Archive for abril, 2018

“Busquemos o equilíbrio com Jesus e fugiremos ao extremismo, escuro sinal da desarmonia ou da violência.” (Emmanuel).

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“Sim, sim! Não, não!” Sermos sinceros não significa sermos rudes. A mentira rouba-nos a confiança; deixa-nos à deriva do crédito: mesmo as pequenas, geram enormes conflitos!

Fariseus e Jesus eram personagens contraditórios; paradoxais! No entanto, o Mestre, o Divino contraditório, compreende e não anula a Lei do decálogo; mas passa a não tolerar as leis do humano Moisés. Convém entendermos que os sacerdotes (fariseus) eram remanescentes da época mosaica.

“Lázaro, vem para fora!” O tempo na carne é transitório: porém não deverá se extinguir antes do prazo; possivelmente não terá prorrogação!

“A César o que é de Cesar e a Deus o que é de Deus!” Vivemos em Planeta com leis civis, que precisam ser observadas. Ideal seria que tais leis se aproximassem, ao máximo, das Leis Morais.

Bravatas labiaisSentenciado e crucificado, o Supliciado não esbraveja, pois tudo está num script previamente estabelecido pelo Pai…

… E assim o divino contraditório ia entendendo, explicando, exemplificando e separando o que era do Pai e o que era humano; mas sempre experienciando no tempo de sua encarnação.

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Não convinha, ao Mestre, extremismos ou desequilíbrios, visto que, se assim fosse, não nos ditaria nem harmonia, nem mansidão!…

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 134, Busquemos o equilíbrio, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).

Meu orgulho mora na torre mais alta do castelo de minha vida.

Particularmente, tenho muita dificuldade em administrar e compreender o orgulho dos outros, pois o meu não permite.

Meu orgulho, em mirante espetacular só olha de cima para baixo e vê coisas e seres pequenos, insignificantes.

Meu orgulho possui um irmão gêmeo – chamado egoísmo – que mora com ele em seu prazeroso castelo.

Meu orgulho está sempre acompanhado da donzela vaidade que, caprichosa, sempre influi em suas atitudes.

Meu orgulho possui também outras companhias: a arrogância é uma balzaquiana que não se dobra; a soberba é quase sua irmã ou ao menos em muito se lhe parece. Há ainda outras jovens ou nem tanto que compõe o seu séqüito, como a presunção que lhe toma conta da agenda, o controlador na ‘pasta’ da hipocrisia e o perfeccionista ‘quase’ pudico.

Nas cercanias do castelo de meu orgulho – num ‘ladeirão’ – há um vilarejo onde moram personagens humildes e fraternos: meu orgulho não se relaciona muito bem com essa ‘estranha’ vizinhança.

Meu orgulho dita normas de bem proceder que, na verdade, só não conseguem normatizar a sua vida.

Meu orgulho tem carro bom e quase que intocável: não é desses utilitários que carregam pessoas necessitadas por ruas esburacadas a qualquer hora da noite; ‘ambulância’, nem pensar!

Meu orgulho doutor em regras de trânsito é, na maioria das vezes, inflexível, não admitindo exceções, tão pouco falhas alheias.

Meu orgulho, quando confronta guardadores, catadores, frentistas, lavadores… os considera todos subempregados e servis acomodados. Moedas para eles só as pequeninas; a que possui a ‘República na cara’, nem pensar! Uma palavra boa é perda de tempo com esses ‘desocupados.’

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Perguntamo-nos, então, como encaixar a humildade em a côrte do orgulho? Todos nós sabemos que o mais salutar será depormos o monarca!…

(Verão de 2012; reescrito em 9 de abril; outono de 2018).

“A usina mais poderosa não [dispensa a] tomada humilde para iluminar um aposento (…). Infinita é a bondade de Deus, todavia algo deve surgir de nosso ‘eu’, em nosso favor.” (Emmanuel).

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Quando o Mestre pergunta aos seus, a fim de saciar a multidão, “quantos pães tendes?” (Marcos, 8:5) envergava Ele, temporariamente, um corpo de carne, materializado.

Revivemos hoje, neste Mundo material, cercados de ferramentas que nos foram confiadas à administração…

… Pois não estamos vivendo num Mundo sutil, onde o material inexiste!

Se não possuirmos o material, como procederemos a multiplicação? E aqui estamos retornando à Parábola dos Talentos, aqueles 1, 2 ou 5 que nos foram confiados tutelar.

“Sete!” Foi a reposta dos discípulos: um número cabalístico/representativo para a época. Poderiam ser mais; ou menos!

Mais ou menos recursos, não é o importante: relevante, aqui, é a disposição, perante nossa quota, do que surja do nosso ‘eu’ em nosso favor e da comum unidade.

