Archive for março, 2019

Por qual tipo de estresse estamos passando? Percebe-se, hoje, que nem todo o estresse é negativo e que tal circunstância poderá ter duas facetas contraditórias:

Poderemos estar com eustresse; mas, também poderemos estar com distresse.

O eustresse (ou eustress) caracteriza-se por uma euforia: quando estamos plenos e então nos invade a sensação de satisfação e/ou outros sentimentos positivos:

Na maioria dessas situações estamos com uma super excitação: um grande e bom plano a realizar; resultados animadores; expectativas satisfatórias…

Traduz-se, muitas vezes, quando nos recostamos e afirmamos: “estava tão excitado que nem consegui dormir…”

O distresse (ou distress), pelo contrário é negativo; é quando estamos, literalmente, estressados: são agonias, insatisfações, maus resultados, desilusões (a falta de expectativas), que nos causam problemas e sofrimentos; muitos até com extrema agudeza.

Qual, então, o nosso estresse? Positivo, aquele do “emoticon” sorridente ou o outro, carrancudo, infeliz?

Nem todo o estresse é mau! Nós construímos o bom, positivo; e o mau, negativo!…

(Primavera de 2018).

“… As estradas terrestres estão cheias [de] atormentados pelos interesses imediatistas sem encontrarem tempo para [o] alimento espiritual (…). Atravessam a senda, famintos de ouro e sedentos de novidade emocional.” (Emmanuel).

* * *

Vivemos o momento Planetário das novidades. Nunca tivemos tanta tecnologia (útil e inútil): a legítima faca de dois gumes; porém necessária à transição.

Dado a ainda maldade do Planeta (ou dos Planetários?), utilizamos tal tecnologia em sua maioria para o mal: possuímos, ainda, interesses imediatistas. A transição pede o seu uso adequado.

Ainda estamos famintos de ouro, reluzente em cada “nova novidade” que aparece a cada dia: só que não matam nossa fome!

Ainda estamos sedentos de tais atrativos, cada vez “mais atraentes”, mas continuamos com sede!

* * *

A transição “começará a começar” quando soubermos parar…

… E “parar” não significa “parar”:

Paradoxalmente (contraditoriamente), “parar” significa nos voltarmos para o útil, o bom, o belo, o necessário!

Precisa a transição de introspecção? Claro que precisa! Mas muito mais de transa (pacto, entendimento, acordos…) e ação.

* * *

A Paz está, muitas vezes, em meio a santas agitações!…

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 147, Refugia-te na paz, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2018).

“… Companheiros incontáveis acreditam que apenas cooperam com o Senhor os que se encontram no ministério da palavra, no altar ou na tribuna de variadas confissões religiosas.” (Emmanuel).

* * *

A Paz íntima resulta do desempenho adequado de nossas possibilidades: cada Espírito as possui (possibilidades) em grau e características diferenciadas….

… Portanto, nem todos serão oradores, ocuparão a tribuna ou altares diversos, já que a Seara da Boa Nova possui inúmeras e necessárias funções:

Poderemos não ocupar o ministério da Palavra frente a grandes multidões, mas falarmos coisas úteis a corações solitários e atormentados.

Nossa tribuna poderá estar em caminheiro áspero; nos flagelos; em locais amargurados; e não, necessariamente, em púlpitos dourados. Normalmente a tribuna mais carente é nosso lar, cheio de fragilidades.

E a melhor confissão religiosa é a fraternidade Cristã: esta não possui rótulo (credo A, B, C…); é de caráter Universal.

* * *

Tenhamos a certeza de que nas simples tarefas humanas, acima enumeradas, poderemos sentir a presença do Senhor.

Importante será explorarmos nossas possibilidades; e bem! Imprimindo nelas o esforço: deste resultará a Paz!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 146, Saibamos cooperar, 1ª edição da FEB) – (Primavera de 2018).

“A família terrestre é formada de agentes diversos; nela se reencontram afetos e desafetos, amigos e inimigos, para os reajustes ante as Leis [do Universo]. (…) [É o] educandário valioso da alma.” (Emmanuel).

* * *

Afins, encarnados ou desencarnados, se reúnem por interesses.

Os afins encarnados (ou com interesses) se reúnem no seio de uma mesma família.

Algumas vezes nos reuniremos nesse “Educandário”, para estabelecermos sintonias finas: aquilo que já foi bom, pode se tornar melhor.

Outras vezes, tal “Educandário” nos exigirá reajustes robustos, já que, em reuniões anteriores, tivemos atitudes que nos “reprovaram…”

Precisamos ter cuidado, pois “afins” e “interesses” são correlacionados: há interesses saudáveis; ou nem tanto!

Mas a família, segundo o Benfeitor, se oferece à primeira opção, na qualidade de “Educadora e Regenerativa”: ou um verdadeiro educandário de almas.

Pais, (ou tutores diversificados), filhos, irmãos consanguíneos ou não, estarão recebendo a grande chance numa escola onde haverá mestres e alunos; onde, muitas vezes os alunos se converterão em mestres e estes, humildemente, em alunos.

* * *

É a família, como associação de almas, no cumprimento de sua missão principal de “Educar, Regenerar” e devolver ao Pai, Espíritos mais evoluídos.

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Vida e sexo, ditado por Emmanuel, Cap. 2, Família, 27ª edição da FEB) – (Reunião Pública no CEDS em 5 de fevereiro; verão de 2019).