Archive for the ‘Crônicas diversas’ Category

Queer é uma “palavra-ônibus” (a que pode aceitar sentidos diversos). Uma gíria inglesa que aceita significados como estranho, ridículo, excêntrico, raro, bizarro…

“Queerismo” são manifestações de indivíduos que, no uso de sua liberdade, optam pelo movimento queer.

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Nosso Rio Grande do Sul e o Brasil foram surpreendidos nos últimos dias pelo “Queermuseu, Cartografia da Diferença na Arte Brasileira”, promovida pela Instituição Santander.

O mundo museu é fantástico, mas convém lembrarmos que tal Cartografia da Instituição continha uma amostra com apologias à pedofilia (contato íntimo adulto/criança), zoofilia (relação sexual com animais) e vilipêndio (trato com desprezo a circunstâncias).

Ficou evidente uma cartografia blasfema (que insulta uma Divindade, religião ou o sagrado), como pudemos constatar em bizarrices anexadas a artes e materiais sacros.

O “queerismo” surge apoiado por um eufemismo (minimização do rude, feio ou vulgar) conveniente, constituindo-se no mais novo escolho (perigo) de um País já afundado em tantos.

Quando falamos de “eufemismo conveniente” afirmamos que produtores e apresentadores de programas o utilizam recorrentemente, com intuito de faturamento:

Os bons moços e moças se utilizam, no ar, desse “verniz social”; mas será que o quer dentro de suas casas?

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Gente, criança não namora! É preciso dar um basta na sexualização infantil; isso é uma precipitação em roubar-lhes a inocência.

Se fizermos apologias à pedofilia, zoofilia e vilipêndios diversos estaremos “pecando” contra a “Regra de Ouro”, que prevê tolerância, respeito, reciprocidade:

É por estarmos em falta com estes três postulados que nossa transição Planetária está marcando passos e famílias, sociedade, País e o Mundo estão em confronto e desconforto.

Em 7 de janeiro de 2015, Paris colhia um saldo de 20 mortos e 11 feridos no massacre do Charlie Hebdo, um jornal satírico que debochava do Papa a Maomé: de um lado desrespeito; do outro intolerância.

Enquanto a Instituição Santander cancela sua Cartografia (acuada pelo MP), partidários do “queerismo” ou não queerismo entram em combate do lado de fora. Ou, o incitamento, de qualquer forma, foi proposto…

(Pelotas – RS, 16 de setembro; inverno de 2017).

Conectar-nos à rosa é agradabilíssimo! Conectar-nos à roseira é necessário!

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Os que jardinamos, entendemos que a rosa é a rainha do jardim; compreendemos, porém, quão difícil é lidar com a roseira:

Com seus espinhos felinos, fere-nos as mãos, por mais cuidadosos que sejamos.

Sempre que despertamos do sono físico e nos conectamos a um todo diverso, espinhoso, é como se nos plugássemos à bendita tomada do Criador, antes da lida:

Como Pai de todos, indistintamente, desejará que tomemos conta de seu jardim por inteiro; incluindo as diferenças; roseiras incluídas!

Ora, nosso Planeta ainda não é um jardim perfeito: longe disso, nele ainda há muito a realizar; plugar-nos ao todo, sem exceções, é desejarmos realizar:

Como aprendizes sabemos que, para cuidarmos, realmente, das mais belas rosas, precisamos arrojar-nos entre seus espinhos.

Não só isso: precisaremos conviver com perigos vorazes; formigas; ervas daninhas; temperaturas hostis; solos impróprios…

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Conectar-nos ao bom, ao belo, ao útil, é fácil; difícil será entendermos a utilidade do mau, do feio ou aparentemente inútil:

Qual foi o conselho do Jardineiro mais perfeito? “Amai os vossos inimigos, fazei bem ao que vos odeia, e orai pelos que vos perseguem e caluniam…” 

Rosa e roseira, juntas, conectadas, se constituem na mais pedagógica analogia para entendermos a dificuldade e a importância de convivermos com as diferenças:

E nosso Planeta está semeado delas: ainda é um jardim heterogêneo!

(Inverno de 2017).

É possível que três irmãos, nascidos de um ‘mesmo ninho’ apresentem comportamentos diferentes na questão razão/sentimento: o primeiro será só razão; o segundo só sentimento; e o terceiro equilibrará esta sagrada parceria.

Impossível, também, raciocinarmos com “metades eternas”, já que somos Espíritos não fracionados: quando nos referimos à nossa alma gêmea (admissível, segundo Emmanuel), reportamo-nos a “Espíritos afins”, aqueles que, num dueto, participarão de exaustivos ensaios até atingirem o amor em Plenitude.

Citando ainda Pascal (Blaise Pascal), existem “dois excessos: excluir a razão – só admitir a razão.”

Qual o ideal? Superiores apontam-nos o equilíbrio: Paulo de Tarso vai mais além: que “não sejamos temerários, não desdenhemos e nem suspeitemos mal.” O ‘mais além’ que Paulo solicita é o sentimento de Pascal.

