Archive for fevereiro, 2014

Cuidado!

12fev2013---gaby-amarantos-faz-participacao-especial-no-trio-eletrico-de-daniela-mercury-no-circuito-barra--ondina-em-salvador-1360712030963_1920x1080

dia_do_planeta_terra_no_metro_22_abril_20081“Dai e ser-vos-á dado.” (Lucas, 6:38). “Doemos ao mundo ainda que seja o mínimo do máximo que recebemos dele, compreendendo e servindo aos outros, sem atribuir ao mundo os erros e desajustes que estão em nós.” (Chico/Emmanuel)

* * *

Eu – e os parceiros terráqueos – sou, muitas vezes, doutor em rotular o Mundo, nosso Planeta, sob os mais diversos estigmas: Poço de tentações, arsenal de discórdia, vale de perversidade, antro de perdição…

Não me dou conta, entretanto, que, apesar dessas acusações, o Mundo continua, generosamente, florindo e renovando, guiando o progresso e sustentando as esperanças e se um ninho melhor não é, deve-se a todas as omissões em realizações efetivas, para que a Terra pareça melhor…

Se pouco estou “dando”, reclusando-me, entregando-me ao ócio, desertando do arado, evitando pisar lamas educativas… como pretenderei me candidatar  ao “ser-me-á dado?”

Na qualidade de espírita, antes de jogar acusações gratuitas no Planeta, devo tentar esclarecer e consolar, a dupla finalidade da doutrina:

Somente no Mundo e não longe dele, transmitirei, ensinarei, dividirei o repertório que já consegui armazenar e realizarei todos os atendimentos e auxílios que forem possíveis e que minha bandeira de Cristão me impõe fazê-lo.

* **

Apesar da ainda precária categoria do Planeta, é por aqui que os mais altos planos evolutivos são elaborados!

Para ser um recluso, não necessariamente precisarei ser um monge; às vezes basta me recolher ao egoísmo de minha casa…

(Sintonia: Cap. Nós e o mundo, pg. 46, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Verão de 2014).

Adormecer desta forma… no catre do saber; o melhor leito!

1656202_655985841132826_1805036055_n

chico-xavierNão sou um corpo ocupando um Espírito, mas uma ora alma envergando um temporário e perecível corpo. Meu corpo não deverá ser hostilizado pelos desmandos que a alma lhe impuser, visto ser um mero executor das decisões que a alma tome…

Todos os êxitos ou fracassos exteriorizados por meu corpo são comandados por minha alma. Autores, Orientadores, Mentores Espirituais, muitas vezes e de uma forma até poética irão chamar o corpo de veículo físico, ferramenta, instrumento de trabalho, roupagem física…

Os Orientadores ‘da vez’, Chico e Emmanuel hoje a ele se referirão como refúgio, bastão, vaso, veste, pena, buril, harpa, enxada…

Como a mim também extasiam as flores e cada qual possui encantos e significados1, escolhi discorrer sobre o corpo como sendo o vaso da alma.

O flagelo ao próprio corpo, prática antiga, mas ainda existente em monastérios e clausuras, nada acrescentará a este consorte querido – o corpo – do qual preciso vigoroso para exteriorizar as tarefas que minha alma julgar edificantes… Como depositarei as flores, que minha alma por ventura produza, num vaso judiado, sujo e com má apresentação? Assim sendo o vaso de minha alma, bem apresentado, estará apto ao acolhimento de…

  • … Rosas de todas as nuances, simbolizando virtudes e equívocos exercidos por um Espírito que, na ânsia de amar e evoluir, constituirá um povo “santo e pecador”, mas na luta por uma evolução;
  • Arranjos de azálea, simbolizando a eterna aspiração de minha alma na busca da felicidade e na perseguição da elegância espiritual, que nada mais é do que a busca da angelitude;
  • Begônias, simbolizando a purificação das emoções, as quais concitam minha alma a ser pura como os pequeninos ou se lhes parecer na simplicidade dos sentimentos;
  • Bromélias, significando a amizade eterna e a felicidade plena, convidarão minha alma a uma generosa fidelidade a parcerias fraternas, fator de felicidade e garantia da subsistência dessas afetuosidades tanto no plano físico como no espiritual;
  • Cravos, sinônimos de liberdade, dando-me a entender que sou uma individualidade, que devo me amar e amar aos outros sem aprisioná-los; e que essas individualidades são desparecidas e como tal devem ser tratadas e respeitadas;
  • Orquídeas, representando perfeição e sabedoria; não o acervo que me alienará, bitolará ou humilhará a outrem, mas um repertório que oriente e console;
  • Margaridas, que representarão confiança e criatividade, imprimirão em meu corpo físico a força de um potencial para o desabrochar, para as artes e as descobertas úteis; e
  • Tulipas, significando a beleza, a prosperidade e independência, ditarão a meu corpo que o maior adereço da formosura é a simplicidade e que a progressão do Espírito em muito depende de sua autonomia de ser o melhor que puder no presente momento…

* * *

“… Enfraquecê-lo – o corpo – sem necessidade é um verdadeiro suicídio” (ESE, V, 26). Por que então não aformoseá-lo como a um lindíssimo vaso, qualificando-o a receber estas e todas as belas flores que a alma lhe ditar?!

