Archive for outubro, 2016

quadro-santa-ceia-quadro-a-oleo“… Conhecerão que sois meus discípulos, se vos amardes uns aos outros.” (João 13:35). “Ultrapassa toda pregação falada ou escrita, agindo incessantemente na sementeira do bem, em obras de sacrifício próprio e de amor puro, nos moldes de ação que Cristo nos legou.” (Emmanuel).

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Quando o Mestre declina aos seus o formato do amor, já houvera lavado seus pés, anunciara a traição de Judas e deles já se despedia. Não haveria momento mais apropriado para ditar-lhes a moldagem da felicidade.

Se muitos cristãos se comportam como beneficiários sonhadores; simplesmente pregadores; ou escritores e intelectuais, o Benfeitor Emmanuel dirá que o cooperador diferenciado louva o Senhor com pensamentos, palavras e atos, cada dia.

Das pequenas às grandes sociedades; do ambiente familiar à vivência junto a multidões, entenderão os que nos observarem que somos cristãos (verdadeiros), se empregarmos todos os esforços possíveis para nos compreendermos, respeitar-nos e relevar-nos. Num Orbe ainda imperfeito como o nosso, talvez esta seja a melhor receita para o seu atual momento: compreensão, tolerância e respeito. E se tais sentimentos classificam-se como melhor receita, serão eles os precursores da Regeneração.

É possível que àquelas despedidas, tendo os seus dispostos à sua esquerda e à sua direita na mesa da última ceia, João, o primeiro da direita, apóstolo amado e fiel, intérprete das lições do Cristo, haja realizado esta reportagem fantástica a respeito do melhor formato de reconhecimento dos apóstolos como discípulos do Rabi.

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Por que é diferente, o verdadeiro discípulo do Cristo? Porque está longe de ser mercenário; porque não indaga quantas ‘curtidas ou visualizações’ teve sua publicação; porque ajuda no que lhe for possível; e porque exercita tolerância, compreensão e respeito.

Confrades, uma profunda reflexão para todos nós que desenvolvemos tal ‘ofício…’

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 63, Diferenças, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2016).

perca-muitas-calorias-subindo-descendo-escada“Não abandones o teu grande sonho de conhecer e fazer (…) mas não te esqueças do trabalho pequenino, dia a dia. (…) Age com regularidade, de alma voltada para a meta.” (Emmanuel).

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Sábias são as questões 779 e 783 de O Livro dos Espíritos que nos anunciam que “o homem se desenvolve por si mesmo, naturalmente [e] os mais adiantados auxiliam o progresso dos outros, por meio do contato social.” E “[no] aperfeiçoamento da humanidade há o progresso regular e lento, que resulta da força das coisas.”

Imaginemos precisarmos subir uma longa escada e que no seu topo está o objetivo de nossa ascensão – nossa felicidade: ideal será que a escada possua degraus regulares e naturalmente acessíveis; que não subamos de dois em dois degraus; e que mantenhamos o olhar fixo no topo…

Tal qual a Natureza, que tem seu tempo, nosso progresso evolucional, intelectual e moral também têm o seu tempo, mas precisa ser realizado dia a dia: com regularidade!

O trabalho pequenino, do dia a dia é representado por cada degrau da escada, utilizada como analogia.

Todos os atropelos que praticarmos nessa alçada ao topo estarão em contradição com o espírito de sequência e gradação da Mãe Natureza que nos ensina através de estações, rios, árvores, semeaduras, florações, frutificação: sem sobressaltos; sem pular etapas!

Importante observarmos que “força das coisas” (questão 783) significa as circunstâncias diferentes que se apresentam aos diversos povos: com maiores ou menores dificuldades, precisaremos – e todos precisarão – de auxílio mútuo na escada de acesso à perfeição…

Pensemos nisso, com regularidade; mas sem inquietações!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 62, Devagar, mas sempre, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2016).

Jesus Writing on the sand with his finger

Jesus Writing on the sand with his finger

“Enquanto a comunidade terrestre não se adaptar à nova luz, respirarás cercado de lágrimas inquietantes, de gestos impensados e de sentimentos escuros. (…) Nas surpresas constrangedoras da marcha, recorda que, antes de tudo, importa orar sempre, trabalhando, servindo, aprendendo, amando e nunca desfalecer.” (Emmanuel).

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Constrangimentos fazem parte, naturalmente, do Planeta em que vivemos. Se estes existem, há também os antídotos: Jesus, com suas exortações, máximas e principalmente com seus feitos, apresenta-se como o melhor antídoto a tais obstáculos.

Através de insights e visões fragmentadas de nossas vidas anteriores, percebemos que nosso Espírito milenar já compactuou e ainda compactua com eventos que desacreditaram as páginas de nossa história: Ainda respiramos os ares injustos do Sinédrio judaico; somos, ainda, devotados às injustiças. As ações vaidosas e espetaculares dos Romanos dominadores ainda nos influenciam; comportamo-nos como neoromanos. Possuímos ainda cacoetes dos verdugos da Boa Nova nascente. No anúncio dessa Boa Nova, já não fazemos correr rios de sangue, mas nele imprimimos personalismos ou nossa ‘melhor interpretação’; somos cristãos medievais trevosos. E já não promovemos mais os autos de fé, mas ainda descuidamos lutas pessoais contra as sequelas de tais esquerdices.

