Archive for dezembro, 2014

P1 (9)Nossas almas conversavam curiosas:

– Seremos, por acaso gêmeas?

– Completamo-nos, por ventura, em comum vôo?

– Ou seríamos tão somente participativas, afins, seladas?…

Minhalma concluiu que se com a tua fosse gêmea,

Como, claudicante, absorveria teus ensinos;

Como, usufruiria de amoroso contrato; e

Como, dependente, ‘lucraria’ da partilha?…

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Minhalma curva-se perante a beleza da tua;

De seus ensinos, livre, compartilha, compactua!

Obrigado alma de minha alma,

Amada alma!

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PARABÉNS, MINHA AMADA ALMA!

(Verão de 2014, 31 de dezembro)

Revista-Atrevidinha-82-Na-Escola-AlunaNota10-1Acautelamo-nos quanto aos estabelecimentos em que adquirimos gêneros para nossa cozinha. Examinamos rótulos, informações sobre o produto e datas de validade;

Vacinamo-nos periodicamente, precavendo-nos contra vírus os mais variados;

Visitamos periodicamente médicos e dentistas. Examinamos, com regularidade, sistemas de nosso organismo, em salas de imagem e laboratoriais;

Prevenimo-nos com dieta apropriada e ingestão de líquidos;

Exercitamos nosso corpo físico-mental com corridas, caminhadas, pilates, alongamentos, hidroginástica, yoga; e

Filtramos nossa água; providenciamos assepsias; evitamos ambientes com radiação ou predispostos a microorganismos; evitamos contágios duvidosos!

Capacitamo-nos já a todas estas precauções. Mas será que…

… Precavemo-nos quanto ao que lemos? Ou quanto ao que estudamos?

Pensemos nisso! Façamos de 2015 o ano da prevenção!

UM FELIZ E NOVO ANO NOVO!

(Sintonia: Cap. Ler e estudar, pg.197, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Primavera de 2014).

Jesus_e_o_natal_117No ano zero da Era Cristã, o Verbo se fez carne e habitou entre nós; já a partir de 1857, cheio de graça e verdade, não mais carne, então Verbo, visitou Paris e o mundo e promoveu claridades aos que o compreenderam…

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No trocadilho acima, baseado em João 1:14, diremos que Jesus, longe do filósofo que não foi, em todos os tempos, desde o princípio do Orbe, depois encarnado, desencarnado e para todo o sempre, foi a palavra – Verbum – do Pai aos transviados filhos de Israel e suas descendências representando a todos nós.

Se em todos os tempos foi fiel depositário dos anseios do Pai a nosso respeito, desejou, em determinada época, doce como favo de mel, encarnar junto aos seus em demonstração inequívoca de que sua lição devia ser procurada não mais para qualquer exposição teórica, mas [convocando] cada discípulo ao aperfeiçoamento de si mesmo.

Não podemos imaginar nossas idas e vindas pelo Orbe, sem aquele que organizou o Planeta; aqui permaneceu diretamente entre os tutelados míseros e ignorantes; e a partir de meados do século XIX, em Espírito de Verdade, efetivou sentenças outrora mal compreendidas.

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Jesus, a prática da própria teoria! Em todos os tempos, organizando, redimindo, explicitando!

(Sintonia: Questões 282 e 283 de O Consolador, pg. 193/94, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, editora FEB, 29ª edição) – (Verão de 2014).

campoSementeira é o lugarzinho onde colocamos a melhor terra e lançamos a semente, esperando que germine e cresça para que logo seja transplantada. É aquilo que chamamos ‘viveiro’ ou princípio do que será a futura planta…

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A leitura do Evangelho nos círculos familiares (…) favorece a renovação dos fluidos salutares de paz na intimidade do coração e do ambiente doméstico.

Propusemo-nos a realizar o Evangelho no Lar; marcamos dia e horário; e já conseguimos realizá-lo periodicamente…

Mas nem sempre o grupo familiar, seja ele composto de duas ou mais pessoas, estará heterogêneo; algum de seus postulantes poderá não estar em condições espirituais muito salutares.

Emmanuel nos encoraja a que mesmo assim o realizemos, pois se constituirá sempre proveitosa sementeira evangélica, extensiva às entidades do plano invisível que o assistem. Não se imporá o trecho evangélico como médico, enfermeiro, atendente, padioleiro, especialmente ao mais precisado do recinto doméstico?

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O Evangelho no Lar é a sementeira de plantinhas a serem transplantadas alhures, próximo ou distante do viveiro original. Indivíduos inimagináveis se beneficiarão do florescimento e frutificação dessas mudas cujas sementes brotaram lá no recinto de nossos lares.

Evangelho no Lar: Sementeira de paz individual e coletiva!

(Sintonia: Questão 281 de O Consolador, pg. 192, de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora FEB, 29ª edição) – (Primavera de 2014).

