Archive for fevereiro, 2016

101411_0223_3Paradoxalmente…

… A terra não reclama do arado, da grade e dos sulcos que a dilaceram. Fortalece-se e, ao receber sementes, se torna prenhe de futuros frutos que irá produzir em abundância.

O grão de trigo, a madeira e a pedra serão, respectivamente, triturados, manufaturados e lapidados para que se tornarem pão, móvel ou obra de arte satisfazendo necessidades o progresso e a arte dos homens.

Contraditoriamente, na maioria das vezes, não chegamos a uma Casa Espírita pelo louvor, ou pelo calor do amor se não pela súplica e pela dor…

… Mas qual dos homens já compreende o sentido da dor e das dificuldades? Por que ainda precisamos do aguilhão de efeitos para nossa progressão? Porque ainda não compreendemos que tais efeitos são todos de nossas próprias causas!

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Disciplina, sofrimentos e obstáculos, para nossos Espíritos, são tais qual o moinho, o serrote e o buril que dão forma e formosura aos seus elementos.

Paradoxalmente, o que [nos] parece derrota, muita vez é vitória. E o que se [nos] afigura em favor de [nossa] morte, é contribuição para o [nosso] engrandecimento na vida eterna.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 16, Não te perturbes, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Verão de 2016).

o-filho-prodigo2“Levantar-me-ei”, expressão utilizada pelo filho pródigo, e inserida nos ensinos parabólicos de Jesus, talvez tenha sido a expressão mais audaciosa de alguém que, no fundo do poço, reflexionasse sobre seus equívocos, desejasse se autoperdoar e ‘partir’ para a reparação.

Como o ensino é totalmente alegórico e o filho pródigo é um personagem fictício, embora de grande valia para o Pedagogo Rabi, precisamos penetrar o íntimo desse jovem esbanjado e imaginar-lhe o âmago bem antes e após o resoluto “levantar-me-ei!” Como ficção é a parábola, ficcionalmente o faremos, conjeturando o antes e o depois dessa ‘batida de martelo’:

Muito antes da resolução arrojada, o desperdício, a distribuição farta dos bens do pai a ‘amigos’; muita comida, muita bebida e muitas orgias; todos o adoravam, pois distribuía a mancheias a parte da fortuna que lhe tocara, pensando que ela nunca acabaria… Mas acabou! E o inexperiente jovem vê-se solitário, pois os amigos haviam sumido. Por que ficariam a seu lado, se só desejavam o seu dinheiro? Vê-se obrigado a empregar-se cuidando de porcos e desejou alimentar-se com a comida destes. É nessa hora que, investido de coragem resolve levantar-se: “O menor dos empregados de meu pai vive melhor que eu”, diz a seu íntimo e isso o faz tomar a decisão. Mas quais conseqüências lhe adviriam?

Poderia ser tratado como um menor em seu retorno à casa do pai; certamente que se sentiria muito envergonhado, perante o pai, o irmão e a criadagem. Mas que importava? Era filho e não só mereceria como aproveitaria a segunda chance. O mais importante, ou a decisão de arrepender-se e resolver retornar já estava tomada, agora seria só executar seu plano audacioso. Entrevistos o antes e o depois de sua decisão, sabemos o desfecho: O pai não só o perdoa como o cobre de mimos; o irmão mais velho se aborrece e o pai o repreende amorosamente, mas com autoridade…

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Todo o soerguer-nos é uma resolução íntima. Ninguém o fará por nós! A toda a resoluta decisão de levantar-se, há uma investida, para frente e para o alto. Uma evolução também se faz dessa forma. Evidente que, a partir de uma decisão dessas, toda ajuda dos Bons Amigos nos será dispensada, mas nós precisaremos desejar, como desejou o jovem.