(1. Giuliana Flores, Conheça o significado das flores. Sintonia: Cap. Perante o corpo, pg. 40, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Verão de 2014).

web1290

fibromialgia-a-dor-de-viver-cansadoPerante desastres, provações, enfermidades, flagelos em geral, que tipo de lágrimas rolam em minhas faces? São de emoção, de pena ou de compaixão? Se de compaixão elas já conseguem arrancar de mim indagações e atitudes que me levem a ações efetivas?

* * *

Perante aflições, poetas já disseram algo como “a dor é a maquiagem da alma”, “a dor é um santo remédio”. O Poeta e Filósofo maior, entretanto, disse, no sermão do monte a frase de maior impacto: “bem aventurados os que choram porque serão consolados” (Mateus 5:4).

E porque Deus, – Seu e meu Pai -, tem seus Divinos caprichos a respeito de minhas dores, não está a Espiritualidade Amiga alheia a todos os desconfortos por que passo, mas, e tão somente deixa que se cumpra a sagrada lei da causa e efeito, característica perfeita da Justiça e Bondade Divina.

Ora, se hoje choro, é porque algum dia já ri demais – e à toa; se hoje estou na penúria, tumulto ou infortúnio é porque algum dia bastança, calmaria, ventura e sucesso já me fizeram costado.

Não há injustiça em que os Benfeitores de Deus, deixem comigo a desventura até o momento necessário para que surta o efeito das Divinas Intenções do Pai.

Se nublado está o dia, sou categórico em afirmar: ‘Não tem sol!’ Uma meia verdade, pois poderá ele não se mostrar, mas há sempre. A nuvem que encobre o sol é como a dor que esconde de mim velada e caprichosa proteção Divina, evitando o mal maior. Acima da dor e acima das nuvens, estão Deus e o sol realizando sua tarefa diária.

Sol acima das nuvens e consolação após a aflição não deverão ser vistos com olhos de ver, mas com os da resignação, até porque a dor é também o instrumento da Justiça e Bondade Divina sentenciando a causa e efeito.

* * *

Qualquer seja a vicissitude é ela a forma mais velada, zelosa e caprichosa, com a qual Deus me previne de um mal maior.

Por que a estrada bloqueada impediu minha viagem? E ao vôo de ontem, por que não cheguei a tempo? E a filha querida de meu amigo, por que ‘partiu’ tão cedo? Por que a calamidade invadiu minha casa e tive que recolher minha família para o abrigo?… E vou acumulando porquês ante minhas vicissitudes, muitas vezes não as entendendo como instituto de tratamento e Divinas Prevenções do Caprichoso Pai.

(Sintonia: Cap. Instituto de tratamento, pg. 37, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Verão de 2014).

Com todo o respeito que possuo sobre os jumentinhos (animais), meu passaverso contra o racismo…

1337288038436704

As-de-Copas

escalar-montanha-aventuraNicodemos, ou São Nicodemos, membro do Sinédrio – legislativo judaico – era um fariseu importante à época de Jesus e por diversas vezes suas vidas se cruzaram.1 Num desses encontros, conversavam sobre a necessidade de nascer de novo. Com o ‘papo’ já adiantado, o Mestre diz a Nicodemos “não te maravilhes – ou admires – de que eu te tenha dito: ‘Necessário vos é nascer de novo’” (João, 3:7). A prosa já ia pelo meio e se adiantaria até o versículo 21 quando o Mestre e o futuro santo da igreja romana falariam da ressurreição, ponto de uma das crenças fundamentais dos judeus… (ESE, IV, 16).

* * *

Se, ainda hoje, o assunto reencarnação, – ressurreição, em crença um tanto ‘torta’ para os judeus – vidas sucessivas, revivências, causa admiração às pessoas, quanto mais há dois mil anos atrás…

Impossível entender muitos pontos da doutrina – entre eles o livre arbítrio – sem que se compreenda a necessidade das vidas sucessivas ou revivências.

Aproxima-se a hora do túmulo e os indivíduos caem em si sobre uma porção de ‘bobagens’ que fizeram nesta existência no uso de sua liberdade. Tal qual o aluno que ao ver todos os seus colegas já em férias se vê compulsado a uma segunda época por não haver aproveitado bem o ano letivo, também as almas, nesse momento, choram seus feitos ou não feitos.

