Archive for fevereiro, 2017

Flor-de-Lótus-brancoEvidente que parte da programação de nossa TV nos repugna; ela faz parte, ainda, da transição de um Planeta que precisará passar por tais escândalos até o advento da Regeneração pela purificação.

Já damos muito ‘murro em ponta de facas’, com censura insana a realitys, novelas, programas humorísticos e séries de TVs abertas ou pagas de nosso País.

Já peregrinamos pela incomplacência a esses escândalos; mas Espíritos Esclarecidos em seus apontamentos, legados sérios à humanidade, têm-nos chamado à razão para tais fatos, constrangendo-nos à tolerância e fazendo-nos compreender que será inevitável, neste Planeta, frequentarmos, tomarmos conhecimento da lama, enlameando-nos o menos possível…

Somos obrigados a reconhecer que Ícones de primeira grandeza, a Mãe Natureza e Espíritos de Envergadura Celestial, que por aqui passaram e inda frequentam nosso Orbe, na qualidade de seus Auxiliares, já nos chamaram e continuarão chamando a atenção sobre os escândalos, suas finalidades e consequências:

  • Jesus – Diria ele que “haverá necessidade que os escândalos aconteçam, mas ai daqueles pelos quais eles venham.” E Emmanuel nos dirá que o Mestre [apagou] a própria claridade, fazendo-se à semelhança de nossa fraqueza, para que lhe testemunhássemos a missão redentora;
  • A Mãe Natureza – Lótus herda, por acaso, do pântano, seu cheiro e suas cores? E o raio de luz visita as entranhas do abismo e dele se retira sem alterar-se…
  • Paulo de Tarso“Fiz-me fraco, para os fracos, para ganhar os fracos. Fiz-me tudo para todos para, por todos os meios, chegar a salvar alguns.” (I Coríntios, 9:22). Num trocadilho filosófico/poético fantástico, Paulo sintetiza o valor de “estar no mundo, sem a ele pertencermos.”
  • Espíritos Superiores – Estes – quem não tem o seu como guardião?! – estão sempre à disposição da humanidade para lhe minimizar os solavancos. Nas obras de André Luiz, que nos traz informações preciosas do Plano Espiritual, são incansáveis as caravanas de Equipes desses Espíritos a zonas inferiores, levando-lhes resgate e socorro.

Longe de ‘afrouxarmos o garrão’ perante escândalos e infames bandalheiras de nossas mídias – não o faremos! – somos obrigados a aprender com o Alto que tais escândalos por um tempo ainda acontecerão em nosso Planeta; e que só agora estamos entendendo coisas que antes não podíamos entender, pois…

… Haverá o tempo de tripudiar; o tempo da intransigência; do aprendizado; e, finalmente, o da tolerância.

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Quando esse tempo chegar para nós, iremos à lama sem enlamear-nos; tal qual a flor-de-lotus, não herdaremos nem a cor nem o cheiro do pântano; e a visão dos escândalos, sem deles participarmos, nos será o aprendizado normal, num Planeta de transição, onde eles hoje ainda são necessários.

(Sintonia: Fonte viva, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, Cap. 72, Incompreensão; 1ª edição da FEB) – (Verão de 2017).

laranjeira-com-frutos-e-flores-1342105646605_615x300Enquanto que tudo de bom e belo, a flor é, ainda, somente uma flor. A flor transformada em fruto se tornará ‘efetiva’.

O cristão que ‘aprecia’ o Cristo, mas não vai além disso, é ainda flor; já o cristão engajado, será semelhante ao fruto que alimenta.

O cristão ainda flor, para este Mundo mesquinho, goza de inteira sanidade; já o cristão fruto, para este Planeta adoecido, sempre será o desajustado, inadaptado e louco; vulgarmente, ‘trouxa!’ Para Jesus é um vaso de bênçãos ou seu corpo seja a cruz viva onde o Mestre se agita crucificado.

