Archive for junho, 2016

diversidadeSomos iguais, dentro de nossas diversidades.

Somos ‘naturalmente normais’ dentro de nossas livres escolhas.

Ao afirmamo-nos naturais, não deveríamos nos intitular normais porque o primeiro pressupõe o segundo. Pouco adiantados, ainda, ou pouco firmes de nossa naturalidade, dizemo-nos ‘normais’…

A crítica aceitável sobre diversidade não pode prever preconceito, exige-nos sabedoria.

Dessa forma, preconceito é uma crítica injusta ou somente ‘justificada’ pelo orgulho e sua ‘corte’.

Doutrinariamente, perante Deus, somos todos iguais, pois que sujeitos às mesmas Leis divinas, – apropriadas a cada Mundo – Normas morais essas que nos conduzirão, mesmo que compulsoriamente, à perfeição: Ela é o nosso ‘fim!’

Quando compreendermos que o Espírito comanda nosso corpo e não o oposto, nos entenderemos todos iguais: pois brancos ou negros, ricos ou pobres, esguios ou nem tanto, homo ou heterossexuais, homens ou mulheres… possuímos um Espírito assexuado que enverga um corpo alternado, necessário e apropriado à busca da finalidade principal.

Todo o esforço, toda a luta, todo o trabalho, na busca da excelência moral é realizado pelo Espírito, sendo que o revezado corpo, situação, ou opção, pouca influência exerce na busca de tal pureza.

Se somos iguais naturalmente, não o somos nas aptidões que dependerão de uma série de fatores: Espíritos criados a mais ou menos tempo; com maiores ou menores aquisições; e com maior ou menor “vontade de obrar.” Aqui raças, credos, opções, situação, pouco influenciará, pois o essencial será o esforço próprio, o trabalho edificante, a iluminação de si mesmo.

* * *

“O verdadeiro valor de um homem está no seu íntimo, onde cada Espírito tem sua posição definida pelo próprio esforço.” (Emmanuel).

(Sintonia: Questões 132, 618, 803 e 804 de O Livro dos Espíritos; e questão 56, aspecto científico de O Consolador, ditado por Emmanuel a Francisco Cândido Xavier).

114Nosso codificador, iluminado pelos Sábios, escreverá em O Livro dos Espíritos: “O mundo espírita é o mundo normal, primitivo, eterno, preexistente e sobrevivente a tudo. O mundo corporal é secundário; poderia deixar de existir, ou não ter jamais existido, sem que por isso se alterasse a essência do mundo espírita.” (Introdução, item VI).

* * *

Vivemos num frenesi tão grande neste Planeta como se o único fosse, como se esta vida fosse exclusiva, principal. Não é assim! É verdade que pela infinita Justiça e Bondade de nosso Criador, de tempos em tempos experimentamos um novo, diversificado e alternativo corpo de carne para vivermos novas experiências regenerativas num mundo também material. Mas o que dele temos feito? Como o utilizamos nas variadas estações nas quais apeamos? É possível que ainda não tenhamos entendido:

  • A efemeridade destas passagens e o quanto elas representam para aquisição de nosso verdadeiro passaporte para o mundo normal;
  • Que em mais esta passagem, estamos aqui tratando de libertação: da nossa e, como cooperados, auxiliando na libertação dos associados à cooperativa;
  • Que o “O mundo normal” nos aguarda; que ele é a verdadeira conquista: Qual esfera nos espera após a estação terrena? A que for compatível com ‘a mala’ que temos preparada!…
  • Que os dias por aqui são rápidos e que dessa forma precisam ser aproveitados: se os gozos aqui são efêmeros, no mundo normal serão eternos;
  • Que a chance da reencarnação é de ouro: Quantos não estão esperando tal oportunidade! E
  • Que tal diminuta fração de tempo é hora de plantação: o que por aqui semearmos, colheremos por lá…

* * *

Deparar-nos com o Cristo não é segui-lo. Segui-lo exige-nos abdicarmos das efemeridades desta curta romagem e darmos atenção às coisas que realmente nos servirão para o futuro. Tudo por aqui nos é emprestado; é-nos dado gerenciar. Vivermos no mundo, meio às coisas que lhe são peculiares, não significa que iremos levá-las em nossa mala. O mundo e suas coisas materiais serão bons enquanto nos forem úteis a avanços morais.

O quanto evoluirmos na presente estação validará ou invalidará nossa passagem por ela… Por um pouco, por aqui, muitas vezes perdemos o muito!…

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 42, Por um pouco, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).

8“Há momentos de profunda exaustão em nossas reservas mais íntimas (…). Instala-se a sombra dentro de nós, como se espessa noite nos envolvesse.” (Emmanuel).

