Archive for abril, 2017

bom_samaritanoA reflexão de hoje não é sobre a prática da Doutrina Católica versando sobre perdão parcial ou total das faltas, fora dos sacramentos (em parte da história havia até quem as vendesse, os chamados ‘perdoadores’ – ou ‘quaestores’, em latim).

Falamos, sim, da virtude indulgência, com capacidades, segundo o Espírito José, de “atrair, acalmar e erguer” contrapondo-se à rigidez que “desanima, afasta e irrita.” (ESE, X, 16).

Desejando, através da 2ª Revelação, implantar a Lei de Amor, Jesus foi generoso em abundar sua Boa Nova de episódios reais ou parabólicos abordando a indulgência; alguns deles, considerados expoentes:

Foi assim com Maria de Magdala: sem deixar de fazer a predicação aos anciãos do povo, Ele ergue (moral e material, literalmente) a ‘pecadora’, não a condena, e concita-a a não mais se equivocar. Na parábola do Bom Samaritano, este não fica orando ao lado do assaltado: toma atitudes também materiais, socorro físico, que lhe custaria dinheiro; verifique-se, no caso, o anonimato do socorro. Na questão do perdão, deixando o aramaico de lado, fala em ‘linguagem aritmética’ (“70 vezes 7 vezes”), para que o ensinamento calcificasse.

* * *

Se não, vejamos os ‘milagres’ computados à indulgência: ‘atrai’ as partes para uma conciliação; as ‘acalma’, pois ambas carecem de pacificação; e as ‘ergue’, pois as duas estão caídas. Muito diferente do que se elas (as partes), continuassem ‘desanimadas, afastadas e irritadas.’

Indulgência é um zíper sob o qual se encerra um fato, nossas opiniões e as considerações alheias…

(Evangelho no Lar; 17 de abril; outono de 2017).

garrinchaCaneta, elástico, da vaca, chapéu, lambreta… são todos dribles ou artimanhas que jogadores de futebol se servem para, desvencilhando-se do adversário, possam se aproximar da meta adversária ou colocar um atacante na ‘cara do gol…’

* * *

Tal qual o adversário, que aqui é o obstáculo, Emmanuel enumera uma série de impedimentos que embaraçam o indivíduo na sua chegada às metas Cristãs. Entre eles se salientam:

A frieza e incompreensão dos parentes – São os adversários com os quais ‘dormimos.’ Nosso lar é um celeiro deles: por ser este um agrupamento principalmente de ajustes, possivelmente na família estejam reunidos nossos maiores desafetos. Não duvidemos que seu ‘troco’ seja friezas e incompreensões.

A indiferença (secura dos corações) – Expressamos-nos, comumente: ‘Bate-me, mas não me seja indiferente!’ Verdadeira a expressão, pois a indiferença se nos apresenta como um dos mais angustiantes empecilhos em nossas vidas comuns e nas lides Cristãs. Quando há contestação, polêmica, contradição, estas podem, ainda, ser construtivas. A indiferença, destrutiva, deixa-nos sem chão.

Ilhas de repouso – Cristãos tiram férias? Já ouvimos tal pergunta inúmeras vezes nas searas Espíritas. Responderíamos que das tarefas, possivelmente; mas de Cristo não! E tivemos certa vez nossas experiências e por julgarmos estar em ilha de repouso, tivemos nossas frustrações: depois de férias prolongadas do Centro Espírita, chegamos à conclusão que o estrago foi inevitável e que não poderíamos mais ‘premiar-nos’ com tal luxo.

Ódios – Alguns gratuitos, outros nem tanto, são todos os ódios afilhados de nosso orgulho: nosso ‘eu’ não podendo ser maculado, passa a desgostar tanto de quem o fere que esse desgosto fica encascurrado. Compreendemos que o ódio é um desgostar que fica casmurrento.

Maldades – São as infelizes escolhas. O Orbe Terra as possui a mancheias, pois enquanto não fizermos a Regeneração, o mal será o ingrediente principal do Planeta. Pode isso nos servir de acomodação? Não, porque nós somos os artífices da transição – Regeneração! Os regenerados precisam dar o primeiro passo no processo. E Regenerados são todos os que conseguem driblar os impedimentos que obstaculam a Lei de amor.

A discórdia – A discórdia é fruto de uma intolerância; e também esta é filha bastarda de nosso orgulho. Não tenhamos dúvidas que driblados intolerância, desrespeito e desserviço, a paz, – a verdadeira – equilíbrio entre o nosso potencial e os Desígnios de Deus para conosco, começaremos a chegar muito perto da meta da Regeneração. Se ainda somos um Planeta com Espíritos de diferentes evoluções, tolerar é preciso para o nivelamento das almas.

* * *

É possível que cada drible diário, que precisamos dar nessas e n’outras circunstâncias impeditivas, representem para nós, não só a aproximação da meta, mas o alcance de um título: o de Cristão verdadeiro! Aquele que já serve, tolera, respeita e se utiliza da compaixão como astúcia, o grande drible e pressuposto quase que único da Lei de amor, passa a fazer parte dos planos do maior Treinador de todos os tempos.

