Archive for outubro, 2014

pedi“Pedi e recebereis” (João, 16: 24), não pressupõe facilidades; muito pelo contrário, são dois verbos simples, mas que nas analogias Crísticas presumem o esforço que antecede à recompensa. Da mesma forma que “batei e ser-vos-á aberto” exige-nos o esforço do bater para que algo – a porta, oportunidades, possibilidades, desejos – nos sejam escancarados…

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Não tenhamos dúvidas que a Providência Divina ou as Leis do Universo agem por si próprias, mas também desejou essa mesma Lei que a nossa vontade, a do ‘querer’, estivesse subordinada a um livre arbítrio que ela, a própria Lei, deu a cada um.

Embora “a máquina da Eterna Beneficência funcione matematicamente a nosso favor, as Leis Eternas não esperam colher autômato em consciência alguma.” Ou para que colhamos, teremos de arar, semear, adubar, capinar… Plantar, em última análise!

É fato que escolas preparam; afeições protegem; experiências educam; simpatias defendem. Mas escolas, num grande esforço de seus idealizadores, se ‘prepararam para preparar’; afeições foram alimentadas e cultivadas por benevolentes até que pudessem proteger; criaturas ficaram com as mentes ‘enrugadas’ pela experiência até que passassem a educar; e somente depois que nos tornamos simpáticos é que conquistamos a confiança de pessoas das quais pretendíamos cuidar.

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Embora “toda boa dádiva proceda originalmente de Deus”, nos é facultado compor, decompor e recompor benéfica ou maleficamente. Nós é que iremos decidir se pediremos, o que pediremos, e a quem pediremos; se bateremos, aonde bateremos e por que bateremos…

(Sintonia: Cap. Auxílio e nós, pg. 168, Livro da Esperança de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Primavera de 2014).