Em muitos momentos a misericórdia nos pedirá mais sentimento; e menos razão. Ou que, a caridade, muitas vezes precisará que o coração tenha suas próprias razões.

Quanto à individualidade das almas, é assunto inequívoco e representa o aprendizado auferido por cada Espírito, através das vivências!

Observemos ‘lá em casa’!…

(Inverno de 2017).

Afirma-se que a arte é a principal função da música.

Música com propósitos éticos, sempre será desenvolvida por Espíritos ligeiramente acima de patamares comuns.

Desconhece-se civilização que não a adote como manifestação de sua cultura e desenvolvimento.

A música como arte, atende a propósitos variados: culturais, é claro, manifestações, reivindicações, bravuras, folclore, tradicionalismo, gospel (do Evangelho), militares, educacionais, terapêuticos…

Poetas compõem letras, improvisos, ‘payadas’, rimas, versos, quadras… as interpretam ou outros o fazem. Compositores, intérpretes, músicos, integram um clã artístico especial.

A história da música se confunde com o desenvolvimento da inteligência humana. Desde a pré história o homem observou sons na Natureza; por eles se encantou e começou a compor, cantar e construir instrumentos que os reproduzissem.

É muito difícil definirmos música; não temos tal pretensão, pois música (boa) se toca, ouve, sente. Entretanto pensamos que ela, enquanto arte nos influencia a outras artes; entendemos compositores, poetas, payadores, letristas, repentistas como Espíritos especiais, muito próximos dos Altos; e que realizarmos qualquer profissão com paixão, (cozinhar, clinicar, exercitar, instruir…) torna-nos artistas. Quase que profissionais músicos!

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“A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição…” (Aristóteles).

(Outono de 2017).

tumblr_n13ljslu2i1qjcbjio1_400Três “invasores” poderão destruir nossas vidas: referimos-nos à “depressão, ao ressentimento e à exaltação.” Tais circunstâncias se nos apresentam como o mal, a doença.

Benfeitores, entretanto, nos informam que para cada uma delas há remédios adequados:

Para a depressão, a oração é o grande (às vezes o único) remédio.

Para o ressentimento nos é indicado o raciocínio lógico de que nada devemos esperar dos outros. Como eles não esperam de nós.

E para a exaltação, a meditação nesses momentos de ‘braveza’: é como se fôssemos convidados a ‘contar até cem.’

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Como vemos não estamos órfãos quando não o desejamos estar: para cada mal, um remédio!

(Sintonia com Momento Espírita, “Os três inimigos”) – (Outono de 2017).

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Agora também estendidos aos comentários, “Curtir, Amei, Haha, Uau, Triste e Grr”, os botões de reação do Facebook, não se apresentam como totalmente ideais (pelo menos Cristãos). Não poderia ser diferente, pois nada, neste Planeta ainda imperfeito se nos apresentará como perfeito:

  1. Curtir – É a reação mais utilizada (Acreditamos que acima de 90%): quando desejamos ser simpáticos a alguém que afirmamos gostar, mesmo que não leiamos o texto ou não gostemos muito da imagem, nós o utilizamos. Uma ‘meia hipocrisia!’
  2. Amei – É o mais Cristão: é reação, literalmente, do coração. Prende-se muito a laços fortes de amizade; conhecemos e identificamo-nos com o postante e, na maioria das vezes, apreciamos, realmente o assunto veiculado.
  3. Haha – Às vezes parece deboche, pois postamos algo muito sério e lá vem um engraçadinho e o aplica…
  4. Uau – Idem ao terceiro… Quando deveria ser, na realidade, uma admiração por algo inusitado.
  5. Triste – Ninguém nos faz tristes: tristeza é um sentimento construído dentro de nós (ou deveria…). Mas, ainda imperfeitos, fatos tristes nos entristecem.
  6. Grr – Raiva não é a reação mais adequada. Como, nos dias atuais, possuímos motivos mil para tal, então estaríamos enraivecidos constantemente. Já teríamos desencarnado, pois raiva, ódio, indignação, matam!

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E assim vamos nos utilizando deste instrumento que, como dissemos, não é perfeito; mas que, no momento, se apresenta como recurso de entretenimento, relação, amizade e até, se o desejarmos – desde que envolva tolerância, respeito e serviço – poderá se formatar como amor…

(Outono de 2017).

amorJovem, ávido(a) por respostas, expunha suas dúvidas e incertezas sobre coisas muito profundas ante as quais, infelizmente, naquele momento, não possuíamos todas as respostas.

Embora notássemos o esclarecimento daquele Espírito (em encarnação jovem), lamentamos não dar-lhe todas as respostas que pedia e necessitava, sobre a obra do Mestre, as tragédias do Mundo atual, nossas vidas, nossa morte (desencarne) e a Vida Futura, após aquele.