Evolução pede-nos esforço e uma visão panorâmica nos requererá primeiro a escalada. Jesus, ou os padrões de Jesus, – todos e somente eles – nos conduzirá de retorno à casa do Pai.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 13, Ergamo-nos, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Verão de 2016).

criacao-do-mundoJá paramos para pensar que Deus parece ter uma retífica? Tudo é belo, tudo é grande, tudo é santo na casa de Deus. Mas para chegar-se a esse belo, a pedra bruta precisou ser esculpida; o grande poderá ter sido construído a duras penas; e todo o santo começou inerte, depois simples e ignorante…

… E a retífica de Deus obrou e obra em todos os tempos, chamando à razão seres e coisas para que conseguissem ser enquadrados como belos, grandes e santos:

  • A mãezinha que, apesar da penúria, é contemplada com trigêmeos é o mesmo Espírito que outrora se equivocou e cometeu alguns abortos infelizes;
  • O rio, enquanto nascente, era uma fonte insatisfeita; retificado por precipitações e contornando obstáculos necessários, agora pressente a magnanimidade de seu caudal já próximo ao grande mar;
  • Tanto a tempestade como a própria noite encardida, fizeram-se renovação e clareza ao parir-se o novo dia;
  • A cerâmica, o móvel e o arado já foram barro, madeira e ferro brutos. Manufaturados, recondicionam-se e são promovidos a peças de arte e ferramentas úteis; e
  • E o escândalo que se converteu em observação e ensinamento? E a doença que antecedeu a graça da cura? E a longa espera e expectativa que se converteram em realidade?…

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O homem, sem escapar de tais corrigendas – da retífica de Deus – representadas por todas as expiações e provas necessárias, também se encaminha, mais hoje, mais amanhã, para a emenda, para a retidão.

Sim! Deus tem uma retífica que converte tudo e todos em belo, grande e santo: Parece-nos até que amiúde toma do pincel e retoca aqui, aperfeiçoa ali a pintura deste Planeta… Quem duvidar que observe!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 11, Glorifiquemos, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Verão de 2016).

DSC03882A caridade não depende da bolsa. É fonte nascida do coração. [Dessa forma] é deplorável a subordinação da prática do bem ao cofre recheado. (Emmanuel).

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Há ainda neste Planeta, indivíduos que não admitem perder absolutamente nada; longe da crítica, é apenas uma constatação: são Espíritos ainda muito mesquinhos, que gostam de usufruir de altos juros de tudo aquilo que realizam; não admitem ‘perder para ganhar’… São usurários!

Por mais que plantemos e por mais que colhamos; por mais que manufaturemos; e por mais que armazenemos… não iremos comer, vestir ou usufruir de toda essa fartura, todavia ela precisará ser comercializada e parte dela chegar graciosamente a mãos menos afortunadas. É a fartura sem usura, ou todas as riquezas produzidas, gerando bem estar a todos; sem mesquinhez!

Todos os recursos que nascem do coração, são fontes de alegria e bem estar; aliás, segundo vários Espíritos Superiores, – São Vicente de Paulo é um deles – a única fonte de felicidade ainda neste mundo.

Vestir, morar, comer, locomover-nos… são todas necessidades básicas e naturalmente dignas; a fartura faz parte do trabalho e do progresso; o ‘pecado’ está no excesso representado pela usura que se traduz no equívoco de que somos donos de tudo; na verdade, somos, quando muito, apenas administradores desses benesses e como tal todos eles ficarão constrangidos a este plano. Para o ‘Outro’ plano levaremos, ironicamente, somente a fartura que distribuímos com o coração.

Fazem parte dessa fartura somente os recursos dependentes da bolsa ou do cofre recheado? Absolutamente! Todos aqueles que iluminarmos, balsamizarmos, alimentarmos e aquecermos com o coração, muitas vezes com o prejuízo da razão, constituir-se-á como a fartura de nossa alma, que não se perderá e será o passaporte para a nossa felicidade atual e futura.

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Digamos – e façamos! – como o apóstolo Paulo ao exortar a Timóteo: “Tendo, porém, sustento e com que nos cobrirmos, estejamos com isso contentes.” (I Timóteo, 6: 8).

(Sintonia: Fonte viva, Cap. Estejamos contentes, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Verão de 2016).

copii1O colaborador do Cristo, seja estadista ou varredor, está integrado com o dever que lhe cabe, na posição de agir e servir… (Emmanuel).

