“O sentimento de inveja é uma forma que a inferioridade encontra de homenagear os que possuem merecimento.” (Hammed).

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Sábia, a fábula nos conta que, por conta da altura, a raposa julgou as uvas verdes; e o sapo desejou apagar o vagalume com seu cuspe.

Seguindo raciocínio do Benfeitor, tanto a raposa, como o sapo, prestam “homenagem de inferioridade” às uvas e ao vagalume, reconhecendo suas superioridades.

Indivíduos “originais” são “imitados” e “copiados”: a imitação pode ser saudável ou patológica; já a cópia poderá ser fraudulenta; ferir direitos autorais.

Sendo coerentes: por que entre aspamos os termos acima? Porque invadimos parte do linguajar, discurso, do Benfeitor; não é nosso!

O cúmulo da inferioridade está em “difamar” e “maldizer” a superioridade: são as atitudes extremadas da inveja.

Tal qual aproveitarmos as propriedades do limão – a inveja – será revermos nossos conceitos menos adequados e supô-los limonada – ou a “admiração!”

“Admiração” sem bajulação é sadia: externá-la é nosso dever; já administrá-la, corre por conta do admirado.

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A homenagem da inferioridade, inveja, despeito, é a ainda “forma inconsciente”, equivocada e inadequada que por vezes nossa ‘raposa’ ou ‘sapo’ se comporta.

(Sintonia: Neto, Francisco do Espírito Santo, ditado por Hammed, A imensidão dos sentidos, Cap. Arrogância competitiva; 8ª edição da Boa Nova) – (Inverno de 2017).

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