Archive for novembro, 2015

Iluminismo-Pensador-VoltaireEmbora de apogeus contemporâneos (Século XVIII), não devemos confundir Illuminati com Iluminismo:

Ligeiramente anterior, o Iluminismo (Século XVII), ficou conhecido como o “Século das Luzes”, movimento cultural da elite Européia onde se procurou mobilizar o poder da razão a fim de reformar a sociedade. Atingiria sua força máxima na França, no século seguinte, tendo como lideranças, entre outras, Diderot, d’Alembert, Voltaire (foto), Rousseau e Montesquieu. (Wikipédia).

Illuminati (do latim, iluminados), surgiu como sociedade secreta, fundada em 1º de maio de 1776 na Baviera, sul da Alemanha, portanto no ápice do Iluminismo. Nos tempos modernos conserva resquícios, como sendo organização conspiratória que aspira uma Nova Ordem Mundial… (Fonte: Idem).

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Para que os termos/Organizações sejam distinguidos, necessário é que consideremos:

  • Iluminismo, realizando aqui um trocadilho referente à origem do termo, iluminou mentes, sempre regado pela razão e agindo ‘às claras’, sem nenhuma conotação clandestina, ao contrário dos Illuminati, um tipo de sociedade secreta e de caráter conspiratório;
  • Analisados os termos em português, Iluminismo está voltado para fora do eu, ou desejando que se ilumine quem o queira; já Illuminati (que é o plural de illuminatus, em latim iluminado), já deseja significar personalismos que se auto intitulam iluminados, porém nunca se colocando à comunidade em geral; uma espécie de círculo fechado;
  • Quando procuramos personagens de um e de outro, verificamos que os do Iluminismo são mais abundantes e no contexto da história são mais reverenciados por suas idéias: Exemplificando, Voltaire é autor da frase “Não consigo admitir este grande relógio, sem que haja um Relojoeiro.” François Marie Arouet, que era seu nome, referia-se, aqui, ao Universo como uma máquina fantástica que precisaria de um ‘Maquinista’ para controlá-lo;
  • É possível que os Illuminati, por seu ‘secretismo’ e de não domínio público, estivessem mais à mercê de entidades ainda inferiores e que os personagens do Iluminismo, aqui já citados, todos eternizados, sempre perseguiram a Iluminação dos Superiores.
  • Kardec, nosso ilustre codificador, oriundo da Escola Pestalozzi, que incentivava o raciocínio de seus discípulos, sugere que também sua obra tenha como base a razão, aliando-se a todos os iluminados, supracitados ou não, e elegendo-os como precursores da doutrina da Terceira Revelação;
  • Com tais considerações, concluímos que o secretismo dos Illuminati é muito denso, nebuloso e comandado por forças poderosas, mas não muito sutis; e que a razão do Iluminismo provém de forças renovadoras, transformadoras através de boas intenções e todas sob comando de um zeloso Relojoeiro/Maquinista…

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Os Illuminati é tema do filme Anjos e Demônios, da homônima obra  de Dan Brown, dirigido por Ron Howard e protagonizado por Ton Hanks.

Para ser interpretado em suas entrelinhas: “Toda a música que não pinta nada, é apenas um ruído.” (Jean Le Rond d’Alembert).

(Primavera de 2015).

madreterezaDidaticamente, diz-se que combustível é toda a substância capaz de gerar uma energia na forma de calor, chama ou gases, transformados em potencial capaz de movimentar algo…

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Analisando os diversos e mais nobres predicados dedicados à abnegação, quais seja altruísmo, dedicação, desinteresse, desprendimento, desvelo, devotamento, sacrifício, generosidade, renúncia… chega-se à conclusão que abnegação será sempre o combustível que move ou estabelece a fraternidade. Não pode, portanto, a fraternidade manifestar-se sem a abnegação, pois quem coopera cede sempre alguma coisa de si mesmo, dando testemunho de abnegação.

