Archive for the ‘Pensamentos do velhinho’ Category

Aflições – Minhas doenças poderão estar me enfeitando – se as entender como maquiagem – para a grande festa no Plano Espiritual.

Automóvel – Meu automóvel, precisará tornar-se um utilitário – transporte, lazer, ambulância se necessário… – E cuidado excessivo, adoração, brilho, intocabilidade não combinam com utilidade.

Caridade – Minha beneficência, caridade, sensibilidade, têm prioridade sobre a leitura do Evangelho.

Caridade (2) – Quando chegar à Divina Corte não me será questionada a ortodoxia – ou a tradição – de minha fé, mas se realizei ou não a caridade.

Caridade (3) – Os meus dois reais, principalmente se aliados a uma boa palavra, além de contribuírem para a merenda de um desassistido, poderão mostrar-lhe uma luz no final do túnel.

(Primavera de 2011)

Casamento – Repetindo: Mais que honraria, casamento é uma incumbência;

Casamento (2) – Quando digo à minha amada, do alto de meus 61 que minha vida começou aos 18, na verdade estou lhe dando uma nova cantada;

Casamento (3) – Outrora, precisamos de três dias para ‘resolver tudo’; hoje, só preciso de três segundos: O tempo necessário para colocá-la em meu braço;

Casamento (4) – A prova mais cabal da importância da família espiritual está bem ao meu lado… Não somos consangüíneos, porém, fora desta, é o familiar mais importante com o qual o Universo me presenteou!

Simplicidade – As coisas simples da vida, por si só são muito boas; se acompanhadas de humor, ficarão ótimas;

Simplicidade (2) – Às vezes me acho meio simplório… Dou-me conta, então, que assim estou mais próximo da simplicidade do que da importância;

(Primavera de 2011).

Casamento – Casamento, mais que uma honraria, é uma incumbência.

Cautela – A isca pode ser boa, mas o anzol é ruim e… O mar calmo poderá ter redes!

Equilíbrio – Sendo Deus e a Natureza equilibrados, é natural que a Sua Providencial Bondade assim me deseje.

Hobby – Sanhaços, sebinhos, bem-te-vis, corruíras, beija-flores e calhandras não semeiam nem ceifam, mas o Pai do Céu me delega o privilegiado hobby de cuidá-los.

Ídolos – Torno-me responsável pela escolha de meus ídolos (ou meus carrascos?) e pelo tipo de satisfação que me proporcionarão.

Livros – Cada vicissitude requer um tipo de socorro; cada livro, cada autor, poderá ser um socorrista diferente.

Livros (2) –  Livros não têm mouse, utiliza-se o dedo; suas páginas não se minimizam, utilizam-se marcadores.

Paciência – ‘A caridade começa em casa’, a paciência, para comigo mesmo, também!

Palavra sincera – Palavra sincera é que nem Essência Olina… Amarga mas necessária.

Pedi e recebereis – Peço sempre à Espiritualidade que me ‘ature’, que não desista de mim… Aliás, foi o Governador que mandou!

Sensibilidade – Inteirar-me das dificuldades e das necessidades de meu irmão implica em largar: O livro que estiver lendo, meu hobby favorito ou até… Meu catecismo, minha oração ou meu evangelho.

Teoria x prática – A teoria me deixa só… teórico; a prática poderá me iniciar na beneficência.

Teoria x prática (2) – Teóricos e filósofos são parceiros; os práticos e os verdadeiros religiosos, também!

TV – O perigo não está só na TV, mas… também na poltrona que fica na frente dela.

Zelo do Criador – A fidelidade ou a infidelidade das criaturas não é um condicionante para as reações do Criador.

(Primavera de 2011).

1. Não trabalho (na comunidade, movimento, Doutrina Espírita…), porque sou santo; pelo contrário, busco a santidade através do trabalho.

2. Meu homem novo é lento e frágil para o bem; mas não me importo… Meu homem velho era rápido e forte para o mal!

3.  Desejo, na maioria das vezes, continuar vicioso, colérico, alegando ser viajor de um Planeta de Provas e Expiações… O contrário, porém deveria ocorrer: Aproveitar essa passagem para aplainar minhas arestas e as do Planeta.

4. O mais salutar presente que o hoje pode me propiciar é zerar – saldar, liquidaro homem velho que fui nesta ou em encarnações pretéritas.

5. Se ao homem novo está à disposição o hoje, ao de ontem – o homem velho – foi dado o benefício do esquecimento.

6.  O Planeta confia que me firme no bem, pois esta é a real parceria no caminho de Sua transformação.

(Primavera linda de 2011).

1.     Dentre uma maioria, me aproximei, um dia, de uma Casa Espírita, devido à minha prodigalidade.

2.     Foram os braços abertos e os beijos da prece, do estudo e do trabalho que, certamente, encorajaram, um dia, o meu repatriamento. Não ambicionei ser chamado de filho, novamente, mas e daí se o amor do Pai é incondicional!?

3.     Também eu, um dia, ao engajar-me na Casa Espírita, me reencontrei e revivi ante a túnica da proteção, o anel da responsabilidade e as sandálias da segurança.

