Meu amigo – e sempre que falar aqui em ‘meu’, entendam-no como sendo ‘nosso’ – está no hospital novamente. Tenho, porém, a absoluta certeza que meu amigo, além dos cuidados do Plano Espiritual e da família, é claro, está cercado pelo zelo de profissionais de ponta, pois, como dizia o Dr. Bezerra de Menezes, “… Os médicos espirituais trabalham em conjunto com os abnegados médicos encarnados… inspirando-os ao diagnóstico adequado… Jamais desprezemos a medicina terrena porque os médicos são os primeiros médiuns da nossa cura.” (B. de Menezes/De Lucca – Recados do meu Coração – Pg. 115). Mas meu amigo encontrava-se, sim num leito da abnegada Santa Casa de Rio Grande quando minha velhinha lhe telefonou desejando saber notícias… Ao invés de falar de si, meu amigo respondeu com outra pergunta: Desejava saber de certa amiga em comum, que há meses não aparecia na Casa e temia estar ela necessitada de algumas coisas. Minha velhinha, sentindo a preocupação do amigo preso a uma cama, retornou a ligação, lhe dando informações que realmente a pessoa estava enfrentando problemas de saúde própria e das netas, mas que ficasse tranqüilo, pois o DAPS resolveria o problema logo, logo…

Eurípedes Barsanulfo, no livro Quem sabe pode muito, quem ama pode mais, justo à pg. 62, diz que “o homem espírita admite-se vaidoso e personalista, melindroso e egoísta.” Concordo com o venerável amigo espiritual, mas o mesmo também haverá de concordar comigo que o amor cobre a multidão dos pecados. E se o personalismo e o egoísmo são pecados – e o são, de fato – a sensibilidade, a misericórdia e a compaixão de meu amigo, inerte numa cama de hospital, é uma multidão de amor.

Fica tranqüilão, meu amigo, a amiga comum foi assistida e… Obrigadão! Deste a mim e a todos uma aula que não imaginaria receber!

(Primavera de 2011).   

One comentário para “A sensibilidade de meu – ‘nosso’ – amigo”

  • Fernanda says:

    Nosso amigo tem um coração que não cabe no peito. Lembro-me de quando estive doente, diariamente, o telefone de minha casa tocava e eu já sabia que era ele. Logo, logo ele estará bem e seu sorriso voltará a iluminar a nossa Casa Espírita, pois com esse coração imenso ele ainda tem muito, muito a nos doar e nos ensinar!!

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