Archive for setembro, 2014

A-FE-REMOVE-MONTANHASSe Deus quiser! Graças a Deus! Jesus salva! Deus nos salve! Com o auxílio de Deus!… São expressões que usamos comumente e convenientemente. Ou por conveniência?

É possível que não caia um só fio de cabelo de nossa cabeça sem que Deus o saiba, entretanto possuímos a capacidade e o livre arbítrio de raspar toda ela. Ou seja, “nada de bom se efetua sem o auxílio de Deus, no entanto vale destacar que o Infinito Amor age na Terra, nas questões propriamente humanas, pela capacidade do homem, atendendo a vontade do próprio homem.”

Se “a fé remove montanhas”, precisaremos ter a vontade férrea de removê-la e aí sim a nossa fé estará além de solidificada, raciocinada e exercitada.

O que vem realizando a humanidade através dos tempos? Removendo montanhas! Descobrindo, redescobrindo, inventando, reinventando, construindo, remodelando, transformando, solucionando, reciclando, reaproveitando… E essas coisas Deus sempre quererá, visto nos ter elegido seus co-criadores numa escala menor e exatamente dentro das possibilidades de nosso atual estado evolucional. Um dia seremos co-criadores numa escala maior, Ministros de Deus! Mas isso levará muito tempo!…

Pronunciamos, muitas vezes, expressões como se Deus estivesse escravizado aos nossos caprichos, ou como se tais inflexões fossem varinha de condão ou golpe de mágica. O Mestre nos ensina, entretanto, a “ajudar-nos que o Céus nos ajudará” ou na hora que desejarmos “remover a montanha”, Equipe Salutar – dos Céus – estará à nossa disposição para nos ajudar na operação.

Remover a montanha significa exatamente darmos contribuição concernente ao talento, habilidade ou vocação que possuamos. Como não se colhem figos de espinheiros é provável que ao invés da montanha venhamos a remover somente um morro, ou uma colina ou… Está bem! Só um carrinho de terra!

Com o auxílio de Deus, sim! Com a Sua supervisão. Mas porque nós queremos; com a vontade que Ele nos deu e com nosso suor, compreendendo a necessidade de sermos serviçais da humanidade e do Planeta.

(Sintonia: Cap. Com o auxílio de Deus, pg. 165, Livro da Esperança de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Início da primavera de 2014).

patch-adams-3De uma forma inusitada iniciamos ontem, 23 de setembro, o roteiro 3, módulo VI do ESDE, obsessão e enfermidades mentais (ou obsessão e loucura): Questionamos o grupo com a pergunta ‘qual é a tua loucura’? Respostas variadas: ‘Sou louco por futebol; sou louco por dança; sou louco pelo meu trabalho; sou louco por minha filha; sou louco por leitura… ’ Integrante, dando, realmente, sinais de demência, disse ‘ser louco pela sogra’. Brincadeira à parte, – até porque o assunto é sério – nossa aula tomou rumo gostoso e esclarecedor…

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Quando nos declaramos loucos por alguma coisa, precisaremos estar atentos a que evolução essa ‘loucura’ nos poderá levar; se ficará em algo prazeroso, como um lazer que evolui para um hobby e que não descambe para uma fascinação, obsessão ou loucura propriamente dita…

Faz parte do roteiro estudado: “Todas as grandes preocupações do espírito podem ocasionar a loucura: as ciências, as artes e até a religião lhe fornecem contingentes. A loucura tem como causa primária uma predisposição orgânica do cérebro, que o torna mais ou menos acessível a certas impressões. Dada a predisposição para a loucura, esta tomará o caráter de preocupação principal, que então se muda em idéia fixa1”; daí a descambar para uma subjugação doentia será um pulinho, visto estarmos oportunizando más influenciações de encarnados e desencarnados equivocados.