Tudo perdido? Absolutamente! Enquanto insights, lembranças e fragmentos de eventos sinistros se nos apresentam como efeitos e atuais constrangimentos, os divinos escritos se oferecem como antídoto à nossa infelicidade. Algumas dessas ‘vacinas’: “Vigiai e orai”, sendo o “orai” a parte mais teórica e o “vigiai” eminentemente prático. O trabalho que dignifica nossas mãos. O servir como opção cooperativa dentro do conceito que “o que um não faz o outro faz.” Perdoar como uma questão de inteligência: Perdoo muito porque muito ofendi, ontem ou hoje. E aprender sempre: aprendemos ensinando e ensinamos porque fomos ensinados.

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Se o Universo, perfeito, nos devolve todos os embaraços que nele jogamos, dentro da sagrada Lei de Causa e Efeito, não nos faltará os antídotos ou nossa vivência no jeitinho que Jesus ensinou e gostava de viver. Assim estaremos minimizando e purgando constrangimentos, escolhos à nossa perfeição e óbices aos irmãos.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 61, Nunca desfalecer, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2016).

brotbrechen_2Convidado por um fariseu para jantar em sua companhia, Jesus condena o culto às exterioridades e leciona exortando aos presentes: “Daí antes em esmola o que possuis e todas as coisas vos serão limpas.” (Lucas 11:41). Emmanuel explicará o conselho dizendo-nos que dar o que temos é diferente de dar o que detemos…

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Neste jogo de palavras, consultamos Aurélio Buarque de Holanda Ferreira que considera “ter, como trazer consigo, carregar, poder dispor de…” ou algo armazenado em nossa esfera íntima. Já “deter significa reter ou conservar em seu poder” ou o material que nos é emprestado para administramos.

leitura_filhoConvenhamos que tudo o que já possuímos de ‘depósito moral’, poderemos carregar conosco de plano para Plano. Já o material que gerenciamos pertence ‘somente’ a este Orbe denso em que vivemos. Até poderemos, dependendo de seu tamanho, movimentar tais haveres; não é o caso de movermos casa, terrenos, fazendas…

Caridade moral e material seguem a mesma linha de raciocínio: Beneficiaremos moralmente distribuindo o que temos – aquilo que somos; o imperecível – quais sejam emoções, reações, sentimentos, vibrações. Beneficiaremos materialmente quando redistribuímos o que gerenciamos – aquilo que detemos – quais sejam, pão, agasalho, remédios.

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O fariseu que parecia desejar ‘beneficiar o estômago’ do Mestre amoroso, na realidade queria pegá-lo em contradição, pois pertencia a uma casta onde as exterioridades reclamavam que as mãos estivessem lavadas para o jantar, no entanto era ainda adepto do “olho por olho”; praticava o estorquismo aos menos favorecidos; e nunca se preocupou em acender luz às ignorâncias…

Sempre que damos o que temos, tiramo-lo do acervo íntimo; daquilo que somos. Sempre que damos do que detemos, tiramo-lo do que nos é ‘emprestado.’ No primeiro caso damos; no segundo repartimos.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 60 Esmola, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2016).

palavras_de_vida_eterna“Palavras… esquece aquelas que te incitam à inutilidade, aproveita quantas te mostram obrigações justas e te ensinam a engrandecer a existência, mas não [esqueças] as que te acordam para a luz e para o bem; elas podem penetrar o nosso coração, por meio de um amigo, de uma carta, de uma página ou de um livro, mas, no fundo, procedem sempre de Jesus…” (Emmanuel).

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Nestes dias de “comunicação de massa”, acordaremos não só ansiosos por notícias, mas como também escolheremos aquelas que desejaremos ouvir: teremos toda uma mídia (rádio, televisão, jornal…) à nossa disposição; poderemos ir direto à nossa página de relacionamento, e-mail. Em smartphones, tablets, tais opções se ampliarão e estarão na palma da mão; poderemos optar, também, pela leitura de nosso gosto.

Com todo esse leque alguém sempre estará se dirigindo a nós – e nós a alguém – com palavras úteis ou inúteis… A escolha final será sempre nossa:

  1. Frases respeitáveis trafegam nas nossas páginas; consolamos e somos consolados por amigos de nosso dia a dia ou pelos virtuais que não conhecemos – ou ‘conhecemos?’ Enviamos e recebemos sugestões para nossas equações difíceis; são-nos enviadas lições e as retribuímos, felicitações e as equivalemos; falamos e escrevemos a corações distantes ou de perto; reproduzimos imagens e máximas verdadeiras e amigos no-las retribuem; e ‘Encantados’ amigos não só nos oportunizarão o tráfego de notícias alvissareiras como desejarão “dirigir nossos atos.”
  2. Indivíduos publicarão, republicarão ou compartilharão inconveniências, sobre assuntos que não nos dizem respeito; mídias nos apresentarão discursos vazios, quando não impróprios; emissoras enaltecerão o mal, com prejuízo da divulgação do bem que sabemos existir por aí; outras farão muito barulho, estorvando-nos de ouvir cânticos, avisos, lições e belezas; e ‘amigos’ frustrados ou desapontados nos farão costado…

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O bom de tudo isso é que poderemos escolher como fez certa feita Simão Pedro quando se dirigiu ao Mestre e lhe disse: “Tu tens as palavras da vida eterna.” (João 6:68). Em sua simplicidade e franqueza, o filho de Jonas nos explicaria que as palavras verdadeiras procedem sempre de Jesus, o divino Amigo das criaturas, ou de quem O saiba ouvir, entender e bem representar.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 59 Palavras da vida eterna, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2016).