Archive for agosto, 2016

maxresdefaultCerta feita Jesus, em longa discussão com os fariseus, narrada em João, Cap. IX, questiona-os: “Por que não compreendeis minha linguagem?” Não lhes dando chance de resposta, Ele próprio responderia: “É porque não podeis ouvir a minha palavra.”

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Os que conviviam com Jesus à sua época, – e ainda hoje – dividimo-nos em duas espécies de indivíduos: Os que nos dizemos cristãos e disso desfrutamos – os usufrutuários do Cristo – e os que até nos intitulamos cristãos, mas ainda estamos muito vinculados à usura, à avareza, à agiotagem – os que somos, ainda, usurários. É possível que ainda estejamos na contramão do Cristo e ligados à cobiça terrena…

Como, na época do Cristo encarnado, os indivíduos estavam divididos? Enquanto que os usufrutuários eram representados pelos discípulos, os fariseus eram a imagem da usura da cobiça, da pilantragem, do extorquismo.

Paramos por aí? Não! Enquanto no Planeta Terra o mal – a usura, a rapinagem – se sobrepuser ao bem, – o usufruto sadio – viveremos esse duelo entre os usufrutuários e os usurários. Tem jeito? Sim! Com a melhoria dos homens o Planeta também melhorará.

Porém, enquanto perdurarem tais desencontros:

  • Aos usurários, a oratória, os feitos e as máximas do Rabi se mostrarão como indecifráveis ou estranhos; aos seus usufrutuários serão roteiro e estímulo;
  • Os que o desfrutam farão todo o bem possível; aos usurários o mal e todas as suas apologias;
  • Usufrutuários, colaborarão, emprestarão, solucionarão, participarão… Os avaros tudo negociarão, trapacearão, estabelecerão quotas de lucros;
  • Os usufrutuários do Mestre amarão, desculparão e ajudarão; usurários odiarão a tudo e a todos em qualquer dimensão; farão da maledicência o prato principal e a sobremesa;
  • Os usurários somente escutarão a Boa Nova; os usufrutuários a ouvirão; e
  • A posse será o objeto de desejo do usurário, pois nisso empregará sua força mental; os usufrutuários sabem que somente gerenciarão os bens que lhe foram emprestados; suas mentes tem emprego principal nos bens duradouros.

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Quanto mais entulhados nossos corações da usura e da avareza, menos neles caberá a “linguagem” do Mestre!

Enquanto que os usufrutuários conseguem entender a “linguagem” do Mestre, na expressão da questão feita aos fariseus há 1983 anos, os usurários, ou novos fariseus, ainda “não podem ouvir a sua palavra”; somente a escutam…

… Ou ‘nós’ somente a escutamos?!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 48, Diante do Senhor, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

mulher na areiaSe desejas emancipar a alma das [cadeias] escuras do “eu”, [aprende] a viver “como possuindo tudo e nada tendo”, “com todos e sem ninguém”. (Emmanuel).

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Corporalmente, chegamos a este Planeta literalmente nus e desprovidos de quaisquer bens materiais. Ao fracasso do corpo físico, este será colocado em caixão simples – ou nem tanto – e o acompanhará apenas uma muda de roupa. Nada de ouro, bens, patrimônio…

Da mesma forma, espiritualmente, ninguém chegará geminado. Nem os gêmeos, trigêmeos, quíntuplos… (que chegam acompanhados corporalmente), espiritualmente não o fazem, pois cada qual possuirá sua consciência individual.

Aportamos, pois, nesta estação planetária sem nada e sem ninguém.

Paradoxalmente, ao longo de nossa vida, por herança ou conquistas, vamos acumulando bens materiais de diversas ordens, que, a título de ‘empréstimo’ de nossa Divindade, nos é dado gerenciar.

Observemos bem: ‘Gerenciar!’

Paradoxalmente ainda, na qualidade de seres gregários, iremos nos reunindo a outras consciências, para que aprendamos uns com os outros, troquemos experiências e superemos deficiências mútuas.

Num ainda paradoxo final, tudo o que a nossa generosidade oportunizar às consciências parceiras, será o que o nosso Espírito averbará como evolução – para sempre! E todo o desprendimento do material que nos foi confiado gerenciar, nos garantirá a etapa futura favorável.

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Num contraditório ainda maior, nós que aqui chegamos sem nada e sem ninguém, partiremos com todas as alianças que houvermos feito – boas ou nem tanto. No tocante ao material, dele nos libertaremos automaticamente se os tivermos ‘apenas’ gerenciado; caso contrário, eles por aqui nos aprisionarão! E sabe-se por quanto tempo!?

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 47, Autolibertação, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).


jesus_cristo_branco_e_preto (1)“… Agora mesmo esta mulher foi apanhada em adultério… Moisés mandou-nos que
[a] apedrejássemos. Que dizes tu a isso?” (João VIII, 4 e 5).

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Em época de relevante tecnologia, desejamos ter ao nosso dispor internet de alta velocidade; navegadores confiáveis; expressivos números de resultados; em fim, respostas apropriadas às nossas questões.

Embora devam conduzir-se lado a lado internet e livros, reconhecemos que as respostas da internet são rápidas: algumas confiáveis; outras nem tanto. E tudo o que desejamos são respostas. Mas que respostas nos são dadas? Enquanto a internet nos fornece ideias prontas, os livros nos ocasionam aprontar ideias.

Ao tempo do divino Rabi, quando a internet não existia e livros e escrita eram rudimentares, esse Sábio, muitas vezes questionado pela má fé dos que desejavam ridicularizá-lo, apresentava-se como:

  • O banco de dados mais completo e confiável;
  • O navegador mais oportuno, inspirado e incontestável;
  • O site de relacionamento mais fraterno, conveniente e serviçal;
  • Capaz de converter todos os questionamentos em respostas; e
  • Apesar de completo, confiável, oportuno, inspirado, fidedigno, fraterno, conveniente, incontestável, serviçal… inteiramente gratuito, e na contramão de todos os serviços terrenos de preços angustiosos, ontem e hoje.

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Problemas de solução difícil (…) convidam o discípulo a consultar sempre a sabedoria, o gesto e o exemplo do Mestre.

Jesus, o banco de dados mais completo, confiável, oportuno, conveniente e incontestável!

(Sintonia: Caminho verdade e vida, Cap. 43, Consultas, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 29ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).