Archive for abril, 2015

Woman shopping at the supermarketOs itens de nossa reforma pessoal não são tais quais os da provisão – rancho – que vamos colocando no carrinho do supermercado; à saída, pagamos e os levamos para casa.

Nenhum desses itens estará à venda no mercado dos homens, mas cada um deles fará parte dos problemas pessoais que teremos de solucionar.

É possível que outras prateleiras que não as de supermercados nos auxiliem a encontrar tais produtos, informando-nos rotas seguras para a nossa qualificação individual: Como as de nossa pequena biblioteca, onde residem obras básicas e complementares.

Felicidade, fé, esperança, fortaleza, graça, conhecimento… não são produtos compráveis; são resultantes de outras ‘mercadorias’ que ‘negociaremos’ diariamente com nossa consciência: A caridade não delegável; a perseverança espartana; o amor prático; a responsabilidade ante compromissos; o devotamento à causa…

Não podemos também emprestar ou tomar esses itens emprestados. Também não poderemos somente desejá-los, mas conquistá-los um pouquinho a cada dia.

Há ainda as parcerias, não mercantilizadas, envolvendo confrades encarnados e desencarnados afins, que nos apoiarão e serão apoiados durante nossos intercursos. Aqui a lealdade, a elegância espiritual, a generosidade, a fraternidade, farão a diferença.

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Para todos que ainda nos movimentamos na sombra, contar com as Luzes Superiores será imperioso. Proporcionar-nos-á enxergarmos a luz no final do túnel; mas não basta que a vislumbremos; precisaremos atingir a saída do túnel!

(Sintonia: Cap. Problemas pessoais, pg. 97, Agenda cristã, André Luiz e Francisco Cândido Xavier, Ed. FEB) – (Outono de 2015).

vacina-contra-rotavirus_0“A caridade e a fraternidade não se decretam em leis. Se uma e outra não estiverem no coração, o egoísmo aí sempre imperará. Cabe ao Espiritismo fazê-las penetrar nele.” (ESE, XXV, 8)

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Enquanto que fraternidade é o conveniente consórcio de talentos a benefício de uma comunidade, caridade é nossa quota de retribuição aos consorciados, mormente aos menos aquinhoados de possibilidades materiais, morais e intelectuais.

Sempre que numa confraria, estivermos exercitando mais o ‘seja feita a vossa vontade’ do que o ‘venha a nós o vosso reino’, estaremos utilizando ambas as virtudes como imunizantes contra nosso egoísmo.

Como se salvam nossas ‘almas’; como se salva uma confraria; e como bem sobrevive uma sociedade? O Espiritismo nos faz penetrar tal ensinamento através de sua máxima maior: “Fora da caridade não há salvação!” A caridade e a fraternidade não nos levam somente ao Reino dos Céus, mas tornam-nos possuidores da Terra e amados pelos quais nos dedicarmos.

Mas por que dar crédito a Kardec? Porque ele não era um aventureiro! O ilustre Lionês ‘largou’ emprego bem remunerado, – era um professor de renome – passou a viver do ‘patrocínio’ de sua esposa Amélie Gabrielle Boudet, para que, com conhecimento de causa, observações e Informações, esclarecesse tais verdades que nos libertam.

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Nossas iguarias, lar, bem-estar, inteligência, autoridade… estão todos ancorados por confrades dedicados que diuturnamente por nós se devotam. Todo o retorno em forma de caridade e bem querença a eles retribuídos, vacinar-nos-á contra o egoísmo e homologará nossas verdadeiras associações.

(Sintonia: Cap. Comunidade, pg. 224, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Outono de 2015).

136528477_ad45c65600Ao convidar-nos para partilharmos de seu jugo, alegoria que aos poucos se perde no tempo, pois a canga e os bois que a usam estão quase extintos, o Mestre não só faz o convite, mas estabelece uma cláusula – condição, requisito – principal, que é aprendermos com ele que é brando e humilde de coração. (Mateus XI, 29).

Há, pois, duas formas opostas de nos comportarmos perante as dificuldades afetas a este mundo:

A primeira, desde que possuamos fé no Futuro, será, não a conformação perante as misérias, mas o perfeito entendimento, ou resignação, que a Soberana Justiça e Bondade Divina nos oferece a respeito de responsabilidades sobre os nossos atos, desta ou de pretéritas vidas. Ou, desde que já entendamos os efeitos de nossas próprias causas, saibamos atravessar com compreensão o vale de provas e expiações.

A segunda forma é, atrelada ao nada esperar após esta vida, a conseqüente revolta perante nossas vicissitudes; o arrastamento, por anos e anos, de um fardo que poderíamos estar carregando resignados, com entendimento e, a partir deste, com o consolo da doutrina dos Espíritos.

O jugo leve, do qual nos fala o Redentor, realmente será leve se tomarmos a primeira rota. É possível que sua cláusula única, exigente, imperativa, essa sim, não seja muito leve, pois o amor e a caridade – a cláusula do jugo leve e a décima e mais importante Lei Divina ou Natural – essa sim, nos exigirá sairmos de nossa zona de conforto e nos encaixarmos aos trilhos da Lei.

O jugo não é o pesado… Pesada é a cláusula!

(Sintonia: ESE, VI, 1 e 2) – (Outono de 2015).

frases-biblicas-jesus-cristo-mensagens-evangelicasNem sempre as Máximas Crísticas foram entendidas no sentido mais profundo. Indivíduos, em todos os tempos, as adulteraram, desfiguraram, corromperam, inverteram:

“Não vos inquieteis pelo dia de amanhã”, dará a alguns, margem ao ócio, deserção, ‘lei de Gerson’… Esqueceram-se tais adúlteros que o Mestre os convidaria também a “andarem enquanto possuíssem luz”;

“Nem só de pão vive o homem” levará indivíduos hipócritas a censurar os que bem administram recursos materiais colocados a serviço de comunidades. Pão do corpo e pão do Espírito sempre será necessário. Não foi assim o Pão do Monte?

“Não julgueis” também seria desfigurado: A luta contra a maledicência é diária; não possuímos o direito de ver o argueiro alheio quando em nosso olho possuímos uma trave, mas a máxima nunca deveria servir de pretextos a todos nós que deveríamos “vigiar e orar” mais, evitar desculpas e verificarmos o lado íntegro dos legados morais do Cristo; e

“Ao que vos pedir a túnica, cedei também a capa”: Desprendimento e gentilezas, não significam irresponsabilidades e negligência, mas evitar contendas irrelevantes, visto sabermos que “o que é de César é de César; o que é de Deus é de Deus.”

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Os seguidores do Mestre, nem sempre tiveram escrúpulos em atentar sabiamente aos seus Ditos. Grupos e circunstâncias ainda hoje assim procedem. A doutrina dos Espíritos, na hora exata, chega para legitimar a integridade e honradez de tudo o que disse, incluídas também as máximas. Vai mais além: Instrui, esclarece e dessa forma alivia e consola.

Em tempos de corrupção galopante, tomemos um caderninho em branco; escrevamos aí os Ditos deste Amigo com seu verdadeiro significado; e evitemos, por conveniência, corromper suas máximas!

(Sintonia: Cap. Palavras de Jesus, pg. 221, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Outono de 2015).