* * *

Reporta-se Emmanuel, aqui, à fome da alma, afirmando-nos que, se necessitamos do pão do corpo, muito mais necessitamos o do Espírito.

A fomeA fome é a desesperança. Quando esta se retrai, profunda apatia nos toma conta, pois nada nos conforta, atrai ou consola. Noss’alma, à míngua, fica enfraquecida, prestes a desfalecer.

As causas Somos os efeitos de nossas próprias causas: Como tal somos efeitos de nossas próprias indecisões, desapontamentos. Somos os próprios indecisos e desapontados conosco mesmos.

A comida – Como primeiro ‘tira gosto’ a profunda compreensão e o autoperdão a nós próprios. Depois o consolo de que nem solidão, nem abandono fazem parte dos divinos Planos.

Alimentados com tal promessa, convicções novas e aspirações elevadas começarão a fazer parte da nutrição que nos reabilitará a alma.

* * *

Toda tempestade é seguida pela atmosfera tranqüila [e] não existe noite sem alvorecer. A fome da alma é apenas essa noite intempestiva. O “nunca te deixarei, nem te desampararei” (Paulo aos Hebreus, 13:5), é comida sagrada!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 41 Na senda escabrosa, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).

[UNSET]“… Cada meta a que nos propomos tem o preço respectivo.” E “se impostos pesados são exigidos aos que perseguem resultados inferiores, que tributos pagará o espírito que se candidata à glória na vida eterna?” (Emmanuel).

* * *

Há preço a pagar pelas metas boas ou ruins que desejemos alcançar. Algumas vezes Espíritos abnegados pagam preços altos para que resultados aconteçam à humanidade, décadas ou séculos depois…

O usurário, o delinqüente e o oportunista, para atingirem seus maus objetivos, pagarão o preço de perderem a paz, aviltarem seus nomes e desfigurarem seus caracteres.

O aluno que ingressa na escola superior e que posteriormente aspira mestrado e doutorado, antes precisou sentar-se nos ‘banquinhos’ do fundamental, encarou o ensino médio, abnegou-se perante compromissos de horários, estudos, tarefas, experimentos.

Se, ao tempo do Apóstolo Paulo e dos novos cristãos o preço eram incompreensões, açoites, aflições e pedradas, com Francisco I, o Vaticano reformula-se se dobrando aos dogmatismos, intolerâncias e preconceitos, para que a igreja de Roma, amanhã, respire ares melhores.

Se cientistas se consumiram em seus laboratórios anteriormente, foi para que hoje tivéssemos vacinas e soluções para nossos males. Allan Kardec largou seu emprego bem remunerado para viver de ‘mesadas’ da Esposa Amélie Boudet, realizar a codificação em tempo recorde, – quatorze anos – desencarnar relativamente jovem, com apenas sessenta e quatro anos, consumindo-se pela causa para que obtivéssemos esclarecimento e consolo.

Todas as ‘bruxas’ e os ‘hereges’, submetidos à inquisição medieval e que na realidade eram os médiuns da época, se consumiram para que hoje tenhamos a liberdade de exercer todas as sagradas e necessárias intermediações entre espíritos deste plano e dos mais sutis.

Longe das vicissitudes suportadas pelos primeiros cristãos e médiuns medievais, nossa tarefa hoje, ou o preço dos resultados que desejamos obter é mais leve: A doutrina dos Espíritos ou quaisquer “trabalhos abnegação” nos exigirão devotamento, compromisso, pontualidade e resultados compatíveis com nossas habilidades, talentos e inclinações. Dentro de um posto de serviço, do presidente ao varredor, passando por facilitadores, palestrantes, expositores, bibliotecários, atendentes fraternos, ações mediúnicas… o que mais se deseja é o anonimato, a simplicidade e o sacrifício por tais tarefas:

Eis, e tão somente, o preço que nos será cobrado na obtenção do sagrado resultado do ‘início’ de uma progressão em direção à vida eterna.

* * *

Termos Jesus como aliado poderá ser o melhor efeito de nossas suadas boas causas. Ou, o melhor resultado – a companhia de Jesus – será fruto da melhor abnegação e do maior esforço imprimidos à boa causa que abraçarmos.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 40 Ante o objetivo, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).

galrioacre5Hoje Emmanuel nos dirá que “o ideal mais nobre, sem trabalho que o materialize, em benefício de todos, será sempre uma soberba paisagem improdutiva.” E mais adiante: “A crença religiosa é o meio. O apostolado é o fim.”