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Deveres – falamos aqui de ‘obrigações morais’ – estão intimamente relacionados à evolução de cada indivíduo: Enquanto que o estado evolutivo examinará a posição individual e suas possibilidades (intelectuais + morais), deveres sempre serão as incumbências ou tarefas que advirão desse já patamar de transformação.

Não estamos aqui falando de nada heróico, mas e tão somente que o colaborador do Cristo compromete-se com esse ‘Patrão’ de ser um cooperado que fará todos os esforços possíveis para retirar do “bom tesouro de seu coração”, todas as coisas boas que aí já armazenou e com as quais possa agir e servir.

A esse colaborador não se imporá tarefas para as quais ainda não esteja preparado ou que a sua evolução ainda não tenha sido contemplada.

Sempre que esse colaborador der exatamente o que já possui e que não tenha a pretensão de dar aquilo que ainda não tem, ele será considerado um obreiro atento: Ou focado exatamente nos deveres que a sua evolução atual lhe estiver cobrando.

Tudo é natural na Lei de Deus e o aprendiz do Evangelho – todos o somos! – entende que não só ele mas como todos os demais cooperados, cada qual colaborará com produtos que já saiba e possa produzir: É possível que num Centro Espírita o presidente da casa ‘também’ saiba varrer; mas também pode acontecer que o varredor ainda não saiba presidir…

Há mais de uma Lei Natural envolvida na presente questão: Além da de Justiça amor e caridade, há a liberdade de evolução – Lei de Liberdade; deverá haver o respeito ao progresso individual – Lei de Progresso; e, dicotomicamente, até os desiguais – desigualdade de aptidões ou talentos – deverão ser entendidos como iguais dentro da Lei de Igualdade, pois diferentes talentos, colaboradores de um todo.

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As melhorias dos indivíduos não se fazem ‘por decretos’; cada qual terá a liberdade de seu tempo; de evoluir mais ou menos rapidamente. O mesmo já não se dará com o dever, que será sempre dever, quer seja o colaborador estadista ou varredor.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. Obreiros atentos, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Verão de 2016).

136200792“… Toda correção no presente, não parece ser de gozo, senão de tristeza, mas, depois, produz um fruto pacífico de justiça nos exercitados por ela.” (Paulo aos Hebreus, 12: 11).

Que Deus é sábio não temos a menor dúvida: A questão número 1 de O Livro dos Espíritos nos responde que “Deus é a inteligência suprema, causa primária de todas as coisas.” Mas a pergunta de Kardec também é proposital: Perguntaria ‘que’ é Deus e não ‘quem’ é Deus, pois quem poderia enquadrar Deus como algo comparável; e nossa Divindade é ‘incomparável’…

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Pois esse Deus, em sua sapiência, atrelada a todos os demais atributos – gosto de salientá-Lo como Onipotente e Soberanamente Justo e bom – estabelece para os seres e coisas por Ele criados exercícios corretivos:

O rio não se considera perfeito ao ser nascente: precisará antes contornar obstáculos; lançar-se em quedas audaciosas; e finalmente prestes a chegar ao grande mar perceberá toda sua majestade. Dá-se conta que todas as suas peripécias só fizeram fortalecê-lo.

A árvore sabe que para o seu crescimento precisará de esteios que a deixem ereta. Enfrentará podas a cada ciclo antes da produção, mas ao colocar novas folhas, galhos e flores se achará pronta para o fruto. Tudo resultado das correções recebidas.

E a terra para produzir? Será arada, gradeada, adubada e regada para que propícia produza todos os frutos, hortaliças e sementes necessárias ao abastecimento do homem. Consola-se, pois bruta nada produziria…

E os pássaros que nos avisam que os frutos estão prontos! Não serão os figos bicados, os mais prontos, mais doces, e os mais saborosos? Foi a Mãe Natureza, através dos seres menores da criação quem nos avisou!

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O homem não escapa a tais correções: não serão as coisas fáceis que o tornará forte, mas todos os exercícios corretivos que, por força ainda de seus próprios equívocos o fará se emendar e crescer.