Uma cooperativa – e a fraternidade é uma – sempre será alimentada pela colaboração do potencial de cada ‘associado’; será a parte ou a doação de cada um para o bem do todo: Imaginemo-nos ao redor de uma agradável fogueira onde todos os beneficiados a alimentam cada um com sua achinha de lenha…

… Abnegação será essa doação, ou a achinha de cada um que irá aquecer o todo; o combustível que irá manter o fogo aceso.

A mesma fogueira ficaria desabastecida – sem combustível – no momento em que todos os indivíduos desejassem usufruí-la, mas negasse cada qual sua achinha de lenha. Seria o ego ou o personalismo de cada um se sobrepondo à generosidade, à doação, à colaboração… necessárias a manter a fraternidade acesa.

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A sinceridade sempre será o atributo que legitimará tal entrega, tornando verdadeira a cooperação.

(Sintonia: questão 350 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

fraternidadeA indiferença apresenta-se como o oposto da fraternidade. Se não o é, sempre estará presente nos indivíduos ainda não matriculados na sagrada escola da fraternidade.

Em linguagem muito chula, dizemos comumente: ‘Esculacha-me, mas não me fica indiferente!’ Traduzindo, desejaríamos as piores e necessárias reprimendas do que os indivíduos nos ficarem indiferentes, pois uma reprimenda (o esclarecimento ponderado) poderá levar-nos à fraternidade, ao passo que ignorarmos os indivíduos – nas boas ou más ações – não os levará a lugar algum.

Na busca de nossas hegemonias diárias, ainda muito sob a ditadura do orgulho, desperdiçamos sagradas oportunidades para depormos esse tirano – o orgulho. Visando depormos esse ‘monarca’, vejamos algumas considerações importantes no eterno duelo entre fraternidade x indiferença:

  • Pensarmos menos de forma tribal e mais de forma coletiva. Já não somos mais primitivos. O animalizado se preocupava com a sobrevivência, e a indiferença remonta àquela época. Pelo contrário, a fraternidade já faz parte de uma transição;indifereca
  • Enquanto que indiferença nos deixa na alma o gosto amargo da inutilidade, importar-nos, servirmos – a fraternidade – converge-nos ao mais alto. É muito mesquinha a indiferença e muito sublime a fraternidade;
  • Enquanto que a fraternidade nos proporciona segurança para altos vôos, a indiferença sempre será a insegurança do ‘vôo de Ícaro’, o desastrado alado da mitologia grega (veja http://www.blogdovelhinho.com.br/complexo-de-icaro/);
  • A indiferença sempre fará parte da hegemonia material do indivíduo no grupo, clube, comunidadeA fraternidade desejará o triunfo coletivo de todas as agremiações;
  • Enquanto que sempre a indiferença será motivo de repetência, a fraternidade será fator de ‘condecoração’, pois somente ela agraciará, promoverá!
  • Indiferença é igual a evidência pessoal, ego, orgulho… Importar-se é a inevidência ou anonimato no coletivo, na fraternidade, na cooperação; e
  • A indiferença é um egoísmo quase feroz, animalesco, instintivo. O serviço dos que se importam é o passaporte mais sagrado para a fraternidade, cooperação, Regeneração.

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Se for muito improvável pensarmos Regeneração sem fraternidade, será muito fácil deduzirmos que a indiferença – posto de estacionamento – lhe é totalmente oposta…

(Sintonia: questão 348 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

reecarna_o_vida_ap_s_a_morte (1)A fraternidade promove a regeneração ou através da regeneração chegamos à fraternidade? Ambas as questões são legítimas, pois os termos possuem um envolvimento; são dependentes. Convém, entretanto que analisemos dois dos sentidos ou definições de regeneração:

Aurélio Buarque de Holanda Ferreira nos socorre, dizendo que: 3. Regeneração é a reformação moral (a fraternidade promovendo a Regeneração; aqui estágio Planetário) e 2. Regeneração é o restabelecimento do que estava destruído (regeneração como emenda, correção)…

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Não tenhamos dúvidas que a fraternidade regenera ou, elevando o tom da afirmação: Somente nos regeneraremos através da fraternidade como cooperativa.

