Archive for julho, 2014

IMG_3281“A pobreza é, para os que sofrem, a prova da paciência e da resignação; a riqueza é, para os outros, a prova da caridade e da abnegação.” (ESE, XVI, 8).

Chaves de desvio dos trilhos ou aparelhos de mudança de via (AMV) são alavancas aptas a darem a orientação correta à composição, evitando colisões. Outras chaves abrem ou fecham portas. Algumas outras desvendam segredos…

“O dinheiro é semelhante à alavanca, susceptível de ser manejada para o bem ou para o mal.” (Emmanuel).

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Quem conduziu o infeliz à ‘boa idéia’ de se embriagar, os trocados que possuía no bolso ou a sua ainda ‘má idéia’ de arbitrar equivocadamente pelo alcoolismo? Foi – provavelmente – o dinheiro investido no míssil, que abateu o Boeing 777-200ER da Malaysia Airlines (vôo MH17), ceifando a vida de 108 cientistas e mais 190 outras, ou as mentes que o conceberam e o acionaram? Doação de dez mil euros para índios pataxós da Vila de Santo André (Município de Santa Cruz Cabrália – BA), colaboração na compra de uma ambulância, doações em dinheiro por três anos para a escola local, doação de bicicletas e gramado de um campinho de futebol, entre outras, foi o que proporcionou o servidor dinheiro da delegação Alemã à vila do município baiano; em nossa concepção e ao contrário de nossa própria seleção, a alemã foi vitoriosa no campo de jogo e fora dele…

O dinheiro não produz o delinqüente, nem o drogado, nem o assassino; tão pouco quem mata criancinhas no ventre materno… Mentes o fazem através de suas vontades equivocadas. Garrafa, arma, pedra, aborto… são as más aquisições do mau direcionamento da alavanca dinheiro.

Atrelado ao orgulho e à avareza o dinheiro é dor; atrelado à colaboração, será renovação incessante. Cangado à ambição será involução; endereçado à cultura solucionará enigmas. Do pântano do egoísmo à luz da caridade, será qual espinhos e flores em uma mesma roseira…

Adequação a avanços tecnológicos é a ferramenta da qual se servem os gênios para produzirem com maior perfeição. Não podemos ignorar que o dinheiro é a alavanca que ajeitará tal possibilidade ou o tempero ou condimento de tal processo. E deixar-se envolver por essa onda de adequação é contribuir para a elevação ou promoção do Planeta.

São muito confusas e até perigosas as linhas que delimitam as boas ou más aplicações de nosso dinheiro bem como seus resultados. Ao servo bom e fiel, os louros, pois “muito lhe será confiado”. Ao mau servidor ou ao preguiçoso “tirar-se-á mesmo o que julga ter”…

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O dinheiro é, pois, a chave de desvio que irá bem direcionar o comboio de nossas vidas. Apenas duas serão as opções em seu manejo: A da avareza que produz a sovinice e a do lidador que inspirará o trabalho e o progresso.

(Sintonia: Cap. Dinheiro, o Servidor, pg. 127, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Inverno de 2014).

338187_1415“Não ajunteis tesouros na Terra, onde a traça e a ferrugem tudo consomem e onde os ladrões minam e roubam.” (Mateus, 6; 19).

Traça (no Brasil) ou lepisma (em Portugal) é um inseto de hábitos noturnos que se alimenta de materiais ricos em proteína, açúcar e amido. Atacam tecidos e principalmente papel, tornando-se, dessa forma, uma praga odiada. (Wikipédia)

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Em mais esta analogia, o Mestre das comparações nos fala de traças, ferrugem e ladrões que roubam e molestam. Exorta-nos a não entesourarmos bens que não possamos conduzir à Vida Verdadeira. Em contrapartida, esclarecendo sempre, a Doutrina nos diz que os bens são somente ‘emprestados’ à nossa administração. Na observação de Chico/Emmanuel, nós devemos a Deus tudo o que temos, mas possuímos o que damos. Ou, indicam-nos os inseticidas adequados à contenção das ‘pragas’ do apego:

  • A caridade: Esta nos proporciona paz ainda na Terra e a acharmos graça diante do Senhor na Vida Futura. É a bandeira de São Vicente de Paulo e da Doutrina, “fora da caridade não há salvação.” Ademais, a caridade é o sistema contábil do Universo;
  • A plantação: Todas as sementes das migalhas de amor que houvermos plantado, por ocasião de nossa vitória sobre o túmulo, florescerão e frutificarão, intitulando-nos graciosos diante do Senhor;
  • A instrução: Nossos títulos não servem somente para ornar nosso orgulho e paredes, mas são sementeiras e viveiros multiplicando conhecimentos;
  • A beneficência: Levaremos como ‘bagagem’ a quantos a nossa escrita e oratória tenha beneficiado com a orientação dada; e
  • O serviço: O serviço é o que mais acrescentará bagagem na hora de nossa partida. Malas e malas de consciência tranqüila!

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O túmulo é uma espécie de alfândega onde a qualidade e procedência de nossos valores será examinada. Nele o fiscal – nossa consciência – avaliará se utilizamos os anti pragas acima relacionados, quais tesouros estamos transportando e qual a sua utilidade na verdadeira Vida.

(Sintonia: Cap. Nas sendas do mundo, pg. 121, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Inverno de 2014).

familia-feliz2-1024x242“Qualquer que fizer a vontade de Deus, esse é meu irmão, minha irmã e minha mãe.” (Marcos, 3:35).

Primeira consideração: Em hebraico, – língua um tanto pobre – irmão poderia significar tanto ‘primo’ como um ‘parente próximo’…

Segunda: Jesus, na ocasião, não estava de forma nenhuma pilhado, mas de maneira muito segura e não excludente, como sempre, dava a entender aos que o ouviam que sua parentela corporal – mãe, irmãos, primos… não estaria excluída de ser ‘também’ sua parentela espiritual, se assim o desejassem.

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Como bons entendedores e tendo a Doutrina como esclarecedora, não imaginemos que tal recomendação não seja também endereçada a nós, pois se frágeis são as relações de ordem corporal, –  as consangüíneas – por que não transformá-las em duráveis na efervescência educadora e diária do lar?

Somos doutores em atender e resolver coisas na vida… de estranhos; esbanjamos sorrisos, damos bom dia, boa tarde e boa noite… aos outros; passamos a mão na cabeleira linda dos filhos… dos outros! Mas e aos nossos? Aqueles a quem escolhemos na erraticidade para uma vida familiar de moldagem? Os aplausos que angariamos junto aos outros, poderão não haver nas tarefas que desempenhamos por responsabilidade junto à família. Não os esperemos!

Em cada companheiro que compartilha a consangüinidade, temos um livro de ações (…). Cada um deles nos impele a desenvolver determinadas virtudes: Paciência, lealdade, equilíbrio, abnegação, firmeza, brandura! Nossas esposas, maridos, irmãos, pais, avós, primos… foram colocadas em nossas vidas, sim, como laços materiais ou consangüíneos, mas para que também desenvolvêssemos junto a eles estreitos laços espirituais e nos franqueássemos in aeternum.

Desenvolvendo no dia a dia do esfervilhante cadinho familiar as virtudes acima enumeradas, estaremos transformando relações que poderiam ser frágeis ou não duráveis em laços eternos, duradouros, e que nos acompanharão em rotas que peregrinarão pelo berço e pelo calor das moldagens, transporão o além túmulo e se regozijarão na eternidade. Não esmorecerão, apesar de nossas idas e vindas!

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Pai, mãe, filho, irmão, avô… Meros títulos! Diplomas na parede! Importante será a vitória moral que conseguirmos junto a eles com tais patentes!

Eternizar um amor matrimonial, um afeto filial, paternal; transformar relações frágeis em duráveis? Não há outra saída: Muito além da mobilização das possibilidades materiais, o apoio, compreensão, disciplina e, acima de tudo, o exemplo.

(Sintonia: Cap. Familiares, pg. 114, Livro da esperança, de Emmanuel/Chico, CEC Editora) – (Inverno de 2014).