Jesus-religioso_779597551_0091Expressamo-nos errônea e comumente: ‘Jesus morreu para nos salvar!’ Deveríamos dizer: ‘Jesus nasceu, viveu e morreu para nos salvar’ ou, simplesmente, ‘criado pelo amor do Pai, viveu, em todos os tempos, para nos financiar a salvação!’

Toda a vida de sacrifícios do Mestre, da manjedoura ao Gólgota, longe de ser uma vida material principesca, está a nos indicar o caminho apertado da salvação:

Sua maternidade – a manjedoura da estrebaria – passando pela vida franciscana e culminando com o sacrifício infame, reservado a impostores e ladrões, mostra-nos o caminho e porta estreitos. Existe caminho mais adequado à salvação?

Entre a manjedoura e o Gólgota, sua rota foi de amor e humildade, exteriorizados pela paixão aos doentes do corpo e do Espírito, por sua compaixão e isenção perante os desprovidos de quaisquer dignidades.

A cruz do Gólgota representou [apenas] o coroamento da obra. Antes passaria pela manjedoura e pela vida simples, informando-nos os verdadeiros segredos da salvação.

Muito antes da manjedoura; durante breve, mas profícua encarnação; e muito depois do Gólgota, Jesus é o ‘verdadeiro presente Governador’ que o Pai nos dá como guia e modelo para todas as nossas vivências.

Pensemos nisto, queridos amigos enquanto lhes desejamos os melhores votos de melhora lenta, porém constante: A evolução salvadora!

Um abraço apertado com votos de BOAS FESTAS, do Claudio!

(Sintonia: Questão 286 de O Consolador, pg. 195, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, editora FEB, 29ª edição) – (Verão de 2014).

blog-350-300-rotuloO rótulo, fixado à embalagem, oferece-nos informações sobre determinado produto. Consumidores e Código de Defesa do Consumidor ambicionam, mais e mais, por informações corretas, claras, precisas, ostensivas e principalmente fidedignas nos rótulos de produtos colocados à venda…

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Uma casa poderá nos impressionar por sua arquitetura vistosa, atual, mas será que no seu interior existirá um lar? A máquina poderá ser incrivelmente complexa, mas estarão suas peças e engrenagens todas desoxidadas e azeitadas; funcionando?

Imaginemo-nos uma embalagem: Confessar-nos cristãos espíritas ou de quaisquer credos, será o nosso ‘rótulo’. Já o nosso ‘conteúdo’, essência ou produto serão todas as atitudes cristãs que abraçarmos!

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Enquanto consumidores e Código de Defesa do Consumidor buscam o aprimoramento do sistema, o espírita cristão se convence que o seu processo de embalagem, rotulação e conteúdo passa obrigatoriamente pela renovação moral.

(Sintonia: Cap. Exterior e conteúdo, pg.192, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Primavera de 2014).

DESTACAR-SE NA MULTIDÃO“Aproxima-se o tempo em que se cumprirão as coisas anunciadas para a transformação da humanidade. Ditosos serão os que houverem trabalhado no campo do Senhor, com desinteresse e sem outro móvel, senão a caridade.” Esta sentença, ditada pelo próprio Espírito de Verdade, há exatos 152 anos, reveste-se de sensatez: Não podemos imaginar fraternidade enquanto apartados da sociedade.

O termo frater, – irmão -por si só aponta-nos que para o exercício da virtude precisaremos estar enfrentando todos os congestionamentos que a irmandade nos apresente. Literalmente: No entrevero!

Poderemos até, em momento de introspecção, orar pelo irmão, pela comum unidade do bairro, cidade, estado, país, planeta… mas os resultados da fraternidade se concretizarão quando estivermos no corpo a corpo com todos aqueles que já amamos muito ou nem tanto; com os que comungam de nosso partido ou da oposição; com os simpatizantes de nossas cores ou contrários; com os visivelmente diferentes de nós e de opiniões opostas…

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Toda virtude que não se reconheceu [nos fornos] da experiência figura-se metal julgado precioso, cujo valor não foi aferido. Tal ‘aferição’ não se realiza no isolamento, fora do entrevero das lutas!

(Sintonia: Cap. Diante da vida social, pg.189, Livro da Esperança, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Primavera de 2014).

640px-Martin_Luther_King_Jr_NYWTSNão temos notícias de que Jeremias, Isaias, Confúcio, Sócrates, Einstein… tenham ‘voltado’ nos últimos tempos. Refolheando o século que acaba de virar a página, percebemos que nem sempre a palavra da profecia poderá ser trazida pelas mesmas individualidades espirituais dos tempos idos; contudo, as poderosas organizações espirituais têm estado conosco, impulsando-nos a evolução em todos os sentidos.

