Cheguei ao último capítulo do livro com os olhos marejados… Mas de que adiantariam as lágrimas se o livro não imprimisse em mim propósitos de melhora? O livro narra a história de Morrie Schwartz (1916-1995), acometido de uma ELA – esclerose lateral amiotrófica -; mais precisamente as últimas 14 semanas de sua última encarnação, nas quais ele – o treinador, mestre  – transmite a Mitch Albom – o treinado, discípulo -, máximas como:

“Para mim, viver significa poder se responsável pelo outro… Falar com os outros. Sentir com os outros… Quando isso acabar, Morrie acabou”;

 “Sejam responsáveis uns pelos outros… Amem-se uns aos outros ou pereçam!”;

“Não tem sentido ficar curtindo vingança ou teimosia… Dessas coisas eu me arrependo na vida. Orgulho. Vaidade…”;

“Não é só aos outros que precisamos perdoar… A nós também… Pelo que não fizemos. Por tudo o que devíamos ter feito”;

“A morte não é contagiosa. É natural como a vida. Faz parte do contrato… Se fazemos disso (da morte) um cavalo de batalha, é porque não nos consideramos como parte da natureza”;

“Enquanto pudermos amar uns aos outros… Podemos morrer sem desaparecer”; e

“A morte é o fim de uma vida, mas não de um relacionamento.”

Morrie não se definia católico, protestante, evangélico, espírita… Admitiu a Mitch que falava com Deus somente muito próximo de seu desencarne. Profundamente religioso, no sentido de religar corações, atitudes, conceitos… Essa era sua religião.

Morrie mudou a vida do autor Mitch, certamente de muitos dos 10 milhões que compraram o seu livro, mexeu com a minha e talvez possa mexer com a de meu leitor. “Amem-se ou pereçam!” (Primavera de 2011).

2 Comentários para “Aprendendo com “A última grande lição””

  • Maria Carolina says:

    “Falar com os outros. Sentir com os outros”
    seria tão mais fácil se as pessoas soubessem disso. ou apenas lembrassem e colocassem em prática. quantas vezes nos pegamos falando sozinhos? sendo ignorados? mesmo tentando ajudar os que nos rodeiam! nunca é demais lembrar!

  • Clarinha says:

    “A morte não é contagiosa. É natural como a vida. Faz parte do contrato… Se fazemos disso (da morte) um cavalo de batalha, é porque não nos consideramos como parte da natureza”;
    “A morte é o fim de uma vida, mas não de um relacionamento.”
    Amar, amar, amar… às vezes por uns e outros caimos do cavalo e nos machucamos! Dóóóii… mas “o tempo não pára” (como dizia meu amado poeta) e novos fatos e novas histórias e outras vidas nos emocionam e revigoram nosso amor. Obrigada Velhinho, bjsss, te amo!!

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