Archive for junho, 2017

“… De vinte séculos [para cá], surge o desafio do Mestre, indagando sobre o que de extraordinário estamos fazendo…” (Emmanuel).

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Antes de Jesus fazia-se o ‘feijão com arroz’ – não que estes não sejam bons! Desejamos dizer que até então se cumpria o ordinário da lei mosaica, muito mais para exterioridades que para a elevação dos Espíritos.

A partir principalmente do sermão do Monte, o divino Rabi nos desafia ao extraordinário; ao algo mais; uma espécie de tempero especial ao prato diário:

Poderíamos até ser ricos, mas termos coração de pobre: tal comportamento nos avalizaria um Reino. Tal como garimparmos aqui e acharmos o tesouro Lá!

Precisaríamos compreender que lágrimas derramadas seriam efeitos de nossas causas; portanto choradas como reparação e provação.

Brandos fariam a transição e “possuiriam a terra” da regeneração. Que a justiça mais confiável é a Divina. Misericordiosos, puros e pacíficos veriam os Anjos de Deus mais de perto.

Falou-nos que nos representaria quando brigássemos por Sua Bandeira e que com ela seríamos apresentados ao Pai, como já acontecera a grandes profetas.

Foi mais agudo: solicitou-nos perdão incondicional, como se o desejássemos a nós; que fôssemos sal e luz, segundo nosso estágio; que uma mão desconhecesse o bem feito pela outra; que saudássemos também os estranhos; e que orássemos recolhidos, sem afetação.

Recomendou-nos servir a um só Senhor; que apenas juntássemos tesouros não perecíveis; que tivéssemos a confiança das aves do céu; que não julgássemos para não sermos constrangidos; que nos preocupássemos apenas com a trave de nosso olho; e que confiássemos no Pai dos Céus que jamais nos dará pedra ou escorpião como alimento.

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Conta-nos Mateus que ao término desse discurso, a multidão estava impressionada com as coisas proferidas. Jesus não falava como os escribas e fariseus, mas, como quem tinha a chancela do Pai, nos desafiava ao extraordinário.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 96, Além dos outros; 1ª edição da FEB) – (Outono de 2017).

“Os aprendizes da vida cristã, na atividade vulgar do caminho, desfrutam do conceito de normalidade, mas se não gozam de vantagens observáveis ao imediatismo da experiência humana, quais sejam as da consolação, do estímulo ou da prosperidade material, (…) passam à categoria de pessoas estranhas, ante os próprios companheiros de ministério.” (Emmanuel).

Conta-nos João em 9:25, que certo cego de nascença (outro, que não Bartimeu) foi curado por Jesus num dia de sábado. Assediado pelos fariseus a dar “glória a Deus” e a renegar o ‘Pecador’ que lhe devolvera a vista, assim se expressou: “uma coisa eu sei: eu era cego e agora vejo!…”

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Imediatistas desejam a solução de problemas ‘daqui’; e rápido! Espiritualistas tentam encarar problemas daqui como trampolim para ‘Lá!’

Imediatistas desejarão consolo, estímulo e prosperidade – para cá! Espiritualistas procuram esclarecimento, consolo, estímulo e prosperidade – para Lá!

Convém esclarecermos que para tal cego, ‘enxergar’ poderia ser secundário; e ‘ver’ a quem o operara, como e porquê era o principal. Testemunho e gratidão eram seus sentimentos. Espiritualistas devem ser assim.

O imediatista comportar-se-ia diferente: para ele enxergar seria o importante. Quem fizera o prodígio, para quê? Isso não importaria tanto!

Preciso é que digamos que todo espírita é espiritualista; mas nem todo espiritualista é espírita.

Imediatistas x espiritualistas se digladiarão sempre: é possível que aqueles taxem os demais de ‘trouxas’ e estranhos.  Não nos surpreendamos que isso aconteça entre os que junto ombreiam…

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Mundos densos são imediatistas; sutil é a Vida Futura e já os que a aspiram. Mas é no denso que temos escola: nele realizamos a transição, aprendizado e a garimpagem. O tesouro está Lá!

Imediatistas ‘vêem’ e se extasiam. Espiritualistas tentam ‘enxergar’ e seguir…

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 95, Vê e segue; 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2017).

