Archive for maio, 2014

alcança1“… Tantas vezes acompanhas com reverente apreço os que tombam em desastre na rua!…” (Emmanuel).

* * *

“Falando construímos”. Assim iniciam os autores o presente capítulo. Mas que tipo de construção ergueremos com nossa fala? A do apocalipse ou da conciliação; do bombeiro ou do incendiário?

Se diariamente reverenciarmos desastres, mágoas, doenças, pesadelos, profecias temerárias, impressões infelizes… certamente a do apocalipse ou do incendiário!

Que homem é esse que comigo convive do qual eu não posso salientar um só ponto positivo? Não é ele do mesmo Planeta em que vivo? Será sua moral muito diferente da minha?

Depois que a desídia e a incúria se instalaram na preparação da Copa no Brasil, em prejuízo de obras necessárias à saúde e à educação, adianta pregar o apocalipse sobre o desenrolar do evento? Não seria erro sobre erro?

Pensando, plasmamos; falando plasmamos; repetindo plasmamos… Não seria conveniente falarmos, pensarmos, repetirmos sobre saúde, beleza, soluções, ao invés de doenças, mágoas e ódios?

Enquanto damos voz e vida às profecias temerárias elas estarão se alastrando como rastilho de pólvora. Provenientes de onde, mesmo, tais alardes? Qual o santo profeta que as preconizou?

Será que toda a catástrofe que a mídia noticiou, com lesão aos bons anúncios, anula todas as obras edificantes realizadas e que não foram veiculadas?

* * *

As ofensas de ontem; o espinho de ontem; a pedra no sapato de ontem; a noite de ontem; que fiquem no ontem, pois hoje…

… Há um sol lá fora! Falarei da bondade de Deus, da sabedoria do tempo, da beleza das estações, das sagradas lembranças. Reportar-me-ei ao que foi ensinado, a quem confortou, a quem se comoveu, se emocionou, se importou, atendeu, serviu, curou, benzeu… Farei apologias ao reconforto!

“Não comentes o mal, senão para exaltar o bem” (Emmanuel).

(Sintonia: Cap. Falar, pg. 80, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Outono frio de 2014).

f81f437fec57ae01a3463c4197711b82“Bem aventurados os que são misericordiosos, porque alcançarão misericórdia” (Mateus, 5:7).

* * *

“Parábolas do Reino” é uma série de ensinamentos, do Evangelho de Mateus, onde o Mestre, através de analogias, enquadra os possíveis candidatos ao Reino dos Céus. Lógico que as ‘regras são claras’ – ao menos para os de bom ouvido – e nelas não nos são solicitados atos heróicos; apenas o Mestre das Alegorias nos solicita atenção diária na construção do reino íntimo através de pequenas misericórdias:

A moeda é útil; melhor, porém, acompanhá-la de palavra reconfortante.

Bom dia, boa tarde, parabéns, muito obrigado!… A um custo zero, levantam o ânimo até de um ‘desconhecido’…

Dizer ao serviçal de áreas comuns que seu trabalho ficou lindo, embora ele o saiba, o deixará alavancado para próxima tarefa.

Duas horas semanais de trabalho voluntário poderá curar várias feridas.

O verdadeiro óbolo da viúva não prevê só nos desfazermos do supérfluo, mas também do necessário.

Passarmos adiante o conhecimento que já temos é manifestação de gratidão para com aqueles que nos ensinaram.

O aconselhador fraterno poderá mostrar não uma luz no final do túnel a agoniados, mas um clarão inteiro.

Medicamentos com validade e já não usados enchem nossas gavetas e fazem falta aos que não podem adquiri-los.

Tratar de forma igual os diferentes é sermos, ao menos, ‘arremedo’ de Jesus no apreço que teve por Zaqueu, Madalena, pelos lunáticos, centurião, paralíticos…

Como sugere o P. Fábio de Melo, “pessoas são como livros; precisam ser lidas; não paremos em suas capas.” Vamos folheá-las!

* * *

Não confundamos os heróis: Os há de todos os naipes! Estes, os verdadeiros, de grão em grão vão construindo o seu Reino interior, bem ao alcance das suas pequenas misericórdias.

(Sintonia: Cap. Donativo da Alma, pg. 78, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Outono frio de 2014).

escrita_I“O corpo não dá cólera àquele que não na tem [porque] todas as virtudes e todos os vícios são inerentes ao Espírito.” (ESE, IX, 10).