Experimentemos ligar uma máquina sem possuirmos um cabo; ou a tomada humilde!…

Para construirmos uma paz íntima será necessário equilibrarmos os Propósitos divinos a nosso respeito com aquilo que já sabemos ou que ainda podemos realizar.

Quando afirmamos ‘podemos’ é que, às vezes, alguns já não mais podemos realizar coisas que realizávamos…

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Se Deus é a usina, precisamos ser a máquina; ou o cabo; ou só a tomada.

Sete pães?! Alguns peixinhos? Só?! Não importa! O fundamental e sabê-los multiplicar e repartir!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 133, Que tendes? 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).

“Na Parábola dos Talentos, o servo negligente atribuiu ao medo a causa do insucesso a que se infelicita.” Como ele “na vida [agarramo-nos] ao medo da morte. Na morte [confessamos] o medo da vida.” (Emmanuel).

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Vivemos num Planeta de medos: em nosso Orbe ainda predomina o mal; e este ainda nos causa medos diversos. Mas…

… Apesar do medo, precisamos trabalhar: é a Lei, pois nosso trabalho honesto, produtivo, promoverá o Planeta.

Apesar do medo, precisaremos servir: e para isso nossa caridade, segundo São Paulo, não poderá ser “temerária, nem precipitada; nem desdenhosa, nem suspeitar mal.” (I, Coríntios).

Apesar do medo, precisaremos fazer amigos: daqui, dali; do outro lado do Mundo! Na globalização que vivemos, amigos precisam das boas influências dos amigos.

Apesar do medo, façamos nosso melhor: nem todos entenderão isso; alguns ficarão desapontados.

Apesar do medo, encaremos sofrimentos e dores: eles se constituem na maquiagem de nossa alma. Como chegaremos ao Reino com uma alma deselegante?!

Apesar do medo e da heterogeneidade das almas, não faleçamos nos braços da incompreensão: enquanto um nos compreenderá, por mais de dois seremos incompreendidos.

Apesar do medo, nossos momentos alegres precisarão de intensidade: a alegria de viver ajuda a promover a Redenção Planetária.

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Nossos medos, a pobreza de nossos recursos, não poderão intervir na nossa obra possível:

Não é da rudeza da pedra, do cimento, do ferro, da terra firme… que se constroem caminhos, estradas, pontes?

A multiplicação de nossos talentos precisa ser proporcional à nossa vontade de trabalhar, servir, fazer amigos, compreender e de nos alegrarmos…

Apesar do medo!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 132, Tendo medo, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).

“Dai-lhes vós de comer…” (Jesus, em Mateus 6:37). “No ensinamento inesquecível, a fome era do corpo, mas, ainda e sempre, vemos a multidão carente de amparo, da luz, da harmonia, vergastada pela discórdia e incompreensão.” (Emmanuel).

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Matriculados na Escola Cristã, deparamo-nos, comumente, com famintos de toda ordem:

Como estamos em período literalmente escolar, com os estudos da Casa de vento em popa, perguntamo-nos e perguntamos-lhes, qual comida precisamos?…

… Pois é natural que no início de um ano letivo Cristão, cheguemos aos grupos fatigados e famintos:

Fatigados, talvez, de uma “preguiça ativa”, por prolongado período de férias (‘até’ do Cristo…) e famintos por uma atividade não mais preguiçosa, mas ativa, fraterna, instrutiva e compreensiva.

Em primeiro lugar, a comida do amparo: acolhemo-nos para esclarecimento; e este irá nos amparar.

O esclarecimento só ampara porque é Luz: a Luz dos arrazoados. De quanta Luz precisamos? Talvez de pouca! E, paradoxalmente, pouca é, ainda, a que mais temos!…

Nós, comensais, do que mais necessitamos durante o ano letivo é de harmonia: poderemos, ao final do ano, estar com uma compreensão relativa do conteúdo doutrinário… mas a desarmonia nos fará repetentes!

Aprovados em harmonia, discórdias e incompreensões passarão ao largo: a discórdia se torna desnecessária e a incompreensão falecerá nos braços da fraternidade…

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A fome aqui, pois, não é, de forma alguma, do corpo, mas aquela fome que chega a ser sede do esclarecimento de uma doutrina que tem o poder de libertação: a que procede do entendimento de que “não só de pão vive o homem…”

Os mesmos 5.000 alimentados (do corpo) no Monte das Bem Aventuranças, fomos os mesmos que vociferamos: “crucifica-o; crucifica-o!”

No segundo episódio, não estávamos, ainda, alimentados de “toda a palavra que sai da boca de Deus!”

E hoje?!… Reflitamos!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 131, No campo social, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2018).