Archive for the ‘Crônicas diversas’ Category

Afirma-se que a arte é a principal função da música.

Música com propósitos éticos, sempre será desenvolvida por Espíritos ligeiramente acima de patamares comuns.

Desconhece-se civilização que não a adote como manifestação de sua cultura e desenvolvimento.

A música como arte, atende a propósitos variados: culturais, é claro, manifestações, reivindicações, bravuras, folclore, tradicionalismo, gospel (do Evangelho), militares, educacionais, terapêuticos…

Poetas compõem letras, improvisos, ‘payadas’, rimas, versos, quadras… as interpretam ou outros o fazem. Compositores, intérpretes, músicos, integram um clã artístico especial.

A história da música se confunde com o desenvolvimento da inteligência humana. Desde a pré história o homem observou sons na Natureza; por eles se encantou e começou a compor, cantar e construir instrumentos que os reproduzissem.

É muito difícil definirmos música; não temos tal pretensão, pois música (boa) se toca, ouve, sente. Entretanto pensamos que ela, enquanto arte nos influencia a outras artes; entendemos compositores, poetas, payadores, letristas, repentistas como Espíritos especiais, muito próximos dos Altos; e que realizarmos qualquer profissão com paixão, (cozinhar, clinicar, exercitar, instruir…) torna-nos artistas. Quase que profissionais músicos!

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“A música é celeste, de natureza divina e de tal beleza que encanta a alma e a eleva acima da sua condição…” (Aristóteles).

(Outono de 2017).

tumblr_n13ljslu2i1qjcbjio1_400Três “invasores” poderão destruir nossas vidas: referimos-nos à “depressão, ao ressentimento e à exaltação.” Tais circunstâncias se nos apresentam como o mal, a doença.

Benfeitores, entretanto, nos informam que para cada uma delas há remédios adequados:

Para a depressão, a oração é o grande (às vezes o único) remédio.

Para o ressentimento nos é indicado o raciocínio lógico de que nada devemos esperar dos outros. Como eles não esperam de nós.

E para a exaltação, a meditação nesses momentos de ‘braveza’: é como se fôssemos convidados a ‘contar até cem.’

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Como vemos não estamos órfãos quando não o desejamos estar: para cada mal, um remédio!

(Sintonia com Momento Espírita, “Os três inimigos”) – (Outono de 2017).

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Agora também estendidos aos comentários, “Curtir, Amei, Haha, Uau, Triste e Grr”, os botões de reação do Facebook, não se apresentam como totalmente ideais (pelo menos Cristãos). Não poderia ser diferente, pois nada, neste Planeta ainda imperfeito se nos apresentará como perfeito:

  1. Curtir – É a reação mais utilizada (Acreditamos que acima de 90%): quando desejamos ser simpáticos a alguém que afirmamos gostar, mesmo que não leiamos o texto ou não gostemos muito da imagem, nós o utilizamos. Uma ‘meia hipocrisia!’
  2. Amei – É o mais Cristão: é reação, literalmente, do coração. Prende-se muito a laços fortes de amizade; conhecemos e identificamo-nos com o postante e, na maioria das vezes, apreciamos, realmente o assunto veiculado.
  3. Haha – Às vezes parece deboche, pois postamos algo muito sério e lá vem um engraçadinho e o aplica…
  4. Uau – Idem ao terceiro… Quando deveria ser, na realidade, uma admiração por algo inusitado.
  5. Triste – Ninguém nos faz tristes: tristeza é um sentimento construído dentro de nós (ou deveria…). Mas, ainda imperfeitos, fatos tristes nos entristecem.
  6. Grr – Raiva não é a reação mais adequada. Como, nos dias atuais, possuímos motivos mil para tal, então estaríamos enraivecidos constantemente. Já teríamos desencarnado, pois raiva, ódio, indignação, matam!

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E assim vamos nos utilizando deste instrumento que, como dissemos, não é perfeito; mas que, no momento, se apresenta como recurso de entretenimento, relação, amizade e até, se o desejarmos – desde que envolva tolerância, respeito e serviço – poderá se formatar como amor…

(Outono de 2017).

amorJovem, ávido(a) por respostas, expunha suas dúvidas e incertezas sobre coisas muito profundas ante as quais, infelizmente, naquele momento, não possuíamos todas as respostas.

Embora notássemos o esclarecimento daquele Espírito (em encarnação jovem), lamentamos não dar-lhe todas as respostas que pedia e necessitava, sobre a obra do Mestre, as tragédias do Mundo atual, nossas vidas, nossa morte (desencarne) e a Vida Futura, após aquele.