Então, iremos nos maldizer ou mortificar por ainda não sermos fruto? Maldizer-nos, não, mas mortificar-nos, sim! Pois devemos compreender que nosso patamar evolutivo ainda não nos permite sermos fruto, mas a mortificação – exame consciencial – nos levará a propósitos de nos tornarmos fruto…

Toda flor é a promessa; e todo o fruto é o que resulta dessa promessa. Ou, se para todos nós a destinação é a angelitude, todos nós, um dia, iremos frutificar. Frutificando evoluímos e evoluímos porque frutificamos…

Apressar-nos? Sim e não! Darmos curso a uma evolução lenta e gradual, sem perdermos oportunidades. Aproveitarmos, como a Natureza o faz, todas as etapas: semeadura, germinação, floração, frutificação…

Então, flor ou fruto? Quase frutos? Reflitamos!

(Sintonia: Fonte viva, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, Cap. 74, Quando há luz; 1ª edição da FEB) – (Cassino; verão de 2017).

Wallpaper-eclipse-8Pobre Planeta Terra: há batalhões de eclipsados nas suas veredas! Indigentes do corpo e muitos do Espírito; soluços lancinantes das necessidades de filhos, pais, jovens e velhos produzido pelo nevoeiro de ganâncias diversas; leitos de hospitais lotados dos que não conseguem reverter ao lar; infâncias cedidas ao ilícito, ao fácil, pois lhes faltou o lar como escola e a escola como segundo lar; Espíritos enclausurados no nevoeiro da incapacidade mental; aleijumes e imobilidades de corpos e Espíritos; lares sem o pão do corpo e o pão da harmonia; e cegos da visão e do saber…

Mas, perante o horror dessas desluzências, lembramo-nos das bem aventuranças do Mestre que proclamava no Monte que “bem aventurados seriam os aflitos, os pobres de Espírito, os puros de coração, os brandos, os pacíficos, os misericordiosos…” e o Apóstolo dos Gentios, dirigindo-se à comunidade de Filipos garante-lhes que “o meu Deus, segundo as suas riquezas, suprirá todas as vossas necessidades, em glória, por Cristo Jesus.” (Filipenses, 4:19).

Então, como esperar a “glória” de Paulo se estamos ‘agora’ vivendo num mundo carnal onde, além das necessidades do Espírito, possuímos as necessidades da matéria densa? Se Paulo e o Mestre já não mais estão entre nós, encarnados?

Emmanuel nos acode lembrando-nos que os não eclipsados que possuímos braços para ajudar e cabeça habilitada a refletir no bem dos semelhantes [somos] realmente superiores a um rei que possuísse um mundo de moedas preciosas [mas] sem coragem de amparar a ninguém.

Se viver na Terra exige-nos resiliência e se já possuímos tal superação, quando Deus ‘parecer’ estar ausente da vida desses eclipsados, Ele precisa estar ‘disfarçado’ em cada irmão que esteja ao lado desses infelizes…

… Nesse momento, então, “é possível que a tua própria dor desapareça aos teus olhos” (Emmanuel) e possamos desembrumar parte que for possível da névoa que eclipsa nosso irmão…

(Sintonia: Fonte viva, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, Cap. 73, Estímulo fraternal; 1ª edição da FEB) – (Verão de 2017).

feixeAutomóveis mais pesados possuem em sua suspensão traseira um feixe de molas. São molas tipo lâminas que irão contornar os impactos das imperfeições de rodovias de maneira que a carroçaria não fique prejudicada com os açoites de uma carga…

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Ao abordamos o tema sociedade, – doutrinariamente Lei de Sociedade – e para melhor entendê-la, somos forçados a examinar como anda nosso “feixe de molas”, ou o conjunto de virtudes que deve compor nosso caráter o qual irá facilitar nosso dia a dia na difícil e imperfeita rodovia que é nossa sociedade: respeito, tolerância, doçura, humildade, cooperação, solidariedade, simpatia, discrição, agradabilidade, simplicidade, ética, esforço… comporão esse feixe e dele dependeremos para bem ou mal viver em sociedade; para realizarmos ou não todos os aprendizados necessários; e verificarmos, finalmente, que com ou sem o feixe de molas ‘em dia’ a vida em sociedade nunca será fácil.

