alma-gemea

A riquíssima mitologia greco-romana conta a seguinte lenda: “Em uma diferente civilização, os seres possuíam duas cabeças, quatro braços e pernas e dois corpos distintos – masculino e feminino – mas com apenas uma alma… Viviam em pleno amor e harmonia, e justamente esse equilíbrio provocou a ira de alguns deuses do Olimpo. Enfurecidos, enviaram àquela civilização uma tormenta repleta de trovões e relâmpagos, que dividiram os corpos, separando a parte feminina da masculina, repartindo as almas ao meio… Diz a lenda que até hoje os seres lutam na busca de sua outra metade, a sua alma gêmea”.

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O espiritismo, que existiu em todos os tempos, mas que só foi codificado a partir de Kardec começa aí a informar à humanidade que:

  • Os espíritos se comprazem tanto no bem, como mal; mais perfeitos, menos perfeitos… Uma espécie de afinidade;
  • Cada espírito, totalmente individualizado, ocupará ‘um’ corpo e este tão somente exteriorizará o que a alma ‘produzir’;
  • Os espíritos, a cada vivência se alternarão, ora ocupando corpos masculinos, ora femininos. Nada impedirá os Divinos Planos que um espírito ocupe ‘outro’ tipo de constituição física, fora de um padrão ‘dito normal’; e
  • Embora não exista união particular e fatal entre duas almas, espíritos ‘repetirão’ suas companhias, tanto para efetuar ajustes como os iluminados e aprazeirados no bem, para fins de rgozijo…

Portanto, não existe união particular e fatal entre duas almas. A união existe entre todos os espíritos, mas em graus diferentes, segundo a categoria que ocupam, quer dizer, segundo a perfeição que adquiriram; quanto mais perfeitos, mais unidos… (questão 298).

Necessário se faz um esforço no bem, uma busca pela perfeição, para que minha companheira e eu ‘repitamos’ vivências cada vez mais unidos.

Se o amor deixar de ser banalizado, se deixar de ser um amor simplesmente abaixo da cintura e passar a ser um amor acima da cintura, com sentimento, coração, preocupação, zelo… não precisarei estar procurando por aí minha ‘alma gêmea’ que os deuses apartaram, pois os reencontros acontecerão naturalmente!

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O bem é o único amor verdadeiro que existe, pois consegue sublimar qualquer tipo de afetividade!

(Sintonia e expressões em itálico são do cap. Afetividade, pag. 49 de Os prazeres da alma, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Boa Nova) – (Verão de 2013).

2 Comentários para “Acima da cintura”

  • euridice says:

    amigo querido,embora nem sempre coloque alguma resposta nos seus textos,os leio,e,AMO-OS… todos.Vc tem uma capacidade de transmitir seriedade com alegria imensa.Parabens pelo texto acima,maravilhoso! Só que,numa altura de campeonato,”minha outra parte” cara metade deve estar vagando em outro planeta rsrsrsrsrs,grande abço

  • Silvia Gomes says:

    Mais uma bela crônica meu amigo! Abaixo da cintura faz parte, mas não é o mais importante. O que nos completa e preenche nossa vida de felicidade é o amor verdadeiro que está bem acima disso. O bem, como tu falaste, aquele que sublima qualquer tipo de afetividade. Abraços! Parabéns e obrigado pela partilha!

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