Archive for julho, 2016

light_over_cross_2Todos quantos optam pela cruz estão sujeitos a escárnios: zombarias, desdém, menosprezos, 33anos, da manjedoura ao Gólgota, essa a encarnação missionária de Jesus.

Nada foi fácil no caminho do “Modelo e Guia que Deus tem nos dado para todos os tempos”:

Inicialmente, imaginemos José e Maria à procura de uma ‘maternidade’: a Mãe prestes a dar à luz e sem hospital; quantos nãos hão recebido! É possível que uma parteira da localidade de Belém haja feito o parto do Menino e todo o cenário obstetrício, fosse composto por animais, pastores e objetos campestres. Embora cheio de significados, o panorama era de pobreza absoluta.

Excluindo-se, aos 12 anos, o ensino aos doutores da lei no templo, o mais absoluto anonimato e simplicidade até os trinta anos.

Das tentações no deserto, por espíritos ainda muito inferiores, ao Gólgota, as dificuldades no confronto com os fariseus e doutores da lei, que sempre o expunham ao ridículo. Ardilosos, desejavam vê-lo em contradição e eliminá-lo precocemente.

Todos os escárnios estavam dentro de um planejamento; jamais o Messias se subtrairia deles! Realiza em apenas três anos suas ações e seus recados, pois quem sabe fazer o faz bem feito e rápido…

O desfecho, no entanto, será cruel demais: o sacrifício da cruz, reservado a ladrões, malfeitores e traidores: o que roubara? Que mal fizera? A quem traíra?

“Ele salvou a outros e não pode salvar-se a si mesmo!” escarneciam os príncipes dos sacerdotes, os escribas e os anciãos. “Confiou em Deus; Deus o livre agora!… Ele chama por Elias; deixa! Vejamos se Elias virá socorrê-lo!” (Mateus, XXVII, 41 a 49). Seriam estas as derradeiras zombarias oferecidas a quem ensinara, amara e curara…

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… Era o Príncipe da Paz e achava-se vencido pela guerra dos interesses inferiores. Era o Salvador e não se salvara. Era o Justo e padecia a suprema injustiça…

Todos os que desejamos fazer costado ao Mestre, não nos furtemos da cruz. Muitos nos olharão de soslaio e seremos incompreendidos até dentro de nossa casa. Porque ainda muito imperfeitos outros contestarão nossos atos, pois ainda não condizentes com nossa mensagem.

Confiemos; pois historicamente, e a começar pelos doze, que tinham também suas naturais dificuldades, nada foi fácil na vida de quantos desejaram ser tais quais Cirineus…

“Ele salvou a outros e não pode salvar-se a si mesmo!” Teria sido este, o maior paradoxo do poder? Para nossa reflexão!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 45, Somente assim, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

criacao-do-mundo“Ninguém duvide, porém, quanto à expectativa do supremo Senhor a nosso respeito. De existência em existência, ajuda-nos a crescer e a servi-lo, para que um dia nos integremos, vitoriosos, em seu divino amor e possamos glorificá-lo.” (Emmanuel).

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Costumamos afirmar que Deus não se aborrece ou se azeda perante nossa pouca vontade de progredir. Embora isto se configure numa ingratidão, – pois reencarnação é dádiva – também não se sentirá Ele desagradecido. Aqui a onipotência e imaterialidade divinas.

Mas também é verdade que, por fazermos parte de um Plano do Criador, – todos o fazem – o de atingirmos a perfeição, Deus mantém, sim, a nosso respeito uma grande expectativa, porque, criados a partir de seu ‘hálito’, contido no fluido cósmico, possuímos uma destinação superior que é a excelência de nossos Espíritos.

Também há outra ‘conveniência’ de nossa divindade: que colaboremos com sua incessante obra criativa.

Quanto a isso, temos várias perguntas a fazer-nos; entre elas: Não estaríamos colocando Deus num patamar pequeno, quase que antropomorfo, ao compará-lo com as imperfeições humanas? Não somos pequenos demais, frágeis demais, imperfeitos demais, para nos desejarmos seus colaboradores?

Em princípio ‘não nos desejamos’; Ele nos deseja! Se, popularmente afirmamos que ‘não somos tão pobres que não tenhamos nada a oferecer’ ou ‘tão ricos que não tenhamos nada a receber’, é claro também que para Deus nossos patamares evolutivos diversos são-Lhes convenientes na criação incessante do Universo.

De tal forma que amarmos em plenitude – e o amor será sempre o termômetro da evolução – e quando já servirmos em absoluto – e o serviço será o termômetro do amor – já seremos perfeitos e integraremos o amor Universal.

E as expectativas divinas acabam por aí? Não! Porque a obra divina é ininterrupta e esse Pai amoroso e zeloso continuará a ‘desejar precisar’ de nossa colaboração.