Dessa forma, somos obrigados a fazer-nos três perguntas importantes com relação à vida em sociedade: Viver em sociedade é bom? É necessário? É fácil? Naturalmente que tudo, é lógico, dependerá de nosso feixe de molas:

Controvertidamente alguns dirão que viver em sociedade é muito bom e outros afirmarão ser extremamente ruim. Nos primeiros veremos uma ‘suspensão’ em dia, pois todos os predicados exigidos a uma convivência fraterna lhes fazem já parte do caráter; são pessoas totalmente cooperativas, comprometidas com “o que um não faz o outro faz”; relevam patamares diferenciados; respeitam, apreciam e aprendem com opiniões diversas; a humildade e a doçura lhes fazem costado, são afáveis no trato. Os que afirmam ser muito ruim, ainda não estão comprometidos com nada disso; possuem uma ‘suspensão’ totalmente avariada; falta-lhes o feixe de molas que os primeiros já possuem.

Porém todos – ao menos os de sã consciência – afirmarão que viver em sociedade é necessário. Somente ela, e não o isolamento nos fará crescer e melhorar os itens de nossa ‘suspensão’: será em sociedade que veremos os bons e maus procedimentos; os que desejaremos incorporar aos nossos Espíritos individuais e os que desejaremos evitar. Adquiriremos a compreensão de que apesar de uma evolução individualizada precisaremos das alavancas dos irmãos de um mesmo grupo familiar; de um mesmo grupo de trabalho remunerado ou não; de pessoas que nos escorem nas dores e que vibrem conosco em horas de regozijo. Quantos e belos momentos de solidariedade e de fraternidade são escondidos por nossas mídias! Se divulgados, veríamos que nem tudo está perdido e nossos cidadãos compreenderiam a necessidade e a importância de uma sociedade equilibrada…

Quanto ao fácil, por enquanto ainda não será! Porque ainda em nosso Planeta, o bom e o belo e a vontade do aprendizado – ou sua necessidade – ainda estão distantes das características de um Orbe de provas e expiações. Das grandes multidões nas quais poderemos viver, até o menor núcleo familiar, muitas vezes representado apenas pelo casal, as dificuldades serão enormes. E tais dificuldades sempre serão diretamente proporcionais ao nosso feixe de molas: se ajustado e ‘azeitado’ tais dificuldades serão amortizadas. Mas, se corroído e oxidado pelos vícios atrelados ao orgulho, ainda normal em nosso planetazinho, é lógico que nada se tornará fácil em nossa sociedade.

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“… Deus fez o homem para viver em sociedade. Não lhe deu inutilmente a palavra e todas as outras faculdades necessárias à vida de relação1.” Na “vida de relação”, aplicação ou exercitamento de nossas faculdades expomos diariamente todo o equilíbrio ou toda a fragilidade de nosso feixe de molas. Em sociedade pomos à prova sua resistência. Recolher nosso utilitário ao ‘sossego’ do isolamento, ou à garagem do bem estar, será condenar seu conjunto – corpo e alma – à oxidação, pois “no insulamento ele se embrutece e [enfraquece]2.”

Bibliografia:

  1. Kardec, Allan, O Livro dos Espíritos, tradução de Guillon Ribeiro, 71ª edição da FEB, em sua questão 766; e
  2. Idem, questão 768.

(Na orla do Cassino, conversando com Maria de Fátima sobre sociedade; verão de 2017).

fa8f38c65ee6bac57d7ca2b8392b9ac5Pedágios são taxas ou tarifas pagas a concessionária de rodovia por condutores que desejam movimentar-se de um local C para um D. Tais tarifas destinam-se à manutenção (ou construção) da via que desejamos trafegar em segurança. Traduzindo, para chegarmos com segurança ao local D, muitas vezes precisamos pagar pedágio…

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São João, o Evangelista, em sua primeira epístola, asseverará diversas vezes ao seu ‘rebanho’ que também para chegarmos a Deus – ou local D – precisaremos ‘desembolsar’ algumas ‘tarifas’. São dele as afirmações:

“Deus é Luz (…). Se dizemos ter comunhão com ele, mas andamos nas trevas, mentimos! Se dizemos que não temos pecado, enganamo-nos a nós mesmos (…). Se reconhecemos os nossos pecados, Deus aí está para nos perdoar. E aquele que diz conhecê-lo e não guarda os seus mandamentos, é mentiroso…” (I João, 1:5, 6 e 8 e 2:4). João, ao chamar de “filhinhos” os seus, estabelecerá a Luz, a Verdade e a Obediência às Leis Divinas ou Naturais, como alguns dos pedágios para Deus.

