“Obsessão é a ação normalmente persistente de uma pessoa sobre outra, estando encarnada ou desencarnada” (Antônio Carlos, Espírito).

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Extremamente didático, o conceito do Autor para obsessão não deixa dúvidas que a atuação do obsessor sempre será uma ação vexatória à vítima… Vítima? Sim! Vítima hoje o carrasco de ontem! Porque a vítima foi o carrasqueiro ontem hoje ela está na verdade recebendo o ‘troco’; é a lei de causa e efeito imperando!

Investido de um veículo carnal ou liberto dele, ao Espírito não importa a alternância, pois poderá obsedar em qualquer situação; na qualidade de Espírito e eterno astuciará sempre todos os meios na consecução de seu intento, vingar-se, ir à desforra, punir… Está aí caracterizada a ação persistente!

O obsessor é um indivíduo dissimulado. Se desencarnado, se apresentará, ainda ‘camuflado’. Quando Espírito encarnado e gozando as partes encarnadas do véu do esquecimento, continuará o obsessor camuflado, pois dificilmente revelará à vítima seus reais propósitos…

… Vê o caso citado no capítulo em questão: A vítima, uma jovem, desenvolveu uma síndrome de pânico; não desejava sair de casa, pois tudo na rua lhe causava medo. Na verdade seu obsessor – desencarnado – ‘a impedia’ de sair à rua para que não namorasse. Imaginava ele em sua possessividade, que a jovem lhe pertencia per omnia saecula saeculorum – para sempre, eternamente, até o fim dos tempos…

O obsessor, quer encarnado quer desencarnado, deseja viver a vida de outra pessoa (indivíduo). Repito: Não há inocentes nesta questão; as vítimas de hoje foram os carrascos de ontem!

Há cura? Sim, há cura! O obsedado só o será se o desejar. Existem auxílios nos trabalhos mediúnicos nas ‘Boas Casas do Ramo’, onde obsedados e obsessores serão carinhosamente atendidos e tratados. Identificado o problema das partes este será esmiuçado e debatido através do sagrado intercâmbio entre a dimensão encarnada e a Dimensão Espiritual da Casa: Dá-se aí o grande ‘milagre’ do socorro onde obsedado e obsessor encontrarão o acordo, pois, como diz o próprio Antônio Carlos:

“Não existem causas justificáveis para odiar, para querer se vingar, para obsediar. Mas são inúmeros os motivos para nos amarmos”.

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Não tema fazer o bem. A luz, queira ou não o trevoso, ilumina as trevas… A partir do bem, a ação persistente arrefece, as trevas se abrandam e as partes integrarão o rebanho do amor.

(Sintonia: Cap. Obsessão, pg. 9 de Entrevistas com os Espíritos, de Antônio Carlos/Vera Lúcia M. de Carvalho, Editora Petit) – (Primavera de 2013).

2 Comentários para ““Ação persistente””

  • Maria de Fatima Souza Silveira says:

    Linda crônica que mais uma vez nos faz meditar no orar e vigiar!
    Como somos vulneráveis e as vezes nos tornamos até meio “idiotas”, sentimos que estamos sob influência, mas não admitimos,demorando a buscar ajuda.
    Outras vezes inocentemente nos tornamos obsessores dos filhos, companheiros, amigos… achando que estamos “protegendo”.
    Convém mta atenção!!! Lembrando sempre: “A luz ilumina as trevas”, Sempre

  • Silvia Gomes says:

    “Não existem causas justificáveis para odiar, para querer se vingar, para obsediar. Mas são inúmeros os motivos para nos amarmos”.

    Grande verdade Claudio! Mas ainda somos muito egoístas, o que nos faz imaginar que tanto coisas como pessoas são nossa propriedade e não admitimos ‘perdê-las’, por isso sufocamos aqueles a quem dizemos amar.
    Linda crônica! Obrigado!

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