“Há muitas moradas na casa de meu Pai…” (João, XIV, vv. 2).

Quando abordo – ou preciso abordar – um assunto sobre o qual não tenho muita noção, é claro que me valho de consultas, feitas às fontes mais seguras possíveis. Gosto ainda de me utilizar de alegorias ou exemplos mais palpáveis que venham tornar mais compreensível a matéria.

Necessitando estudar as “diferentes categorias de mundos habitados” e julgando o assunto parcialmente incompreensível, vali-me das duas fontes, os itens 1 e 4 do cap. III do ESE, e a forma alegórica de me pronunciar.

Quando comecei a estudar geografia, ainda nos Salesianos – Liceu Salesiano Leão XIII, Rio Grande-RS – ouvia meus professores afirmarem que a Terra era que ‘nem uma laranja’, achatada nos pólos… Valendo-me do exemplo, diria aqui que os mundos habitados, ou as muitas moradas na casa de meu Pai, seriam mais ou menos com os cítricos: Laranjas, morgotas, limões, bergamotas, poncãs… ou que esses mundos possuem, cascas mais ou menos grossas, possuem mais ou menos polpa e mais ou menos suco. Que nem os cítricos!

Importante lembrar que não são esses mundos que possuem a casca mais ou menos grossa, nem mais ou menos polpa ou suco… Seus habitantes é que possuem uma ‘casca’ mais ou menos grosseira – quantidade de mazelas, paixões – e mais ou menos polpa e suco – sua essência, suas perfeições.

Feita a alegoria, ingresso agora na didática fornecida pelo resumo do ensino de todos os Espíritos da Codificação, me dizendo que os mundos inferiores, intermediários e superiores são escalonados em cinco categorias:

  • “Mundos primitivos: Destinados às primeiras encarnações da alma humana;
  • Mundos de expiações e provas: Onde domina o mal;
  • Mundos de regeneração: Nos quais as almas que ainda têm o que expiar haurem novas forças, repousando das fadigas da luta;
  • Mundos ditosos: Onde o bem sobrepuja o mal; e
  • Mundos celestes ou divinos: Habitações de Espíritos depurados, onde exclusivamente reina o bem”.

É lógico que possuo uma noção mais exata de mundos primitivos, expiações e provas, regeneração… Quanto aos ditosos e celestes ou divinos, valho-me das informações ditadas pelos Espíritos Superiores.

Essa noção mais exata parte do pressuposto que a Terra já foi primitiva, hoje passa por expiações e provas e num futuro será de regeneração, visto regeneráveis serem seus habitantes.

Quanto aos superiores preciso valer-me, além de informações sérias, de minhas alegorias e imaginá-los como os cítricos da melhor qualidade, com cascas muito sutis, fininhas e polpas e sucos admiráveis e abundantes!

(Itens 1 e 4 do cap. III do ESE) – (Primavera linda de 2012).

3 Comentários para “Como os cítricos…”

  • Luci Damati Louzada says:

    Bastante interessante o contido neste teu comentário. Nunca havia imaginado os superiores tais como os cítricos da melhor qualidade… com cascas sutis fininhas e sucos abundantes e admiráveis… Muito boa a tua comparação!!! Valeu amigo!!!

  • Vera Rodrigues says:

    Belíssima comparação!É meu amigo,nosso estágio ainda é de casca grossa,agradecida pela maneira divertida em que nos classificastes.Um forte abraço amigo.

  • Silvia Gomes says:

    É a Lei Divina e imutável da evolução!Bela crônica amigo! Como sempre suas alegorias nos fazem compreender melhor os temas de estudo! Parabéns e obrigado!Abraço!

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