Enquanto ‘formos loucos’ simplesmente por um hobby, diversão ou lazer necessários, estaremos raciocinando com sanidade. Mas a partir do momento em que ficarmos obcecados por um lazer que traz em seu bojo irmãozinhos menos esclarecidos e mal intencionados em nos retirar da retidão, essa ‘loucura por tal coisa’ poderá se tornar em algo obscuro.

Ficarmos alienados a um só círculo de amigos, a uma só atividade, a um só tipo de leitura, – e aqui me confesso ‘pecador’ – a um só tipo de lazer, às mesmas páginas de relacionamento… poderá ser o início de uma obsessão que evolua de sua forma simples à subjugação.

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“Ninguém consegue viver inteiramente isolado. Influenciamos aqueles que nos rodeiam e recebemos influências do nosso meio.2

Para que fujamos à loucura, nossas vidas precisarão não ser tão ortodoxas, pois a austeridade aqui será algo inconveniente.  Variemos um pouco, procurando novos gostos.  Ontem no estudo verificamos que o assunto ficou mais agradável, leve, participativo e até chegamos à conclusão que de loucos todos nós temos um pouquinho. Mas que o assunto é sério, é!

(1. O Livro dos Espíritos, introdução, item XV; e 2. Mensagens de esperança e paz, de Waldenir A. Cuin, Cap. 13, Vida comunitária. Imagem: Dr. Hunter Doherty “Patch” Adams) – (Primavera de 2014).

uniforme-vetores-pessoal_638972“Será bastante trazer a libré – o uniforme – do Senhor para ser-se fiel servidor seu?” (ESE, XVIII, 16).

Não esperemos ter saúde perfeita diploma distinto, dinheiro, cultura ou companheiros melhores de jornada para nos engajarmos nas tarefas Crísticas. Aliás, assim pretendendo, é possível que não comecemos nunca, pois vicissitudes não nos faltarão. Dessa forma…

  • … Uniformizemo-nos de sadios, pois, embora sabendo-nos frágeis, sempre nos defrontaremos com necessitados de saúde mais precária que a nossa. Sabe-se que nem todos os grandes missionários possuíram saúde perfeita;
  • Se ainda não nos diplomamos nas ciências da vida presente e consideramos escassa nossa cultura, adiantemos os estudos para diplomar-nos nas ciências da Vida Futura;
  • Se os recursos materiais são escassos, uniformizemo-nos de uma vontade rica e férrea de repartir recursos que não dependam da moeda. Não precisaremos da carteira para ensinar o que já sabemos; ajudar aqui ou acolá; repartir nosso sorriso; distribuirmos bom dia, boa tarde, boa noite; enaltecermos o bem feito, o belo e as ações inteligentes e produtivas; e
  • Uniformizemo-nos da humildade e da simplicidade, considerando que os companheiros de tarefas nunca serão perfeitos, como nós, particularmente, não o somos. Desconsideremos as nossas imperfeições e partilhemos mais nossas probabilidades e possibilidades!

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Todas as limitações que possuímos hoje são diretamente proporcionais ao estágio evolucional já adquirido. São as atuais ferramentas ou uniforme de trabalho que por ora possuímos!

Ainda: Utilizemos o ‘nosso’ uniforme; é possível que ‘o’ do companheiro ainda não nos fique ajustado!…

(Sintonia: Cap. Tais quais somos, pg. 162, Livro da Esperança de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Inverno de 2014).

Pao_TrigoA semente não logra ser fruto de um dia para o outro. Para que chegue à nossa mesa, como pão bendito, precisará do concurso de uma cadeia de obrigações: Lavrador, semeador, irrigador, insumos, colheitadeira, beneficiador, moagem, padeiro… todos envolvidos no processo…

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As pessoas se revelam nos locais relativos às suas faixas evolutivas. Um agricultor dificilmente ocupará um laboratório e o médico certamente não se salientará na lavoura.

Ao desenvolvermos nossas obrigações intransferíveis no local que nos for adequado, jamais seremos inúteis ou desprezíveis, visto estarmos ocupando a faixa que nos é devida.