Retornam ao Plano Espiritual e, ante a chance de um novo acordo reencarnatório e perante suas consciências, passam a reescrever o novo futuro, onde realizarão uma revisão com base no tempo desperdiçado e o mau usufruto de seu livre arbítrio na vida anterior. Dessa forma, ante nova dádiva, desejarão…

  • … Não mais enriquecer ilicitamente e à custa alheia, pois já perceberam que nenhuma dessas moedas transportará para a vida eterna;
  • Não mais se encantarem com cargos e encargos que somente lhes roubaram o precioso tempo de acumular “tesouros que a traça não corrói”;
  • Não mais fazer o mau uso de suas inteligências, pois ela é dádiva e instrumento de promoção individual e coletiva;
  • Não mais se dedicarem exclusivamente à meditação ou recolhimento improdutivo, fato que algemou suas mãos, pernas e pés na última vivência; e, entre outras providências, desejarão
  • Não mais realizarem práticas narcisistas, colocando o ego no centro de suas vidas, fato que os impediu de ver as realidades alheias.

* * *

O retorno a um Planeta de Provas e Expiações é a segunda época em que o aluno precisará se dar de conta do porquê de aí estar. Se o sagrado véu do esquecimento o preserva, que verifique as evidências e os sinais a indicar em quais pontos da matéria esteve mais fraco…

Revivência é uma espécie de revisão do mau uso que se possa ter feito do livre arbítrio…

(1. Wikipédia, a enciclopédia livre. Sintonia: Cap. Ante o livre arbítrio, pg. 31, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Verão de 2014).

NossoLar“Ninguém pode ver o Reino de Deus se não nascer de novo.” (João, 3:3)

* * *

Ora, para ver o Reino, precisam os indivíduos antes construí-lo através de inúmeros nascer de novo ou de renasceres em outros corpos especialmente formados para eles (ESE, IV, 4) e que lhes proporcione evoluir moral, intelectual e espiritualmente, já que o Reino – com erre maiúsculo – prevê os três fatores…

A cada renascimento, o Espírito – que é o mesmo – receberá corpo, família e condição/situação que já fez por merecer. Com corpo, família, condição e senhor de sua evolução ele avançará mais ou menos na construção do Reino; será senhor ou vassalo de si.

Ao mesmo tempo em que possuirá o senhorio de todos os elementos da Terra ou que todos os reinos do planeta lhe rendam vassalagem, esse indivíduo escolherá, dependendo de sua ‘administração’, se desejará avançar mais ou menos ou se será mais senhor ou mais vassalo no Reino em construção:

  • Senhor do rio, ele poderá até mudar seu curso, aprisionar suas águas e transformá-las em energia que mova o progresso; mas e o curso e a energia de sua moral? Ele já consegue direcionar para o melhor?
  • Senhor do rio, ainda, ele consegue desviá-lo em ramos e canalizá-lo para um aproveitamento na irrigação; mas e o asseio de suas atitudes para com os outros? E a aridez e as descomposturas de sua alma? Ele já conseguiu canalizar lenitivos que lhe tragam o banho refrescante?
  • Senhor das palavras, ele manipula e influencia mentes através da política, da oratória e da escrita; mas e a sua consciência? Ele já consegue influir em sua tranqüilidade e alvura?
  • Senhor dos animais, das plantas e dos minerais, ele domestica seres gigantescos, domina a agricultura, explode a montanha e retira o essencial ao progresso; mas ele já consegue refrear as feras de seu íntimo, exercitar o plantio de virtudes e pulverizar os ácaros que lhe devoram o coração? Sua vida é somente razão ou juízo e sentimento?
  • Senhor da economia e seus superávits, o único gráfico que declina sob seus cuidados é o da inflação; mas ele já consegue balancear suas paixões e inclinações? O traçado da construção de seu Reino está positivo ou negativo?
  • Senhor das pesquisas e das soluções, nas noites insones já experimentou métodos e alcançou remédios para diversas curas; mas ele já conseguiu a solução para sua espiritualização, para as dores de sua alma, ou, ao menos, perdeu o sono perseguindo isso? Solucionou as enfermidades que o fazem vassalo de si próprio?
  • Senhor de uma sociedade, a ela está perfeitamente integrado, sujeito às suas leis terrenas e muitas vezes até submisso; mas ele já consegue compreender que as almas não são somente estas por aqui, visíveis aos olhos de ver? Intercambiou-se, já, com os Bons Amigos da Sociedade Espiritual, necessários à sua guarda e acompanhamento?

* * *

Seu corpo físico, família, posição, são, exatamente, as conquistas que vem consolidando na construção do verdadeiro Reino, o interior, esse que está construindo mais ou construindo menos e do qual está sendo mais senhor ou mais vassalo

O mesmo homem que altera o curso do rio ou aprisiona suas águas, – visando o progresso, é claro! – já consegue domar ou libertar-se de suas más inclinações?

(Sintonia: Cap. Evolução e aprimoramento, pg. 28, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Verão de 2014).