Archive for fevereiro, 2015

SintoniaSim, se exercemos a prerrogativa de co-criadores em escala menor desta Criação em constante evolução; não, se ignoramos a partícula da divindade que em nós repousa e nos concede tal permissão.

Sim, se levando em conta o conjunto de possibilidades oriundas de nossa genética divina, colaboramos com as soluções ansiadas pelo planeta; não se, ao contrário estamos convertidos em elementos de ruína e destruição.

Sim, se, a despeito da pequenez de nosso talento, o colocamos a render, depositando-o no banco da sagrada Lei de Progresso; não, se o enterrarmos, atemorizados pela ‘severidade’ daquele que nos criou.

Sim, se, num esforço supremo, lutamos todo o santo dia para modificar o homem velho, primário e ignorante dos primórdios de nossa criação; não, se, acomodados, negligenciamos nossa condição espiritual, aquela de filhos de Deus.

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Que importa seja nosso homem novo lento e frágil no bem, se nosso homem velho era rápido e vigoroso no mal?

“Sois Deuses”, integra o Primeiro Livro dos Salmos que assim recita: “Eu disse: Sois deuses; sois todos filhos do Altíssimo.” (1 Sal 81, 6). Jesus lembrará tal salmo e o repetirá aos seus compatriotas que desejavam apedrejá-lo, por se dizer o santificado e enviado do Pai. (João, 10, 31 e seguintes).

(Sintonia: Questão 302 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, editora FEB) – (Verão de 2015).

mel-como-funciona-a-extracao-e-a-exploracao-da-abelhaParadoxalmente, “negar-se a si mesmo, tomar a cruz e seguir Jesus” (Marcos, 8: 34), não significa darmos as costas ao social, mas vem de encontro a todas as dificuldades de convivência com tal sociedade.

Quando Emmanuel nos diz que nossas cruzes incluem todas as realidades que o mundo nos oferece e nos convida a esquecer-nos na construção da felicidade geral, sugere-nos a família, o trabalho, os agrupamentos sociais, como laboratório terreno para o exercício do transporte de nosso lenho. Em tais agrupamentos acontecem nossas maiores provações:

Separações – Os que amamos poderão se afastar pela natural mudança de Plano; pelas ingratidões; pelos distanciamentos… Todas doem!

Desencantos – Quantas vezes enganamo-nos ou pessoas se enganam a nosso respeito… Desencantos são tais quais felpas!

Desastres – A cada dez ‘chamadas’ dos noticiários local, regional, nacional e mundial, é possível que oito sejam notícias catastróficas que irão nos cortar a alma.

Abandonos – A lição aqui será pintarmos nossa própria história; pintarmos histórias alheias poderá nos deixar ‘segurados ao pincel.’

Provações em família – Não trabalhemos com a ilusão de que família é só regozijo; provações, ajustes, expiações, aí serão inevitáveis.

Cativeiros – Sermos cativos de compromissos pelos quais optamos será nos libertarmos perante nossas consciências.

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Tomar a própria cruz, seguir Jesus, mais que abandonarmos tudo, será abraçarmos esse tudo e fazermos dele nosso laboratório terreno.

Sermos bons cristãos; não fugirmos ao lenho; entendermos nossas provações… São todos papéis exatamente dentro do contexto de nosso laboratório terreno.

(Sintonia: Cap. Nossas cruzes, pg. 211, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Verão de 2015).