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O noticiário local veiculou recentemente a história de uma mãe que, tendo seu filho assassinado, viu-se com este problema e o de não mais poder engravidar. Durante anos essa mãe, independente de outras atitudes que tomasse como movimentar ONGs, fazia, diariamente, a oração do perdão pelo assassino. Hoje essa mãe e seu esposo possuem uma filhinha com mais de sete anos… 1

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Surpreendentemente, Hammed me ensina que o termo “raiva”, mais que crueldade, violência ou vingança, deseja significar “estado de alerta”, ou aquela energia que despendo e de acordo com meu degrau evolucional a transformarei em “construção ou destruição”.Com raiva e com uma evolução ainda claudicante, estarei destruindo; já com o prazer mostrarei atitudes muito longe das animalescas e estarei construindo.

Agir como esta mãe agiu mais que demonstrar uma atitude antinatural, evidencia o instrumento de defesa de que se utilizou para mostrar à sociedade que não se nivelaria à atitude animalesca do assassino – a da destruição – mas que desejaria mostrar o seu lado evoluído – o da construção.

A história adaptada, porém verdadeira, me põe frente a frente com dois tipos de evolução, desde o ‘homo erectus’ até os dias de hoje: A de uma mãe que evoluiu e a de um assassino que não pode ser comparado nem aos animais.10222012___agca_22102012173149 

Se, à luz da Doutrina é importante eu não ignorar os pregressos ranços que envolveram agredida e agressor, não poderei aqui desprezar a fantástica recuperação de uma das partes e o comprometimento e estagnação da outra.

Nunca fugindo a um antigo instinto de defesa e preservação, trazidos de meus primórdios animalescos, meus naturais auto cuidados ou estados de alerta poderão externar melindre, raiva ou ódio… Mas poderão, também e de uma forma mais evoluída significar audácia, persistência ou determinação. Ambos conduzirão à destruição ou construção; estagnação ou evolução; raiva ou prazer.

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Extinguiu-se do coração dessa mãe a raiva? Não! Simplesmente houve uma transformação: O que a terminaria de destruir – a raiva – ela sublimou para construção. Qualquer um dos sentimentos a ‘protegeria’, mas ela resolveu optar pelo segundo, mais condizente com as Leis Universais…

… Leis essas que lhe deram uma linda menina. O conjunto de construtivas atitudes que tomou ‘não trouxe seu filho de volta’… Mas lhe trouxe uma filha!

Talvez tenha ela canalizado para a causa que abraçou, em favor de pais e parentes com mesmo problema – uma ONG, talvez… – todos os sentimentos menores que pudesse ter, confirmando com isso que desejaria a construção em detrimento da destruição.

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A raiva brota de um natural e primitivo sentimento de preservação; quando sublimada, poderá construir ao invés de natural e ordinariamente destruir.

1. História adaptada, porém verdadeira; 2. Sintonia e expressões em itálico são do cap. Um impulso natural, pag. 185 de Renovando atitudes, de Hammed/Francisco do Espírito Santo Neto, Ed. Nova Era) – (Verão de 2012). 

COM GRATIDÃO, DEDICO ESTE ‘RECOMEÇO’ A SILVIA GOMES…

2 Comentários para ““Construção ou destruição”?”

  • Silvia Gomes says:

    Obrigado meu amigo!Lindo texto! Que tenhamos força para resistir a raiva e preferir sempre construir caminhos novos de amor e paz e não alimentarmos sentimentos que só nos fazem mal.
    Feliz recomeço! Espero que tenha conseguido resolver os problemas do blog!
    Abraços fraternos com carinho!
    Silvia

  • marcia santos ferraro says:

    …aprendizado, como sempre vc passa o EDIFICANTE, como absolutamente NATURAL, SIMPLES, NECESSÁRIO e LÓGICO… sei que temos que praticar, praticar e praticar… farei o impossível, justamente agora, no INÍCIO DE UM NOVO ANO, tudo se encaixa de uma maneira à RENOVAÇÕES e dentre tantas que necessito, incluirei esta… “CONSTRUÇÃO”… mais uma vez OBRIGADA!!! Linda noite à todos….

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