Mas o mais importante enunciará mais adiante: “aquele que não ama seu irmão a quem vê, é incapaz de amar a Deus, a quem não vê.” (I João 4:20). Este o maior, mais ‘caro’ e mais querido dos pedágios para Deus.

No capítulo em estudo, Emmanuel nos adverte que todo nosso aprendizado, tesouros terrenos, grandeza (fortaleza) moral e educação só serão validados quando esclarecermos, ajudarmos, protegermos e servirmos. E que todo o benefício de qualquer natureza, tal qual elástico ou Lei de retorno, nos fará os primeiros beneficiários: é como não sujarmos a água da fonte da qual nós próprios iremos beber ou contagiar-nos com a alegria que nós mesmos espalhamos…

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“O próximo é a nossa ponte de ligação com Deus. Se buscas o Pai, ajuda a teu irmão, amparando-vos reciprocamente…” (Emmanuel).

No grande paradoxo dos dias atuais e quando muros impedem a aproximação dos irmãos, Espíritos Esclarecidos vêm nos informar que a aproximação e serviço aos irmãos é a melhor ponte de ligação com Deus.

Não nos iludamos: esse pedágio precisará ser pago; e com satisfação!

(Sintonia: Fonte viva, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, Cap. 71, Aproveita; 1ª edição da FEB) – (Verão de 2017).

235940_(www.Gde-Fon.com)“O governador tornou a perguntar: ‘Mas que mal fez ele?’ E gritavam ainda mais forte: ‘Seja crucificado!’” (Mateus, 27:23).

Quando Ele multiplicou os pães, saciamo-nos, pois estávamos lá! Aumentou e distribuiu os peixes, beneficiamo-nos: estávamos lá! Às escuras, optamos mais tarde por Barrabás: ora, estávamos lá! “Crucifica-o, crucifica-o!” rogamos, pois sempre estivemos por lá!…

Cinco mil, com fome, estivemos lá. Cinco mil, por vergonha e com infâmia, os mesmos infelizes e libertinos, sempre, sempre, estivemos por lá!…

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Não somos muitos os que nos dispomos a subir a montanha dos sacrifícios. O Mestre o fez! Fora seus algozes, obrigados a conduzi-Lo ao patíbulo, os outros dois sentenciados, os príncipes dos sacerdotes, escribas e anciãos zombeteiros e um grupo de curiosos, sabe-se que apenas Maria, sua Mãe, Maria de Magdala, Maria mãe de Tiago e José, e João Evangelista o acompanharam ao topo para o holocausto. Não estamos, desta forma, menosprezando os demais apóstolos e discípulos que permaneceram na base da encosta de sangue; estamos apenas aventurando-nos a uma distinção lógica entre os que subiram ao monte e os que permanecemos ainda na base da evolução…

Dá-nos a entender Emmanuel que os que se dispõem a subir a montanha das virtudes, fatalmente e pouco a pouco se distanciarão dos não virtuosos: e estes muitos campeamos neste ainda pobre Planeta de provas expiações.

A partir do ‘crucifica-o!’, quando sentenciamos os virtuosos ou lavamos as mãos perante suas coragens, distanciamos-nos do Gólgota purificador. Enquanto os virtuosos experimentarão a solidão de seus avanços, experimentaremos a solidão do distanciamento das alturas. Eles na solidão de caminhos estreitos e íngremes da subida e nós nos vales, voejando em círculos inebriantes tais quais borboletas douradas.

Perguntamos: quem da ‘Jerusalém de baixo’ escutou as últimas palavras de ensino, de perdão e de estímulo do Mestre crucificado? Somente os da ‘Jerusalém do Gólgota’ as puderam ouvir! Alguns as aproveitaram, como Seus próximos e o próprio centurião de Roma que viria a exclamar em arrependimento oportuno: “Verdadeiramente, este homem era Filho de Deus!” (Mateus, 27:54).