De onde lhe vem a experiência, o conhecimento e a compreensão da justiça, senão de todos os exercícios corretivos que o nosso Deus, lhe impõe? Aquele da questão número 1, a “inteligência suprema!”

(Sintonia: Fonte viva, Cap. Aceita a correção, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Cassino; verão de 2016).

0,,56188015,00“Árvore alguma será conhecida ou amada pelas aparências exteriores, mas sim pelos frutos, pela utilidade, pela produção.” (Emmanuel).

“Pessoas são tais quais livros. Não fiquemos apenas em suas capas; folhemo-los!” (P. Fábio de Melo).

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Frutos, utilidade, produção, representam toda a contribuição que proporcionarmos a terceiros, independente de sermos bonitos, feios, gordos, magros, perfeitos, deficientes… Tais frutos são resultados do Espírito individual e não de nossa aparência que é tão e somente física. Quando o Espírito produz frutos bons (ou nem tanto) o corpo físico, esse sim tem a função de exteriorizá-los.

É por isso que o Mestre, o divino Cultivador, não se preocupava com as aparências de seus necessitados. É isso, ainda, que Fábio de Melo e Emmanuel nos desejam ensinar com suas máximas.

A Natureza tem a nos ensinar, também, a esse respeito. Os figos mais maduros, mais doces e mais apreciados serão aqueles já bicados por algum pássaro: porque a Mãe e os seres menores estão aí a nos lecionar.

Emmanuel nos dirá, ainda, que não serão o tamanho, aspecto, apresentação, vetustez, casca ou as flores mais ou menos perfumadas que terão a capacidade de engrandecer ou tornar doces os frutos de determinada fonte, mas a genética de qualidade que agrônomos competentes já conseguiram lhe imprimir.

Espíritos já preocupados com o progresso comum: são esses os frutos que adocicam e saciam as próprias vidas e as de terceiros. São indivíduos já com um espírito cooperativo, qual seja, colocar à mesa de todos os cooperados, mormente aos mais desvalidos do Espírito, os produtos que estes ainda não sabem ou não puderam cultivar.

Pessoas que ainda vemos com uma casca grossa ou uma ‘capa’ aparentemente inaproveitável surpreendem-nos com capacidades que têm a nos oferecer. São as pessoas que ainda não quisemos ‘ler’ ou árvores que talvez tenhamos subestimado, ignorando-lhes os incalculáveis frutos.

Chico Xavier era quase um deficiente visual e calvo; Santa Madre Tereza e Irmã Dulce eram pequeninas, magras e arqueadinhas… Nenhum dos três era o protótipo da beleza, mas quão belos e doces frutos produziram e continuarão produzindo! E “mulher pequena” de Roberto Carlos, não fez tanto sucesso?

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Enquanto que as exterioridades ainda embevecem tantos incautos; enquanto que as ditaduras – da moda, de atitudes, de comportamentos – ainda ditam procedimentos; enquanto que a vida sensual (a dos cinco sentidos carnais), ainda comete equívocos graves… precisamos, os que já conseguimos nos interiorizar, lançar um olhar sensato e de boa vontade aos bons frutos que desejaremos produzir, capazes de gerar saciedade e felicidade verdadeiras a nós e a terceiros.

Por seus frutos os conhecereis”, diria, sabiamente, nosso ‘Agrônomo’ maior.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. Pelos frutos, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Verão de 2016).

imagePaulo se dirigindo aos Coríntios, assim se expressa: … Há diversidade de dons, mas o Espírito é o mesmo (I, 12:4). Emmanuel, aproveitando a citação, nos exortará: Repara a posição em que te situas e atende aos imperativos do infinito Bem. Coloca a Vontade divina acima de teus desejos, e a Vontade divina te aproveitará.

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Seria impensável todos ocuparmos posições iguais nos diversos círculos: familiar, voluntariado, social, partidário…

Todavia, se nossa posição será sempre ímpar e do aprendiz particularizado, comum sempre será a força que nos moverá, mormente quando estivermos atendendo aos imperativos do infinito Bem. Tal força é, nada mais, nada menos, que o mesmo Espírito divino ou a mesma genética divina que estará nos fortalecendo e impulsionando.

