Archive for the ‘Pensamentos de outros ‘ velhinhos’’ Category

Quando leio o livro Jesus e o Espiritismo, dos supracitados autores, deparo-me com doutrina, cumplicidade, simplicidade e muito, mas muito bom humor. Dialogando o tempo todo, o espírito – Dr. Inácio – se dirige ao psicógrafo chamando-o sempre de meu filho. Deliciem-se com alguns fragmentos:

  Sobre a necessidade de que Cristo fique em evidência“É necessário que ele cresça e que eu diminua” (Jo, cap. 3, v. 30):

– “Coisa rara, não doutor?

– Raríssima, até nos tempos atuais, entre os espíritas, principalmente. Não é fácil reconhecer o mérito do outro.”

Reencarnação –“… Esses espíritos, digamos nórdicos, quando imaginavam a possibilidade de voltar à Terra como descendentes da raça negra, esperneavam e ainda esperneiam, meu filho!… Você já pensou num homem representante da raça ariana reencarnando como mulher negra parideira, rodeada de filhos, de pano amarrado à cabeça, lavando fraldas sujas num tanque?!…”

Curiosidade sobre as três revelações –“… Moisés foi retirado das águas do Nilo num berço de vime; Jesus nasceu sobre uma manjedoura coberta de palha e o espiritismo ‘emergiu’ de uma cestinha de vime!

– Mas, em si, o vime não tem nada a ver?…

– É claro que não, mas a simplicidade tem!  A simbologia é esta!”

Sobre psicógrafos

– “Hoje, felizmente, o maior número é de médiuns intuitivos e inspirados!

– Felizmente, por quê?!

– Porque a gente transmite a idéia e deixa o resto com vocês! … Daqui para a frente todo médium será cada vez mais consciente, e tomara que sua lucidez mediúnica seja acompanhada por maior senso de responsabilidade no cumprimento do dever.”

(Verão de 2011/2012).

Mitch Albom – “Se você tivesse um dia inteiro de perfeita saúde, o que faria?

Morrie Schwartz – …Eu me levantaria de manhã, faria os meus exercícios, tomaria uma bela refeição de brioches e chá, nadaria por alguns minutos, receberia meus amigos para um bom almoço. Eu os receberia em grupos de dois ou três para falarmos de suas famílias, de seus problemas, falar do que representamos uns para os outros. Depois daria um passeio por um jardim com árvores, contemplaria as cores, olharia os pássaros, observaria a natureza que não vejo há tanto tempo. À noite iríamos todos em um restaurante onde servissem uma boa massa, talvez um pato… eu adoro pato… depois dançaríamos o resto da noite. Eu dançaria com todos os presentes, até ficar exausto. Depois viria para casa e dormiria um sono profundo e tranqüilo.

Mitch Albom (Refletindo) – Tão simples. Tão banal. Depois de todos esses meses, incapaz de mexer uma perna ou um pé, como poderia encontrar perfeição num programa tão simples?”   

Observações deste blogueiro: 1. Morrie Schwartz (Foto acima, com o autor), estava na penúltima semana de encarnado. 2. Os negritos são meus.

(A última grande lição, Mitch  Albom, pg. 113)

“O ano é 1979. Há um jogo de basquete na Brandeis. O time vai muito bem, e a torcida estudantil começa a cantar: ‘Somos o Número Um! Somos o Número Um!’ Morrie está sentado por perto, intrigado com os aplausos. A certa altura, em meio a ‘Somos o Número Um’, ele se levanta e grita: ‘Que mal faz ser o número dois?’

Os estudantes olham-no. Param de cantar. Ele senta-se de novo, sorrindo, triunfante.”

Se não houvessem os números dois, três, quatro… Oitenta, não haveria o número ‘um’. O que é significativo neste ensinamento de Morrie é que não deve haver constrangimento em estar em um patamar diferente. (Comentário deste blogueiro).

(A última grande lição, Mitch Albom, pg. 103)

Morrie Schwartz (Dialogando com Mitch) – “Temos uma forma de lavagem cerebral em nosso país… Repete-se uma coisa constantemente… Possuir coisas é bom. Mais posses é bom. Mais consumo é bom. Mais é bom… O cidadão comum fica tão zonzo com tudo isso que perde a perspectiva do que é verdadeiramente importante. Em toda parte por onde andei, conheci pessoas querendo abocanhar alguma coisa… São pessoas tão famintas de amor que aceitam substitutos. Abraçam coisas materiais e ficam esperando que essas coisas retribuam o abraço… Não se pode substituir  amor, ou suavidade, ou ternura, ou companheirismo, por coisas materiais.”

(A última grande lição, Mitch Albom, pg. 83 – Os negritos  e os ítálicos são meus).

– Morrie Schwartz – “… Se você bloquear suas emoções, se não se permitir ir fundo nelas, nunca conseguirá se desapegar, estará muito ocupado em ter medo. Terá medo da dor, medo do sofrimento. Terá medo da vulnerabilidade que o amor traz com ele. Mas atirando-se a essas emoções, mergulhando nelas até o fim, até se afogar nelas, você as experimenta em toda a plenitude, completamente. Saberá o que é a dor. Saberá o que é amor. Saberá o que é sofrimento…

– Mitch Albom (Num monólogo pensativo) – Como nos sentimos sozinhos, às vezes a ponto de chorar, mas não deixamos as lágrimas saírem porque achamos que chorar não fica bem. Ou quando sentimos uma onda de amor por alguém, mas não a revelamos porque o medo do que a revelação pode causar ao relacionamento nos paralisa. A visão de Morrie era  justamente o oposto. Abrir a torneira. Banhar-se na emoção. Não faz nenhum mal. Só fará bem.”

(A última grande lição, Mitch Albom, pg. 71 e 72 – Os negritos são meus).

– Morrie Schwartz – “A vida é uma série de puxões para frente e para trás. Queremos fazer uma coisa, mas somos forçados a fazer outra. Algumas coisas nos machucam, apesar de sabermos que não deviam. Aceitamos certas coisas como inquestionáveis, mesmo sabedo que não devemos aceitar nada como absoluto. Tensão dos opostos, como o estiramento de uma tira de borracha. A maioria de nós vive mais ou menos no meio…

– Mitch Albom – E que lado vence?

– Morrie Schwartz – O amor vence. Sempre.”

(A última grande lição, Mitch Albom, pg. 36).