4.     Retornei à fartura da Casa do Pai, pela dor das feridas e da fome, mas  engrenando a charrua, precisarei prosseguir, progredir e fazer jus à confiança que o Pai me devolveu.

(Primavera, já quente de 2011).

Aflições – A dor, as vicissitudes, os percalços, poderão ser antídoto eficiente ante minha rotina bolorenta.

Altruísmo – A dessemelhança de nossos talentos é proporcional à diversidade das necessidades de nosso próximo.

Confiança ‘de Deus’ – As esperanças – ou a confiança – depositada em mim faz parte de um Plano de Resgate Perfeito e – sobretudo -, de Planos de um Deus infinitamente Justo e Bom.

Desencarne – Não concordo, hoje, com o ditado popular ‘só a morte não tem volta…’ Só ela é a volta!

Deus – Um provedor zeloso e um intendente perfeito e atento.

Dever x Obrigação – O Dever me liberta, ao contrário da obrigação que me aprisiona; o primeiro me dá asas a segunda as tolhe.

Hipocrisia – Fariseu é um hipócrita ‘honesto’, porque intencional. Já o seareiro (trabalhador, militante) hipócrita é um fariseu ‘desonesto’, porque dissimulado.

Ídolos – Fazendo uso de meu livre-arbítrio, com qualquer intensidade, em qualquer tempo e seja na direção que for, elejo meus ídolos e os mensuro. Conforme minha vontade, eles facilitarão meu repouso e minha paz ou me cansarão e atormentarão o meu sono.

Internet e Livros – Se por um lado, a internet me oferece muitas idéias prontas, os livros me dão a oportunidade de aprontar idéias.

Prática – As letras miúdas do evangelho deveriam levar minhas mãos a atitudes graúdas.

Preconceito/Racismo/Intolerância – Apesar da felicidade não ser deste mundo, vivo numa incessante busca de minha Pátria Interior Feliz, que se constrói amealhando uma série de virtudes… Pois bem, o preconceito, o racismo e a intolerância de qualquer ordem, destroem esta Pátria, visto que sua prática me arremessa na mais absoluta infelicidade.

Recomposição – Toda vez que estou buscando uma recomposição, na verdade estou voltando a um estudo que, por algum motivo abandonei porque me aborreceu. Estou novamente me matriculando numa escola e tentando recuperar matérias que um dia deixei para trás.

Solidariedade – Quando solidário, privilegio a uma série de pessoas… Sobretudo, a mim mesmo!

(Primavera, já com menos vento, de 2011).

A vida, além de um imbróglio é um embrulho… Recebemos o pacote que poderá estar com um papel muito dourado ou enrolado num papel de jornal! Esquecemos, mas a verdade é que a escolha do papel foi nossa. Então nós apalpamos, apalpamos o pacote, tentando adivinhar seu conteúdo. A surpresa está dentro… Hay que vivir!

Assim os espíritas carinhosamente a chamam e não pensem que a tem em menor apreço que a religião mais tradicional; apenas os kardecistas simplificam – em assim a chamando -, todos os títulos que, carinhosamente, lhe são outorgados pela igreja romana. Na verdade em a chamando de Mãe de Jesus, estão aí explicitando títulos como Maria Auxiliadora, Mãe dos Aflitos, Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, Medianeira de todas as Graças e tantos outros. Maria, ao longo da sua encarnação à época de Jesus, evidenciou virtudes ímpares… Qual a mãe que, como ela, sofreu antes, durante e após a gestação, vida e martírio de seu Filho? Se eu possuísse apenas um por cento de todas as suas peculiares virtudes, dar-me-ia por satisfeito. (Primavera de 2011).

Calma! Não se trata de nenhuma notícia trágica, como aquelas comumente veiculadas em nossas emissoras… Meus filhos – filha e genro – foram presenteados, por uma bondosa vizinha, com dois ovos de gansa e, dentro de uma natural evolução, resolveram não consumir os ovos, mas… Chocá-los. Calma de novo! É lógico que não possuem as habilidades de mamãe gansa; a chocadeira é artesanal, porém muito bem montada, operada e vigiada. Além de meus dois netos lingüicinhas, poderei, em breve, ter mais dois ‘güansinhos’. Fico imaginando o encontro dos quatro! (Primavera de 2011).

As reticências, aqui, escancaram o que desejo abordar. Sempre ouvi dizer que a vida imita a arte e vice-versa. Que vida é essa que querem me mostrar alguns literatos de meu País? A de uma jovem de 17 anos que passava os dias a chorar e depois entra em coma por tempo indeterminado? A de uma mãe destrambelhada e preconceituosa e que faz distinções entre as próprias filhas, por uma lhe dar lucro e a outra ser especial? A de uma mesma mãe que comete o crime de falsidade ideológica ao registrar sua neta como filha? A de um homem que se sente fracassado – e assim o é considerado pelo irmão – por ser professor universitário de sociologia? A de uma mulher autoritária que rejeitou uma filha, coisa que os próprios animais fazem raramente? Que outras vidas ainda nos mostrarão, sendo que esta obra está apenas começando? Se, realmente, a arte imita a vida, que raios de arte é esta? Julgo que as barbaridades estejam só começando… Virão mais por aí! Não me iludo: A minha vida e a de pessoas sadias, não é isso. (Primavera de 2011).