Archive for novembro, 2017

“Agora é o momento decisivo para fazer o bem. Amanhã, provavelmente, a oportunidade de ajudar não se fará repetida.” (Emmanuel).

* * *

Ditado popular nos lembra que “dificilmente o cavalo encilhado passará, duas vezes, à nossa frente.”

Quando e por que, então, produzirmos o bem? Agora! Porque o ontem já foi e o amanhã ainda não veio: o agora é o melhor momento do hoje; o tempo certo!

Importante: o bem feito ontem permanece; o mal feito pode ser corrigido agora e a correção é sempre uma reflexão sobre o equívoco de ontem e a ser remediado hoje.

Todas as nossas ações de amanhã advirão de profunda reflexão sobre o hoje. Retocaremos amanhã os atos equivocados de hoje.

Se o ontem nos leciona o hoje, este será o nosso professor de amanhã…

Sendo amigos, dificuldades, moléstias, feridas, problemas, oportunidades, perdões, desculpas, circunstâncias do hoje, urge agirmos hoje, pois amanhã tais situações terão evoluído e a oportunidade pode não se fazer repetida.

Entendemos que as pessoas (Espíritos) possuem tempos diferentes (ou evoluções distintas), porém as questões do bem serão bem sempre, em qualquer dimensão! Nivelamo-nos no bem: não importa seja ele pequeno, médio ou de grandes proporções.

A semente boa plantada ontem é a germinação segura do hoje e a colheita do amanhã. Se tivéssemos deixado para plantá-la hoje, talvez a safra abundante do amanhã não houvesse!…

* * *

O presente é apenas um fragmento roubado do futuro e que logo, logo, será devolvido ao passado.

Deixemos para plantar amanhã somente o mal; pois poderá acontecer de a idéia não vingar!…

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 119 Eia agora; 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2017).

“[… Desejar] não basta à realização. Tudo, nos círculos da Natureza, obedece a espírito de seqüência.” (Emmanuel).

* * *

Entre o desejar e a realização há uma série de etapas que exigem continuidade.

A mãe Natureza é exemplo de seqüência: entre a semente pequenina e a safra, há etapas sucessivas importantes; entre a nascente e a grande catarata, foz ou delta, quantas peripécias das águas!

Jequitibás, oliveiras milenares, cedros majestosos, um dia foram frágeis; formações rochosas precisaram de sucessivos abalos das camadas da Terra; tubarões, elefantes e cavalos estupendos vieram de minúsculas células.

São os grandes ensinamentos da Mãe ao homem, aprendiz das questões morais:

Não trabalhamos porque somos santos; buscamos santidade através do trabalho; não somos, ainda, curadores: curando-nos, na seqüência, poderemos sê-los!

Afastando-nos do inferior, compreenderemos o conhecimento superior; nossas edificações espirituais ainda estão na base: desta para cima, tudo é continuação.

Sempre que não obedecermos a seqüências, nossos projetos ruirão; lanços precisam ser cumpridos!

* * *

A fábula dos três porquinhos é educativa: as casas construídas com palha e madeira foram vulneráveis. Mas o projeto da casa de tijolos salvou os três irmãos da fúria do lobo mau: nas duas primeiras não houve planejamento nem seqüência que lhes desse segurança; na terceira houve planejamento, previdência e seqüência!

Todos os grandes projetos incluem a humildade de certas tarefas: estas estão incluídas numa seqüência. Ou, pequenas tarefas, bem realizadas, são chamariz para grandes triunfos.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 118 Em nossas tarefas; 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2017).

Vemos muitas pessoas abandonando as páginas sociais (do Face, mais popular), alegando que nelas se contam muitas mentiras; que muito pouco se lhes aproveita.

Realmente, as mentiras na internet (chamadas “fakes”) são tantas e por se tornarem repetitivas, acabam se afirmando como verdades.