(Sintonia: Fonte viva, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, Cap. 85 Impedimentos; 1ª edição da FEB) – (Outono de 2017).

depositphotos_8343882-stock-photo-tuning-fork“… Obedecendo ou administrando, ensinando ou combatendo, é indispensável afinar o nosso instrumento pelo diapasão do Mestre…” (Emmanuel).

Diapasão é um instrumento metálico, em forma de forquilha que serve para afinar instrumentos e vozes através da vibração de um som musical de determinada altura. (Wikipédia).

* * *

Distantes ainda da perfeição, Espíritos que compõem a grande orquestra do orbe Terra, são seres que, de parcas virtudes, veem-se desafinados perante as Leis Divinas.

A intenção magna da Divindade, ao nos brindar com o Governador Jesus – o super Contramestre – é que no exercício dos séculos e dos milênios, com reencarnações por avalistas, nos afinássemos à ética Moral.

Se há instrumento que nosso “Guia e Modelo” insistiu que ‘tocássemos’ foi a misericórdia: o entendimento maior da décima Lei (Justiça, amor e caridade), compreendida como principal – ou única?! – para que nos harmonizássemos perante a orquestra Universal.

Porquê é o diapasão desse Mestre amoroso, o mesmo do Regente Criador, desejou Ele que o imitássemos, curando-nos, aos poucos, de nossos senões, oriundos dos destemperos atribuídos ao nosso orgulho, egoísmo, vaidade e inveja.

* * *

Ainda libertinos, iremos nos questionar como, então, agirmos correto? Como distinguirmos o certo do errado? Simples: agimos como Jesus agiria? Ou em mesmo diapasão?

Se sim; afinados! Se não; desafinados!

(Sintonia: Fonte viva, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, Cap. 84 Na instrumentalidade; 1ª edição da FEB) – (Outono de 2017).

germinac3a7c3a3o… Sabe, quando vemos nascer algo que até já esquecêramos haver plantado um dia? Algo que demorou tanto a germinar que já havíamos dele desistido? É o ‘nosso’ tempo! Somos afoitos. Não aprendemos, ainda, a esperar!

Um belo dia, entretanto, vemos a plantinha despontar na terra abençoada que, com algum esforço, preparamos, e onde depositamos uma sementinha. E ficamos maravilhados perante a constância, o silêncio, a sutileza e abnegação da Mãe Natureza, como que a nos anunciar que para tudo há um tempo certo; apropriado…

… É o tempo de Deus, perfeito, sábio, supremamente inteligente, e n’um contraponto educativo ao tempo do homem, ainda insipiente; com muito a aprender! Compreendemos então a linguagem de Emmanuel, afirmando-nos que há o “determinismo Divino”, infalível e entendido como suas Divinas ou Naturais Leis; e há o “determinismo humano”, falho e ainda um produto de nossas escolhas equivocadas.

Possuímos nossas certezas; Deus seus Desígnios!

(Outono de 2017).

141016-pessini-imagem04Possuímos no Brasil, entre autódromos e kartódromos, 24 pistas. O mais glamouroso é Interlagos, em São Paulo, e municipal (público). Por que a pavimentação de tais obras é tão espetacular, tão perfeita e as rodovias Brasileiras são tão humilhantes? Atoleiros, buracos, trechos assassinos, vias simples… põem nervosos caminhoneiros que escoam safras e demais condutores em seus vai e vem para diversos fins.

Por que os gramados dos estádios de futebol brasileiros (muitos também públicos) são tão bem cuidados e aparados, quando nossas praças públicas, de quaisquer dimensões, em sua maioria, estão entregues ao mato?

Por que prédios públicos, de todas as instâncias, são tão nababescos (pomposos) e escolas, hospitais e presídios são tão deficitários? (infiltrações, rede elétrica sucateada, falta de leitos, materiais mal versados e atirados em depósitos…).

Por que automóveis oficiais são tão flamantes (todas as alçadas possuem frotas de perder o fôlego), e as viaturas destinadas a transporte escolar, ambulâncias, escoltas, policiais… literalmente deixam usuários ‘sem fôlego’?

É possível que nossos porquês não fiquem por aí; mas estes, talvez, sejam os que, no momento, mais nos despertam curiosidade…

(Outono de 2017).

mostardaFrançois Marie Aruet – Voltaire (Paris, 1694-1778), diria certa vez que “o mundo me intriga, e não posso imaginar que este Relógio exista e não haja Relojoeiro.”

Sinapis Nigra, a Mostarda, é árvore de origem Palestina. De semente minúscula, dado margem a seu crescimento, alcançará três metros de altura.

O zigoto, depois embrião, já animado por Espírito milenar, irá reverter-se em espetacular conjunto (corpo/perispírito/Espírito), dando origem a um/a belíssimo/a jovem.

* * *

Nossa mente inimagina a grandiosidade do Relojoeiro referido por Voltaire; somente com aparelho sofisticado apreciará o zigoto; e, apesar da pequenez, consegue ter e ver, na palma da mão, o grão de mostarda: Deus, o zigoto e a semente, não vemos ou os vemos com dificuldade.