O melhor ‘teatro de operações’ (TO) para batalharmos pela fraternidade, ainda é o Planeta Terra, na condição de reencarnados. Diríamos que em tal situação estaremos ‘equipados’ com todas as armas para vencermos batalhas contra nosso eu.

Todavia a visão que os indivíduos possuem da reencarnação no Orbe Terra, sempre será pelo prisma de seu coração:

Se, para alguns, a Terra for rude penitenciária cheia de gemidos e aflições, será muito provável que tais indivíduos não combatam, ainda, o ‘bom combate’ na direção da fraternidade, pois estarão, dia após dia, sob sugestões negativas e aprisionados a pesadas lamentações.

Se outros a vêem como processo sublime de aprendizado fraternal a estarão aproveitando como oportunidade redentora, opostamente, fazendo uso de todas as iluminações positivas.

Mais que influenciados, somos dirigidos por entidades de nossa escolha; e nosso ângulo de visão, mais obtuso ou mais alongado é quem determinará tais escolhas.

Há, pois, duas formas distintas de encararmos nossa estadia nos ‘campos de batalha terrestres’: A primeira de onde já sairemos ‘condecorados’ e aptos a Planetas melhores – Regenerados. A segunda onde o retorno aos campos de batalha se fará necessário até que saiamos vitoriosos…

… E a vitória, neste caso, será o triunfo da fraternidade sobre nosso próprio eu.

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A vitória final será o triunfo sobre os nossos próprios porquês; ou nossas próprias causas que nos trouxeram a este campo de batalha.

Reencarnação: Oportunidade de equação de nossos próprios porquês!…

(Sintonia: questão 347 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

Storm“Depois da tempestade vem a bonança”, nos dirá sábio ditado popular. Também virá a renovação do ar, a irrigação da terra prenhe de sementes e mudas, quem sabe a restauração do solo árido e o abastecimento das necessidades dos poços…

Tal provérbio também se aplicará às questões fraternais de difícil equação: Como levar a fraternidade evangélica àqueles que mais estimamos, se, por vezes, nosso esforço pode ser mal interpretado, conduzindo-nos a situações mais penosas?

A pergunta é feita por Chico a Emmanuel e a resposta será tão objetiva quanto nossa sentença popular: Resumindo-a, deixar-lhes as energias até que…

  • … possam experimentar a serenidade mental própria de todos aqueles que já ingressaram nos compromissos fraternais;
  • Abandonem os instintos animalizados, ou o lado mais inconveniente da tempestade;
  • Passem a comungar conosco de nossos desejos de serenidade e paz; e
  • Sintam-se, tal qual o ar, renovados; tal qual a terra prenhe, germinem a semente da boa vontade; afrouxem os torrões da terra árida de seus corações; e se abasteçam da compreensão recomendada na Boa Nova do Mestre.

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Para tudo há um ritmo; a Natureza não dá saltos; não convém esmurrarmos a ponta da faca; o mingau poderá estar quente… Esperemos passar a tempestade!

Há, ainda, o guarda chuva da oração, a forma pensamento de comunicação dos Espíritos – e os somos! Se a tempestade insistir usemos do artifício!

(Sintonia: questão 346 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

francois-hollande-president_A França, mais particularmente a capital Paris, ainda não cicatrizara dos atentados de 7 de janeiro, endereçados ao Charlie Hebdo, e se viu novamente, na data de ontem, acometida por mais um atentado, distribuído em seis pontos, todos simultâneos e orquestrados.

A diferença agora é a quantidade de vítimas fatais e dos feridos. Dado à proporção dos números, somos obrigados a acreditar que o ataque ao Charlie foi apenas um tira gosto, comparado ao atual. Em carta endereçada ao Le Monde, o Estado Islâmico, reivindica a autoria do atentado.