Não seriam estes incentivadores, Espíritos como Nelson Mandela, Francisco Cândido Xavier, Madre Tereza de Calcutá, Martin Luther King Jr., Irmã Dulce e tantos outros…

  • … Cientistas, que em noites insones, no anonimato de suas pesquisas, alcançam resultados admiráveis no combate a vírus que nos surpreendem a toda hora?
  • Filósofos que estão a nos dizer coisas fantasticamente novas sobre velhos temas?
  • Literatos com romances, auto-ajuda, reflexões, enunciados, teses caprichosas?
  • Artistas das mais diversas áreas, deixando-nos boquiabertos?…

Suas privações e estorvos não se reportam mais a áridas regiões, gafanhotos e mel silvestre, mas às indiferenças, zombarias e ingratidões contemporâneas.

Tornar-nos profetas novos (“I have a dream”)*, passará pelo esforço em “termos um sonho” buscando sermos expressões de luz para o futuro da humanidade.

Sonhos altos; sonhos ‘bons’… tornam-nos profetas novos, independente de nossa maior ou menor evolução; exatamente dentro de nosso potencial sonhador!

(* Expressão utilizada no discurso de Martin Luther King Jr., Prêmio Nobel da Paz 1964. Sintonia: Questão 280 de O Consolador, pg. 191, de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora FEB, 29ª edição) – (Primavera de 2014).

Jesus, Governador EspiritualA questão 277 de O Consolador explicita que o orbe terrestre só viu um eleito, que é Jesus Cristo, o “tipo mais perfeito para nosso guia e modelo.”

Esse Eleito precisou e sempre precisará de colaboradores para bem executar a missão da Governança do Planeta: Podemos chamá-los de profetas, missionários, anjos, mensageiros:

  • Profetas lembra-nos os mais antigos, que precederam o Mestre na redenção. Não que os encarnados de hoje com características mediúnicas premonitórias, não possam assim ser chamados; absolutamente! Mas os daquela época ‘aplainaram caminhos’, tornando compreensível a missão redentora;
  • Missionários foram todos os profetas e os atuais que, não precisando mais encarnar em Planetas de nossa ordem, por aqui estagiam, deixando rastros de sabedoria e bondade;
  • Anjos pertencem a diversas ordens de desencarnados que já conseguiram relativa e hierarquizada ‘santidade’, servindo de mentores do bem aos ainda encarnados; e
  • Mensageiros não pertencem necessariamente à categoria dos desencarnados. Entre os encarnados também os há com os mais salutares propósitos. Ao afirmarmos ‘fulano é um anjo de pessoa’, ‘beltrano nos passa tanta tranqüilidade!’, ‘a aura dele nos passa boa mensagem’, referimo-nos aos mensageiros; embaixadores de boas novas!

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Importar-nos com os outros, elevarmos sintonias, editarmos mensagens reconfortantes, socorrermos in loco ou à distância, bem pressagiarmos… torna-nos colaboradores do Eleito que sempre contará conosco, não obstante o degrau que ocupemos.

Na questão o Eleito e seus colaboradores, onde nos enquadramos?

(Sintonia: Questão 277 de O Consolador, pg. 189, de Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora FEB, 29ª edição) – (Primavera de 2014).

n683“Entre os chamados para o espiritismo, muitos se transviaram; reparai, pois, vosso caminho e segui a verdade.” (ESE, XX, 4).

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Pertencemos ainda ao cristianismo dogmático, paramentado, exteriorizado ou já conseguimos ingressar na Nova Era, a do cristianismo redivivo, simplificado, raciocinado, preservado pelos apóstolos logo após a ‘partida’ do Mestre?

Apadrinhamos o apocalipse, o ‘não tem jeito’, a desagregação, ou somos a viga robusta, sustentáculo da opinião de que a Nova Era prevê evolução lenta, porém constante?

Conformamo-nos junto às ‘batatas podres’ ou somos partícipes da célula sadia, capaz de influenciar e renovar ambientes?

Somos partidários da destruição, da indisciplina do pessimismo, ou já conseguimos tremular a bandeira do refazimento, da ordem da esperança?

Estamos ligados ainda à hipocrisia do desejo de sermos faróis para a humanidade ou preferimos a honestidade da chama dos pequenos serviços que iluminam e aquecem?

Sabemos e temos muito ou somos muito?

Nosso serviço é alardeante ou já nos firmamos através do anonimato, da simplicidade e da transparência, compreendendo ser esta a melhor propaganda da doutrina?

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Optamos pela alternativa “B”?  Se ‘já somos’, ‘já tentamos’, ‘já conseguimos’, ‘já desejamos’, ‘já nos firmamos’, ‘já preferimos’…

… é possível que já entendamos o que é ser espírita e começamos a reparar nossos caminhos e seguir a Verdade!

(Sintonia: Cap. Ser espírita, pg.187, Livro da Esperança, Emmanuel/Francisco Cândido Xavier, editora CEC) – (Primavera de 2014).