“A cólera é a ‘tempestade magnética’ e qualquer palavra que arremessamos [encolerizados] é semelhante ao raio fulminatório que ninguém sabe onde vai cair.” (Emmanuel).

* * *

Repassando recentemente no ESDE o assunto Fluido Cósmico Universal, vimos que o mesmo contém o veículo do pensamento, meio pelo qual se faz a comunicação no Mundo Espiritual, ‘de lá para cá’ e ‘daqui para lá’. Diríamos que o pensamento está para esta ‘zona mista’, assim como a palavra está para nós enquanto por aqui ‘viventes’ de alma e corpo.

Se o “Espírito – alma quando encarnados – ‘quer’, o perispírito ‘transmite’ e o corpo ‘executa’” (Obras póstumas, Manifestações dos Espíritos, item 10), a palavra expedida pelo órgão executante, a boca, é eminentemente expressão verbal da alma; ou a boca falará do que a razão e o coração estiverem cheios… E aí estará o perigo! Ou não se equilibrados os sentimentos!

Ao não me considerar nenhuma santidade no quesito, dado o temperamento intempestivo, reconheço a gravidade do problema. Cabe-me – e a todos – o policiamento para que as palavras não se tornem, na expressão de Emmanuel, uma tempestade magnética que fulminará não se sabe quem, pois se desconhece aonde esse raio cairá…

Não há hobby mais gostoso, educativo e instrutivo do que mexer com palavras, concordá-las, dar-lhes ou saber seus significados; até inventamos, a cada dia, um punhado delas. Mas daí a publicá-las ou expressá-las verbalmente, a responsabilidade é muito grande!

Face o exposto, veja-se que as palavras, como também os pensamentos, podem não escapar a uma tempestade magnética…

* * *

Tal qual o pensamento, que possui o poder de influenciar – de fluido – a visíveis e a invisíveis, positiva ou negativamente, a palavra é o verbo arremessado, mas que antes é temperado com os ingredientes da emoção.

Palavra é que nem a incisão do bisturi: Se não cura, mata!

Palavra: O velho tema que requer se o faça sempre novo e que, sobretudo, solicita policiamento!

(Sintonia: Cap. Verbo nosso, pg. 76, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Outono frio de 2014).

Anjo-ProtetorAnjo da Guarda, Guardião ou Espírito Protetor é o que se dedica a um encarnado desde seu nascimento até o desencarne; por vezes o acompanha ao plano espiritual e ainda por outras vidas encarnadas. (Q.492).

Tal qual o pai carnal que deseje o bom caminho para o filho, assim o é o Guardião. São Luís e Santo Agostinho assim se referem a este Serviçal do Alto: “Não vos parece consoladora a idéia de terdes sempre junto de vós seres que vos são superiores prontos sempre a vos aconselhar e a amparar; mais sinceros e dedicados amigos do que todos os que vos liguem na Terra?” Ignoram porém certos indivíduos estes guias, muitas vezes (Q.495).

Maus espíritos não recebem a incumbência de atormentar indivíduos; o fazem porque lhes apraz e porque o homem, em seu livre arbítrio os acolhe em detrimento de seu Guardião que o respeitará. Tais assédios atendem ao descuido e orgulho do encarnado; vencendo tais provas, entretanto, sairá mais fortalecido (Q.498).

O Guardião não protege ao encarnado de forma ostensiva porque deseja que, por si só, saia mais fortalecido de suas provas. Quando saio ao jardim com meu cãozinho não recolho seus resíduos mesmo que ninguém esteja vendo, ou que esteja escuro? Recolho porque minha consciência ambiental e de convivência me ditam que é direito recolher. Serve aqui a analogia (Q.501).

O Espírito Protetor que consegue o êxito de seu protegido, também progride e é feliz. Não é feliz também o mestre que consegue o êxito de seus alunos? Por outro lado, tal qual o professor que não consegue êxito com alguns dos seus, o Guardião experimenta sensações de angústia, se, dado seus esforços, os resultados são negativos (Q.502 e 503).

O Guardião sempre atenderá seu protegido, não importando o nome que se lhe dê: Ao pedir socorro o filho em apuros, não lhe atenderá pai, mãe, irmão, avó? “Os bons Espíritos são irmãos e se assistem mutuamente” (Q.504).