No momento em que os Países Europeus, principalmente vizinhos franceses, elevam seus alertas de segurança ao nível máximo (5), e o Papa Francisco declara que o acontecido “não é nenhuma justificativa, nem humana, nem religiosa”, nos sentimos na obrigação de novamente relembrar o que Emmanuel nos diz na questão 292 de O Consolador: “… Na inquietação que lhes caracteriza a existência na Terra, os homens se dividiram em numerosas religiões, como se a fé pudesse ter fronteiras, à semelhança das pátrias materiais (…). Dessa falsa interpretação têm nascido no mundo as lutas anti fraternais e as dissensões religiosas de todos os tempos.

Como escrevemos em “Liberdade e Igualdade, filhas da Fraternidade” e publicado na RIE em março deste ano, repetimos que “não estamos aqui falando como franceses ou muçulmanos, mas com a dor e o lamento de ambos, como cidadãos do mundo e como cristãos; e como tal acreditamos que o único aval para a liberdade e a igualdade seja a fraternidade, ou o perfeito enquadramento dos povos dentro da ética da reciprocidade, que é a regra que o Cristo ditou aos antigos e novos Profetas.”

Os números são, na linguagem do Papa Francisco, desumanos, pois se em janeiro tivemos 20 mortos e 11 feridos, os angustiosos números de hoje avançam – ou retrogradam? – a 127 mortos e 99 feridos, entre os quais dois brasileiros.

Confrades; oremos! Não só pelos números de ontem e os de hoje, mas pelos homens que tomam decisões, para que revejam e meditem sobre as sagradas questões de respeito e tolerância, itens em nossa opinião mais razoáveis que todos os tipos de alertas de segurança e que amenizariam efeitos de sabidas causas…

Oremos!

(Na foto, o presidente francês Fraçois Hollande, se dirigindo à Nação e ao mundo) –  (Primavera com ares tristes de 2015).

save-your-love-for-someone-to-reciprocate-your-feelings1_largeAfirmamos já amarmos o próximo. Mas quando um desses ‘nosso próximo’, ainda menos educado na lição evangélica não nos poupar brutalidades, deveremos nos comportar de maneira passiva? Em tal situação a fraternidade tem prioridade? Ou deverá haver esclarecimento com energia?

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Neste caso, Emmanuel nos recomenda que as três opções sejam válidas: Ou a fraternidade como prioridade e com o concurso do esclarecimento e da energia.

Dirá o Benfeitor: Esclarecer é também amar. Toda a questão reside em bem sabermos explicar, sem expressões de personalismo, ainda que com a maior contribuição de energia, para que o erro ou o desvio do bem não prevaleça. Dessa forma:

Primeiro: A fraternidade tem prioridade, sim! Passividade ou sujeição em nada contribuirá. Não confundamos esclarecimento e energia com comportamentos anti fraternais. Tais atitudes sempre serão necessárias, sempre que o ego de uma das partes prevalecer.

Segundo: O esclarecimento cordial sempre será o melhor escudo da fraternidade. Argumentos sensatos, bem colocados, poderão ‘desarmar’ a parte ainda mais ‘desalinhada evangelicamente’, proporcionando-lhe luz e instrução. Como disse Emmanuel, o esclarecimento sempre se confundirá com fraternidade, conquanto esclarecer é também amar.

Terceiro: A energia – sem o individualismo, ou predominância do ego – sempre será a arma do prudente. Quantas vezes já defendemos aqui que estarmos alinhados é agirmos de conformidade com os postulados da Boa Nova: Pois bem, O Mestre era incisivo, quando necessário. Sermos enérgicos não nos desalinhará, de forma nenhuma, dos postulados Crísticos…

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Fraternidade, esclarecimento e energia poderão estar sempre juntos e estabelecer uma bela tríade, mas sem esquecermos que estará sempre no comando…

… A fraternidade!

(Sintonia: questão 344 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

chave-11O preceito evangélico: “se alguém te bater numa face, apresenta-lhe a outra”, deve ser usado pelo cristão, mesmo quando seja vítima de agressão corporal não provocada?