Mais tarde, recolhidos ao silêncio de nossas reflexões, constatamos que talvez (ou com certeza) não vale à pena, muitas vezes, buscarmos respostas rebuscadas para perguntas ‘de seleção’ e que a simplicidade do Rabi e sua sobriedade no falar e no agir nos replicaria que todas as respostas se resumem no respeitar, tolerar e servir ou no verbo amar, simplesmente, subentendido nos três, também verbos, acima:

  1. Obra, vida e feitos do Mestre foi só amar: ‘ele’ implantaria a Lei de Amor;
  2. As tragédias do Mundo atual só existem pela vacância da tolerância, do respeito e do serviço; ou estágios no orgulho e egoísmo;
  3. Nossas vidas deveriam ser regidas por aquela Lei;
  4. Nossa morte (desencarne) será o reflexo de nossos atos perante essa Lei; e
  5. Nossa Vida Futura (um retorno à Verdadeira) será, também, o efeito de nossas próprias causas. Como artífices das causas, somos herdeiros dos efeitos.

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Amar, simplesmente, pode ser além de resposta para muitas perguntas complexas, a solução para esta nossa vida e as futuras; mesmo concordando com William Shakespeare que disse “haver mais coisas [ou mistérios] entre o Céu e a Terra do que possa imaginar nossa vã filosofia…”

(Outono de 2017).

germinac3a7c3a3o… Sabe, quando vemos nascer algo que até já esquecêramos haver plantado um dia? Algo que demorou tanto a germinar que já havíamos dele desistido? É o ‘nosso’ tempo! Somos afoitos. Não aprendemos, ainda, a esperar!

Um belo dia, entretanto, vemos a plantinha despontar na terra abençoada que, com algum esforço, preparamos, e onde depositamos uma sementinha. E ficamos maravilhados perante a constância, o silêncio, a sutileza e abnegação da Mãe Natureza, como que a nos anunciar que para tudo há um tempo certo; apropriado…

… É o tempo de Deus, perfeito, sábio, supremamente inteligente, e n’um contraponto educativo ao tempo do homem, ainda insipiente; com muito a aprender! Compreendemos então a linguagem de Emmanuel, afirmando-nos que há o “determinismo Divino”, infalível e entendido como suas Divinas ou Naturais Leis; e há o “determinismo humano”, falho e ainda um produto de nossas escolhas equivocadas.

Possuímos nossas certezas; Deus seus Desígnios!

(Outono de 2017).

141016-pessini-imagem04Possuímos no Brasil, entre autódromos e kartódromos, 24 pistas. O mais glamouroso é Interlagos, em São Paulo, e municipal (público). Por que a pavimentação de tais obras é tão espetacular, tão perfeita e as rodovias Brasileiras são tão humilhantes? Atoleiros, buracos, trechos assassinos, vias simples… põem nervosos caminhoneiros que escoam safras e demais condutores em seus vai e vem para diversos fins.

Por que os gramados dos estádios de futebol brasileiros (muitos também públicos) são tão bem cuidados e aparados, quando nossas praças públicas, de quaisquer dimensões, em sua maioria, estão entregues ao mato?

Por que prédios públicos, de todas as instâncias, são tão nababescos (pomposos) e escolas, hospitais e presídios são tão deficitários? (infiltrações, rede elétrica sucateada, falta de leitos, materiais mal versados e atirados em depósitos…).

Por que automóveis oficiais são tão flamantes (todas as alçadas possuem frotas de perder o fôlego), e as viaturas destinadas a transporte escolar, ambulâncias, escoltas, policiais… literalmente deixam usuários ‘sem fôlego’?

É possível que nossos porquês não fiquem por aí; mas estes, talvez, sejam os que, no momento, mais nos despertam curiosidade…

(Outono de 2017).

Cla01150808“Tomar as dores” é o tema da reflexão: quando alguém se indispõe conosco, porque nos indispusemos com alguém que aquela pessoa gosta muito, dizemos que ele ‘tomou as dores’, tomou partido, ou algo que o valha.

Consideremos, entretanto, que as indisposições entre dois indivíduos (Espíritos já ‘vividos’), têm origem, ou nesta ou em vivências anteriores: doutrinariamente, não há escapatória para isso!

Se assim acontece – e acontece! – dizemos que são pendências ‘particulares’ de dois indivíduos que precisam equilibrar relacionamentos “enquanto estão a caminho”, ou enquanto por aqui estão, ‘nesta’ vivência…

Suas pendências, por serem ‘particulares’, podem nada a ter a ver conosco, portanto, nesse caso, ‘tomar as dores’ seria atitude equivocada. Porém…

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… Há situações – e que, felizmente, não lembramos – que em vidas anteriores agimos em conluio: fazíamos parte de grupos rivais que se prejudicavam com a combinação espúria das partes.

Em outras ocasiões promover-nos-emos a ‘advogados de defesa’, pois nossos laços com a pessoa injuriada por terceiro são tão fortes, que já viemos nos amando, também a muitas encarnações.

Nestes dois casos, sim, torna-se explicável a atitude do “tomar as dores”, já que somos cúmplices de desventuras ou venturas desde ‘a outra encarnação’, como popularmente e comprovadamente nos expressamos.