O Relógio (Universo), a mostarda majestosa e o belíssimo humano são o óbvio, incontestáveis; estão diante de nossos olhos; manifestos!

* * *

Qual, então, o tamanho da nossa fé? A fé é uma enorme crença naquilo que não vemos, mas que o óbvio nos mostra. Quanto mais sentimos e experimentamos a evidência, maior a nossa fé!

Quando Jesus se faz ressuscitado (em Espírito) entre os seus; deixa-lhes o Santo Espírito (que era Ele próprio); e volve ao Plano Espiritual, os seus passam do estado receoso para a Fortaleza.

UMA FELIZ PASSAGEM PARA TODOS NÓS!

(Sexta feira santa; outono de 2017).

17757151_1676777409004617_1501653189527108255_n… E quando a Natureza nos parece música?

Olhamos ao nosso redor, conseguindo ver formas, cores, movimentos, sons… reunidos e como a entoar aquela melodia que mais apreciamos:

São formas admiráveis capazes de fazer inveja ao mais renomado dos arquitetos: não tenhamos dúvidas que nosso Oscar Niemayer tantas e tantas vezes nelas se inspirou.

Qual, se não o pincel da Divina Providência, conseguiria atingir as multicores que a Mãe Natureza nos apresenta: atento, o Criador nos convida a, diariamente, ‘ajudá-Lo’ a retocar tão magnífica aquarela…

Tudo é movimento: Maestro com sábia batuta coordena a formidável orquestra, onde componentes das mais diversas ordens dedilham, sopram, percussionam, solfejam e tamborilam, proporcionando-nos a mais completa evolução; proporcionando ao Universo os mais belos…

… Sons que um complexo grupo musical poderia nos proporcionar.

Natureza e música: quem tiver olhos de ver e ouvidos de ouvir, que não só as veja e ouça… mas que as perceba!

(Outono de 2017).

Cla01150808“Tomar as dores” é o tema da reflexão: quando alguém se indispõe conosco, porque nos indispusemos com alguém que aquela pessoa gosta muito, dizemos que ele ‘tomou as dores’, tomou partido, ou algo que o valha.

Consideremos, entretanto, que as indisposições entre dois indivíduos (Espíritos já ‘vividos’), têm origem, ou nesta ou em vivências anteriores: doutrinariamente, não há escapatória para isso!

Se assim acontece – e acontece! – dizemos que são pendências ‘particulares’ de dois indivíduos que precisam equilibrar relacionamentos “enquanto estão a caminho”, ou enquanto por aqui estão, ‘nesta’ vivência…

Suas pendências, por serem ‘particulares’, podem nada a ter a ver conosco, portanto, nesse caso, ‘tomar as dores’ seria atitude equivocada. Porém…

* * *

… Há situações – e que, felizmente, não lembramos – que em vidas anteriores agimos em conluio: fazíamos parte de grupos rivais que se prejudicavam com a combinação espúria das partes.

Em outras ocasiões promover-nos-emos a ‘advogados de defesa’, pois nossos laços com a pessoa injuriada por terceiro são tão fortes, que já viemos nos amando, também a muitas encarnações.

Nestes dois casos, sim, torna-se explicável a atitude do “tomar as dores”, já que somos cúmplices de desventuras ou venturas desde ‘a outra encarnação’, como popularmente e comprovadamente nos expressamos.

(Outono de 2017).

lavapes2Jesus de Nazaré, na qualidade de “melhor guia e modelo” oferecido pelo Pai à humanidade, “em todos os tempos”, revela-se como o melhor ciclo de serventia colocado à disposição da Terra:

Desde a formação do Planeta; durante sua encarnação redentora; e após esta, em Espírito de Verdade, obra sem cessar, a exemplo do Criador – o “Homem” com agá maiúsculo. Por isso, o Nazareno afirmaria nas escrituras de Marcos: “O Filho do Homem não veio para ser servido, mas para servir.” (10:45).

Tudo, na Natureza do Pai obra, servindo ciclicamente:

A semente germina, cresce, floresce e frutifica; e os frutos oferecerão novas sementes dando continuidade ao ciclo de serventia.

A fonte gera o córrego; este o riacho; e o riacho o grande rio que se lançará ao mar. Antes disso, serve por todos os meios: mata a sede; gera energia; encurta distâncias… As águas, evaporadas, empançarão nuvens; e as nuvens se precipitarão, formando torrentes.

Animais de todas as espécies, em seus ciclos de serventia, alimentarão, tracionarão, embelezarão, educarão…

Miríades de insetos minúsculos transportarão polens, patrocinando princípios vitais.

* * *

O homem, usuário de seu livre arbítrio – ou usurário?! – é o único que poderá escolher quebrar os ciclos de serventia. A criatura que escolhe somente ser servida cristaliza-se. Já os que toleram, respeitam e servem se desenvolvem. Mas…

… Para os primeiros, é só uma questão de tempo, pois, ciclos e ciclos domarão suas inclinações!

(Sintonia : Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 82, Quem serve, prossegue; 1ª edição da FEB) – (Outono de 2017).