Mais tarde, recolhidos ao silêncio de nossas reflexões, constatamos que talvez (ou com certeza) não vale à pena, muitas vezes, buscarmos respostas rebuscadas para perguntas ‘de seleção’ e que a simplicidade do Rabi e sua sobriedade no falar e no agir nos replicaria que todas as respostas se resumem no respeitar, tolerar e servir ou no verbo amar, simplesmente, subentendido nos três, também verbos, acima:

  1. Obra, vida e feitos do Mestre foi só amar: ‘ele’ implantaria a Lei de Amor;
  2. As tragédias do Mundo atual só existem pela vacância da tolerância, do respeito e do serviço; ou estágios no orgulho e egoísmo;
  3. Nossas vidas deveriam ser regidas por aquela Lei;
  4. Nossa morte (desencarne) será o reflexo de nossos atos perante essa Lei; e
  5. Nossa Vida Futura (um retorno à Verdadeira) será, também, o efeito de nossas próprias causas. Como artífices das causas, somos herdeiros dos efeitos.

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Amar, simplesmente, pode ser além de resposta para muitas perguntas complexas, a solução para esta nossa vida e as futuras; mesmo concordando com William Shakespeare que disse “haver mais coisas [ou mistérios] entre o Céu e a Terra do que possa imaginar nossa vã filosofia…”

(Outono de 2017).

germinac3a7c3a3o… Sabe, quando vemos nascer algo que até já esquecêramos haver plantado um dia? Algo que demorou tanto a germinar que já havíamos dele desistido? É o ‘nosso’ tempo! Somos afoitos. Não aprendemos, ainda, a esperar!

Um belo dia, entretanto, vemos a plantinha despontar na terra abençoada que, com algum esforço, preparamos, e onde depositamos uma sementinha. E ficamos maravilhados perante a constância, o silêncio, a sutileza e abnegação da Mãe Natureza, como que a nos anunciar que para tudo há um tempo certo; apropriado…

… É o tempo de Deus, perfeito, sábio, supremamente inteligente, e n’um contraponto educativo ao tempo do homem, ainda insipiente; com muito a aprender! Compreendemos então a linguagem de Emmanuel, afirmando-nos que há o “determinismo Divino”, infalível e entendido como suas Divinas ou Naturais Leis; e há o “determinismo humano”, falho e ainda um produto de nossas escolhas equivocadas.

Possuímos nossas certezas; Deus seus Desígnios!

(Outono de 2017).

141016-pessini-imagem04Possuímos no Brasil, entre autódromos e kartódromos, 24 pistas. O mais glamouroso é Interlagos, em São Paulo, e municipal (público). Por que a pavimentação de tais obras é tão espetacular, tão perfeita e as rodovias Brasileiras são tão humilhantes? Atoleiros, buracos, trechos assassinos, vias simples… põem nervosos caminhoneiros que escoam safras e demais condutores em seus vai e vem para diversos fins.

Por que os gramados dos estádios de futebol brasileiros (muitos também públicos) são tão bem cuidados e aparados, quando nossas praças públicas, de quaisquer dimensões, em sua maioria, estão entregues ao mato?

Por que prédios públicos, de todas as instâncias, são tão nababescos (pomposos) e escolas, hospitais e presídios são tão deficitários? (infiltrações, rede elétrica sucateada, falta de leitos, materiais mal versados e atirados em depósitos…).

Por que automóveis oficiais são tão flamantes (todas as alçadas possuem frotas de perder o fôlego), e as viaturas destinadas a transporte escolar, ambulâncias, escoltas, policiais… literalmente deixam usuários ‘sem fôlego’?

É possível que nossos porquês não fiquem por aí; mas estes, talvez, sejam os que, no momento, mais nos despertam curiosidade…

(Outono de 2017).

Cla01150808“Tomar as dores” é o tema da reflexão: quando alguém se indispõe conosco, porque nos indispusemos com alguém que aquela pessoa gosta muito, dizemos que ele ‘tomou as dores’, tomou partido, ou algo que o valha.

Consideremos, entretanto, que as indisposições entre dois indivíduos (Espíritos já ‘vividos’), têm origem, ou nesta ou em vivências anteriores: doutrinariamente, não há escapatória para isso!

Se assim acontece – e acontece! – dizemos que são pendências ‘particulares’ de dois indivíduos que precisam equilibrar relacionamentos “enquanto estão a caminho”, ou enquanto por aqui estão, ‘nesta’ vivência…

Suas pendências, por serem ‘particulares’, podem nada a ter a ver conosco, portanto, nesse caso, ‘tomar as dores’ seria atitude equivocada. Porém…

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… Há situações – e que, felizmente, não lembramos – que em vidas anteriores agimos em conluio: fazíamos parte de grupos rivais que se prejudicavam com a combinação espúria das partes.

Em outras ocasiões promover-nos-emos a ‘advogados de defesa’, pois nossos laços com a pessoa injuriada por terceiro são tão fortes, que já viemos nos amando, também a muitas encarnações.

Nestes dois casos, sim, torna-se explicável a atitude do “tomar as dores”, já que somos cúmplices de desventuras ou venturas desde ‘a outra encarnação’, como popularmente e comprovadamente nos expressamos.

(Outono de 2017).