Archive for abril, 2019

O ESDE é um imenso tabuleiro onde verificamos as peças se movimentarem em impetuosidade fantástica.

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Diuturnamente esbarramos na Casa Espírita com inúmeros companheiros se deslocando às diversas turmas, em busca de aprendizado doutrinário: foram e são amigos que fizemos ao longo dos estudos em pretéritas turmas.

Como verdadeiras “rainhas, reis, torres, peões, cavalos…” movimentam-se no Estudo Sistematizado, Aprendizes e Mediúnicas, na busca do segundo ensinamento do Espírito de Verdade: “Espíritas, instruí-vos!” (ESE, VI, 5):

Não que hajam esquecido o primeiro ensinamento (“Amai-vos!”), pois com muita alegria vemos num primeiro plano os abraços, as saudações e os beijos fraternais e sinceros: e constatamos que isso foi o que ficou de mais verdadeiro de todos esses encontros; verificamos, também que o Benfeitor Maior estava certo quando instruiu o importante Cap. de O Evangelho Segundo o Espiritismo.

Houve falhas? E como as houve! Parafraseando Haroldo Dutra Dias em uma de suas magníficas exposições, diríamos: “que graça haveria se tudo fosse perfeito? Se tivéssemos nos ‘saído bem’ em todas as ocasiões? Como corrigiríamos nossas imperfeições?”

E houve momentos nos quais o “Divino Calceteiro” colocou-nos pedras ao longo da jornada para que reconstruíssemos de uma melhor forma as veredas: e os novos caminhos ficaram “mais novos” e machucamos bem menos nossos pés… O Divino Obreiro, o “Empreiteiro Maior” sempre é Providencial!

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Que esse magnífico tabuleiro continue a operar! Que as peças se movimentem; evoluam! Que todas as belas jogadas das discussões se realizem! Que a doutrina ganhe com as discordâncias sadias!…

Que haja, sempre, o “xeque-mate” das verdades; e nunca os choque e mate!…

(Primavera de 2018).

“Não existem razões que justifiquem os tormentos dos aprendizes do Cristo, angustiados pelas inquietudes políticas da hora que passa (…). Devemos saber que os homens falíveis não podem erguer obras infalíveis. Compete [aos] partidários do Mestre servir e cooperar na obra paciente e longa.” (Emmanuel).

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Impossível não enveredarmos para o sítio político quando importante e providencial recorte do Benfeitor nos cai às mãos mais precisamente dentro de uma Casa de Esclarecimento e Consolo.

Comprometemo-nos, entretanto, que as considerações serão poucas, apartidárias, distantes de uma polarização e mais próximas da conciliação: muito próximas!

Os tormentos, angústias e inquietações do pré, durante e pós pleito, dão-se por razões totalmente compreensíveis, que citaremos sucintamente e sem delongas:

  • “Homens falíveis não erguem obras infalíveis”: por mais boa vontade que possuam eleitos, ineleitos e eleitores, todos nos enquadramos na falibilidade;
  • Não é próprio no ainda Planeta de Provas e Expiações o bem se sobrepor ao mal; dos acertos anteciparem equívocos; e
  • Ainda não “decoramos” a Regra de Ouro (ou Ética da Reciprocidade): se o orgulho e a ambição campeiam nas instituições Cristãs mais veneráveis, por que não estariam nos parlamentos de todas as instâncias? Dessa forma, em todas as circunstâncias, vamos nos distanciando da ética e da sacralidade.

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“Servir e cooperar na obra paciente e longa” pressupõe a missão do Cristão verdadeiro, presente num mundo sacro e profano e que verá apenas na tolerância e no respeito, as sagradas soluções para a conciliação.

O verdadeiro espírita não é aquele que “atingiu” a perfeição moral, mas aquele que “se esforça”, todos os dias, em persegui-la. Também as boas políticas estão implícitas nesse esforço.

Não existe, na presente questão (nem nas demais), fórmula mágica. Mas é possível que tolerância e respeito seja a mais aproximada…

Sempre é tempo! Porque política se faz todos os dias; porque tolerância e respeito devem ser exercitados todos os dias!

(Sintonia: Xavier, Francisco Cândido, Fonte Viva, ditado por Emmanuel, Cap. 148, O herdeiro do Pai, 1ª edição da FEB) – (Reunião Pública no CEDS; primavera de 2018).