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Dentre os 58 conceitos que Aurélio Buarque de Holanda Ferreira nos oferece para o termo ‘chave’, escolhemos dois que significam “aquilo que garante o acesso a algo” e “golpe de artes marciais.” Ambos nos serão de valia para desenvolvermos raciocínio neste estudo sobre fraternidade.

Poderíamos aqui ficar teimando que sempre que agirmos em legítima defesa estaremos procedendo dentro da lei, desejando escorar-nos em princípios cristãos aceitáveis.

Contraria-nos Emmanuel e garante que agindo o homem com a chave da fraternidade cristã, pode-se extinguir o fermento da agressão, com a luz do bem e da serenidade moral.

Convenhamos que apresentarmos a outra face, sendo vítimas de agressão não provocada, será um despropósito nos dias de hoje em Planeta ainda sufocado pelo império do mal e no qual vivemos sob a ditadura que o orgulho impõe aos nossos cinco sentidos.

carlos-gracie-dando-uma-chave-de-brac3a7oConfrades, não nos iludamos; a chave da questão não estará nas mãos do indivíduo que já desejou entrar para o evangelho, mas consolemo-nos pois que ela poderá estar de posse daquele no qual o evangelho já lhe entrou…

… Porque mostrar a outra face, procurando entrar nas entrelinhas do evangelho que por ventura já tenha nos entrado, será, utilizando-nos das duas definições que Aurélio nos coloca à disposição, supormos que:

Primeiro: Não estaremos agindo com covardia, mas “garantindo o acesso” ao nosso coração de alguém que nos ofende e ao qual desejamos mostrar a face espiritual elegante que estamos tentando construir; e

Segundo: Em mostrando nossa outra face – a fraterna – poderemos estar aplicando no ofensor o “golpe”, não o de “artes marciais”, mas aquele com o poder de extinguir o fermento da agressão e tão nobre que o possa atrair para o rebanho da fraternidade.

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São atitudes fáceis? Claro que não! Mas quem disse que seriam?!

(Sintonia: questão 345 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Primavera de 2015).

maxresdefault“Podereis identificar a missão da alma pelos atos e palavras, na exemplificação e no ensino da tarefa que foi chamada a cumprir (…) [deixando] em todos os seus passos o luminoso selo do bem.” (Emmanuel).

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Já dissemos aqui, reproduzindo palavras do Benfeitor Hammed, que o indivíduo que deixar de lado o “ser religioso” – seu credo, religião, filosofia – e desenvolver o “ser religiosidade” – na crença e na aplicação da Boa Nova do Mestre –, estará apto a ingressar num Planeta Regenerado e ser incluído na fraternidade, a “religião do futuro”.

Mas indivíduos que já agem dessa forma, passarão por este Planeta imunes a provas no trabalho a realizar? Imunes a provas não, pois experimentam, como todos, um corpo de carne não imune à dor. Mas totalmente à deriva de expiações porque muito pouco ou nada têm a expiar.

Tomemos como exemplo aquele que instaurou a Boa Nova: A quantos sofrimentos – provas – seu corpo de carne foi submetido! Desde o nascimento humilde na estrebaria, passando pelas necessidades físicas da encarnação e culminando com a ignomínia da cruz; todavia seu Espírito estava preparado para a missão que o Onipotente lhe reservara.

Tanto estava que implantou, através da palavra e, sobretudo dos atos, durante trinta e três anos, o melhor modelo de fraternidade, possibilitando aos homens deste Planeta atingirem a categoria dos regenerados. Foram muitas suas atitudes! Algumas:

  • “Quem é minha mãe e quem são meus irmãos?” – aparentemente um despropósito, mas considerada a expressão como semente do amor universal, fraternidade ou regeneração;
  • “Perdoai não sete, mas setenta vezes sete vezes.” – A rota do perdão ilimitado, indispensável para a fraternidade;
  • “Fazei aos outros tudo o que desejardes vos façam.” – Regra de ouro, ética da reciprocidade, solidariedade ou o caminho do amor universal;
  • “Mulher, onde estão os que te condenaram; não os vejo aqui! Nem eu te condeno, porém vai e não peques mais.” – A compaixão vista como o caminho para o perdão sem afrouxar a reparação; e
  • “Pai, perdoa-lhes; eles não sabem o que fazem!” – Jesus, com o corpo físico dilacerado, mas ciente de sua missão ao mostrar a face elegante do missionário.