Cada qual operará com o dom que lhe é peculiar, fruto de uma evolução particular, mas todos revelando as qualidades divinas, pois que um mesmo Espírito nos encorajando.

Quem administra, comanda, dá ordens, instrui… como os que são administrados, comandados, obedecem ou são instruídos, cumprem, todos, posições que conquistaram por força de evolução própria, todavia todos serão movidos pelo mesmo Espírito e com uma finalidade comum, a do infinito Bem, pois que Deus é o Bem.

Pobres, fracos, doentes, aprendizes de hoje, serão os ricos, fortes, sadios, instrutores de amanhã, mas porque investidos de um mesmo Espírito ou bafejados por um mesmo hálito divino; aos primeiros não deverá faltar a resignação, humildade e a dignidade e aos últimos a generosidade, vigor e a contribuição de seus bens intelectuais e morais.

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Posições diversas; mesmo Espírito. Posições diversificadas, por força de aprendizados que farão evoluções também desiguais. Mesmo Espírito ou a mesma fonte, Paráclito, Protetor, defensor, incentivador, mentor ou como desejarmos designá-lo.

Com o mesmo Espírito, embora em posições diversas, sempre seremos aproveitados por nossa Divindade.

Nossa posição representa o tijolinho, sempre importante para um Deus que cria constantemente; o Espírito é o engenheiro da Obra toda!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. Cada qual, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Cassino; verão de 2016).

No-BBB-664x374Será impedimento às nossas lutas, sentirmo-nos fracassados, até perante nossos próprios confrades, quando não encontramos eco aos nossos combates a realitys exibidos periodicamente em nossa TV?

Que fazer com as pessoas e circunstâncias que nos compelem ao retardamento e à imobilidade?

“É impossível que não haja escândalos, mas ai daquele por quem eles vêm! (Lucas, 17: 1).

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O Apóstolo dos Gentios, Paulo, vem assistir aos Hebreus, nesta questão e não deixa de nos socorrer, na atualidade, respondendo-nos: “Pondo de lado todo o impedimento.” (Hebreus 12: 1).

Se o próprio Cristo, através de Lucas, nos adverte que “é impossível que não haja escândalos” e Paulo de Tarso nos pede que “ponhamos de lado todo o impedimento”, tais impedimentos, naturais nas lides Crísticas, já deixarão de serem impedimentos.

Todos os nossos fracassos merecerão nosso autoperdão; e todos os fracassos de nossos confrades, – aqueles mesmos que ainda curtem realitys – também deverão merecer nossa compreensão e tolerância.

Nosso Cristo – o da doutrina dos Espíritos – não é diferente do Cristo dos católicos, evangélicos, luteranos… Pensamos que Cristo, independente do credo, nivela-nos as responsabilidades perante nós próprios e os outros. Credos, portanto, não será o impedimento…

O divulgador não espera retorno: se tiver que esperar algum que seja o fel de todos aqueles aos quais a verdade da Boa Nova ainda perturba. Nem a fealdade de alguns poderá se transformar em impedimento ao difusor.

Os dogmáticos, – os há dentro da própria doutrina dos Espíritos – aqueles que ainda colocam afirmações doutrinárias acima de postulados fraternos, não serão impedimentos para todos os cristãos que crêem que “a fraternidade será a única religião do futuro.” Exumar, dissecar e alardear velhos pensamentos dogmáticos? Impedimento nenhum!

Realitys, – ‘realidades’ – pegando carona no termo, fazem parte, ainda, da realidade de cada um. Cada estágio evolutivo pressupõe ‘uma’ realidade. Haverá um tempo no qual a realidade de indivíduos que acena para tais programas, já não mais acenará…

… Quanto aos seus criadores e divulgadores, esses responderão conforme as palavras do Sábio que já os houvera acautelado: “Ai daquele!”

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 12, Impedimentos, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Cassino; verão de 2016).