fotonoticia_20131028125656_800Comer juntos é – ou deveria ser – uma celebração. Alimentar nossos corpos, pois ainda são nossos instrumentos densos, deveria ser sempre o momento propício à alimentação de nossos Espíritos. Se comer é um ato extremamente delicioso, por que não fazermos desse momento o grande motivo de confraria, aliança, convívio, congregação… junto àqueles que amamos?

Contam-nos as Sagradas Escrituras que antes de sua hora derradeira, Jesus desejou confraternizar com os doze: Serviu-lhes pão e vinho, os frutos mais tradicionais da Judéia de então, com vocações agro-pastoris.

Longe de desejar simplesmente cear com os seus amados, a despedida revestia-se do reconhecimento ou homologação da fraternidade que os houvera unido durante os últimos três anos e da ação de graças ao Pai por haverem perseverado no trabalho de iluminação de seus sentimentos e dos sentimentos do povo ao qual Jesus estava predestinado a pregar.

Se eucaristia, em sua origem grega deseja exatamente significar reconhecimento e ação de graças, a verdadeira eucaristia evangélica, segundo Emmanuel, não é a do pão e do vinho materiais, (…) mas a identificação legítima e total do discípulo com Jesus.

Naquele “primeiro dia dos Ázimos” – a sexta feira – por força da tradição judaica Jesus e os seus comeriam a última ceia, e durante esta falariam de muitas coisas, da traição de Judas, de como “o Seu tempo estaria próximo”, da Nova Aliança e do futuro reencontro de todos para confraternizarem na Pátria Celeste. (Mateus 26, 17 a 29).

Estabelecia-se naquela sexta feira, o novo pacto entre Deus e os filhos de Abraão. Jesus era o grande fiador desse pacto ou Nova Aliança. O Mestre era a cara da Nova Lei, a do amor, que abolia o dente por dente, o olho por olho e onde a compaixão deveria dar lugar a todo o tipo de intolerância.

* * *

Que comer juntos seja para todos nós também o grande momento de aprendizado das nossas almas. Que compreendamos que Espíritos reunidos à mesa, apenas ocupando corpos mais ou menos idosos, todos possuem experiências a repassar a todos. Que seja nosso comer aquele momento do respeito e do reconhecimento de nossas fraquezas e de nossas virtudes e que todos aprendamos com elas.

(Sintonia: Questão 318 de O Consolador, de Emmanuel e Francisco Cândido Xavier, 29ª edição da FEB) – (Inverno de 2015).

Deixe um comentário