shutterstock_hands-600x300O associativismo cooperativista tem como um de seus fundamentos o progresso social da cooperação e o auxílio mútuo, segundo o qual aqueles que se encontram na mesma situação desvantajosa de competição conseguem, pela soma de esforços, garantirem a sobrevivência. (Wikipédia).

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A fraternidade – segundo Hammed, Espírito, “a religião superior ou natural do futuro” – não deixa de ser um cooperativismo.

Cooperativas sempre será uma troca de auxílios ou o ‘feixe de varas’ que torna o todo mais robusto. À cooperativa, ofereceremos os produtos de nosso esforço e competência. Serviremos aos demais cooperados com nossos produtos e teremos ao nosso dispor produtos e serviços outros.

A fraternidade é, também, uma troca de ajudas. Vivendo ainda num Orbe, em situação desvantajosa de competição com nossas más inclinações, seremos o auxílio dentro de nossas competências e seremos auxiliados em assuntos para os quais ainda não possuamos competência.

Num Planeta já regenerado, ou onde se aplicará a “Religião do Futuro” de Hammed, a tônica será só a cooperação, pois já não haverá mais a predominância do mal e este está vinculado intimamente ao egoísmo.

Ao permitir ser ajudado por Simão de Cirene Jesus nos lecionará sobre a necessidade de cooperação fraterna entre os homens, em todos os trâmites da vida. Ou, em todas as trilhas, óbices, estorvos e embaraços, se sustentados pela cooperativa fraternidade, tais trâmites se nos apresentarão mais leves, pois cooperativados seremos, e, como o feixe de varas, mais fortes.

Jesus, no episódio, ainda nos lecionará que Simão, de Cirene, considerado naquela época como gentio, pois de fora do território Judeu professaria a mais afetuosa fraternidade quando, superando o “ser religioso” desenvolveu em si o “ser religiosidade.”

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Nossa vida, ainda carnal, necessita da analogia da cooperativa terrena para conseguirmos entender que nas questões do Espírito também precisamos de boas parcerias encarnadas e desencarnadas para suprirmos as desvantagens sobre as teimosias que ainda teimamos em colecionar.

Parafraseando o discurso de certo cacique norte-americano Seattle, diríamos que “tudo o que acontece com a cooperativa acontece com os cooperativados. O associado não tece a teia da cooperativa. Ele é apenas um fio. Tudo o que faz à cooperativa ele faz a si mesmo”; e aqui entendamos a fraternidade como uma cooperativa.

Jesus buscaria seus cooperadores dentre as diversas classes sociais e a caminho da hora derradeira, não declinaria da ajuda de Simão de Cirene para auxiliá-lo a carregar a cruz.

Confrades, e como são pesadas as nossas!…

(Sintonia: Questão 316 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, 29ª edição da FEB e Os prazeres da alma, de Francisco do Espírito Santo Neto, ditado por Hammed, Cap. Afetividade, 4ª edição da Boa Nova) – (Inverno de 2015).

One comentário para “A fraternidade como uma cooperativa”

  • Silvia Gomes says:

    “Nossa vida, ainda carnal, necessita da analogia da cooperativa terrena para conseguirmos entender que nas questões do Espírito também precisamos de boas parcerias encarnadas e desencarnadas para suprirmos as desvantagens sobre as teimosias que ainda teimamos em colecionar.”
    Por mais que nosso egoísmo nos faça cegos a cerca desta verdade, somos todos parte de um todo indivisível, embora conservando nossa individualidade, e precisamos e sempre precisaremos uns dos outros para evoluir.
    Bela crônica Claudio! Gracias mais uma vez! Abraço!

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