Dão-nos, então, duas escolhas: ou abandonamos nossos perfis, cedendo espaço às mentiras; ou (e o pior) digladiamo-nos por motivos políticos, religiosos, esportivos… e até por outras mesquinharias…

Mas, se há tantas pessoas contando mentiras, por ignorância ou má fé, por que não nos contrapormos contando verdades? Não será esta uma terceira opção, corajosa, verdadeira?

Mas quais verdades? Aquelas nas quais acreditamos?! E aí está uma faca de dois gumes: pois há gente acreditando (piamente!) no Saci Pererê, no coelhinho da Páscoa, na mula sem cabeça…

Acontece que as pessoas dessa terceira opção (justamente as mais sensatas, mas enojadas com tudo isso…), cheias de verdades importantes a publicar, estão “abandonando o barco…”

A essas pessoas, diríamos que convém permitir-nos ficarmos tristes, sim, (mas não enraivecidos) com a sujeirada toda: ou teríamos de ficar furiosos com nossas imperfeições particulares, também.

Não convém permitirmos que essa vilania toda (fakes, queerismo, extravagâncias em nome das artes, bizarrices, “desartes…”) roube-nos um espaço tão precioso (e gratuito) que poderíamos estar utilizando para elevação, apostolado, gentilezas, bom ânimo…

Surge, então, uma nova categoria de postadores em nossas ferramentas sociais: os “fakebookeanos!”

Vamos, então, contar verdades? E há muitas, por aí, a serem contadas! É só não “abandonarmos o barco!” Que abandonemos o barco é tudo o que os contadores de mentiras, ou “fakebookeanos” desejam!

(Primavera de 2017).

Quem dá à terra uma só semente, recebe-a, por vezes, centuplicada: é a multiplicação por conta da generosidade do Universo.

Dar, ao invés de receber (Atos, 20:35), gera um multiplicador: dando, além de pluralizarmos, podemos exemplificar, contagiar!

A Regeneração (ou replantio) se faz com contágios: bons contágios, gentilezas; bons exemplos.

Todos os bons exemplos, ou atitudes contagiantes, têm como espelho nosso “Guia e Modelo”, e naqueles que Lhe seguiram os passos fidedignamente.

Plantador por excelência, nosso divino Semeador não só ensinou o “ofício”, como, e principalmente, colocou a mão na charrua: mostrou como fazer; exemplificou!

Embora haja colhido ingratidões (isso fazia parte de seu script), semeou, colheu e distribuiu gentilezas. Gentileza é imprescindível à Regeneração; esta não haverá sem aquela. Gentileza é a cereja do bolo!

Plantou Ele, milhares de sementes de perdão: de dificílimo cultivo, o perdão é o prato mais importante do cardápio servido na mesa da evolução; a melhor das culturas no campo das virtudes.

Utilizou a mancheias o insumo (adubo) da bondade: e com sua bondade levedou a Boa e Nova Mensagem que trazia. Poucas terras de sua época não “fermentaram” com sua bondade.

Acima de tudo, exemplificou! Se discorria sobre um conteúdo edificante do Evangelho, não se conteve na arte de levantar os caidinhos que desejaram se reerguer.

* * *

O Universo do Criador é pródigo em recursos: essa generosidade dos seres menores (animais, plantas, minerais), proporciona ao homem roteiro, ensinamento, exemplificação: é do Pai, Criador, essa prodigalidade.

O Benfeitor, ao nos informar que “serás ajudado pelo Céu, conforme estiveres ajudando na Terra” e “possuímos aquilo que damos”, está pressupondo…

… Que a Terra é o grande e maravilhoso solo a ser arado, gradeado, semeado e cuidado: é a nossa ajuda à terra (lavoura).

Que, se o plantio é “aqui”, a colheita não! Todo o resultado da boa safra (ou de sua quebra) será verificado no Céu (ou no céu) a que fizermos por merecer.

Que possuiremos nesses “céus”, tudo aquilo que houvermos dado:

Interessante, pois, verificarmos “o que” estamos semeando, plantando, dando… “por aqui!” Ou o quanto estamos, ou não, ajudando a outros, mas, e principalmente, a nós!…

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 117 Possuímos o que damos; 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2017).