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Fraternidade e regeneração se nos apresentam como uma meta. Já que fraternidade pressupõe parceria ou cooperação, não a construiremos sozinhos. Nas lutas do dia a dia, vencendo nossas más inclinações, iremos alcançando etapas, pois que também metas são atingidas através de jornadas.

A todos que queiramos ingressar na “religião do futuro”, tenhamos em Jesus o “guia e modelo mais perfeito”, que plantou lá atrás todas as sementes da fraternidade, que irá germinar, crescer e dar frutos somente três milênios após…

Se o próprio Mestre mostra-se paciencioso na colheita dos frutos da regeneração; se espera que ela se realize através dos milênios, por que nós homens ainda equivocados desejaremos pular etapas necessárias, expiatórias e regeneradoras?

(Sintonia: 1. Questão 343 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB e 2. Cap. Afetividade de Os prazeres da alma, ditado por Hammed a Francisco do Espírito Santo Neto, 4ª edição da Boa Nova Editora) – (Primavera de 2015).

sementePoderá uma semente germinar, tornar-se uma árvore adulta e produzir frutos somente três milênios depois?

No caso que desejamos abordar, é possível que sim: Jesus, em sua evangelização itinerante, costumava algumas vezes escolher a casa de amigos para realizar suas oratórias. Numa dessas ocasiões um dos apóstolos interrompeu-o e lhe disse que estavam aí fora sua mãe e seus irmãos. O Mestre interroga-o: “Quem é minha mãe e quem são os meus irmãos?…” (Mateus XII, 48).

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Nem o mais incauto, ou o mais desinformado sobre o caráter ilibado de Jesus consegue interpretar esta sua expressão como desamorosa ou anti fraternal; tais aberrações nunca fizeram parte do perfil do Mestre.

No momento em que começamos a abordar o tema fraternidade, continuamos nos socorrendo de O Consolador e em seu item 3.3.3 vemos com satisfação o Benfeitor Emmanuel nos confirmando que a expressão acima é um incitamento à edificação da fraternidade universal, pois que o Senhor se referia à precariedade dos laços de sangue e que a Lei de Justiça, amor e caridade não deve estar circunscrita ao ambiente particular, mas ligada ao ambiente universal onde abundam desde os aparentemente mais felizes, aos mais desvalidos da sorte.

Um dos mais belos conceitos que já lemos até hoje sobre fraternidade é aquele em que Hammed (Espírito) nos diz que no futuro, a religião superior ou natural só será fundamentada na mais afetuosa fraternidade e professada individualmente pela criatura que superou o ‘ser religioso’ e desenvolveu em si o ‘ser religiosidade.’ Entendamos ‘ser religioso’ como os diversos credos e o ‘ser religiosidade’ como a crença nas verdades do Senhor.

E por que aventamos aqui que a semente poderá germinar, crescer e frutificar tanto tempo depois? Porque passados dois mil anos, duas revelações (Jesus/Kardec) e ingressos já no terceiro milênio, ainda engatinhamos nas questões fraternais. Mas a semente realiza pacientemente o seu processo e ainda neste milênio, quando entendermos o que Jesus desejou dizer com expressão tão impactante, nos voltaremos para o ‘ser religiosidade’ e então a fraternidade estará instalada; e com ela a Regeneração…

… ou a semente já germinada, a árvore já adulta e os frutos da fraternidade universal abundantes!

(Sintonia: 1. Questão 342 de O Consolador, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB e 2. Cap. Afetividade de Os prazeres da alma, ditado por Hammed a Francisco do Espírito Santo Neto, 4ª edição da Boa Nova Editora) – (Primavera de 2015).