as necessite criar, – regras, leis – será antinatural pessoas independentes, Espíritos ímpares e únicos se submeterem a modelos organizados ou a uma ‘clichagem’, – mesmice – para ficarem ‘de bem’ com essa sociedade…

Vive-se esta época – Natal e réveillon – como se fosse a última: Preocupados com tradições e costumes e sem tirarem o pé do acelerador, as pessoas se acotovelam por força de clichês e preconceitos – conceitos pré-estabelecidos por chavões – os quais chegam a lhes roubar a alma. Dessa forma e porque correm o risco de serem cobrados, mergulham em equívocos que teimam em repetir todos os anos: ‘É preciso ter peru no natal’; ‘sem lentilha não entrarei bem o ano; e com porco, pois a ave escava para trás’; ‘e se eu não pular três ondas, então’? ‘Amarela é a cor do ano que vem; precisarei vesti-la, nem que seja numa roupa íntima’…

… E assim repetem-se clichês: E na páscoa, dia das mães, dos namorados, dos pais, das crianças, e se facilitarem na semana da Pátria, Farroupilha, Corpus Christi, e até nos finados, também!

Ninguém, melhor que o Mestre das Sabedorias, repudiou as importâncias, etiquetas, fôrmas, moldes, clichês, mesmices… Diria Ele que apesar de “não vir revogar a Lei”, para galgar o Reino dos Céus precisar-se-ia possuir a mentalidade dos pequeninos ou a eles ser assemelhados:

  • Crianças riem com espontaneidade, misturam-se entre ricos, pobres, negros, brancos e amarelos; tocam-se e trocam afetos; em sua maioria não bullyinizam; caem e levantam sem imputar culpas a outrem; liberam e gastam energias;
  • Indivíduos já maduros espiritualmente e para se sentirem assemelhados, dentro da máxima Crística, buscarão a simplicidade, a ingenuidade e a pureza; encolerizar-se-ão menos; serão mais mansos; desconfiarão menos; mexericarão menos; serão mais nobres de sentimentos, mais crianças! e
  • Adultos evoluídos, mas com mentalidade de crianças, apesar de verem gastos os seus corpos, têm a consciência de que precisarão renascer e para tal precisarão ver fenecer o já desbotado físico. Ora, onde deságua o rio é porque começa o mar…

* * *

Como admitir um Reino de clichês, se criou Deus os Espíritos ímpares, informais únicos e desiguais?…

Um natal verdadeiro e um ano de renovadas metas a todos os meus queridos!

(Sintonia: Cap. Remédio para tudo, pg. 75 de O Evangelho é um santo remédio, de Joseval Carneiro, Editora EME) – (Primavera quente de 2013).

IF“Mens sana in corpore sano”, – Uma mente sã num corpo são… A expressão é de autoria do romano antigo Juvenal que ainda diria mais: “… O único caminho de uma vida tranqüila passa pela virtude [caminho esse que] desconheça a ira, nada cobice e creia mais…” (Wikipédia, a enciclopédia livre).

É possível que a saúde de minha alma me ajude a entender melhor a falta de saúde de meu corpo. Invertendo a minha possibilidade, diria que sem a saúde da alma dificilmente compreenderei os porquês das doenças de meu corpo…

* * *

Autor da expressão “doenças não existem; existem doentes”, em um dos capítulos de sua obra O Evangelho é um santo remédio, Joseval Carneiro a utiliza como uma força de expressão que talvez deseje evidenciar que, sempre que profundamente doente da alma, ou que não consiga harmonizá-la, o indivíduo passa a sentir sintomas que o relacionem como doente fisicamente. Ou todos os desequilíbrios de sua alma passam também a desequilibrar sua roupagem física, o uniforme de trabalho de sua alma.

Se eu, apesar de apresentar alguns sintomas de doente físico, entender que os provoquei nesta ou em vidas anteriores, atitudes que me fizeram cúmplice de tais sintomas, já é um meio caminho andado para que, se ao menos não ficar curado, entenda os porquês de minha anomalia física.

Sanear minha alma e despi-la de ‘trejeitos’ inconvenientes, de mazelas incompatíveis com a evolução, é o grande passo para o estado salutar de meu corpo.

Lógico que aqui não estou me referido àquela dorzinha aqui e acolá própria da decrepitude de uma vestimenta já muito usada, ‘surradinha’ e até puída, mas de males que se cronificaram nesta ou em outras vivências mal vividas e que poderão se manifestar e atrapalhar a que hoje vivo.

* * *

Toda a saúde a mais que eu tiver na alma poderá me facilitar o entendimento da saúde de menos que hoje eu tenha no corpo…

(Primavera de 2013).