Como criaturas de Deus, todos somos iguais; degrau, ou grau evolutivo, entretanto, nos confere obrigações intransferíveis, pois entre a estaca de partida e o ponto de meta, cada um de nós permanece, em determinado grau evolutivo, com aquisições específicas por fazer.

Os elementos mais simples da Natureza nos ditarão exemplos da singularidade de cada um: Laranjeiras produzirão somente laranjas; figueiras, figos; o solo adequado à videira poderá não sê-lo a outras culturas; o arroz, particularmente, se desenvolve em lavoura encharcada; na casa física o piso não substitui o teto; na produção de energia elétrica, fios, tomadas e lâmpadas possuem funções específicas…

Por mais que nos alavanque o incentivo dos amigos, a responsabilidade por nossa etapa é intransferível. O avanço ou ‘promoção’ em nossa faixa evolutiva supõe uma nova e diferente obrigação. Como ‘somos responsáveis por aqueles que cativamos’, a cada novo aprendizado, uma nova responsabilidade.

Não existem tarefas apagadas ou brilhantes; existem tarefas! E adequadas tanto aos humildes como aos brilhantes! Quem dá brilho à tarefa, somos nós, os tarefeiros!

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“O mais soberbo jequitibá da floresta começou na semente humilde.” (Emmanuel)

(Sintonia: Cap. Cada servidor em sua tarefa, pg. 153, Livro da Esperança de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Inverno de 2014).

untitledHá duas maneiras de desfrutarmos das delícias de uma montanha: A primeira, mais fácil e parcial é de baixo; a segunda, total e mais difícil, mobilizando, talvez, uma imensa tralha; escalando-a…

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Em nossas vidas também é assim, ou nos mobilizamos em torno de uma empreitada e os resultados são ‘panorâmicos’, tal qual a visão de cima da montanha sobre o vale, ou simplesmente a realizamos, sem nenhuma paixão.

É próprio deste Planeta de prova e expiações utilizarmos o caminho e porta largos das facilidades, das coisas mais ou menos. Muito mais difícil será nos esgueirarmos pelas dificuldades da porta estreita dos sacrifícios, da abnegação, da perseverança. Porta estreita nos exigirá o ‘regime’ caracterizado por todas as renúncias em prol de quaisquer metas, aqui simbolizadas pelo cimo da montanha.

Como chegam até nós, diariamente, o pão, a roupa, os medicamentos, a energia elétrica, os serviços de telefonia e internet, o combustível que move nosso auto? Não serão eles o resultado de uma cadeia de esforços de inúmeras mentes focadas em cada item? Do lavrador ao padeiro, do tecelão à costureira, da fórmula adequada à prateleira da farmácia, da nascente à hidrelétrica, da extração à bomba do posto… há uma imensa cadeia de agricultores, operários, técnicos, cientistas dispostos a atingir o cume do empreendimento para que os resultados nos cheguem na forma de produtos e serviços.

Quando abraçarmos qualquer empreendimento, façamo-nos a pergunta: De baixo ou de cima? E optemos pela que melhor serviremos, pois se os desejamos, – os bons serviços – nós precisaremos praticar, e muito, a ética da reciprocidade ou regra de ouro.

Porque são numerosas as paixões más, não hesitemos em ‘promover’ este Planeta num orbe bom, através de nosso esforço no bem.

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“Larga é a porta da perdição porque são numerosas as paixões más e porque o maior número envereda pelo caminho do mal.” (ESE, XVIII, 5).

Rebelar-nos contra um Planeta ainda mau, é nos apaixonarmos pelo bem, pelo serviço, tentativas e feitos possíveis.

A boa vontade, o serviço, o importar-se… é um exercício diário. Sentir-nos-emos no cume da montanha quando recomeçarmos a cada dia!…

(Sintonia: Cap. Na Forja da Vida, pg. 151, Livro da Esperança de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Inverno de 2014).