(Outono de 2017).

sensibilidade2-1– O que é SENSIBILIDADE? Pergunta o discípulo ao mestre experiente…

– SENSIBILIDADE, é podermos verificar, mesmo que à distância, as dores de um amigo angustiado; inclusive sem que ele o saiba.

Pensativo, o discípulo relembra que isso não lhe é novidade, pois já lhe haviam ensinado que todos somos médiuns porque todos somos inspirados…

– Já sei! – exclamará o discípulo afoito – SENSIBILIDADE e inspiração são navegantes que remam em uma mesma canoa!

– Enganas-te – replica o mestre… SENSIBILIDADE ultrapassa todas as barreiras da inspiração. Ou, na hipótese mais sublime, é a inspiração elevada à categoria de zelo, cuidado, amor e serviço. É importar-se!…

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Não precisamos estar juntos para SENSIBILIZAR-NOS com os outros. Podemos fazê-lo mesmo à distância, utilizando os instrumentos que dispusermos, inclusive a forma pensamento…

(Primavera de 2016).

criacao-do-mundo“Ninguém duvide, porém, quanto à expectativa do supremo Senhor a nosso respeito. De existência em existência, ajuda-nos a crescer e a servi-lo, para que um dia nos integremos, vitoriosos, em seu divino amor e possamos glorificá-lo.” (Emmanuel).

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Costumamos afirmar que Deus não se aborrece ou se azeda perante nossa pouca vontade de progredir. Embora isto se configure numa ingratidão, – pois reencarnação é dádiva – também não se sentirá Ele desagradecido. Aqui a onipotência e imaterialidade divinas.

Mas também é verdade que, por fazermos parte de um Plano do Criador, – todos o fazem – o de atingirmos a perfeição, Deus mantém, sim, a nosso respeito uma grande expectativa, porque, criados a partir de seu ‘hálito’, contido no fluido cósmico, possuímos uma destinação superior que é a excelência de nossos Espíritos.

Também há outra ‘conveniência’ de nossa divindade: que colaboremos com sua incessante obra criativa.

Quanto a isso, temos várias perguntas a fazer-nos; entre elas: Não estaríamos colocando Deus num patamar pequeno, quase que antropomorfo, ao compará-lo com as imperfeições humanas? Não somos pequenos demais, frágeis demais, imperfeitos demais, para nos desejarmos seus colaboradores?

Em princípio ‘não nos desejamos’; Ele nos deseja! Se, popularmente afirmamos que ‘não somos tão pobres que não tenhamos nada a oferecer’ ou ‘tão ricos que não tenhamos nada a receber’, é claro também que para Deus nossos patamares evolutivos diversos são-Lhes convenientes na criação incessante do Universo.

De tal forma que amarmos em plenitude – e o amor será sempre o termômetro da evolução – e quando já servirmos em absoluto – e o serviço será o termômetro do amor – já seremos perfeitos e integraremos o amor Universal.

E as expectativas divinas acabam por aí? Não! Porque a obra divina é ininterrupta e esse Pai amoroso e zeloso continuará a ‘desejar precisar’ de nossa colaboração.

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O recado nos vem de Jesus, através de João 15:8, “que demos muito fruto” e assim seremos ‘os’ discípulos e o Pai será glorificado.

Se Deus obra incessantemente, não nos desejaria Ele ociosos… Reflitamos!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 45, Somente assim, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

8“Há momentos de profunda exaustão em nossas reservas mais íntimas (…). Instala-se a sombra dentro de nós, como se espessa noite nos envolvesse.” (Emmanuel).

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Reporta-se Emmanuel, aqui, à fome da alma, afirmando-nos que, se necessitamos do pão do corpo, muito mais necessitamos o do Espírito.

A fomeA fome é a desesperança. Quando esta se retrai, profunda apatia nos toma conta, pois nada nos conforta, atrai ou consola. Noss’alma, à míngua, fica enfraquecida, prestes a desfalecer.

As causas Somos os efeitos de nossas próprias causas: Como tal somos efeitos de nossas próprias indecisões, desapontamentos. Somos os próprios indecisos e desapontados conosco mesmos.

A comida – Como primeiro ‘tira gosto’ a profunda compreensão e o autoperdão a nós próprios. Depois o consolo de que nem solidão, nem abandono fazem parte dos divinos Planos.

Alimentados com tal promessa, convicções novas e aspirações elevadas começarão a fazer parte da nutrição que nos reabilitará a alma.

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Toda tempestade é seguida pela atmosfera tranqüila [e] não existe noite sem alvorecer. A fome da alma é apenas essa noite intempestiva. O “nunca te deixarei, nem te desampararei” (Paulo aos Hebreus, 13:5), é comida sagrada!

(Sintonia: Fonte viva, Cap. 41 Na senda escabrosa, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Outono de 2016).