Afirma-se que a arte é a principal função da música.

Música com propósitos éticos, sempre será desenvolvida por Espíritos ligeiramente acima de patamares comuns.

Desconhece-se civilização que não a adote como manifestação de sua cultura e desenvolvimento.

A música como arte, atende a propósitos variados: culturais, é claro, manifestações, reivindicações, bravuras, folclore, tradicionalismo, gospel (do Evangelho), militares, educacionais, terapêuticos…

Poetas compõem letras, improvisos, ‘payadas’, rimas, versos, quadras… as interpretam ou outros o fazem. Compositores, intérpretes, músicos, integram um clã artístico especial.

A história da música se confunde com o desenvolvimento da inteligência humana. Desde a pré história o homem observou sons na Natureza; por eles se encantou e começou a compor, cantar e construir instrumentos que os reproduzissem.

É muito difícil definirmos música; não temos tal pretensão, pois música (boa) se toca, ouve, sente. Entretanto pensamos que ela, enquanto arte nos influencia a outras artes; entendemos compositores, poetas, payadores, letristas, repentistas como Espíritos especiais, muito próximos dos Altos; e que realizarmos qualquer profissão com paixão, (cozinhar, clinicar, exercitar, instruir…) torna-nos artistas. Quase que profissionais músicos!

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“A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição…” (Aristóteles).

(Outono de 2017).

“Capacete é indumentária de luta, esforço, defensiva.” (Emmanuel).

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O que têm a ver esperança e salvação com luta, esforço, defensiva? Qual sua co-relação?

Salvação é uma aspiração: ‘desejamos’ nos salvar! Embora outros nutram tal expectativa a nosso respeito, só nós sustentamos tal desejo.

Mas, tal qual a fé, a esperança precisa de acólitos: está, então, alavancada pela luta, esforço e defensiva:

Luta e esforço pressupõem vigiar, que é a parte mais prática do “vigiai e orai.” Lutamos e nos esforçamos com serviço, tolerância e respeito a nós e ao próximo.

Defensiva, a parte mais teórica; o “orai.” Se vigiar nos blinda contra más influências, oração e contemplação completam nossa imunização.

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Não há Agente externo de salvação; há um Roteiro: nós nos salvamos!

A Boa Nova do Mestre é o roteiro. Este não nos salva, se não o desejarmos. Possuímos a esperança; mas esta precisa de suporte:

A caridade (respeitar, tolerar, servir), apresenta-se como suporte da fé e da esperança. Ela é o capacete que nos dá segurança e autentica nossa evolução; contém os imperativos da salvação.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 94, Capacete da esperança; 1ª edição da FEB) – (Outono de 2017).

gentileza“Apresentemos ao Senhor as nossas oferendas e sacrifícios em cotas abençoadas de amor ao próximo, adorando-o, no altar do coração, e prossigamos no trabalho que nos cabe realizar.” (Emmanuel).

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Precisamos, outrora, em eras pagãs ou cristãs, de santuários grandiosos, entendendo neles, melhor agradar a Deus.

Precisamos que eles tivessem altares em mármore, ouro, ou madeira nobre, pensando melhor cultuar nossa Divindade.

Precisamos, para exteriorizar nossa fé, depositar sobre eles, oferendas palpáveis, visíveis ou mensuráveis.

Nossos ‘pais’ na antiguidade assim o faziam; herdamos-lhes tais circunstâncias e rituais.

O Divino Rabi chega, entretanto, e nos observa que “o sacrifício mais agradável a Deus” estaria numa série de compromissos para com os irmãos: dita-nos a Regra de Ouro “fazei aos homens tudo o que desejais eles vos façam”, que subentende respeitar, tolerar e servir, para que com ela nos aproximássemos do amor do Pai que está nos Céus. Ou, que o amor a Deus seria verdadeiro, se amássemos (realmente) nossos irmãos.

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Reconhecemos que sacrifícios, altares e templos do passado, não foram em vão; tinham propósitos àquela época, mas…

… Erigirmos hoje o templo de nosso Espírito (nossa evolução); aparelhá-lo com o altar do coração; e neste colocarmos o sacrifício de nosso serviço, já faz parte da era nova que ora vivemos. O que ficou para trás, possivelmente, sejam museus, lembranças e histórias de um tempo que saíamos do mais para o menos pagão.