* * *

Compreendemos que a fé é uma difícil peregrinação entre a teoria e a prática cristã. Ou nossa fé enquanto teoria é nula e passa a ser viva no momento em que praticamos aquilo que acreditamos.

Agoniados, muitas vezes nos perguntamos ‘onde estarão essas obras’ que precisaremos realizar para vivificarmos nossa fé? Estarão do outro lado da cidade? Ou n’alguma atitude complexa? Muito pelo contrário, as oportunidades da prática cristã poderão estar ao nosso lado e nas coisas mais simples do dia a dia:

A fé se concretiza quando atendemos à ‘periferia moral’ que há dentro de nossa casa, junto à família que escolhemos. Não precisamos nos dirigir à periferia da cidade. Aí a fé viva!

Toda vez que negligenciamos os trabalhos com os quais nos comprometemos perante uma causa, através da falta de assiduidade, atrasos, desleixo e vulgarização, estaremos qualificando nossa fé como morta.

Quando, analogamente, funcionarmos como um motor; irradiarmos luz e, como a fonte, irrigarmos corações… a fé será viva!

Enquanto nossos talentos estiverem enterrados; nossa inteligência e genialidade for escondida; ou nossas capacidades não frutificarem… a fé será morta!

Se sementes guardadas, nossa fé será morta; Se semeadas, germinadas, florescidas e frutificadas… a fé será viva!

Automóvel reluzente, na garagem, para não sujar, é fé morta. Transformado em utilitário, serviço, ambulância, lazer… é fé viva!

Se madeiras armazenadas, mofaremos sem utilidades: é a fé morta! Se transformados pela enxó, martelo e serrote em utilitário, seremos tal qual a fé viva!

* * *

O êxtase religioso exige o posto de serviço: Enquanto só no primeiro, teremos a morta; se aliarmos o primeiro ao segundo teremos a fé viva…

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 39 Fé inoperante, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).

hqdefault“Pai, perdoa-lhes, porque não sabem o que fazem” (Lucas, 23: 34).

* * *

A expressão do Mestre, talvez a penúltima que proferiu já sentindo os estertores do aniquilamento físico pela cruz, é, ao mesmo tempo, de nobreza e profundidade abismais: Com tal rogativa ao Pai, convergia-a aos seus carrascos e ao povo ainda ignorante que não compreendera sua missão e pedira sua crucificação; tanto os algozes, como a turba, uns porque comandados e outros por falta de conhecimento, eram considerados pelo Messias como ignorantes. Sem cultura, eram considerados pelo Mestre como merecedores de sua profunda comiseração…

Didática não falta na expressão de Jesus, que roga ao Pai que nos perdoe, porque ainda somos:

Intolerantes – Nos dias atuais, o que mais nos falta é o respeito às opções alheias. Indispomo-nos facilmente com todos aqueles que não pertencem ao nosso credo, partido, clube, opção sexual… Somos categóricos: “Não é do meu rebanho!”

Maledicentes – Quer seja com a lâmina da palavra ou da pena, desferimos ainda os mais sórdidos e anônimos golpes contra indivíduos indefesos e inocentes. Movidos, na maioria das vezes pela inveja, – ou porque somos ainda maus, mesmo! – fantasiamos, falseamos e inventamos, espalhando nossas maledicências tal qual rastilho de pólvora.

Desertores – Não “agüentamos o tirão!” Se bem que o Mestre nos tenha afiançado que seu “jugo é leve”, a cláusula única desse contrato é muito pesada: Precisamos “amar-nos!” Então desertamos!

Ingratos e indiferentes – Primas irmãs, uma gera a outra: A ingratidão produz a indiferença; ou esta sempre será o filhote malquisto da primeira. Dizem os sábios que a ingratidão ainda é ‘menos pior’ que a indiferença, pois que esta dilacera menosprezando.

Egoístas – Contrário a todos os pressupostos da fraternidade, o vício moral desconhece desprendimento, cooperação, partilha, civilidade… Possui um irmão gêmeo, chamado orgulho e ambos comandam um imenso séquito maléfico e destruidor.

* * *

Passados 1983 anos do enunciado amoroso, é possível que ainda estejamos divididos na Terra entre os ignorantes e os esclarecidos. Se ignorantes, ainda respiramos os auspícios amorosos da expressão. Mas…

… Se já colocamos a mão na charrua, dispusemo-nos a lavrar, arar, adubar e já temos a semente em mãos, somos detentores do esclarecimento. Dessa forma, já acumulamos conhecimento ao longo de nossas revivências. E aí irmãos, ‘a coisa pega!’

Pensemos nisso!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 38 Se soubéssemos, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).