Archive for junho, 2015

Transfigurationbloch“… Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João e conduziu-os à parte a uma alta montanha. Lá se transfigurou na presença deles: seu rosto brilhou como o sol, suas vestes tornaram-se resplandecentes de brancura…” (Mateus, 17, 1 e 2).

No Tabor, contemplamos a grande lição de que o homem deve viver a sua existência, no mundo, sabendo que pertence ao Céu, por sua sagrada origem, sendo indispensável, desse modo, que se desmaterialize, a todos os instantes. (Emmanuel).

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O que significa transfiguração? Em A gênese, Cap. XIV, item 9, Kardec nos dirá que “a natureza do envoltório fluídico – o perispírito – está sempre em relação com o grau de adiantamento moral do Espírito.” Duas colocações: primeira, não temos dúvidas sobre a pureza do envoltório fluídico do Mestre, quando aqui encarnado. Segunda, também não duvidamos que fosse através do perispírito que se revelou Divino aos apóstolos escolhidos, na transfiguração.

A transfiguração é um dos fatos importantes na vida do Mestre, quando, muito mais do que falar, ditar, exortar, mostra-se resplandecente, dando contas à seleta platéia, do ‘reinado’ que sempre pretendeu estabelecer, o qual nada tinha a ver com conquistadores e conquistados, ou os povos entre os quais escolheu reencarnar.

Estudos doutrinários nos dão conta de que nosso perispírito é um produto do fluido universal; a quintessência, a parte mais pura de um todo, no caso, da esfera espiritual onde vivemos.  Imaginemos nossa conta bancária com 000.000… estaria zerada! Agora, coloquemos ‘1’ na frente dos zeros: A quintessência é o ‘1’ que dá valor a todos os nossos zeros.

Dessa forma Emmanuel alerta que nós pertencemos ao Céu e nosso perispírito está a nos dizer que, por possuirmos uma genética Divina, possuímos uma sagrada origem, convindo vivermos temporariamente como cidadãos terrenos, mas nunca nos esquecendo de, a todos os instantes, nos desmaterializarmos, livrando-nos de todos os penduricalhos desnecessários à Vida Futura.

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Todos os zeros representam nossa vida material. O ‘um’ colocado à frente, representa nossa origem sagrada, a única capaz de valorizar nossa ‘conta bancária!’

(Sintonia: Questão 310 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, 29ª edição da FEB) – (Outono de 2015).

plceuA Luz brilhou nas trevas e as trevas não a compreenderam. (João 1, 5).

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O que são trevas? Representam todos os nossos equívocos, ainda próprios do Orbe em que vivemos. Elas sempre existiram, existem e existirão, até que ‘promovidos’ sejamos.

Quem é a Luz? Paradoxalmente, esta, representando Jesus em todos os momentos, como Governador Zeloso, também sempre existiu e permanecerá conosco até quando seja necessária.

O que nem sempre houve e por alguns séculos ainda não haverá será a compreensão dessa Luz. A fuga à verdade! Quais seriam, então, as razões de tal incompreensão?

A incompreensão é representada por todas as escuridões da vida sensual – dos sentidos corpóreos – pelo desalinho com a Lei de Justiça, Amor e Caridade, pela estrada e porta largas muito mais fáceis de percorrer e adentrar. Tais empeços forjam todos os anticristos que ainda não desejaram se beneficiar dessa Luz; preferimos ainda a escuridão!

Podemos dizer que o cristão (verdadeiro) está para a Luz, assim como os anticristos estão para a escuridão.

O Mestre iluminaria a todos os profetas de antes da manjedoura; enquanto encarnado e contemporâneo de João Batista espalharia a Luz de sua Boa Nova; e em Espírito de Verdade continuou e continua a iluminar os novos profetas.

A fonte geradora dessa Luz sempre foi, é e será Jesus; os profetas suas torres de transmissão; os que, de tempos em tempos, realizam as oportunas revelações.

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A Luz sempre esteve e estará aí…

… Quanto ao ‘desejarmos’ essa iluminação? Bem aí dependerá da compreensão que desejaremos ter dos benefícios dessa Claridade!

Acostumados à escuridão, muitas vezes nossos olhos precisarão de exercícios adequados para não ficarem cegados perante uma Luz maior…

(Sintonia: Questão 308 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, 29ª edição da FEB) – (Outono de 2015).

201502031027xD924O escândalo é necessário, mas ai daquele por quem o escândalo vier. (Mateus, 18, 7).

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No planeta onde vivemos, ainda de provas e expiações, conviveremos por algum tempo com escândalos. Até que a regeneração se faça, escandalosos por aqui ainda reencarnarão. Ou todos nós, os equivocados, precisaremos reviver, reviver e reviver!

Expiação, provas, aprendizado, são razões pelas quais a Divina Providência ainda se utilizará de vias um pouco ‘tortas’ para ‘cutucar’ a humanidade.

Expiação significa que, ao escândalo que provocarmos nesta ou em outras vidas, ferindo-nos ou ferindo a irmãos, nos será imputado, dentro da lei de causa e efeito, corrigenda de mesma intensidade.

Prova significa que neste vale de lágrimas, mesmo quites, ainda precisaremos conviver e sobreviver a escândalos, para sermos testados em nossa perseverança.

Aprendizados serão todas as expiações e provas entendidas como lições da Soberana Justiça Divina.

Escândalos, portanto, fazem parte de uma Estratégia Divina. Quanto aos escandalosos, – incluímo-nos aqui todos os equivocados – embora não estejamos fora dos Planos Redentores, nosso ressarcimento será inevitável e para tal estaremos sujeitos a revivências, tantas quantas forem necessárias, em planetas destinados a expiações e provas.

É possível, ainda, que escândalos e escandalosos estejam inclusos na Lei de Destruição, também Divina Estratégia, ou que venhamos a realizar nossas provas num contexto que nada a tenha a ver conosco, mas servirá de oportunidade para ser testada nossa já reintegração.

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Imaginemo-nos vivendo num planeta onde não houvesse nenhum escândalo, nenhuma tragédia, nenhum acontecimento ruim que oportunizasse expiações, provas ou ensinamentos… Não mais seria esse um planeta de provas e expiações!

O objetivo aqui não é defendermos os escândalos ou escandalosos, mas os estratégicos propósitos da Divindade a nosso respeito.

(Sintonia: Questão 307 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, 29ª edição da FEB) – (Outono de 2015).