Archive for janeiro, 2015

dark-girl-light-Favim.com-500669Emmanuel, questionado por Chico se o Espírito, antes de encarnar, escolhe também [suas] crenças ou cultos, não responderia sim ou não, mas orienta-nos que todos os Espíritos, reencarnando no planeta, trazem consigo a idéia de Deus.

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Como nosso Espírito é o somatório de nossos investimentos, também o nosso Deus hoje é o produto do acumulado de experiências religiosas anteriores e atuais…

Se nesta revivência ou em vivências anteriores, estivemos reféns de práticas exteriores; se fomos cabresteados por crenças que nos ameaçaram com um deus vingativo, opressor ou juiz carrasco, certamente que incorporamos em nosso eu tal conceito de divindade.

Mas se ‘ontem’ ou hoje, dando um basta na opção anterior, passamos a considerar um Deus Soberanamente Justo e Bom e num esforço sincero de evoluir, optamos pela reflexão e pela pesquisa incessante, especialmente das causas e seus efeitos, Deus em nós hoje já tem nova concepção.

A Doutrina da Terceira Revelação, que se fez na hora exata, precisou que em determinada época, Espíritos de Relevância lhe fossem potenciais precursores:

Sem citar todos, até por falta de espaço, reportamo-nos a Martinho Lutero (1483 -1546), que ao realizar a Reforma Protestante passa a exumar a “letra” dos Evangelhos, enterrada até então por intolerâncias generalizadas.

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A escolha de nossos credos será sempre diretamente proporcional ao nosso estado evolutivo: O que desejamos, um Deus que informa e transforma, ou as ilusões [e a ineficácia] do culto externo?

(Sintonia: Questões 295/6 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, editora FEB) – (Verão de 2015).

presentes-pra-mulheresImaginemo-nos ganhando de presente uma linda camisa: Lá está ela, em nosso armário, entre outras surradinhas que possuímos. Se presente, não poderíamos rejeitá-la. Aos poucos, acostumamo-nos com ela, a vestimos, nos olhamos no espelho e nos vemos elegantes…

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A mediunidade é o presente que vem junto ao ‘pacote’ da nossa reencarnação. De características e intensidade ímpar entre os indivíduos, teremos que descobri-la e educá-la. E ela precisará ser luz para nós e para que as outras pessoas sejam iluminadas. Como a camisa que ganhamos de presente e precisaremos vestir e sentirmos sua utilidade.

Haverá aqueles momentos em que estando muito bem nos perguntaremos: Será que merecemos o dom com qual fomos contemplados? Sim! Tal qual a camisa, se a ganhamos é porque merecemos.

Também haverá aqueles momentos em que estaremos muito mal. Pessoas e nós próprios poremos em dúvidas nossas ações. Entretanto, responderemos aos outros e a nós mesmos ser possível que no passado éramos doentes insensatos (…) enquanto que hoje [já] conhecemos as nossas enfermidades, tratando-as com atenção e empenhando-nos em fugir delas.

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Achamos, um dia, que não merecíamos a camisa nova. Depois gostamos da idéia e passamos a usá-la. E com o uso ficou suja e precisamos lavá-la e passá-la. Zelamos por ela. Mediunidade também: Precisamos torná-la útil e conservá-la saudável, pois é o presente que recebemos de nossa Divindade.

(Sintonia: Cap. Estudo íntimo, pg. 209, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Verão de 2015).

jesus-cristo-e-seus-discipulos“Nisto todos reconhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (João 13: 35).

Conta-nos João, o discípulo amado do Mestre, que Este ‘já se despedia’ quando proferiu esta sentença, elegendo-a condição única para sermos seus autênticos seguidores:

  • Não disse que os agrupamentos religiosos precisariam se rotular por religião ‘A’, ‘B’ ou ‘C’;
  • Não disse que esta ou aquela casta deveria realizar tais e tais rituais; tão pouco que deveriam possuir paramentos apropriados a datas e eventos;
  • Nunca se referiu a que as religiões entesourassem fortunas incompatíveis ou impróprias de serem conduzidas à Vida Eterna;
  • Nunca disse que seus confrades precisariam de manuais teológicos, princípios dogmáticos ou fórmulas políticas; também
  • Nunca incentivou a que se matassem por causa da Boa Nova, mas que através dela Vivessem…

Nenhum dos extravagantes e equivocados esforços acima conseguiu deslustrar a claridade divina do “amai-vos uns aos outros”, base imortal de todos os ensinos de Jesus e condição necessária à perfeita identificação dos operários da Messe.

Como identificar como cristã a seita, filosofia, religião, pensamento? Não há outra condição do Cristo que não seja o “amai-vos” entre si próprios, em suas circunvizinhanças e além fronteira de suas crenças!

(Sintonia: Questão 294 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, editora FEB) – (Verão de 2015).