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O recado nos vem de Jesus, através de João 15:8, “que demos muito fruto” e assim seremos ‘os’ discípulos e o Pai será glorificado.

Se Deus obra incessantemente, não nos desejaria Ele ociosos… Reflitamos!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 45, Somente assim, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

2782457605_2d2fac88a0“Não se turbe o vosso coração (…). Há muitas moradas na casa de meu Pai (…). Depois que me tenha ido e que vos houver preparado o lugar, voltarei e vos retirarei para mim, a fim de que onde eu estiver, também vós aí estejais. (João XIV, 1 a 3).”

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Na citação de João, uma das mais notáveis e consoladoras promessas do Rabi, prestes a partir de sua breve encarnação missionária de trinta e três anos:

  1. Despedidas – A passagem evangélica faz parte dos já adeuses de Jesus. Consola os seus (os doze e mais alguns discípulos próximos), acalmando os seus corações no sentido de que permaneceria com eles, ‘em Espírito’. Recomenda-lhes que seria importante se amarem, “pois nisto reconheceriam serem seus discípulos.” Finalmente diz a Pedro que “para onde vai, o discípulo não poderá ir agora, mas que irá mais tarde…”
  2. Lugar para cada um Na casa do Pai – no Universo – há muitas moradas, todas não necessariamente circunscritas, mas adequadas ao ‘estilo’ de avanços feitos nas diversas encarnações pelo Espírito imortal. Diríamos que ‘cada lugar’ é correspondente à mala que tenhamos preparada para a próxima viagem.
  3. A Boa Nova de Jesus – Jesus não poderia ficar para sempre – encarnado – com os seus. Deixa-lhes, entretanto, como guia, todas as mensagens proferidas e gravadas nos quatro escritos sinópticos. A vivência ou não de tais máximas, prepara-nos, indiscutivelmente, nosso apropriado lugar nas diversas moradas.
  4. O retorno – Após vários séculos de incompreensões sobre a Boa Nova, deturpações e equívocos, Jesus volta em Espírito de Verdade a fim de corrigir enganos de nossos sentidos ainda deturpados. Eis a doutrina dos Espíritos, a que esclarece e consola, mas que só nos “retirará para o Cristo”, sem assim o desejarmos, em virtude das escolhas de nosso livre arbítrio.
  5. A perfeição – Aqui o maior consolo ditado pelo Mestre: “onde eu estiver, também vós aí estejais” é a prenda mais alvissareira que o divino Rabi possa nos ter deixado, pois, evoluiremos mais ou menos rápido, mas todos somos destinados à perfeição, já que para merecer-Lhe o ‘costado’, precisaremos atingir a excelência moral.

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“Reconhecendo que o domicílio de seus seguidores – servidores provisoriamente distanciados do verdadeiro lar – não se ergue sobre o chão do mundo, prometeu Jesus que lhes prepararia lugar na vida mais alta.” (Emmanuel).

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 44, Tenhamos fé, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

32328w640“Pela linguagem o homem ajuda-se ou se desajuda (…). A palavra é o canal do ‘eu’” (Emmanuel).

Possuímos sete ‘centros de forças’, os chamados chacras (ou xacras). O terceiro desses centros é o ‘laríngeo’, situado à frente da laringe (ou caixa de voz). O laríngeo é responsável pela energização da boca, garganta e órgãos respiratórios. Digamos que seja o centro de comunicação do ser humano…

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Vamos mais longe: Porque vivemos em sociedade, através de nossa comunicação, ajudaremos ou desajudaremos. Construiremos ou destruiremos. Palavras ferem ou balsamizam.

Sábios afirmam que palavra é tal qual bisturi: Se não cura, mata! Espíritos já muito adiantados conseguem mesmo acometidos pela dor, enunciar palavras que dão alívio a outrem. Não é o caso da maioria de nós humanos, que ainda ferimos mais do que balsamizamos com nosso verbo. Pessoas muito acabrunhadas o que menos desejam é que lhes aumentemos as aflições através de uma palavra mal expressa, de maneira atropelada ou com a voz mal modulada.

Quando expressamos nosso verbo, expomos todo o nosso interior, pois a boca declinará do que nosso coração estiver cheio: Nesse momento nossas paixões explodirão ou virtudes se estenderão.

Nosso Benfeitor ora em estudo, nos aconselhará o equilíbrio, o caminho do meio: que nossa palavra não seja nem doce ou amarga demais; nem branda, nem áspera demais; e que conserte, se for preciso, mas sem a contundência cruel.

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Falar é desempenhar uma faculdade: não nos daria a Divindade a palavra para que não a utilizássemos. Mas a palavra, como todas as circunstâncias de nossas vidas necessita do equilíbrio.

Pensemos nisso, confrades!

(Imagem: Soldado britânico fala ao ouvido da namorada, antes de ir à guerra, 1939. Sintonia: Fonte viva, Cap. 43, Linguagem, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).