Archive for maio, 2015

tumblr_l6mihwwDqd1qd4jq9o1_500 (1)Passados 70 anos, lembramos do nazismo e nos envergonhamos. Mas os povos ‘tão somente’ se envergonham!

Envergonhamo-nos, mas não nos redimimos:

Porque em atos paralelos agrilhoamo-nos à homofobia, ‘gordofobia’ à tirania da moda e das aparências; às opressões de cor, credo e expressão; na aversão aos ‘jeitos’…

E precisaremos de mais 70 anos para nos envergonhar?

Mas não será muito tempo se…

… Passados novos 70 anos precisarmos de mais 70?…

(Sintonia: Programa Encontro com Fátima Bernardes, 18.5.2015. Honra aos 70 anos da Vitória das Forças Aliadas sobre as ações nazistas, 8.5.2015) – (Outono de 2015).

44Há conotação diversa, porém complementar, nestas duas vezes em que, no evangelho, o Mestre fala em espada:

“Embainha tua espada, porque todos aqueles que usarem da espada, pela espada morrerão” (Mateus, 26, 52), foi uma expressão proferida pelo Mestre, às vésperas de sua crucificação e dirigida a Pedro quando este cortou a orelha de Malco, soldado do Sinédrio. Jesus cuida de informar ao Discípulo Pescador que seu Reinado não é material, mas que a cada ofensa deveremos manter o equilíbrio e respondermos com o lado espiritual elegante que já possuímos: A face do amor e da compreensão! Na ocasião o próprio Cristo curaria a orelha do militar, mostrando-lhe a face Divina que possuía. Espada, aqui, evolui de uma analogia material para um ensinamento transcendental.

“Não julgueis que vim trazer a paz à Terra. Vim trazer não a paz, mas a espada.” (Mateus, 10, 34). À primeira vista, uma heresia Messiânica? Impossível! Jesus não era dado a desatinos. A doutrina vem em nosso socorro e nos explicará que toda a idéia nova provocará na humanidade sectarismos; ou alguns a aceitarão, outros não; e isso dentro até de uma própria família. E isso poderá ‘roubar a paz’ às partes.

Mas o ensinamento principal, a que Emmanuel ora se refere, diz respeito à espada que deveremos colocar sobre nossos próprios equívocos, pois Jesus não vinha trazer ao mundo a palavra de [tolerância] com as fraquezas do homem, [mas aquela que o] iluminasse para os planos divinos.

* * *

Tanto na primeira como na segunda citação a espada é aquela renovadora, com a qual deve o homem lutar consigo mesmo, ‘cortando orelhas’ que teima em criar, capitaneado ainda por ignorâncias, vaidades, egoísmo e orgulho.

 (Sintonia: Questão 304 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, 29ª edição da FEB) – (Outono de 2015).

fsfh_justiceTemos repetido inúmeras vezes por escrito ou oralmente, que a ‘genética Divina’ com que fomos brindados, habilita-nos à perfeição; ou, somos perfectíveis! Do mineral à angelitude, todos cumprimos etapas evolutivas.

Lembramos que apesar de a Lei Divina ou Natural estar escrita em nossa consciência, de tempos em tempos revelações nos são feitas e, a cada reencarnação, abnegados orientadores, porque a esquecemos ou desprezamos (a Lei Divina), revelam-nos a importância de ser ela a única verdadeira para a felicidade do homem. (Questões 614, 621 e 621-a, LE).

Sempre que o homem se desvia ou fraqueja, distante dessa iluminação, seu erro justifica-se, de alguma sorte, pela ignorância ou pela cegueira: Temos aqui caracterizadas as atenuantes de nossos equívocos perante a Lei, ou ainda, não podemos ser responsabilizados por algo ainda não aprendido ou relembrado.

Mas a falta cometida com a plena consciência do dever, depois da bênção do conhecimento interior, (…) essa significa: renegarmos a centelha do Espírito divino, a Lei que trazemos impressa na consciência e, ainda, a nossa repetida expressão: Somos, geneticamente, divinos! Não tenhamos dúvidas que, neste caso, agravantes se estabelecerão aos nossos equívocos.

Nesta questão de O Consolador, está explicada a expressão evangélica usada por nossos confrades da profissão mais antiga e tradicional: Todos os pecados ser-vos-ão perdoados, menos os que cometerdes contra o Espírito Santo.

* * *

Pelo fato de a doutrina dos Espíritos nos esclarecer e consolar, somos obrigados a concluir que: Com atenuantes ou agravantes, nossa marcha à perfeição será inevitável; mesmo equivocados gravemente, nosso percurso não se extinguirá em ‘penas eternas’; e que não somos reféns de um ‘Deus vingador’ ou ‘justiceiro’, mas filhos de um Deus Soberanamente Justo e Bom, seu principal atributo, ao menos para nós, constrangidos ainda sob os efeitos de nossas próprias causas.

