Archive for abril, 2014

564376_400512339977896_100000574009150_1485292_1782676785_n“Bem aventurados os mansos porque eles herdarão a Terra” (Mateus, 5:5).

“Indiscutivelmente, o verbo foi estabelecido para que nos utilizemos dele. Chefiemos as nossas emoções (…) de modo que a nossa frase não resvale na intemperança.” (Emmanuel).

Herança é a transferência de bens a pessoas com direito ou sucessores previstos em lei ou instituídos em testamento. Figuradamente, herdeiro significa filho ou sucessor. (Wikipédia)

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Nunca, como nos dias atuais, se falou tanto em regeneração do Planeta ou na sua promoção de Provas e Expiações a Regenerado. Mas um Planeta não se auto-regenera; seus filhos precisarão elevá-lo a essa condição desde que regenerados estejam.

As qualidades morais dos que “herdarão a Terra”, no ditame de Jesus pelo evangelista Mateus, passarão, necessariamente, pela mansidão, pois somente esta “chefiará suas emoções” na busca equilibrada das demais virtudes que os fará herdeiros.

O testamento do ‘Velho’ Pai, e não o precisariam seus filhos, dado sua ‘genética’, sempre esteve lavrado: Destino, perfeição! Co-criadores! Sucessores em potencial! Filhos!

Mas a temperança, ou mansidão não é algo fácil. Adquirida a duras penas, ela abrirá o caminho das demais virtudes aos ‘sucessores’. Ao advertirem Chico e Emmanuel que “o verbo foi estabelecido para que nos utilizemos dele”, desejam dizer que o contrário “fará resvalar a temperança”; ou quando o ‘verbo começar a se utilizar dos indivíduos’ a bancarrota da temperança, mansidão, demais virtudes, promoção do Planeta… estabelecer-se-á, sendo possível que, temporariamente, estejam esses indivíduos ainda deserdados da herança da Terra Regenerada…

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Se o silenciar, tantas vezes necessário e guardião da serenidade, não for possível pela imperiosa necessidade de através do verbo desfazer enganos ou raciocínios, que a palavra seja branda e aquele “clarão que oriente aos outros e alumie a nós.”

(Sintonia: Cap. Amenidade, pg. 72 do Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Outono de 2014).

a_white_doveImportar-se com os outros transparente e responsavelmente, longe de mexericar, é pacificar.

muita-paz-para-voce“Bem aventurados os pacificadores porque serão chamados filhos de Deus.” (Mateus 5:9).

Resolução de conflitos da Balaiada em 1839 (Província do Maranhão); domínio de movimentos revoltosos em Minas e São Paulo (1842); ação militar e diplomática na assinatura da Paz de Poncho Verde (1845), pondo fim à Revolução Farroupilha no Rio Grande do Sul; campanhas vitoriosas contra Oribe no Uruguai e Rosas na Argentina (1851 – 1852); e habilidade política em respeitar e ser respeitado por vencidos… dariam a Luís Alves de Lima e Silva, o Duque de Caxias, a alcunha de O Pacificador…

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Estaria o Mestre – “doce como favo de mel” – na expressão de Mateus, acima, ‘pegando pesado’ para com os aspirantes a filhos de Deus? Lógico que não: Como Governador e portador da Boa Nova, cabia-lhe deixar claro regras tocantes ao “amor ao próximo como a si mesmo”; e a paz não ficaria de fora de tais orientações.

Se para a maioria das virtudes e principalmente as que envolvem talentos artísticos ou faculdades excepcionais, serão necessários 99% de transpiração e 1% de intuição a paz será mais exigente: Para alcançá-la serão necessários, sobretudo nos dias atuais, 100% de transpiração.

E aqui o evangelista usa, e de propósito, o termo “pacificadores”, e não pacíficos; ou aqueles que não só garimpam com suor a virtude, mas que a disseminam no entorno de si, no seio da família e da sociedade.

O termo pacífico poderá até não ‘cheirar’ muito bem, pois possibilitará significar um indivíduo sem comprometimento ou preocupado somente com a própria paz; sabe aquele que ‘dá um boi’ para não entrar numa confusão? Talvez o pacífico seja mais ou menos assim. Já o “pacificador” ‘dá uma boiada’ para não deixar de se comprometer ‘com’ a pacificação.

Se Caxias se envolvia em diversas contendas para com elas arrancar dos povos a pacificação, ao Cristão são sugeridas por Chico/Emmanuel, no estudo de hoje, que funcionem como ‘bombeiros’, no sentido de serem apaziguantes, desculpando as muitas atitudes equivocadas de muitos irmãos. Se não, vê:

  • Ao amigo ausente e incapaz de se defender de acusação, cabe-me mais salientar virtudes que possua do que colocar o combustível que o consumirá de vez;
  • Cobrir pequenos deveres do descuidado que, embora não me caibam, não me ‘tirarão nenhum pedaço’ em executá-los; muito pelo contrário, acrescentarão em mim e no grupo, pedaços de pacificação;
  • Ao invés de divulgar o erro de meu amigo, vou silenciá-lo; isto não me exime do auxílio em sua correção no momento oportuno;
  • Injustiças e calúnias recebidas não me autorizam a inflamar terceiros na tarefa de minha defesa; a melhor atitude será eu mostrar ao ofensor a ‘outra face’, ou um pouco da elegância espiritual que já consegui construir; e
  • Meu sarcasmo em nada contribuirá em atitudes de companheiros iludidos ou obsedados; a compaixão e o esmero, sim, poderão soerguê-los do entrevero da perturbação…

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Preocupado em delimitar parâmetros para o Reino de seu Pai e que dele participassem os indivíduos, merecendo serem chamados filhos de Deus, o Mestre lhes impõe serem “pacificadores”; muito além de simplesmente pacíficos.

Importar-se com os outros transparente e responsavelmente, longe de mexericar, é pacificar.

(Sintonia: Cap. Pacificação, pg. 69 do Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Outono de 2014).