Como-fazer-um-receituário-médico-corretamenteQuerido Médico e amigo, esmagado sob os pesados efeitos de minhas próprias causas, passo a relatar-te minhas dores, entendendo teres a capacidade de prescrever o receituário adequado aos meus males:

– O séquito do orgulho tem me dilacerado: egoísmo, vaidade, inveja, personalismo, comodismo… tomam conta de mim e confrangem minhas melhores intenções; qual a receita, Doutor?

– “Faze aos outros o que desejas que os outros te façam!”

Cólera, ódio e revolta me convulsionam corpo e alma; qual o medicamento adequado a tais quistos?

“Humilha-te e serás exaltado” associado ao “ama os teus inimigos!”

– Sinto-me, querido Médico, incerto e ignorante quanto ao rumo a tomar. Até desejo realizar o aceitável, mas não sei se a ‘direção’ a tomar valerá à pena ou se suportarei o ônus; isto tem solução?

– “Se queres vir após mim, nega a ti mesmo, toma a tua cruz e segue-me!”

– Melindro-me ante calúnias e ofensas. Já ouvi dizer que além de competente Médico és excelente ‘matemático’… Qual a operação aritmética para meu caso?

– “Perdoa setenta vezes sete vezes” e “ora pelos que te perseguem e caluniam!”

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Ao pé do receituário, como raros facultativos o fazem, havia uma inscrição em letras pequeninas e douradas que me dizia: “Não são os que gozam de saúde que precisam de médico.” – Dr. Jesus

(Sintonia: Cap. Ante o Divino Médico, pg. 206, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Verão de 2015).

1340301691A doutrina espírita, com seus postulados e esclarecimento livre, é sanidade; insanidade é o nosso personalismo, a prevalência de nossas opiniões pequeninas.

A exemplo dos primeiros cristãos, o desprendimento é sanidade; cobrarmos a moeda da adoração, reconhecimento e bajulações é insanidade.

‘Os cristãos tinham tudo em comum; dividiam seus bens com alegria’: espiritismo solidário é sanidade; dogmatizar, cabrestear ou sobrepor a rigidez doutrinária à fraternidade é insanidade.

Optarmos pela religião do pensamento reto é sanidade; buscarmos o isolamento para driblar preconceitos ou intitular-nos supostos humildes, será insanidade.

Adotarmos a doutrina da assistência gratuita é sanidade; cobrarmos ‘impostos’ aviltantes do elogio, gratidão e retribuição será desejarmos financiar a insanidade.

“Conhecereis a verdade e a verdade vos fará livres” é sanidade; Insanidade é ‘bater de frente’ com a verdade ou não saber o que fazer com ela…

Se sanidade é a “fé verdadeira, aquela que pode encarar a razão face a face”, insanidade é a alucinação, a cegueira, o devaneio…

Sanidade ou insanidade?

(Sintonia: Cap. Espiritismo e nós, pg. 203, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Verão de 2015).

fraternitéA Ética da Reciprocidade ou Regra de Ouro é similar nas filosofias ou religiões que precederam a vinda de Cristo:

Judaísmo (Abraão, entre séculos XXIII e XXI a. C.) – “O que é odioso para ti, não o faças ao próximo. Esta é toda lei, o resto é comentário.”

Confucionismo (Confúcio, 551 a 479 a. C.) – “Não façais aos outros aquilo que não quereis que vos façam.”

Budismo (Sidarta Gautama, 563, a 483 a. C.) – “Não atormentes o próximo com o que te aflige.”

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Tais máximas, escritas de forma diferente, mas numa mesma direção, e que ‘fecham’ com a proclamada pelo Mestre em Mateus 7: 12, tudo o que quereis que os homens vos façam, fazei-o também vós a eles”, evidenciam que o Divino Governador sempre esteve a inspirar os Profetas de ‘antes da manjedoura.’

Da ‘manjedoura ao Gólgota’, as anunciaria, encarnado, em alto e bom tom; e ‘após o Gólgota’ continuaria a inspirar os novos profetas.

Comungam ainda de mesma ética o Zoroastrismo, Islamismo e Hinduísmo.

Muito antes da manjedoura, e desde a formação de nosso Orbe; da manjedoura ao Gólgota; e após o Gólgota, o Mestre de todos os tempos esteve a inspirar aos súditos de seu governo a importância do respeito e da tolerância. Os homens, contudo, não obstante todos os elementos de preparação continuaram divididos e, dentro de suas características de rebeldia, [retardaram] a sua edificação nas lições renovadoras do Evangelho.

No centro de Paris, no pós episódio de 7 de janeiro de 2015, que revelou um massacre de 20 mortos e 11 feridos, entre as partes, é muito provável que se ali estivessem reunidos Jesus, Maomé, Buda, Confúcio, Abraão e tantos outros profetas antigos e novos, todos eles, ao invés de portarem faixas pró ocidente ou pró oriente, compartilhariam de uma mesma bandeira: Je suis la fraternité!

