32328w640“Pela linguagem o homem ajuda-se ou se desajuda (…). A palavra é o canal do ‘eu’” (Emmanuel).

Possuímos sete ‘centros de forças’, os chamados chacras (ou xacras). O terceiro desses centros é o ‘laríngeo’, situado à frente da laringe (ou caixa de voz). O laríngeo é responsável pela energização da boca, garganta e órgãos respiratórios. Digamos que seja o centro de comunicação do ser humano…

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Vamos mais longe: Porque vivemos em sociedade, através de nossa comunicação, ajudaremos ou desajudaremos. Construiremos ou destruiremos. Palavras ferem ou balsamizam.

Sábios afirmam que palavra é tal qual bisturi: Se não cura, mata! Espíritos já muito adiantados conseguem mesmo acometidos pela dor, enunciar palavras que dão alívio a outrem. Não é o caso da maioria de nós humanos, que ainda ferimos mais do que balsamizamos com nosso verbo. Pessoas muito acabrunhadas o que menos desejam é que lhes aumentemos as aflições através de uma palavra mal expressa, de maneira atropelada ou com a voz mal modulada.

Quando expressamos nosso verbo, expomos todo o nosso interior, pois a boca declinará do que nosso coração estiver cheio: Nesse momento nossas paixões explodirão ou virtudes se estenderão.

Nosso Benfeitor ora em estudo, nos aconselhará o equilíbrio, o caminho do meio: que nossa palavra não seja nem doce ou amarga demais; nem branda, nem áspera demais; e que conserte, se for preciso, mas sem a contundência cruel.

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Falar é desempenhar uma faculdade: não nos daria a Divindade a palavra para que não a utilizássemos. Mas a palavra, como todas as circunstâncias de nossas vidas necessita do equilíbrio.

Pensemos nisso, confrades!

(Imagem: Soldado britânico fala ao ouvido da namorada, antes de ir à guerra, 1939. Sintonia: Fonte viva, Cap. 43, Linguagem, ditado por Emmanuel a Chico Xavier, 1ª edição da FEB) – (Inverno de 2016).

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