Nossa piedade, assim, deixa de ser mero ato exterior. Piedade ou impiedade é medida pela disponibilidade do altar de nosso coração…

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 93, Altar íntimo; 1ª edição da FEB) – (Outono de 2017).

e6e5bce3723cc061a930d443598be87fÉ possível, segundo o Dr. Joseph Tector, da Universidade do Alabama em Birmingham, que em dois anos porcos estejam doando tecidos para transplantes humanos. Expectativa poderá atender indivíduos, (crianças, principalmente), com falência renal, visto o rim do animal em questão ser muito parecido com o humano.

Surpreendente? Sim e não! Já há 160 anos, quando Kardec começava a publicar a primeira obra da codificação, O Livro dos Espíritos, os Superiores falavam ao ilustre Lionês da dificuldade dos homens em “descobrir o resultado imediato” de certas circunstâncias:

Referimo-nos à questão 677, onde os Espíritos da Codificação falam sobre a importância dos animais, seu trabalho, de seu instinto de conservação e do objetivo de suas atividades. Assim se manifestariam os Iluminados: “… Eles [os animais] se constituem, inconscientemente, executores dos desígnios do Criador e, assim, o trabalho que executam também concorre para a realização do objetivo final da Natureza, se bem quase nunca lhe descubrais o resultado imediato.” (fragmento da questão).

É muito natural que muitas vezes não “descubramos o resultado imediato” da contribuição desses seres: silenciosamente, insetos, às vezes minúsculos, se encarregam da polinização; vermes (minhocas) deitam o húmus na terra, fertilizando-a; animais domésticos constituem-se na alegria dos lares; eqüinos, bovinos e muares, sempre tracionaram cargas; eqüinos, ainda, fazem parte de desportos e foram montarias de valor para fins diversos em todos os tempos; camelídeos (camelos, dromedários, lhamas, alpacas, vicunhas, guanacos…) fornecem carne, transporte e lã… Enfim, inúmeras são as contribuições desses seres menores – porém admiráveis – da Criação.

Os resultados mais distantes começam a aparecer agora, com a possibilidade, segundo a ciência, de mais este suporte à humanidade.

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Como não nos maravilharmos com a sempre superioridade e atualidade dos conceitos da codificação?! É nosso zeloso Governador atento às necessidades de Seu Planeta. É a doutrina permitindo penetração convincente do aspecto científico a serviço de religião e filosofia.

(Outono de 2017).

OLYMPUS DIGITAL CAMERAEm todos os tempos, por curiosidade ou por medo, a Humanidade procurou explorar as verdades e as fantasias de uma ‘outra’ vida: considerada esta uma preciosidade, agimos como garimpeiros na busca de um tesouro.

Dessa forma aproximamo-nos de forma curiosa de médiuns, videntes, audientes, escreventes supranormais, cartomantes… Interesseiramente não lhes avaliamos as virtudes; somente antevemos interesses.

Analogamente é como se desconhecêssemos que só árvore boa dá bons frutos; que a prudência é atitude de entendidos; que o tolo deterá tolices; e que o ar, silencioso, suporta-nos a vida.

Certa feita, também a multidão buscou garimpar junto ao Mestre, perguntando-lhe: “Que milagres fazes tu, para que o vejamos e creiamos em ti?” (João, 6:30). Ora Jesus era o próprio milagre, pois Intermediário Direto entre a Terra e os Céus, apontava-lhes – e a nós – a direção do verdadeiro tesouro.

É possível que os deveres da Terra (tolerar, respeitar, servir…), de forma simplificada, nos conectem com os Céus, sem deixar dúvidas e sem a necessidade de intermediários. Quando o Planeta nos servir de teoria e prática ao mesmo tempo, – o garimpo – o caminho do tesouro estará à vista.

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Assim como cada criatura ou coisa de Deus é avaliada por sua utilidade, cada irmão de luta é avaliado pelas suas características. O garimpo é aqui; o tesouro, Lá!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, ditado por Emmanuel, Fonte viva, Cap. 92, Demonstrações do Céu; 1ª edição da FEB) – (Outono de 2017).