(Sintonia: Questão 293 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, editora FEB) – (Verão de 2015).

verdade_anticristoEm passado não distante, quando nos perguntavam ‘quem é o anticristo’, tínhamos a resposta na ponta da língua: ‘demônio, diabo, satã, capeta!’

Hoje, com outro tipo de experiência, somos obrigados a reformular a pergunta para quem são os anticristos? É lógico que também refaremos a resposta.

Partindo do pressuposto que já conheçamos quem seja o Cristo, fica-nos mais fácil definir o contrário: Pautando o Mestre toda sua Encarnação Redentora na humildade e no amor, traduzidos em doçura e serviço, é-nos imperioso afirmar que anticristos são todos os encarnados e desencarnados fora desses parâmetros, com suas menores ou maiores implicâncias.

Ditando-nos o Cristo o maior mandamento “amar a Deus sobre todas as coisas” e o segundo, semelhante e imperioso ao primeiro “… e ao próximo como a ti mesmo”, é evidente que todos os indivíduos na contramão destes postulados, podem ser considerados anticristos.

É lógico que existem anticristos e anticristos: pequenos equívocos, ou indivíduos que cometem crueldades em menor dimensão, não podem ser comparados aos que participaram da comoção do holocausto.

Terão esses anticristos um poder absoluto e definitivo que [possa] neutralizar a ação de Jesus? Absolutamente! A Divina Providência não o permitiria. Quando o Mestre afirma que “há muitas moradas na casa de meu Pai… me vou para vos preparar um lugar, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais” (João 14, 1 a 3), ele não exclui os equivocados. Tão pouco os maiores anticristos!

(Sintonia: Questão 291 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, editora FEB) – (Verão de 2015).

cicatrizes-de-acneO tempo que dispomos em nossas revivências, retornos, idas e vindas… são iguais ao professor devotado ou cirurgião experiente que realizará plásticas em nossas cicatrizes; punçará quistos; soldará fraturas; extrairá miomas…

Poderemos até abortar compromissos firmados segundo a lei mutável dos homens, mas aqueles chancelados pela lei imutável de Deus, que representam nossas expiações ou provas, irão à cobrança; e os juros reclamados pela Lei, através do tempo e das revivências, serão altos!

Por que adiarmos o refazimento que a lógica está a nos ditar como necessário?

  • O companheiro ou companheira arbitrária de hoje é aquele ou aquela da qual escarnecemos ontem!
  • Insanos aos nossos cuidados hoje são os mesmos que negligenciamos no passado!
  • Os intransigentes que por ora nos cobram contas não serão os que ludibriamos outrora com falsos juramentos?
  • Os que nos tiranizam hoje não são os mesmos que em outras épocas incentivamos com despotismo e orgulho?

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Desertarmos por desertar de relações matrimoniais, paternais, filiais, afetivas… poderá até ser a alternativa mais fácil; mas não será a melhor!

(Sintonia: Cap. Uniões de prova, pg. 201, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Verão de 2015).

P3 (25)Em alusão admirável e alegórica às dificuldades que todos nós encontramos no acirramento doméstico, Emmanuel e Chico hoje se referem ao purificador familiar como disfarce da consangüinidade, calvário doméstico e matemática das causas e dos efeitos:

Realces por nossa conta, passamos a discorrê-los:

Disfarce da consangüinidade: Sob nosso teto estão albergados ‘parentes de sangue’ das mais diversas naturezas. Disfarçados sob mesma ‘tipagem sangüínea’, desafetos milenares, ofendidos e ofensores, uns cobram a conta; outros terão de saldá-la. Não há escapatória!

Calvário doméstico: Calvário, Gólgota, cruz… são todos termos sacrificais; e no  ‘aparelho purificador doméstico’ não haverá termo mais adequado para que se cicatrizem diferenças familiares encobertas pelo santo véu do esquecimento. Se a curta encarnação de Jesus não foi fácil e a cruz foi apenas o termo de uma fase, não seremos nós, grânulos comparados ao Mestre, que teremos ‘vida fácil!’

Matemática das causas e dos efeitos: Na contabilidade divina, nossa marcha pelos desafios domésticos peregrina como sendo colheita de efeitos de nossas próprias causas. Quais causas? Não sabemos, mas devemos trabalhar com suspeitas, cálculos, para que no livro caixa não restem déficits!

Num início de ano em que, olhando para a ‘virada’, estivemos mais tempo reunidos com nossos consangüíneos, o período é ótimo para refletirmos sobre o tema.

UM FELIZ E NOVO ANO NOVO! SUCESSO NO DESAFIO!

(Sintonia: Cap. No caminho da elevação, pg.199, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Verão de 2015).