(Sintonia: Questão 303 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, 29ª edição da FEB) – (Outono de 2015).

xlarge_home-page-october1. Não somos os melhores nem os piores secretários das tarefas a nós afetas; secretariamos estritamente dentro de nossa escala evolutiva; não façamos além do que possamos e tão pouco deixemos de fazer o que já podemos. Possuímos, sim, parceiros que conosco dividirão tarefas da causa comum, já que alguns farão coisas que outros ainda não podem nem sabem realizar.

2. Não nos elejamos os mais eficientes propagandistas da causa; também não nos consideremos os contrapropangandistas, aqui representados pelos fanáticos deslumbrados. Os desvairados correrão o risco de ‘não venderem a mercadoria.’A naturalidade será a ferramenta adequada da propaganda.

3. Nossos princípios não estarão imunes a equívocos; também os equívocos freqüentes não deverão vitimar nossos princípios. A cada equívoco uma reflexão, um autoperdão, um soerguimento e a retomada natural da perseguição aos princípios.

4. Não almejemos atingir altíssimos padrões de ensinos superiores, nem arquitetemos aflições gratuitas através do desleixo, da prostração e da indiferença aos Iluminados. A regularidade poderá estar nas conquistas lentas, graduais, mas perseverantes.

5. Abominemos a pretensão de sermos bons exemplos sempre, mas também não sejamos sempre a imagem da escória e da destruição. O equilíbrio poderá estar na franqueza e transparência de nossas vidas, não aparentando o que não somos, mas sendo exatamente o que não aparentamos…

* * *

Como vemos, poderemos ser ao mesmo tempo, nosso maior amigo e o pior inimigo. Nas questões de moralidade, não optemos por extremismos. Busquemos o equilíbrio!

(Sintonia: Cap. Você mesmo, pg. 95, Agenda cristã, André Luiz e Francisco Cândido Xavier, Ed. FEB) – (Outono de 2015).

0010b9c747e695d406a57ed20dd89a8cImaginemos Deus nos cobrando contas da luz do sol que nos aquece, da água límpida e gratuita do regato, ou enviando-nos a fatura da água da chuva necessária!…

Se a mediunidade é a luz/concessão que possuímos em característica e intensidade diferentes, como nos tornarmos dela mercadores? Como mercadores, seríamos ‘enquadrados’ pelo Mestre das Gratuidades, com a exortação de sua parábola: “Até que pagues o último ceitil, serás aprisionado!…”

Assim como são importantes todos os luzeiros postos à disposição da sociedade, do farol mais moderno à vela bruxuleante, também a luz interna que todos possuímos, – a mediunidade – servirá de iluminação a outras mentes, qualquer que seja a sua intensidade. Como não contribuir, gratuitamente, para a iluminação de indivíduos outros? E daí se nossa luz é fraquinha, se irmãos nossos às vezes só precisam de nossas fracas tremeluzências?

Toda luz é providencial. Toda mediunidade é importante. A resplandecência de determinada luz é diretamente proporcional ao grau de escuridão que se nos apresenta: O simples fósforo aceso terá a sua utilidade relativa à intensidade da escuridão. Espíritos desencarnados e encarnados precisarão, muitas vezes, de somente uma migalha de nossa atenção… Não desejarão muito mais que isso!

* * *

Assim como na iluminação, o espetáculo é acessório, vale o proveito; também na mediunidade o fenômeno é suplemento; o que importa é o serviço!

Entre a lâmpada apagada e a força das trevas, não há diferença!

(Sintonia: Cap. Ante a mediunidade, pg. 228, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Outono de 2015).

pescadores-de-homem3Quando o Mestre a nós ‘reclama’ que “a messe é grande, mas poucos os operários”, dá-nos a entender que todos estamos convidados ao labor e que a ‘boa vontade’ elimina quaisquer outros empecilhos que por ventura contraponhamos à luta pela Sua causa:

  • Títulos honrosos, ao invés de entraves opressores à Causa Crística, deverão ser pensados como ferramentas de benefício. Ao escolher seus colaboradores, o Mestre não fez distinção entre o humilde pescador e o coletor de impostos;
  • Possibilidades materiais, se bem conduzidas, minimizam esterilidades. Será o material a serviço da causa e não a causa se ‘lambuzando’ no material!
  • Se nosso pensamento já é livre, policiemo-nos quanto à repressão aos que do livre pensar ainda não fazem uso; e
  • Não somos profissionais religiosos; professamos confissões diferentes! Todo o que ‘professar Cristo’, independente da cor de sua batina, paramento, ritual, cor, casta, credo, corrente, partido… fará parte da futura religião que se chamará fraternidade, aquela que colabora e recebe colaboração…

Nossas fala, escrita, ações e trabalhos, só terão validade quando se aproximarem ao máximo da decorrente vivência. A profissão religiosa é irrelevante e não representa nenhum empecilho se a intenção e vontade forem boas…

… Ou André Luiz não mesclaria, costumeiramente, com Espíritos que professaram credos diversos, sua equipe de socorro espiritual às regiões dos mais necessitados!…

Nem scarpins, nem alpercatas serão empecilhos ao bem. ‘O que’ os pés realizarem sobre cada um, é o que contará!…

(Sintonia: Cap. Pensamento espírita, pg. 226, Livro da Esperança, Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, Ed. CEC) – (Outono de 2015).

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