Quando o indivíduo não pode – ou não deve – cumprir uma determinada missão, não a poderá delegar a um companheiro? Poderei, por exemplo, invocar meu Guia pelo nome de São João Bosco que serei auxiliado, mesmo que por outro, de nome completamente desconhecido (Q.505).

Um professor de filosofia não será o mestre de aluno que aprenda as primeiras letras. Da mesma forma o Guardião de um homem em estado de selvageria não será da mesma ordem que o de encarnado de elevada moral. (Q.509).

Espíritos familiares só atuam em obediência aos Guardiões: “São bons, porém muitas vezes pouco adiantados e até levianos”; ocupam-se de boa mente em favor do seu protegido. Via de regra possuem os indivíduos um Guardião e um Espírito familiar (Q.514-c).

Há ainda os Guias de coletividades: Associações, Centros Espíritas, grupos, cidades, países. Casas Espíritas sempre possuem uma Cúpula Espiritual muito organizada. Que dizer de municípios com alto grau de IDH ou IDSE; não estarão, além de regidos por leis mais sábias e justas, escoltados por adequada Equipe Espiritual? O que representam N. S. Aparecida, José de Anchieta, São Pedro, São Vicente de Paulo, Santa Bárbara, N. S. Auxiliadora, para o Brasil, cidade de São Paulo, Rio Grande, Pelotas, Artilheiros, Infantes, se não seus padroeiros na forma de Guias? (Q.517 a 521).

Finalmente, uma sociedade justa, trabalhadora, amante das artes, do belo e já livres de paixões grosseiras, inibirá a influência de maus espíritos atraindo para si a supremacia dos Bons para o seu justo seio (Q.521-c).

(Sintonia: O livro dos Espíritos, questões 492 a 521) – (Outono de 2014).

paciencia“Paciência também é uma caridade; e deveis praticar a lei de caridade” (ESE, IX, 7).

Por ‘intoleranciar’ seguidamente certas situações, declaro-me um apreciador das pessoas que sabem ser pacientes; essas, ao mesmo tempo em que me conduzem à calma, provocam em mim certo frenesi… Concluo, dessa forma, que paciência tem uma dose exata:

* * *

Em momentos de sufoco, paciência é um clarão; aquela Luz que o Mestre Jesus declarou que todos possuem; a lâmpada sobre o alqueire que irá iluminar partes em conflitos.

Paciência, como diz o evangelho é caridade: a virtude que irá desacelerar meu ímpeto no momento de precisão de um indivíduo talvez mais equivocado que eu.

Paciência não é cruzar os braços e deixar como está para ver como fica! Muito pelo contrário, nessa hora a calma deverá ser minha aliada para eu colaborar com arbitragem equilibrada na instalação da ‘ciência da paz’ (a pacem ciência!). Paciência, portanto, não é conformismo!

A Natureza dita as melhores lições de paciência. Somente uma: O rio que, cauteloso, não consegue domar a fúria do escolho, da pedra gigantesca, o contorna, esculpindo no terreno curvas tão belas quanto as das misses mais formosas.

Paciência não é ignorar o inbróglio, o angu existente, mas é analisá-lo com sabedoria e sem ‘extremação’. Aliás, paciência precisa mais do ‘deixa disso’ do que das ações extremas.

É possível que a paciência precise mais até de uma impaciência do que de lamentações e deserções do fato…

Os apelos da paciência não pressupõem leviandade, nem complacência, tão pouco ignorância, já que a virtude aqui exigirá responsabilidade e o conhecimento de causa.

Paciência deve ser resignação quando a ofensa for dirigida a mim; e não resignação quando aquela for dirigida à coletividade em que milito: O nós superando o eu!

O melhor roteiro de paciência, antes da Mãe Natureza, é o Mestre Jesus: O foi em sua encarnação inteira; quando porém precisou defender os interesses do templo, não o foi; expulsou seus vendilhões! Aí está o limite da paciência e a dose exata de que falava na introdução.

* * *

 “A compreensão que identifica a situação infeliz, articula meios de solucionar-lhe os problemas sem alardear superioridade.” (Emmanuel).

(Sintonia: Cap. Nos domínios da paciência, pg. 74 do Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Outono de 2014).

1920324_637222166351786_1355152769_nO melhor play ground ainda é o colo da mãe…