Os cimos não são muito frequentados; os fortes na virtude o fazem! E quando nos dispusermos a cursá-los, – mais dia, menos dias, todos o faremos! – também experimentaremos a solidão do “crucifica-o!” A mesma solidão que experimentaram Jesus, Verônica, Simão de Cirene, João, as Marias, Dimas – o ‘bom’ ladrão – e o comandante Romano convencido e arrependido.

Não é fácil destituir-nos da almofada dourada da acomodação de nosso orgulho para nos dispormos à escalada: Emmanuel, em analogia fantástica irá nos afirmar que “a ave, para libertar-se, destrói o berço da casca em que se formou, e a semente, para produzir, sofre a dilaceração da cova desconhecida.” Continuará o Orientador com suas analogias, informando-nos que a rocha que sustenta as várzeas deverá suportar a solidão e que o sol majestoso que nos aquece, alimenta e ilumina, sempre brilhará sozinho…

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Os cimos nos esperam; são inevitáveis! Alguns os alcançarão primeiro, pois assim entendemos, pois que somos de evoluções diferenciadas. Até que o Planeta se equilibre dentro da revelação que uma Regeneração reclama, os que atingirem os cimos primeiro, sem dúvidas, experimentarão a solidão das incompreensões, pois o Mestre e os que o acompanharam de boa vontade percorreram e ditaram tal roteiro. Nada de anormal nos desígnios do Criador, neste Planeta gerenciados fielmente por um Governador que desejou encarnar entre nós e experimentar, inclusive, a solidão do “crucifica-o!”

Sintonia: Xavier, Francisco Cândido em Fonte viva, Cap. 70, Solidão, ditado por Emmanuel, 1ª edição da FEB – (Verão de 2017).

vida-simples-generosidade-560Emmanuel nos leciona que “fé representa visão [e] visão é conhecimento e capacidade de auxiliar.”

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Comporta-se, portanto, nossa fé de duas maneiras: dentro de uma introspecção entre quatro paredes, onde nos conectamos com nossa Divindade e Lhe votamos louvores, súplicas e agradecimentos; e aquela em que agimos perante nossas próprias necessidades e as dos que nos rodeiam:

Ambas possuem seu devido valor e a sua hora! Podemos dizer também que a segunda afirma a primeira.

O Benfeitor, entretanto, nos dará a entender que precisamos enxergar os fatos que nos rodeiam, compreendê-los e reunirmos em nós a capacidade do auxílio; e isso é a fé como visão. De forma nenhuma Emmanuel desconsiderará a introspecção, mas dá-nos o entendimento – ou ratifica – que nossa fé sem a obra do auxílio poderá ser vã.

Pitágoras afirmaria que “filosofia é a crítica do conhecimento.” Não desejaremos, – nem poderemos – estar filosofando perante as necessidades dos que nos cercam, mas para exercitarmos nossa fé também o conhecimento nos dará maior capacidade de auxílio.

Convém lembrar-nos que nem Jesus, nem os apóstolos e nem seus discípulos mais abnegados, se comportaram de forma estática: lutaram, serviram e sofreram pela causa Crística; percorriam, numa época de locomoção rudimentar, longas distâncias; para termos uma ideia, mais de 150 km separam Cafarnaum de Jerusalém. Percorrendo tais distâncias, eles interagiam com doentes do corpo e do Espírito, exercendo sua fé travestida de misericórdia. Esses homens também confraternizavam entre si e se reuniam em orações. É possível que na Casa de Pedro, às margens do lago de Genezaré, haja se realizado o primeiro Evangelho no Lar.

Se eles nos deram tal roteiro, será natural que nossa fé se evidencie na prática das ajudas efetivas, que bem caracterizam a fraternidade.

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Se por um lado a introspecção, reflexão e oração são nosso lubrificante sutil, nossos sentimentos, raciocínios, braços, mãos, pernas e pés, são as sagradas alavancas que irão validar a fé que dizemos possuir.

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 69, Firmeza e constância, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2016).